quinta-feira, agosto 26, 2010

Cáis... #fotografia #fotojornalismo #photos #botequimtuitajoaquim Vou navegar e volto mais tarde... Ciao! by Johnguardacosta

PEDRO AZNAR - DEJA LA VIDA VOLAR (VICTOR JARA)

Receita: mais três ligados a Serra tiveram sigilo violado

Receita: mais três ligados a Serra tiveram sigilo violado
O GLOBO

Dados foram abertos no mesmo dia da espionagem contra vice-presidente tucano

Mais três pessoas ligadas ao candidato tucano à Presidência, José Serra, tiveram o sigilo fiscal violado: Luiz Carlos Mendonça de Barros, ministro do governo Fernando Henrique; Gregório Marin Preciado, marido de uma prima de Serra; e Ricardo Sérgio de Oliveira, ex-diretor do Banco do Brasil. As violações aconteceram em 16 minutos, em um computador da Receita, no mesmo dia da espionagem contra o vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge. Os vazamentos constam da investigação da Receita que silenciou sobre o caso. Serra voltou a culpar a campanha de Dilma Rousseff pelo vazamento: O PT faz espionagem e coisas gravíssimas. Para o PT, os tucanos alimentam um factoide político.
Espionagem em série
Além de Eduardo Jorge, outros três nomes ligados a Serra tiveram dados violados na Receita

Roberto Maltchik - BRASÍLIA

Eduardo Jorge Caldas Pereira, vice-presidente do PSDB, não foi o único tucano a ter seus dados fiscais devassados ilegalmente.
Num intervalo de 16 minutos, em 8 de outubro de 2009, um computador da Delegacia da Receita Federal em Mauá (SP) serviu como base para acesso não autorizado a dados sigilosos de mais três pessoas ligadas ao PSDB e ao presidenciável tucano, José Serra. Na lista estão Luiz Carlos Mendonça de Barros, ministro das Comunicações no governo Fernando Henrique; Gregório Marin Preciado, marido de uma prima de Serra; e Ricardo Sérgio de Oliveira, diretor do Banco do Brasil no governo FH.
Os dados constam do processo administrativo aberto em 1° de julho pela Corregedoria da Receita. A Polícia Federal e o Ministério Público Federal também investigam suposto uso dos dados para montagem de um dossiê por integrantes da campanha da candidata do PT, Dilma Rousseff.
Três analistas tributárias da Delegacia de Mauá são investigadas.
Receita omitira outras vítimas
Pelo relatório, a primeira quebra de sigilo ocorreu às 12h27m, para coletar os dados da declaração de IR do exercício 2008/2009 de Luiz Carlos Mendonça de Barros. O computador usado foi o de Adeilda Ferreira dos Santos, funcionária da Receita em Mauá, e a senha, de Antônia Aparecida Rodrigues dos Santos Neves Silva, chefe do órgão regional e ex-secretária geral da Delegacia Sindical de Santo André/São Bernardo. Às 12h30m, os dados de Gregório Preciado foram acessados. Na sequência, às 12h31m, foram acessados dados sobre Ricardo Sérgio; às 12h43m, foi a vez dos dados fiscais de Eduardo Jorge.
No último caso, a Receita já comprovou que houve acesso imotivado: os servidores não tinha interesse funcional para acessar os dados.
A Receita alegava sigilo nas investigações para dar informações sobre o caso, e não revelara que, além de Eduardo Jorge, outras pessoas tinham sido vítimas da espionagem.
Por ordem da Justiça Federal, porém, a Receita foi obrigada, anteontem, a dar acesso a Eduardo Jorge às investigações.

O processo administrativo ouviu todos os servidores de Mauá. Porém, os principais depoimentos foram prestados pelas três servidoras que tiveram acesso à mesma senha usada para manusear as informações dos quatro personagens: Adeilda, Antônia e Ana Maria Rodrigues Caroto Cano.
Antônia é a dona da senha e, inicialmente, foi apontada pelos investigadores como autora do acesso aos dados de Eduardo Jorge. As três negaram, em depoimento, envolvimento com o episódio e, a pedido da Corregedoria, estão afastadas temporariamente de suas funções.
A Corregedoria levantou todos os acessos com as senhas, e dos terminais, das três analistas. Além dos quatro aliados de Serra, outros três CPFs de pessoas que já tiveram alguma atividade pública também despertaram o interesse da apuração, segundo o relatório.
Nos depoimentos de Antônia, Adeilda e Ana, os investigadores questionaram a rotina delas e se tinham ligação com Eduardo Jorge. A Corregedoria também perguntou se cada uma delas é ou foi filiada ou possui amizade com integrante de partido político. As três disseram que não conhecem Eduardo Jorge e negaram elo com política partidária.
Para Eduardo Jorge, as novas informações são a prova de que havia na campanha petista operação para coletar munição contra Serra: Sem sombra de dúvida, está provada a existência de operação concertada de pessoas da campanha do PT para levantar informações sigilosas do grupo ligado a Serra.
Eduardo Jorge disse que espera o fim da investigação para entrar com ação judicial de reparação de danos provocados pela quebra do sigilo. O tucano, porém, disse não crer na apuração da Corregedoria da Receita: Não vejo condições de se identificar quem quebrou o sigilo e repassou ao PT.
A Receita informou que não pode confirmar ou desmentir as informações do relatório. Sobre a possibilidade de serem abertas novas investigações, e se já sabia sobre os acessos aos dados de outros tucanos, disse que a Corregedoria é independente e que os procedimentos são considerados sigilosos.
Se todo o prazo previsto para a investigação da Corregedoria da Receita for utilizado, os resultados da apuração podem ser apresentados somente após o segundo turno das eleições, em 27 de outubro.

Cícero, para O Jornal de Brasília

Ricardo Guimarães justifica seu voto em Marina Silva, do PV

Sem rabo preso

Ricardo Guimarães justifica seu voto em Marina Silva, do PV
10.08.2010 | Texto por Ricardo Guimarães Ilustração Roberto Ploeg
Caro Paulo,
Tenho três motivos para votar na Marina Silva. Um deles é que, para mim, Marina é um ser humano superior que eleva o nível de qualquer ambiente em que está presente. Como essa percepção é muito subjetiva, sugiro que quem ainda não interagiu com ela ou não a ouviu, se tiver a oportunidade, não desperdice. Preste atenção no respeito que os seus adversários e os jornalistas em geral têm por ela.
O segundo motivo ainda é bem subjetivo. Nos meus 62 anos de vida não conheci pessoa com tamanha integridade intelectual, moral e espiritual. Mesmo não concordando com algumas de suas opiniões, Marina me emociona com a beleza de sua integridade. Sim, beleza que emociona. Falo como profissional: a estética de Marina é de uma eloquência extraordinariamente bela - sua linguagem corporal, sua voz, seu modo de vestir, suas palavras, seu olhar, seus gestos, seus sentimentos, suas ideias, os exemplos que usa, as referências acadêmicas e da cultura popular, sua praticidade, sua firmeza na divergência, sua tranquilidade no não saber, sua amorosidade com tudo e com todos, inclusive adversários, ela tem a consistência, a harmonia e a autoridade de quem não pensa para falar. Tudo flui, como a arte quando ela acontece. Eu acredito que quando o ser humano se livra de tudo o que o distrai de seu propósito o que sobra deve ser algo parecido com a Marina. Até seus acessórios são essenciais. Enfim, eu me sentiria um brasileiro mais seguro, íntegro e bonito com Marina no Planalto.
O terceiro motivo é muito pragmático: precisamos dominar as mais altas instâncias de decisão na sociedade com pessoas lúcidas, competentes, inspiradas e corajosas para evitar o pior. O pior pode ficar por conta de cada um. Pode ser fome, desemprego, violência urbana, poluição, colapso do sistema financeiro internacional, guerra por recursos naturais, pragas e epidemias, enchentes e secas, conflitos étnicos e religiosos, em síntese, desequilíbrios críticos de toda natureza que já estão fazendo a vida neste planeta ser um horror cotidiano.
PROJETO COMUM
Na iniciativa privada tenho procurado dar algum suporte a líderes, gestores e empreendedores que têm o projeto de tornar suas empresas líderes, elevando o nível da competição em seus mercados. Você sabe do que estou falando porque você é um deles e é por isso que a gente está junto há 15 anos. Quando me perguntam quem eu indicaria para ministros da Marina, eu sempre falo dos CEOs dos nossos clientes. Um deles já está lá como vice.
Na vida pública, as experiências que eu tive com políticos foram péssimas e suficientes para eu me manter afastado desse ambiente, apesar dos inúmeros e ricos convites que recebi para trabalhar para governos e candidatos.
Depois que conheci Marina, mudei meus planos. Temos alguém para assumir o Planalto e fazer o que tem que ser feito. Ela tem a competência, a inspiração e a coragem. E, graças a Deus, não tem o rabo preso com partidos e interesses que fragilizam a execução de qualquer proposta de governo.
Estou a serviço de Marina e, se você quiser ou souber de quem queira colaborar, me avise que ponho na roda. Esse projeto é de todos nós.
Meu abraço,
Ricardo
*Ricardo Guimarães, 62, é presidente da Thymus Branding. Seu e-mail é rguimaraes@trip.com.br e seu Twitter é twitter.com/ricardo_thymus
Publicado hoje em http://revistatrip.uol.com.br/

Brasil é cada vez mais o reduto solitário do Orkut no mundo social

Brasil é cada vez mais o reduto solitário do Orkut no mundo social

Sabe quem mais usava o Orkut no mundo, além dos brasileiros? A Índia. Escrevo usava porque, segundo dados da consultoria comScore divulgados nesta quarta-feira, o Facebook, com 179% de crescimento em um ano, passou o site de relacionamentos do Google entre os indianos.
De 7, 4 milhões de usuários únicos, o Facebook passou para 20,8 milhões entre os meses de julho de 2009 e de 2010. E o Orkut? Foi de 17 milhões para quase 20 milhões.
Eu sei, não é uma senhora margem de vantagem. Mas, mesmo assim, 179% de crescimento é digno de nota.
No Brasil, segundo o Ibope, a movimentação tem sido a mesma. Há um ano o Orkut mantém cerca de 70% de acessos de usuários únicos. O Facebook? Mais que dobrou sua participação desde então - também na comparação entre os “julhos” (2009 e 2010) - saindo dos 12% para os 30%.
Se depender do que os nossos leitores disseram sobre as mudanças recentes do Orkut, o site de relacionamentos do Google deve seguir estagnado. Fonte: Blog Infosfera

Waldez, no Amazônia Jornal

Ministros do STJ ampliam o conceito de consumidor

Parte vulnerável
Ministros do STJ ampliam o conceito de consumidor
Para o Superior Tribunal de Justiça, consumidor não é apenas aquele que usa o produto para consumo direto, mas também para fins de trabalho. Ao negar provimento ao Recurso Especial interposto pela Marbor Máquinas, a ampliação do conceito pela 3ª Turma beneficiou uma compradora que assinou contrato contendo cláusulas abusivas. Nas palavras da ministra Nancy Andrighi, relatora do recurso, normas do Código de Defesa do Consumidor podem ser aplicadas “desde que seja demonstrada a vulnerabilidade técnica, jurídica ou econômica”.
A consumidora entrou na Justiça para pedir o reconhecimento de que algumas cláusulas do contrato assinado eram nulas. O documento tratava da compra de uma máquina, a ser paga e 20 prestações mensais. Aplicando o Código de Defesa do Consumidor, a decisão de primeira instância aceitou a revisão da compradora.
Ao recorrer ao STJ, a empresa alegou que, nos casos em que o destinatário final adquire um bem para utilizar no exercício da profissão não existe relação de consumo. Ainda, de acordo com Código de Processo Civil, a ação deve ser julgada no foro eleito pelas partes.
A ministra Nancy Andrighi lembrou que a ampliação da ideia de consumidor já havia sido empregada em decisões anteriores. Na visão dela, o conceito torna-se “mais amplo e justo”. Além disso, a análise da relação entre empresa e consumidora torna evidente qual é a parte mais fraca. “No processo em exame, o que se verifica é o conflito entre uma empresa fabricante de máquinas e fornecedora de softwares, suprimentos, peças e acessórios para a atividade confeccionista e uma pessoa física que adquire uma máquina de bordar em prol da sua sobrevivência e de sua família, ficando evidenciada sua vulnerabilidade econômica” declarou a ministra. Com informações da Assessoria de Comunicação do STJ.

Alecrim

Leia decisão que condenou Garotinho e Álvaro Lins

LOTEAMENTO DE CARGOS

Leia decisão que condenou Garotinho e Álvaro Lins




MARINA ITO
O ex-governador do Rio de Janeiro e atual candidato a deputado federal Anthony Garotinho foi condenado a dois anos e meio de prisão pelo crime de quadrilha. Além dele, foram condenados também o ex-chefe de Polícia Álvaro Lins, por formação de quadrilha, corrupção e lavagem de dinheiro, a 28 anos de prisão e outras oito pessoas. A decisão é da 4ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro. Cabe recurso e os condenados poderão recorrer em liberdade.
Segundo o juiz Marcelo Tavares, que analisou o processo, ficou comprovado que o ex-governador e o ex-chefe de Polícia promoviam loteamento de cargos nas delegacias do Rio. “O réu Anthony Garotinho impunha aos órgãos públicos do Estado sua autoridade de ex-governador e ex-secretário de Segurança e agia informalmente como quem efetivamente mandava no Estado, quando lhe interessava”, escreveu o juiz.
De acordo com a decisão, os envolvidos tinham interesses distintos ao se organizarem, alguns pretendiam o poder; outros, dinheiro. Ele faz a ressalva de que, apesar de um dos objetivos ser o de favorecer organização criminosa de exploração de jogo de azar, não há provas de que Garotinho e outros três réus tenham praticado corrupção. Tampouco, diz, há prova de que o ex-governador tenha obtido lucro ilícito para uso individual.
Segundo o juiz, “há interceptação de ligações telefônicas nas quais participa pessoalmente em que fica demonstrado que, sem exercer qualquer cargo público, atuava em administração paralela na área de segurança pública, interessado em nomear delegados para a titularidade de delegacias especializadas e na promoção de delegados, sem ter atribuição para tanto”.
Em seu blog, Garotinho afirma que vai recorrer da decisão. "Evidente que vou recorrer com todos os instrumentos jurídicos que a lei disponibiliza, por se tratar de uma decisão absurda, sem amparo legal, e com a qual não me conformo. Quando um grupo se une para a formação de quadrilha, busca obter algum tipo de benefício. A pergunta que se impõe neste momento é: qual a vantagem obtida por mim?", escreveu.
Já em relação a Lins, que teve o mandato de deputado estadual cassado, a decisão acolheu as denúncias apresentadas pelo Ministério Público Federal e o condenou a 28 anos de prisão por formação de quadrilha, corrupção e lavagem de dinheiro. Grande parte da decisão, de mais 350 páginas, refere-se ao ex-chefe da Polícia.
Acusada de participar de lavagem de dinheiro, a mãe de Álvaro Lins foi absolvida. O próprio MPF pediu a absolvição. O juiz entendeu que havia elementos suficientes para condená-la. Mas fez a ressalva: "sua conduta, apesar de consciente, foi de aceitação de um pedido formulado por filho (recém-separado e com dois netos) que, reconheça-se, era bom para ela: desde que os elementos probatórios permitiram analisar, remete-lhe dinheiro mensalmente e a mantém mesmo distante. Como exigir-lhe que lhe virasse as costas quando precisou? É o coração de mãe um mistério. Com ele, faz-se por um filho aquilo que a outro qualquer a razão negaria". O juiz afirmou ter colocado "a estrita técnica jurídica para se apegar a um critério de humanidade".
O caso está relacionado à Operação Segurança Pública S/A, da Polícia Federal, que, por sua vez, é um desdobramento Operação Gladiador, também da PF. Nessa operação, três inspetores de Polícia foram condenados por favorecer Rogério Andrade na guerra com Fernando Ignácio, os dois envolvidos com a exploração de máquinas caça níqueis.
Em agosto de 2008, a juíza convocada Márcia Helena Nunes, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (Rio e Espírito Santo), decretou a prisão preventiva do ex-chefe da Polícia Civil. Lins perdeu o mandato e, com isso, o processo foi distribuído à primeira instância. Em maio de 2009, sua prisão foi revogada pelo Superior Tribunal de Justiça.
Público e privado
O juiz também faz uma crítica contundente à situação da Segurança Pública. “Cabe somente observar que a dinâmica avassaladora na atuação da organização criminosa, como se vai ver, que tomou de assalto a área de segurança pública do Estado do Rio de Janeiro, somente foi possível por encontrar condições favoráveis culturais e históricas para tanto, do que se aproveitaram de maneira pensada e estudada.”
Citou entre os vários fatores “a falta de limite entre o espaço público e o privado”, “a omissão silenciosa dos homens de bem, por medo e por comodismo”, “a falta de critérios reais e claros para adoção de atos administrativos na Polícia Civil”, “prática da espetacularização dos atos policiais, as prisões e buscas fantásticas e a apresentação vexatória de pessoas ainda investigadas”, além da “falta de idealismo”, “a fragilidade dos órgãos de inteligência para selecionar líderes policiais” e “o esquecimento”.
Ao analisar os vários diálogos travados entre os réus sobre os bastidores das promoções dos policiais, o juiz afirmou que o “ostracismo e a perseguição administrativa” eram os prêmios dados a quem se pautava pelos princípios constitucionais da legalidade e da moralidade.
Clique aqui para ler a decisão – Parte 1
Clique 
aqui para ler a decisão – Parte 2
Leia a nota divulgada pelo ex-governador Anthony Garotinho
A decisão da 4ª Vara Federal evidencia mais um capítulo da perseguição covarde dirigida não só a mim, mas a toda minha família. É de se estranhar o fato de ela ser anunciada justamente no período eleitoral, a 41 dias das eleições no país, e justamente quando todas as pesquisas de intenção de voto apontam meu nome como o deputado federal mais votado do Rio de Janeiro. Enganam-se aqueles que acham tratar-se de uma mera coincidência. Além da afirmação do Ministério Público Federal de que eu sabia das supostas atividades do ex-chefe de Polícia Civil, Álvaro Lins, não há, nos autos, rigorosamente, nenhuma acusação ou prova formais contra mim. 
Evidente que vou recorrer com todos os instrumentos jurídicos que a lei disponibiliza, por se tratar de uma decisão absurda, sem amparo legal, e com a qual não me conformo. Quando um grupo se une para a formação de quadrilha, busca obter algum tipo de benefício. A pergunta que se impõe neste momento é: qual a vantagem obtida por mim? 
Uma rápida leitura da minha trajetória política e pessoal demonstra que não sou homem de me abater. Tampouco acumulei bens, apesar de ter sido prefeito de Campos em duas ocasiões, deputado estadual, secretário de estado duas vezes e governador do segundo estado da Federação. Reafirmo que essa decisão em 1ª instância, justamente quando me encontro em campanha pelo Sul Fluminense, em nada irá alterar minha disposição de disputar uma vaga à Câmara dos Deputados, no próximo dia 3 de outubro. 
Anthony Garotinho
Em tempo: A decisão da 4ª Vara Federal não impede a minha candidatura. 

Bessinha

Gabeira afirma que teme "mexicanização" do Brasil

Gabeira afirma que teme "mexicanização" do Brasil
FOLHA DE S. PAULO
*DEPUTADO DIZ QUE CABRAL "FAZ O GOVERNO E TRAZ TODO MUNDO QUE QUEIRA EMPREGUINHO" *PARA VERDE, "MAIORIA ESMAGADORA" DAS COMUNIDADES DO RIO NÃO ESTÁ PACIFICADA
O deputado federal Fernando Gabeira (PV), 69, candidato ao governo do Rio de Janeiro, afirmou ontem que a política do Estado tende para "uma coligação única". Ele criticou seu principal adversário, o governador Sérgio Cabral Filho (PMDB), pelo que chamou de "método arca de Noé".
"Faz o governo e traz todo mundo que queira empreguinho", disse o deputado durante a sabatina Folha/UOL, realizada no Teatro dos Quatro, no shopping da Gávea, zona sul do Rio.Gabeira disse que, assim como no plano federal, existe o risco de "mexicanização da política brasileira", em referência à manutenção do PRI, que ficou mais de 70 anos no poder naquele país.
O deputado do PV sugeriu que existe uma ligação entre o governo estadual e os traficantes de drogas da comunidade da Rocinha, no que chamou de um "processo de convivência".
Disse ainda que a política de segurança carece de "inteligência".
Vestindo calça jeans, casaco preto e tênis, o ex-guerrilheiro Gabeira criticou o discurso da presidenciável Dilma Rousseff (PT), de que ela defendia a democracia ao lutar contra a ditadura militar (1964-85): "Os grupos armados tinham como programa a ditadura do proletariado". Gabeira respondeu a perguntas da plateia e de Vinicius Mota, secretário de Redação da Folha, Rodrigo Flores, gerente-geral de notícias do UOL, Plínio Fraga, repórter especial, e Antônio Gois, repórter da Sucursal do Rio.
Mexicanização
Existe uma tendência à mexicanização da política brasileira. A construção, não de um partido único, mas de uma coligação única. Os métodos do PT e do Cabral no Rio são semelhantes. É o método arca de Noé: faz o governo e traz todo mundo que queira apoiar e também um ou outro empreguinho. A coligação do Cabral não tem nem tempo de dizer o nome de todos os [16] partidos que o apoiam.
Candidatura
Percebi que no Rio era necessária uma candidatura de oposição. Não é possível que nós caminhássemos para uma candidatura única. Teria uma eleição tranquila para deputado, ou com chances para o Senado, mas tinha que cumprir esse papel.
Serra e Marina
A ambiguidade permanece. Toda vez que eu estou com o Serra, me perguntam pela Marina. Toda vez que eu estou com a Marina, me perguntam pelo Serra. Quando estou sozinho, dizem que estou muito sozinho. Quando estou com alguém da minha coligação, dizem que estou mal acompanhado [Gabeira é candidato pela coligação PV-PSDB-DEM-PPS].
Governo e o tráfico
O Nem [Antônio Bonfim Lopes, chefe do tráfico da Rocinha] está ali porque tinha um braço político [que] votava e era articulado com o governo [estadual]. Na Rocinha há um processo de convivência [com o tráfico de drogas]. Eu sou contra.
Segurança
Nenhuma grande cidade do mundo permitiria que um comboio de 80 pessoas armadas se deslocasse sem que fosse detectado por câmeras. [...] O governador diz que há paz no Rio. Eu digo que não, porque por todo lado vejo gente de fuzil, metralhadora, granada... Ele fala sobre 1% das comunidades que estão pacificadas. A maioria esmagadora não está. Ele diz que vai levar UPPs para cada comunidade. Não temos recursos suficientes.
Desvios éticos
Devolvi o dinheiro da passagem [da Câmara para viagem da filha] e formulei as regras que hoje dão à Câmara uma economia de R$ 32 milhões. [...] Sempre mantive um carro Gol à disposição do gabinete.
Não tinha condições de usar o carro na campanha e no gabinete. Aluguei um carro para o gabinete e mantive o outro para a campanha. Como o carro que aluguei [com verba da Câmara] era mais confortável, em certos momentos trocamos por uma questão de conforto.
Quanto à outra questão [contratação de empresa da mulher para elaborar um site], era o mais barato e [tinha] a melhor qualidade.
Guerrilha
No caso da Dilma, há diferenças na apreciação do que foi a nossa atuação. Todos os principais ex-guerrilheiros que se lançam na política costumam dizer que lutavam pela democracia. Eu não tenho condições de dizer isso. Não se pode corrigir o passado. Havia muita gente lutando pela democracia, mas não os grupos armados que tinham como programa a ditadura do proletariado.
Educação
O Rio tem 1.200 escolas de ensino básico que precisam ser municipalizadas, em sintonia com os prefeitos. Uma novidade de São Paulo pode ajudar: outro professor ou estudante universitário na sala de aula. Outra é a revisão do currículo, em sintonia com o Ministério da Educação, para ter matérias opcionais. [...] Queremos desenvolver mais ainda o ensino profissionalizante. O Rio vive um apagão de mão de obra especializada.
Olimpíada, Copa e pré-sal
Os investimentos feitos para a Olimpíada e para a Copa do Mundo devem se reverter em benefícios permanentes para a população. [Os investimentos] devem ser feitos numa economia que leva em conta a necessidade de não ficarmos tão dependendo do petróleo. O Rio precisa ser um centro turístico internacional. Não apenas a capital, mas todo o Estado. É possível, por exemplo, construir uma estrada de ferro para unir o Rio de Janeiro a Petrópolis.
Candidato da zona sul
O Cabral é mais zona sul do que eu. Eu moro em Ipanema, e ele no Leblon. Talvez esse estigma nasça pelo fato de eu ter defendido ideias que são mais ventiladas na zona sul. Talvez parte da zona sul tenha um nível intelectual e padrão de renda mais alto, e talvez eu tenha a preferência dos eleitores dessa área.
Drogas
Só com uma polícia muito avançada pode realmente legalizar. Legalizar não é o liberou geral. É um controle mais sofisticado.
Religião
Tenho uma proximidade grande, pelo menos teórica, com o budismo.
Palmada
Sou contra as palmadas. Mas nem tudo que sou contra gostaria de reger por lei. É um espaço na relação pai e filho que o Estado não deve, necessariamente, reger.
Voto obrigatório
Sou a favor do voto facultativo. Sou contra tudo que é obrigatório.

FHC, o ´não militante`

FHC, o ´não militante`

CORREIO BRAZILIENSE Daniela Almeida

Ex-presidente diz que sua atuação na campanha de Serra se restringe aos bastidores e critica postura adotada por Lula

São Paulo - Presença rara na campanha do candidato tucano à presidência, José Serra, o ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso (PSDB) disse ontem que não é militante como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e considera sua participação compatível à postura do cargo que ocupou. Apareço da maneira como acho que um expresidente deve aparecer, dando ideias, discutindo, mas não sou militante. Acho que é uma certa incompatibilidade de postura.
Cada um defende a sua. Temuns que defendem como o presidente Lula. Ele é um militante. Esqueceu que é presidente de todos nós para representar uma facção, alfinetou.
O ex-presidente tem atuado mais ativamente nos bastidores da campanha tucana. Apesar de ter gravado participações em programas eleitorais de outros candidatos do partido, como o do senador e atual presidente do PSDB, Sérgio Guerra (PE), do exgovernador de São Paulo Geraldo Alckmin e do pleiteante ao Senado Aloysio Nunes Ferreira (SP), FHC não chegou a figurar em inserções no programa serrista.
FHC também não é visto ao lado de Serra em eventos de campanha ou na participação do candidato em debates, como o último encontro entre presidenciáveis transmitido por uma rede de TV em São Paulo. O ex-presidente, no entanto, minimizou sua ausência com a justificativa de que, desde que ocupou a Presidência, disse que não participaria mais de política partidária ativa.
Embora seja ex-presidente, acho que devo guardar uma certa distância da briga direta da política.
Dou minhas opiniões e todo mundo sabe qual é o meu lado. Aécio O ex-governador de Minas Gerais Aécio Neves (PSDB), candidato ao Senado, esteve ontem em São Paulo para a gravação de uma inserção no programa eleitoral de Serra. Aécio, que prometeu empenho na campanha presidencial, teve um encontro rápido com Sérgio Guerra em um café nos Jardins, Zona Sul de São Paulo.
Aécio, aliás, tem sido peça chave nas costuras da campanha tucana à Presidência. Foi ele o responsável por colocar panos quentes nas negociações junto ao DEM para a definição do candidato ao vice, no episódio que quase culminou com a dissolução da coligação. À época, FHC chegou a reunir-se com Serra e Aécio para discutir o assunto.
Dessa vez, o ex-presidente não participou da reunião.
Segundo FHC, ele e Guerra talvez se falassem por telefone na noite de ontem.Natal Os aliados de José Serra no Rio Grande do Norte cumpriram agenda política com o presidenciável na tarde de ontem, em Natal.
Embora evitem vincular suas imagens às do candidato tucano, José Agripino Maia (DEM), que pleiteia vaga no Senado, e Rosalba Ciarlini (DEM), postulante ao cargo de governadora, percorreram as ruas da capital ao lado de Serra em carro aberto e depois a pé. Ambos alegaram que a campanha deles é estadual, motivo para não mencionar o ex-governador de São Paulo em suas propagandas eleitorais.

Skoob

BBC Brasil Atualidades

Visitantes

free counters