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terça-feira, setembro 21, 2010

Brasil pode se tornar alvo de hackers do Leste Europeu

Brasil pode se tornar alvo de hackers do Leste Europeu
Diário de Pernambuco – 20/09/2010
O crescimento da economia brasileira pode resultar em uma mudança no perfil dos crimes cometidos pela internet contra as instituições financeiras do país. A exemplo do que já ocorre com bancos norte-americanos, o Brasil poderá passar a ser alvo de cibercriminosos do Leste Europeu. O alerta foi dado pelo chefe interino da Unidade de Crimes Cibernéticos do FBI (Polícia Federal dos Estados Unidos), James Harris.
“Como a economia brasileira está crescendo mais do que a do resto do mundo, certamente atrairá os mesmos tipos de criminosos que atuam contra as instituições financeiras dos Estados Unidos. A maioria desses criminosos vive no Leste Europeu, para onde o dinheiro roubado, pela internet, dos bancos norte-americanos é levado”, disse em entrevista exclusiva à Agência Brasil o agente do FBI.
Ele explica que a maioria dos crimes investigados pela polícia brasileira envolve práticas cometidas no país. “Esta é uma das diferenças entre as investigações do FBI e da Polícia Federal [PF] brasileira. Enquanto aqui no Brasil os criminosos investigados encontram-se em território nacional, os criminosos que são investigados pelo FBI costumam cometer os crimes a partir de outros países.”
Para Harris, a PF tem totais condições de combater esses criminosos. “A capacitação dos policiais federais brasileiros é muito similar à que é dada aos agentes do FBI. Venho ao Brasil há mais de 15 anos e posso afirmar: o treinamento, os cursos, as técnicas e as tecnologias são muito parecidas com as que utilizamos nos EUA”, afirmou.
O fato de haver hackers brasileiros entre os melhores do mundo também acaba tornando a PF mais preparada para lidar com os criminosos do Leste Europeu. “Fiquei muito impressionado com o que vi sendo feito por hackers brasileiros”, acrescentou.
Ele elogia também a forma como a PF compartilha suas informações, tanto internamente – entre diferentes áreas periciais e investigativas – quanto externamente, com outras instituições.
“A interação das áreas investigativas no Brasil parece ser bastante eficiente, com policiais focando a investigação como um todo, desde a parte tecnológica, relativa à invasão de um sistema, até o caminho que o dinheiro segue para chegar às mãos dos criminosos. Isso requer uma grande sintonia entre especialistas das áreas tecnológicas e da área financeira.”
Para as investigações de caráter internacional, o FBI e a PF têm tido uma articulação cada vez mais eficiente. “Atualmente é possível desburocratizar a comunicação entre os dois órgãos. Principalmente a partir de encontros como o ICCyber [conferência sobre crimes cibernéticos que ocorreu na semana passada em Brasília]”.
A informação foi confirmada pelo chefe do Serviço de Perícias em Informática, o perito criminal federal Marcos Vinícius Lima, do Instituto Nacional de Criminalística.
“Investigações que envolvem tecnologias precisam ser feitas de forma cada vez mais rápida e objetiva. Como muitas vezes envolvem práticas criminosas transnacionais, requerem uma comunicação dinâmica e desburocratizada com órgãos de outros países, e isso de fato tem ocorrido entre a PF e o FBI”, disse o perito à Agência Brasil.
Da Agência Brasil

domingo, junho 20, 2010

Congresso dos EUA teme ataque cibernético

Congresso dos EUA teme ataque cibernético

19 de junho de 2010| Estadão - Por Agências

O governo dos EUA pode ter que adotar “medidas extraordinárias” em resposta a um ataque cibernético que poderia afetar redes cruciais de computadores, públicas e privadas, informou um funcionário de alto nível da Secretaria de Segurança Nacional.
O diretor do Centro Nacional de Segurança Cibernética, Phil Reitinger, disse ao Congresso que se deve avaliar se são necessários novos esforços de emergência presidenciais para determinar se as indústrias fundamentais, como plantas, redes elétricas e os sistemas financeiros vitais, poderiam responder em caso de uma crise informática.
Uma comissão do Senado propõe que o presidente tenha uma autoridade mais específica sobre como poderiam reagir essas indústrias.
O senador independente Joe Liberman, que preside a Comissão de Segurança Interna e Assuntos Governamentais do Senado, disse que esses poderes deveriam incluir a capacidade de exigir das empresas que instalem um filtro de segurança em seus computadores ou bloqueiem certo tipo de tráfego na internet.
As autoridades americanas estão trabalhando para fortalecer a segurança na internet. As redes federais de computadores são analisadas e atacadas milhões de vezes por dia por intrusos e terroristas cibernéticos, assim como por delinquentes que buscam conseguir dados sensíveis, destruir ou afetar operações vitais da indústria.
Embora haja poucos que coloquem dúvidas sobre a gravidade da ameaça, os legisladores estão divididos sobre a amplitude do papel que deve julgar o governo nesses casos, e que organizações federais serão responsáveis por enfrentar essas ameaças.
No meio do debate estão os líderes de algumas indústrias, que alegam que as empresas podem fazer frequentemente um trabalho melhor do que o governo federal em proteger os seus sistemas e garantir que seu pessoal está bem capacitado para enfrentar as ameaças.
Em depoimentos preparados previamente para uma audiência realizada na terça-feira na Comissão de Segurança Nacional, Reintinger dise que o presidente já tem alguns poderes de emergência. Assim, qualquer ajuste não deve superar a lei que já existe. O depoimento foi obtido pela Associated Press.
A lei, segundo Reitinger, “reconhece que os americanos esperam que seu governo federal preveja, evite e responda a qualquer ameaça cibernética” e adicionou que as cláusulas relativas aos poderes presidenciais “reconhecem que o governo poderia necessitar a adoção de medidas extraordinárias para cumprir essas responsabilidades”.
(Associated Press)

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