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quinta-feira, junho 17, 2010

“Cidade de Deus” conquista 7º lugar na lista dos 100 melhores filmes do mundo da Empire

“Cidade de Deus” conquista 7º lugar na lista dos 100 melhores filmes do mundo da Empire

Monet - 16/6/2010
O site da revista britânica Empire divulgou esta semana sua lista com os 100 melhores filmes do cinema mundial. Em primeiro lugar, o japonês “Os Sete Samurais” (1954), dirigido por Akira Kurosawa. Em sétimo, o brasileiro “Cidade de Deus” (2002), de Fernando Meirelles. Não participam do ranking produções da Grã-Bretanha nem dos EUA.
Sobre por que “Cidade de Deus” merece estar entre os dez mais, o site afirma: “O retrato corajoso do lado sombrio da vida nas favelas do Rio de Janeiro chamou a atenção de todos, mas é a incrível naturalidade das atuações do grande e inexperiente elenco jovem que fez o filme ir além e deixou claro que este não é mais um festival de miséria.”
A única outra obra brasileira que figura na lista é “Central do Brasil” (1998), dirigida por Walter Salles — coproduzida em pareceria com a França. Ficou em 57º.
Em 2008, “Cidade de Deus” havia aparecido em 177º lugar no ranking da Empire de 500 melhores filmes de todos os tempos, que inclui produções britânicas e americanas.
Será que só a falta de concorrência internacional foi responsável pela subida de 170 postos nessa nova lista? Ou o peso político que o Brasil vem ganhando no cenário global recentemente também influenciou a mudança?
Você pode conferir a lista completa clicando aqui ou na relação abaixo. (Lembre-se: só entraram nesse ranking filmes que não são do Reino Unido nem dos EUA).
01. Os Sete Samurais (Akira Kurosawa, 1954, Japão)
02. O Fabuloso Destino de Amelie Poulain (Jean-Pierre Jeunet, 2000, França)
03. Encouraçado Potemkin (Sergei Eisenstein, 1925, Rússia)
04. Ladrões de Bicicleta (Vittorio de Sica, 1948, Itália)
05. O Labirinto do Fauno (Guillermo del Toro, 2006, Espanha)
06. A Batalha de Argel (Gillo Pontecorvo, 1966, França)
07. Cidade de Deus (Fernando Meirelles, 2002, Brasil)
08. O Sétimo Selo (Ingmar Bergman, 1957, Suécia)
09. O Salário do Medo (Henri-Georges Clouzot, 1953, França)
10. A Viagem de Chihiro (Hayao Miyazaki, 2001, Japão)
11. A Doce Vida (Federico Fellini, 1960, Itália)
12. Metrópolis (Fritz Lang, 1927, Alemanha)
13. A Regra do Jogo (Jean Renoir, 1939, França)
14. A Liberdade é Azul/A Igualdade é Branca/A Fraternidade é Vermelha (Krzysztof Kieslowski, 1993/1994, Polônia)
15. Deixe Ela Entrar (Tomas Alfredson, 2008, Suécia)
16. Era Uma Vez em Tóquio (Yasujiro Ozu, 1953, Japão)
17. A Canção da Estrada/O Invencível/O Mundo de Apu (Satyajit Ray, 1955/1956/1959, Índia)
18. Oldboy (Park Chan-wook, 2003, Coreia do Sul)
19. Aguirre – A Cólera dos Deuses (Werner Herzog, 1972, Alemanha)
20. E Sua Mãe Também (Alfonso Cuarón, 2001, México)
21. Nosferatu (F.W. Murnau, 1922, Alemanha)
22. Rashomon (Akira Kurosawa, 1950, Japão)
23. O Espírito da Colméia (Victor Erice, 1973, Espanha)
24. Vá e Veja (Elem Klimov, 1985, Rússia)
25. O Barco – Inferno no Mar (Wolfgang Petersen, 1980, Alemanha)
26. A Bela e a Fera (Jean Cocteau, 1946, França)
27. Cinema Paradiso (Giuseppe Tornatore, 1988, Itália)
28. Lanternas Vermelhas (Zhang Yimou, 1991, China)
29. Os Incompreendidos (François Truffaut, 1959, França)
30. Conflitos Internos (Alan Mak e Lau Wai-keung, 2002, Hong Kong)
31. Godzilla (Ishiro Honda, 1954, Japão)
32. O Ódio (Mathieu Kassovitz, 1995, França)
33. M – O Vampiro de Dusseldorf (Fritz Lang, 1931, Alemanha)
34. Valsa com Bashir (Ari Folman, 2008, Israel)
35. A Grande Ilusão (Jean Renoir, 1937, França)
36. Decálogo (Krzysztof Kieslowski, 1988, Polônia)
37. Roma Cidade Aberta (Roberto Rossellini, 1945, Itália)
38. Cinzas e Diamantes (Andrzej Wajda, 1958, Polônia)
39. O Samurai (Jean-Pierre Melville, 1967, França)
40. A Aventura (Michelangelo Antonioni, 1960, Itália)
41. Meu Vizinho Totoro (Hayao Miyazaki, 1988, Japão)
42. Amor à Flor da Pele (Wong Kar-wai, 2000, Hong Kong)
43. Cyrano de Bergerac (Jean-Paul Rappeneau, 1990, França)
44. Viver (Akira Kurosawa, 1952, Japão)
45. Suspiria (Dario Argento, 1977, Itália)
46. Jules e Jim – Uma Mulher Para Dois (François Truffaut, 1962, França)
47. Dez (Abbas Kiarostami, 2002, Irã)
48. A Queda – As Últimas Horas de Hitler (Oliver Hirschbiegel, 2004, Alemanha)
49. As Férias do Sr. Hulot (Jacques Tati, 1953, França)
50. Trens Estritamente Vigiados (Jiri Menzel, 1966, Tchecoslováquia)
51. Akira (Katsuhiro Otomo, 1988, Japão)
52. Touki Bouki (Djibril Diop Mambéty, 1973, Senegal)
53. Tudo Sobre Minha Mãe (Pedro Almodóvar, 1999, Espanha)
54. Festa de Família (Thomas Vinterberg, 1998, Dinamarca)
55. Lagaan – Era Uma Vez na Índia (Ashutosh Gowariker, 2001, Índia)
56. A Bela da Tarde (Luis Buñuel, 1967, França)
57. Central do Brasil (Walter Salles, 1998, Brasil)
58. Persépolis (Vincent Paronnaud e Marjane Satrapi, 2007, Irã)
59. Heimat (Edgar Reitz, 1985, Alemanha)
60. Jean de Florette/A Vingança de Manon (Claude Berri, 1986, França)
61. Faca na Água (Roman Polanski, 1962, Polônia)
62. Oito e Meio (Federico Fellini, 1963, Itália)
63. O Profeta (Jacques Audiard, 2009, França)
64. Asas do Desejo (Wim Wenders, 1987, Alemanha)
65. Um Cão Andaluz (Luis Buñuel, 1929, Espanha)
66. O Tigre e o Dragão (Ang Lee, 2000, China)
67. O Silêncio do Lago (George Sluizer, 1988, Holanda)
68. Solaris (Andrei Tarkovski, 1972, Rússia)
69. O Chamado (Hideo Nakata, 1998, Japão)
70. Fervura Máxima (John Woo, 1992, Hong Kong)
71. Persona (Ingmar Bergman, 1966, Suécia)
72. Dez Canoas (Rolf de Heer e Peter Djigirr, 2006, Austrália)
73. Caché (Michael Haneke, 2005, Áustria)
74. Devdas (Sanjay Leela Bhansali, 2002, Índia)
75. Acossado (Jean-Luc Godard, 1960, França)
76. Os Idiotas (Lars Von Trier, 1998, Dinamarca)
77. O Clã das Adagas Voadoras (Zhang Yimou, 2004, China)
78. Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos (Pedro Almodóvar, 1988, Espanha)
79. Bande à Part (Jean-Luc Godard, 1964, França)
80. Mãe Índia (Mehboob Khan, 1957, Índia)
81. O Hospedeiro (Bong Joon-Ho, 2006, Coreia do Sul)
82. Batalha Real (Kinji Fukasaku, 2000, Japão)
83. Xala (Ousmane Sembene, 1974, Senegal)
84. Orfeu (Jean Cocteau, 1950, França)
85. O Conformista (Bernardo Bertolucci, 1970, Itália)
86. Corra Lola Corra (Tom Tykwer, 1998, Alemanha)
87. Andrei Rublev (Andrei Tarkovski, 1966, Rússia)
88. Leningrad Cowboys (Aki Kaurismaki, 1989, Finlândia)
89. Os Amores de uma Loira (Milos Forman, 1965, Tchecoslováquia)
90. Rififi (Jules Dassin, 1955, França)
91. Adeus Lenin (Wolfgang Becker, 2003, Alemanha)
92. O Fantasma do Futuro (Mamoru Oshii, 1995, Japão)
93. O Quarto Homem (Paul Verhoeven, 1983, Holanda)
94. Yeelen – A Luz (Souleymane Cissé, 1987, Mali)
95. O Vôo do Dragão (Bruce Lee, 1972, Hong Kong)
96. Delicatessen (Jean-Pierre Jeunet e Marc Caro, 1991, França)
97. Adeus Minha Concubina (Chen Kaige, 1993, China)
98.
Ran (Akira Kurosawa, 1985, Japão)
99. Iron Monkey (Yuen Woo-Ping, 1993, China)
100.
Guardiões da Noite (Timur Bekmambetov, 2004, Rússia)

sexta-feira, junho 11, 2010

Senado aprova Fundo Social com regime de partilha - (Caridade com o chapéu alheio!)

Senado aprova Fundo Social com regime de partilha
Projeto será criado para reunir os recursos que a União receberá pela venda do petróleo do pré-sal
Com Agência Brasil e AE

O Senado aprovou no início da madrugada desta quinta-feira o texto base do projeto que cria o Fundo Social do Brasil por 38 votos a 31 e 1 abstenção. O Fundo Social será criado para reunir os recursos que a União receberá pela venda do petróleo do pré-sal. Ele será usado para financiar sete áreas exclusivas (educação, Previdência Social, combate a pobreza, meio ambiente, saúde, cultura e ciência e tecnologia).
O projeto prevê que inicialmente o governo possa usar parte do capital que entrar no fundo para financiar os projetos nessas áreas, mas, depois, só o rendimento das aplicações desse capital poderá ser utilizado.

Divisão igual
Os senadores aprovaram também, por 41 votos a favor e 28 contra, a emenda do senador Pedro Simon (PMDB-RS) que trata da divisão de royalties do pré-sal. Segundo a proposta de Pedro Simon, o valor arrecadado com os royalties deve ser divido igualmente entre todos os estados e municípios, conforme critérios do Fundo de Participação dos Municípios e do Fundo de Participação dos Estados.
Para não prejudicar os estados produtores, que atualmente ganham mais para compensar os impactos da exploração, a União pagará aos estados, com sua parte nos royalties, a diferença recebida a menos com o novo modelo de divisão. A matéria volta para a apreciação da Câmara. A expectativa, agora, dos senadores dos estados produtores que fazem parte da base aliada é que o presidente Lula vete a emenda ou que o Supremo Tribunal Federal a considere inconstitucional.
"A expectativa é que o Lula vete, mas já vou pedir ao governador Paulo Hartung que estude uma ação de inconstitucionalidade. O Espírito Santo deve buscar [o seu direito] no Supremo, já que a Casa da Federação aprovou esse absurdo", afirmou o senador Renato Casagrande (PSB-ES).
O líder Romero Jucá chegou a propor que o projeto sobre royalties fosse votado no dia 9 de novembro, para afastar as discussões sobre o tema do clima eleitoral, mas com a emenda do senador Pedro Simon, as discussões sobre os royalties dominaram os debates durante a noite.

terça-feira, maio 04, 2010

Câmara aprova fim do fator previdenciário

Câmara aprova fim do fator previdenciário

Agência Brasil - Publicação: 04/05/2010 21:44
Os deputados aprovaram na noite desta terça-feira (4) emenda do líder do PPS, deputado Fernando Coruja, (SC) que acaba com o chamado fator previdenciário para as aposentadorias. A emenda foi aprovada por 323 votos favoráveis, 80 contrários e 2 abstenções.O fator previdenciário é o índice que funciona como redutor para os valores das aposentadorias levando em conta, entre outras coisas, o aumento da expectativa de vida. Com a aprovação da emenda a Câmara concluiu a apreciação da Medida Provisória 475 que reajusta as aposentadorias de quem recebe mais de um salário mínimo por mês. O texto será agora encaminhado a discussão e votação no Senado. Se for alterado retornará para nova apreciação dos deputados. As duas principais alterações no texto da medida provisória do governo foram a elevação do reajuste de 6,14% para 7,71% e o fim do fator previdenciário. A emenda que acaba com o fator previdenciário havia sido recusada pelo presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), por ter sido considerada matéria estranha ao texto da medida provisória. Mas um recurso do autor da proposta contrário a decisão de Temer foi aprovado pelo plenário e com isso, a emenda passou a ser aceita entre as propostas que visavam modificar o texto da medida provisória.

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