sexta-feira, abril 09, 2010
Alerta sobre tragédia foi dado em 2004
CHUVA E MORTE NO RIO
Alerta sobre tragédia foi dado em 2004
DESCASO do poder público e risco assumido por moradores que sabiam que viviam numa área perigosa estão como pano de fundo da tragédia em Niterói, cidade na qual foram contabilizadas 107 das 182 mortes desde segunda-feira em razão da chuva que atingiu o Estado do Rio. O morro do Bumba, onde foram recolhidos 17 corpos, mas que pode ter causado muitas outras mortes, foi apontado, em 2004, em estudo da Universidade Federal Fluminense como área de alto risco. Apesar de o foco da tragédia no Estado ter se deslocado para Niterói, os trabalhos de buscas e inspeções continuaram no Rio, onde já tinham sido encontrados 55 corpos. A cidade continua em estado de atenção.
FÁBIO GRELLET - ELVIRA LOBATO - DA SUCURSAL DO RIO – FOLHA DE SÃO PAULO
O deslizamento no morro do Bumba, em Niterói, na região metropolitana do Rio - com 17 corpos já encontrados, mas que pode ter causado mais de uma centena de mortos na noite de anteontem-, ocorreu em uma área onde o risco era conhecido havia pelo menos seis anos. Em 2004, o Instituto de Geociência da Universidade Federal Fluminense fez um estudo, a pedido do Ministério das Cidades, e constatou que a área tinha alto risco de acidentes e exigia monitoramento constante. Entre 1970 e 1985, o morro foi depósito de lixo de Niterói e São Gonçalo. Nos 25 anos seguintes, a área foi ocupada por mais de cem casas, segundo os moradores. Cerca de 50 delas foram soterradas. Em todo o Estado, cerca de 14 mil pessoas deixaram suas casas. Em Niterói, há centenas de desabrigados, incluindo 56 pessoas resgatadas com vida após sofrerem com o deslizamento.
Em todo o Estado do Rio, desde a noite de segunda-feira, foram resgatados 182 corpos e 161 pessoas feridas.
Cerca de 20 mil domicílios ainda permaneciam sem luz na capital, segundo a Light, distribuidora de energia elétrica que atende a cidade. Das vítimas do morro do Bumba, em Niterói, só duas haviam sido identificadas. São dois adultos que trabalhavam numa creche destruída. Esse foi o terceiro desabamento registrado na área desde a tempestade de terça-feira. Naquele dia, cinco pessoas morreram soterradas ali após um deslizamento que destruiu duas casas. "Na ocasião, os moradores foram alertados de que precisavam sair do local, de que havia risco de desabamento", afirma o secretário municipal do Meio Ambiente, José Antônio Fernandes. Moradores negam ter recebido o alerta. Na quarta-feira, a prefeitura iniciou a abertura de um canal para escoar a água represada no morro, cuja infiltração facilitaria deslizamentos. Operários trabalharam até as 18h de anteontem, cerca de três horas antes do deslizamento. Um vigia que tomava conta da retroescavadeira usada no serviço morreu soterrado. Horas antes, segundo a Defesa Civil, parte de uma casa havia desabado. Bombeiros e técnicos do órgão foram ao local, mas não chegaram a determinar que a área fosse evacuada. Segundo a Defesa Civil de Niterói, um laudo será emitido nos próximos dias. A prefeitura decretou ontem estado de calamidade pública.
Moradores afirmam que, quando chovia, saía fumaça em parte do solo do morro do Bumba. A decomposição do lixo gera gás metano. "Não foi um deslizamento de terra comum. Houve uma explosão, o lixo foi lançado longe", conta o entregador de pizza Marcelo Oliveira, 29, que trafegava por uma rua próxima e diz ter visto o desabamento. A secretária estadual do Ambiente, Marilene Ramos, visitou ontem o local e admitiu que uma reação química gerada pela decomposição do lixo pode ter contribuído para o acidente. De acordo com um engenheiro geotécnico ouvido pela Folha, a explosão só poderia ocorrer com a produção de uma centelha. Um curto-circuito pode ter provocado a combustão do gás metano concentrado no solo. "Ouvi uma explosão e pensei que fosse um poste, um problema elétrico. Aí vi, pela janela, que o morro havia desabado. Parecia filme de guerra", conta a enfermeira Lindalva da Costa Gomes, 41, vizinha do local onde aconteceu o deslizamento.
Em todo o Estado do Rio, desde a noite de segunda-feira, foram resgatados 182 corpos e 161 pessoas feridas.
Cerca de 20 mil domicílios ainda permaneciam sem luz na capital, segundo a Light, distribuidora de energia elétrica que atende a cidade. Das vítimas do morro do Bumba, em Niterói, só duas haviam sido identificadas. São dois adultos que trabalhavam numa creche destruída. Esse foi o terceiro desabamento registrado na área desde a tempestade de terça-feira. Naquele dia, cinco pessoas morreram soterradas ali após um deslizamento que destruiu duas casas. "Na ocasião, os moradores foram alertados de que precisavam sair do local, de que havia risco de desabamento", afirma o secretário municipal do Meio Ambiente, José Antônio Fernandes. Moradores negam ter recebido o alerta. Na quarta-feira, a prefeitura iniciou a abertura de um canal para escoar a água represada no morro, cuja infiltração facilitaria deslizamentos. Operários trabalharam até as 18h de anteontem, cerca de três horas antes do deslizamento. Um vigia que tomava conta da retroescavadeira usada no serviço morreu soterrado. Horas antes, segundo a Defesa Civil, parte de uma casa havia desabado. Bombeiros e técnicos do órgão foram ao local, mas não chegaram a determinar que a área fosse evacuada. Segundo a Defesa Civil de Niterói, um laudo será emitido nos próximos dias. A prefeitura decretou ontem estado de calamidade pública.
Moradores afirmam que, quando chovia, saía fumaça em parte do solo do morro do Bumba. A decomposição do lixo gera gás metano. "Não foi um deslizamento de terra comum. Houve uma explosão, o lixo foi lançado longe", conta o entregador de pizza Marcelo Oliveira, 29, que trafegava por uma rua próxima e diz ter visto o desabamento. A secretária estadual do Ambiente, Marilene Ramos, visitou ontem o local e admitiu que uma reação química gerada pela decomposição do lixo pode ter contribuído para o acidente. De acordo com um engenheiro geotécnico ouvido pela Folha, a explosão só poderia ocorrer com a produção de uma centelha. Um curto-circuito pode ter provocado a combustão do gás metano concentrado no solo. "Ouvi uma explosão e pensei que fosse um poste, um problema elétrico. Aí vi, pela janela, que o morro havia desabado. Parecia filme de guerra", conta a enfermeira Lindalva da Costa Gomes, 41, vizinha do local onde aconteceu o deslizamento.
FOTO:Bombeiros resgatam corpo no morro do Bumba, em Niterói, ontem, onde houve deslizamentoRafael Andrade/Folha Imagem
quinta-feira, abril 08, 2010
O efeito retardado no Mordo do Bumba se deve ao encharcamento progressivo do terreno.
Tragédia em Niterói
Especialistas alertaram, em VEJA.com, para o risco de áreas como o Morro do Bumba
8 de abril de 2010 - Por João Marcello Erthal
A área com dezenas de casas que desapareceu sob a avalanche de terra e detritos no Morro do Bumba, em Niterói, integra o conjunto de locais que resistiram aos primeiros temporais, mas, encharcados, desmantelaram-se com as chuvas menos intensas dos dias que se seguiram à primeira tormenta.
Na manhã da quarta-feira, o professor de geotecnia Maurício Ehrlich, da Coppe/UFRJ, chamava a atenção das autoridades para o risco nesse tipo de terreno. “A chuva forte causa deslizamentos rapidamente em solos de pouca espessura. Terrenos mais espessos levam mais tempo para apresentar a ruptura, o que pode ocorrer vários dias depois do pico do volume de chuva”, alertava o pesquisador a VEJA.COM.
Ehrlich não é um profeta. Se os gestores públicos do estado e de Niterói tivessem dado ouvidos ao que ele e outros pesquisadores afirmavam desde o início da nova onda de desabamentos, a providência teria sido a de retirar compulsoriamente as famílias que ainda ocupavam – e ocupam – terrenos com risco de desabamento.
O efeito retardado no Mordo do Bumba se deve ao encharcamento progressivo do terreno. Como há mais terra para absorver a água, a pancada inicial de chuva não causa danos. Mas o nível de líquido no solo, principalmente quando fica represado, vai subindo aos poucos. Depois de alguns dias com chuva fina, mesmo que sem grande intensidade, o peso do terreno e a perda de resistência causam a “ruptura” – termo técnico para o deslizamento que, onde há ocupação por casa, é também sinônimo de tragédia. Trocando em miúdos, a tragédia era questão de tempo.
Para quem está atendo ao volume de chuvas e à composição da encosta, esses movimentos do solo não são surpresa. Já para os que incentivaram a ocupação ou se omitiram... “Não dá para o prefeito dizer que não sabia. É ocupação incentivada. Jorge Roberto Silveira e o PDT estão no poder em Niterói há mais de 20 anos, ignorando e estimulando a expansão de favelas. Alguns partidos, ditos populares, progressistas, acham que favela é uma maneira de punir a burguesia. Isso é uma burrice, uma maneira de punir a população carente. É usar a população carente com arma de uma ideologia distorcida”, acusa o especialista em engenharia costeira Paulo Cesar Rosman, também da Coppe, defensor ferrenho da remoção das ocupações de encostas.
Morador de Niterói, o pesquisador e professor do departamento de Geologia e Geografia da UERJ Luiz Carlos Bertolino, chama atenção para uma fragilidade a mais no Morro do Bumba. “O local serviu de depósito de lixo da cidade, sem qualquer estrutura, até 30 anos atrás. Era uma área sem qualquer condição de receber construções, mas como não há política de habitação ou controle da ocupação urbana, transformou-se quase em bairro. Agora, tentam culpar os moradores pela própria tragédia”, afirma.
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decidiu anular o 41º Concurso Público para Admissão nas Atividades Notariais e/ou Registrais da Corregedoria Geral da Justiça do Estado do Rio de Janeiro.
CNJ anula concurso público para cartórios do Rio de Janeiro
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decidiu anular o 41º Concurso Público para Admissão nas Atividades Notariais e/ou Registrais da Corregedoria Geral da Justiça do Estado do Rio de Janeiro. A decisão foi tomada na sessão plenária desta terça-feira (06/04), durante a análise do procedimento de controle administrativo (PCA 0000110-14.2009.2.00.0000), solicitado por diversos candidatos inscritos no concurso público. Os conselheiros consideraram haver favorecimento de candidatos aprovados no certame, que teriam ligações íntimas com o presidente da comissão do concurso, desembargador Luiz Zveiter. O plenário decidiu encaminhar a decisão à Corregedoria Nacional de Justiça para que esta conceda prazo ao Tribunal de Justiça do Rio do Janeiro (TJRJ) para realização de novo concurso e declaração de vacância dos cargos já ocupados.
O edital do concurso foi publicado em setembro de 2008 e a prova discursiva foi realizada em 29 de novembro de 2008. Os candidatos que ingressaram com o pedido no CNJ alegaram que o desembargador Luiz Zveiter, presidente do TJRJ, era namorado da candidata Flávia Mansur Fernandes, aprovada em 2º lugar no concurso. Também afirmaram que a candidata Heloísa Estefan Prestes teria sido beneficiada na correção de sua prova. Os candidatos alegaram que a candidata Heloísa Prestes não possui domínio da língua portuguesa nem do vocabulário jurídico, não fazendo jus a sua nota no concurso. Informaram também que o desembargador Luiz Zveiter, quando era Corregedor-Geral de Justiça, teria indicado Flávia Mansur e Heloísa Estefan Prestes para responderem pelo 2º Ofício de Notas de Niterói, em detrimento do substituto.
O Desembargador Luiz Zveiter alegou que a designação de Heloísa Prestes para responder pelo 2º Ofício da Comarca de Niterói, em detrimento do substituto, ocorreu em razão de irregularidades no cartório e era justificada pelos relevantes serviços por ela prestados nos Registros Civis das Pessoas Naturais das 3ª e 4ª Zonas do 1º Distrito de Niterói. Informou que Heloisa Prestes ficou responsável pelo 2º Ofício de Niterói até a finalização do 41º concurso. O presidente do TJRJ comunicou ainda que Flávia Mansur foi sua namorada, “tendo o relacionamento terminado no início do ano de 2007”. Em relação à sua designação para substituta do 2º Ofício de Niterói, justificou que a indicação foi do delegatário responsável.
Ao analisar o pedido, o relator do PCA, conselheiro José Adonis Callou de Araújo Sá afirmou ser “incompatível com os princípios da moralidade e da impessoalidade a participação do Corregedor-Geral de Justiça como presidente da comissão examinadora de concurso do qual participe como candidata a sua namorada ou ex-namorada”. No seu voto, o relator pontuou a “existência de muitas evidências de parcialidade da comissão examinadora”. Segundo ele, essas evidências foram necessárias para a convicção de que houve favorecimento a candidatas na correção das questões da prova discursiva. “Uma das candidatas favorecidas é namorada ou ex-namorada do Corregedor-Geral e presidente da comissão do concurso. A outra é amiga do Corregedor-Geral e foi beneficiária de diversas indicações anteriores para responder por rentáveis serventias extrajudiciais e para integrar comissões instituídas pela Corregedoria”, afirmou.
No seu voto, o conselheiro José Adonis enumerou diversos erros gramaticais cometidos pela candidata Heloisa Prestes e comparou as respostas e pontuação da candidata Flávia Mansur com a de outros concorrentes. “A convicção a que cheguei, fundada em muitas evidências de quebra da isonomia, com o favorecimento às candidatas mencionadas, não me permite propor outra solução para o caso senão a anulação de todo o concurso”, afirmou o conselheiro.
EN/MM
Agência CNJ de Notícias
quarta-feira, abril 07, 2010
Fenômenos naturais, problemas artificiais
Fenômenos naturais, problemas artificiais
05/04/2010 por Marina Silva
Já estamos nos acostumando a ver todos os anos as imagens de tragédias relacionadas a chuvas e enchentes no Brasil e, no final, as prefeituras pagam a conta pelos gastos para atender as populações afetadas.
Já não podemos tratar essas chuvas e enchentes como sendo problemas naturais. Eles decorrem também do impacto dos seres humanos nos ecossistemas, talvez porque exista ocupação irregular na região ou porque o saneamento não foi feito ou porque os rios são assoreados, entre várias outras causas.
Todos os anos vemos famílias sendo desalojadas de suas casas, muitas perdas materiais e de vidas, e o que se faz é esperar o ano seguinte para ver tudo acontecer de novo.
Se essas enchentes acontecem recorrentemente e as causas não são apenas naturais, as prefeituras não podem arcar sozinhas com as despesas em ações de emergência. Os governos Estaduais e Federais devem apoiar os municípios para resolver questões dessa magnitude.
Sabemos que esses problemas causados pela utilização irresponsável do meio ambiente não podem ser controlados a curto ou médio prazo, de modo que nós já deveríamos ter investimentos voltados para o atendimento dessas populações vulneráveis.
É preciso, por exemplo, termos planos e sistemas de alerta para avisar moradores sobre a iminência de enchentes. Os treinamentos para atender essas situações devem, ainda, extrapolar o treinamento clássico dado pela Defesa Civil e pelo Corpo de Bombeiros, para capacitar a população sobre como agir nessas situações.
Mapa da Devastação do Rio
Mapa da Devastação do Rio
Informações e fotos dos estragos causados pela chuva que caiu na região metropolitana do Rio. Ajude a enriquecer este mapa com novas contribuições.
terça-feira, abril 06, 2010
Não adianta procurar um só vilão para a situação de calamidade que se instalou sobre o Rio de Janeiro hoje
Enviado por Camila Nobrega - 6.4.2010
Não adianta procurar um só vilão para a situação de calamidade que se instalou sobre o Rio de Janeiro hoje, deixando inundações e pelo menos 80 mortes já registradas. Segundo o especialista em planejamento urbano sustentável Henri Acserald, trata-se de uma desconexão dos sistemas municipais, tais como gestão de lixo, habitação, escoamento, entre outros. Para ele, que é pesquisador do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano Regional (Ippur), a curto prazo a principal solução seria limpar rios e galerias, impedindo o acúmulo de lixo. Mas, a longo prazo, há necessidade de um projeto que, em vez de brigar com a natureza, faça uso dela para melhorar o escoamento das águas.
--- Precisamos de medidas que evitem o acúmulo de água, mas é algo muito além de limpeza de galerias. Na Europa, por exemplo, já há medidas para se substituir asfalto, além de outras ações que alteram a concepção de planejamento urbano antiga. Hoje, a ideia é aproveitar a base natural de uma cidade, inclusive para facilitar o escoamento, em vez de ir contra ela. No passado, as políticas eram voltadas para canalização, sem respeitar a natureza de rios e mangues. Não dá mais para se pensar desse jeito.
O pesquisador afirma que o principal debate ambiental ligado ao planejamento urbano atual está relacionado com a capacidade de se perceber as relações entre condições de moradia, gestão do lixo e também sistemas de prevenção e socorro em emergências. Tudo isso aliado às escolhas relacionadas ao modelo de urbanização, que pode ser mantido, ou alterado. Em relação às habitações e ao processo contínuo de favelização no município, Acserald faz uma ressalva, lembrando que a saída apontada por especialistas não é a remoção, ao contrário do que tem marcado as ações do governo do estado.
-- As autoridades aproveitam para legitimar as remoções em áreas favelizadas, mas os especialistas têm insistido na necessidade de se urbanizar. A questão não é ir contra a situação que temos na cidade, mas fazer adaptações. A lição que essa chuva dá é a prova da desconexão de tudo, ou seja, falta de sustentabilidade. É a triste lição que a gente tem -- afirmou o pesquisador.
FOTO: A água da chuva encobriu um ônibus da linha 629 (Saens Peña – Irajá) na altura de Jacaré, no subúrbio do Rio. Para conseguir entrar no ônibus, meninos subiram pelo teto do veículo. Marcos Tristão/Agência O Globo
Mas tem alguns políticos que não gostam de responder aos posts.
Políticos buscam aproximação do eleitorado por meio da internet
Sites de relacionamento são utilizados para a criação de vínculos entre candidatos e eleitores
Reportagem Juliano Ecco - Edição Luiza Vaz
Depois de ter mostrado sua força nas eleições norte americanas, os sites de relacionamento parecem ter chamado a atenção dos políticos brasileiros. Além de perfis nos conhecidos Orkut e Facebook, pessoas públicas – como políticos e celebridades – aderiram ao Twitter, um microblog que permite a postagem de mensagens de até 140 carcteres, com atualização rápida e ilimitada. Com a pergunta inicial “O que você está fazendo?”, as mensagens publicadas no Twitter são geralmente respostas curtas às questões de outros usuários ou links para os textos opinativos dos blogs pessoais. Entretanto, comentários sobre assuntos cotidianos e mais comuns aos leitores, como o futebol ou música, não são ignorados. “A informação política é importante, já que faz parte do meu trabalho, mas as curiosidades do eleitor também devem ser valorizadas, até para humanizar a imagem pessoa pública”, ressalta o senador Álvaro Dias (PSDB-PR),usuário do site.
Canal de igualdade - O segredo do sucesso da interação entre políticos e público no Twitter é a igualdade que o blog gera entre os dois. “Se um político responde uma citação ou indagação, ele abre um canal direto com aquela pessoa, que passa a enxergá-lo como alguém presente, simpático e acessível”, diz Hugo Wantuil, ‘twitteiro’, idealizador e criador do site Twitterank, que lista os usuários mais ‘envolvidos e influentes’ do microblog. “O objetivo principal do site é mensurar a maneira como as pessoas interagem com o Twitter e também oferecer um rank apenas com perfis do Brasil”, completa. O Twitterank é montado com um cálculo que leva em conta o número de seguidores de cada usuário, seu número de mensagens e respostas que recebe e quantas vezes o perfil é citado por outros usuários. Segundo o ranking, o governador Roberto Requião (PMDB) e o senador Álvaro Dias(PSDB), ambos eleitos pelo Paraná, estão entre os cinco políticos mais influentes no Brasil. “O político precisa, cada vez mais, encontrar novas formas de ser transparente e prestar contas do seu serviço. Como a internet se transformou na maneira mais rápida e eficaz de fazer isso, passei a divulgar meu trabalho e minhas opiniões no blog e no Twitter”, explica Dias. O deputado federal Florisvaldo Fier, o Dr. Rosinha (PT-PR), também tem seu perfil no Twitter e é citado como um dos parlamentares mais ‘influentes’ no Twitterank . “Com uma mídia convencional que carece de pluralidade e é marcada por oligopólios regionais e familiares, a internet adquire um papel de dar voz a setores que não encontram espaço nos jornais e nas emissoras comerciais de rádio e TV”, defende. O deputado também possui um perfil no formspring.me, um site que monta um formulário de questões enviadas por outros usuários, sem limites de caracteres. “O Twitter é mais dinâmico, mas acredito que o formspring.me seja mais útil a quem pergunta, já que oferece mais espaço e condições de expressão a quem elabora as respostas”, diz. Embora tenham assessores para lidar com a imprensa, Álvaro Dias e Dr. Rosinha garantem que as mensagens são criadas por eles mesmos. “O Twitter é alimentado diariamente por mim e, também, por um integrante do coletivo do nosso mandato”, diz Rosinha. “Eu próprio faço questão de postar as mensagens. É uma forma de prestar contas do mandato que me foi conferido”, explica Álvaro Dias.
Influência do Twitter - Segundo o cientista político e professor da UFPR, Adriano Codato, as mensagens triviais publicadas pelos políticos são maneiras de seguir o protocolo da rede. “Não dá pra usar o método de divulgação da rádio na televisão, assim como não se pode copiar o que passa na TV para a internet”, explica. A grande ‘militância’ que ocorre no Twitter também é assunto estudado pelos especialistas. A proximidade entre leitor e político gera um grande número de mensagens, ‘retweets’ (respostas ou repetições de informação) e infinitos focos de discussão, o que não é tão fácil de ser obtido fora da web. “As redes sociais políticas tem muito apelo porque é simples ficar em casa clicando, é cômodo. Pode ser uma maneira de reforçar a passividade do público”, diz Codato. Embora a procura por política tenha crescido na internet, de acordo com especialistas, o uso dessa ferramenta não possui o poder de decidir as eleições desse ano. “Ao contrário do Orkut, o Twitter ainda não chegou às classes C e D, onde se concentra a maior parte da população”, diz Hugo Wantuil.
E ela nega a agressão com medo de represálias contra sua família! É o fim do mundo!
Ameaçada, diretora nega agressão em escola no Rio
Por Pedro Dantas, Agencia Estado, Atualizado: 5/4/2010 18:50
"Houve uma briga durante o recreio da tarde. A diretora chamou os três envolvidos à direção. Ao saber que a mãe seria trazida para o colégio, um deles reagiu, rasgou documentos, agrediu a diretora e foi embora. Ele foi para a casa e contou para mãe que tinha sido agredido. Por volta das 17 horas, a mãe voltou com o filho e alguns amigos dela. Após receber chutes e socos, a diretora ficou refugiada em uma sala até que os professores acalmaram os ânimos", disse uma professora, que pediu para não ser identificada.
Segundo o relato dela e de outros professores, o aluno em questão seria irmão de um traficante da Mangueira morto pela polícia e de outro rapaz recentemente afastado da escola. Eles acusaram o menino de, no fim do ano passado, torcer o braço de uma funcionária após ser impedido de entrar na escola fora do horário. O site da Regional III do Sindicato dos Profissionais da Educação do Rio (Sepe-RJ) disponibilizou fotos do vandalismo na escola onde constam depredações e frases de ameaças de morte contra a diretora.
"O mais assustador é que os alunos gritavam 'escracha' no momento em que a professora era espancada. Eram quase cem pessoas. As agressões verbais são diárias. Evitamos as agressões físicas porque adotamos a tática de não contrariar", lamentou outra educadora. Hoje, os professores da escola tentaram sem sucesso uma audiência na Secretaria Municipal de Educação (SME).
Por meio de nota, a SME disse que determinou "a apuração dos fatos e a garantia à segurança da comunidade escolar". De acordo com a SME, a diretora foi vítima de uma agressão verbal pela mãe de um dos alunos. O menino de 12 anos teria quebrado uma das janelas da escola com uma pedra. No entanto, a versão dos professores que estavam no local é diferente.
Dossiê
"Esta violência é resultado de uma escola que funciona sem inspetores, psicólogo ou assistente social. A prefeitura tenta abafar o caso, mas a escola ficou dois dias sem funcionar e está sem direção, porque a diretora adjunta também pediu afastamento", disse a coordenadora do Sepe-RJ, Susana Gutierrez. Ela afirmou que a entidade prepara um dossiê com diversos casos de agressões contra educadores nas escolas do Rio.
No ano passado, o sindicato divulgou que as escolas do Rio eram "um barril de pólvora". Em resposta, a SME informou hoje que autorizou a nomeação de 300 Agentes Educadores, que serão encaminhados às escolas. Um encontro entre representantes da SME e professores está marcado para a tarde de amanhã.
segunda-feira, abril 05, 2010
domingo, abril 04, 2010
O prejuízo que traz uma uma decisão judicial equivocada!
Justiça dos EUA proíbe avó de ver Sean
Por Felipe Werneck, Agencia Estado, Atualizado: 3/4/2010 14:30
A família brasileira do garoto S. - levado em dezembro passado pelo pai americano, David Goldman, após uma disputa judicial no Brasil - vai recorrer da decisão da Justiça de Nova Jersey (EUA), que negou um pedido da avó materna, Silvana Bianchi, para visitá-lo. A informação foi dada hoje pelo advogado Sérgio Tostes, que representa a família. "O pai sempre negou e impediu o contato", afirmou o advogado. Segundo Tostes, o pedido de Silvana foi baseado na Convenção de Haia, o mesmo argumento usado pelo pai na Justiça brasileira para conseguir ficar com o filho. "Ele alegava que (o contato) seria prejudicial à adaptação da criança. Também obrigava que os telefonemas fossem em inglês, para que pudesse monitorar as conversas. Não restou alternativa a não ser ir à Corte com um pedido para ter direito à visitação, com base na Convenção de Haia", declarou. (Foto por MARCOS ARCOVERDE/AGÊNCIA ESTADO/AE) A Justiça norte-americana, segundo relatou Tostes, aceitou os argumentos de Goldman de que, no momento, a visitação "seria prejudicial e poderia atrapalhar o relacionamento com o pai". Ainda de acordo com o advogado, houve apenas um encontro da avó com o neto depois que ele foi para os EUA, mas "foi um fracasso total" por causa das "restrições".“A decisão do tribunal de Nova Jersey descumpre a Convenção de Haia, que diz que o interesse da criança deve prevalecer sobre ações administrativas, legislativas e judiciárias. E prevê que a criança seja ouvida em processos judiciais, como temos tentado junto ao STF. Esperamos agora, que diante desse impedimento de ter contato com a família, o STF decida a questão mais rapidamente”, disse Tostes.Segundo o advogado, Silvana Bianchi retorna ao Brasil na noite deste domingo (4).
sábado, abril 03, 2010
A natureza se rebelando.
O fenônemo com o vulcão subterrâneo Fimmvorduhals, que voltou a expelir lavas na Islândia, abriu uma cratera no gelo de mais de 500 metros. A foto aérea mostra o momento da erupção do vulcão Fimmvorduhals, próximo do Glaciar Eyjafjallajokull. O vulcão Fimmvorduhals fica sob o gelo, entre as geleiras de Mýrdal e Eyjafjalla – a quase 120 quilômetros ao leste de Reykjavik. Os cientistas já esperavam, há vários anos, que o vulcão Fimmvorduhals entrasse em erupção. O início da atividade vulcânica, depois de quase 200 anos, ocorreu por volta de zero hora do dia 21/03/2010 na Islândia.
As lavas expelidas pelo vulcão abriram uma rachadura de comprimento entre 500 m e 1 km no gelo. A ilha da Islândia foi formada pela atividade vulcânica e possui inúmeros vulcões subterrâneos, ainda ativos. O vulcão mais conhecido é o Hekla, que há dez anos não entra em erupção. A classificação da erupção do vulcão Fimmvorduhals foi de categoria baixa, mas os cientistas temem que outro vulcão próximo, o vulcão Katla, de alto poder de destruição, também entre em erupção. O governo decretou estado de emergência na região e mais de 600 pessoas deixaram suas casas, assim que o Fimmvorduhals entrou em atividade no sul da Islândia. Os habitantes de 3 cidades próximas ao vulcão Fimmvorduhals foram alojadas em escolas e atendidas por funcionários da Cruz Vermelha. Não há previsão de retorno para suas casas.
Fonte G1 e Agências Internacionais - Foto: Ragnar Axelsson / AP.
sexta-feira, abril 02, 2010
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