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sábado, outubro 16, 2010

Lula em detalhes

Lula em detalhes
FERNANDO DE BARROS E SILVA - FOLHA DE SÃO PAULO - 16/10/10
SÃO PAULO - Lula voltou a gravar ontem participações no programa eleitoral de Dilma durante o horário de expediente. Deu, como ele diria, "aquela enforcadinha básica". É um detalhe sem importância? Tudo o que diz respeito a Lula se tornou, de certa forma, "um detalhe", não necessariamente sem importância.
Lula praticamente transformou a Presidência num comitê de campanha. Atropelou a liturgia do cargo e desdenhou a legislação eleitoral repetidas vezes. Anunciou que iria extirpar parte da oposição do país e tratou a imprensa como adversária a ser vencida. Fez troça da (e com a) República pela qual deve zelar.
Se Dilma tivesse vencido a eleição no primeiro turno, a descoberta da traficância da parentada na Casa Civil também teria passado à história como outro "detalhe", vencido pela marcha triunfal do lulismo.
(O êxito de Lula, aliás, eximiu o PT de um exame crítico de suas práticas no poder e serviu para legitimar o vale-tudo no campo ético-político, com exceções de praxe, pois há gente boa e séria no partido).
O fato é que Lula não preservou nem a Presidência nem a sua imagem nesta campanha. Colocou-as antes a serviço da sua candidata.
Foi tanto o entusiasmo (digamos assim) do presidente sobre os palanques na reta final do primeiro turno que ele pode, sim, ser corresponsabilizado pelo revés no dia 3. Pareceu até que a tutela sobre o processo eleitoral havia atingido um ponto de exaustão, como se uma overdose de remédio tivesse envenenado a candidata.
Em parte em função deste diagnóstico, Dilma se viu obrigada a ensaiar seus primeiros passos, o que fez com algum destrambelho no debate. O PT, porém, como uma mãe insegura, hesita entre estimulá-la a andar (coisa que evitou no primeiro turno) e devolvê-la ao colo do pai.
A popularidade de Lula voltou a subir, mostra hoje o Datafolha. Ele atingiu 81% de aprovação. Numa disputa tão acirrada, e diante de um quadro estável, esse é o detalhe da pesquisa que chama a atenção.

quinta-feira, setembro 23, 2010

Lula diz que imprensa não pode 'inventar'

Lula diz que imprensa não pode 'inventar'
Jocyelma Santana O ESTADO DE S. PAULO
O presidente Lula voltou a atacar a imprensa brasileira ontem. Ele afirmou que a liberdade de imprensa é "sagrada para fortalecer a democracia", mas não significa que se deva inventar". 0 PT convocou militantes a participar de protesto de ONG crítica "mídia tradicional", amanhã, no Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, contra o que ela chama de "golpe midiático" a favor do candidato José Serra.
Presidente acusa imprensa brasileira de "inventar"
O presidente Lula voltou ontem a investir contra a imprensa. "Liberdade de imprensa é sagrada para fortalecer a democracia, mas não significa que se deve inventar", afirmou, durante inauguração em Porto Nacional (TO).
Lula vem numa escalada de ataques aos meios de comunicação. O motivo são as denúncias que ligam a Casa Civil da Presidência a tráfico de influência. O caso derrubou a ministra Erenice Guerra, braço direito da presidenciável Dilma Rousseff (PT), potencial prejudicada pelo escândalo.
Em seu discurso, porém, o presidente preferiu ignorar as evidências de irregularidades mostradas pela mídia brasileira e se amparar na imprensa internacional. "Não tem uma revista internacional que não tenha a capa elogiando a economia e o governo brasileiros."

Skoob

BBC Brasil Atualidades

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