terça-feira, abril 06, 2010

E ela nega a agressão com medo de represálias contra sua família! É o fim do mundo!

Ameaçada, diretora nega agressão em escola no Rio
Por Pedro Dantas, Agencia Estado, Atualizado: 5/4/2010 18:50
 Professores da Escola Municipal General Humberto de Souza Mello, no Maracanã, zona norte do Rio de Janeiro, denunciaram que a diretora foi agredida e ameaçada de morte, no dia 29, por alunos e moradores do Morro da Mangueira. Em depoimento hoje na 20ª Delegacia de Polícia de Vila Isabel, a mulher, que pediu afastamento por licença médica, apenas relatou que foi xingada e ameaçada, mas negou que tenha sido agredida. No entanto, os educadores dizem que presenciaram as agressões e alegam que ela depôs ainda com medo das ameaças.
"Houve uma briga durante o recreio da tarde. A diretora chamou os três envolvidos à direção. Ao saber que a mãe seria trazida para o colégio, um deles reagiu, rasgou documentos, agrediu a diretora e foi embora. Ele foi para a casa e contou para mãe que tinha sido agredido. Por volta das 17 horas, a mãe voltou com o filho e alguns amigos dela. Após receber chutes e socos, a diretora ficou refugiada em uma sala até que os professores acalmaram os ânimos", disse uma professora, que pediu para não ser identificada.
Segundo o relato dela e de outros professores, o aluno em questão seria irmão de um traficante da Mangueira morto pela polícia e de outro rapaz recentemente afastado da escola. Eles acusaram o menino de, no fim do ano passado, torcer o braço de uma funcionária após ser impedido de entrar na escola fora do horário. O site da Regional III do Sindicato dos Profissionais da Educação do Rio (Sepe-RJ) disponibilizou fotos do vandalismo na escola onde constam depredações e frases de ameaças de morte contra a diretora.
"O mais assustador é que os alunos gritavam 'escracha' no momento em que a professora era espancada. Eram quase cem pessoas. As agressões verbais são diárias. Evitamos as agressões físicas porque adotamos a tática de não contrariar", lamentou outra educadora. Hoje, os professores da escola tentaram sem sucesso uma audiência na Secretaria Municipal de Educação (SME).
Por meio de nota, a SME disse que determinou "a apuração dos fatos e a garantia à segurança da comunidade escolar". De acordo com a SME, a diretora foi vítima de uma agressão verbal pela mãe de um dos alunos. O menino de 12 anos teria quebrado uma das janelas da escola com uma pedra. No entanto, a versão dos professores que estavam no local é diferente.
Dossiê
"Esta violência é resultado de uma escola que funciona sem inspetores, psicólogo ou assistente social. A prefeitura tenta abafar o caso, mas a escola ficou dois dias sem funcionar e está sem direção, porque a diretora adjunta também pediu afastamento", disse a coordenadora do Sepe-RJ, Susana Gutierrez. Ela afirmou que a entidade prepara um dossiê com diversos casos de agressões contra educadores nas escolas do Rio.
No ano passado, o sindicato divulgou que as escolas do Rio eram "um barril de pólvora". Em resposta, a SME informou hoje que autorizou a nomeação de 300 Agentes Educadores, que serão encaminhados às escolas. Um encontro entre representantes da SME e professores está marcado para a tarde de amanhã.

Rio de Janeiro, cidade da beleza e do caos! Rio amanhece sob as águas: 'Não saia de casa'


RIO DE JANEIRO - 06/04/2010 Carros à deriva na Leopoldina / Foto de Marcelo Piu - O Globo


domingo, abril 04, 2010

Esse é o verdadeiro coelhinho

http://domingostiras.blogspot.com/

Páscoa!

O prejuízo que traz uma uma decisão judicial equivocada!

Justiça dos EUA proíbe avó de ver Sean
Por Felipe Werneck, Agencia Estado, Atualizado: 3/4/2010 14:30

A família brasileira do garoto S. - levado em dezembro passado pelo pai americano, David Goldman, após uma disputa judicial no Brasil - vai recorrer da decisão da Justiça de Nova Jersey (EUA), que negou um pedido da avó materna, Silvana Bianchi, para visitá-lo. A informação foi dada hoje pelo advogado Sérgio Tostes, que representa a família. "O pai sempre negou e impediu o contato", afirmou o advogado. Segundo Tostes, o pedido de Silvana foi baseado na Convenção de Haia, o mesmo argumento usado pelo pai na Justiça brasileira para conseguir ficar com o filho. "Ele alegava que (o contato) seria prejudicial à adaptação da criança. Também obrigava que os telefonemas fossem em inglês, para que pudesse monitorar as conversas. Não restou alternativa a não ser ir à Corte com um pedido para ter direito à visitação, com base na Convenção de Haia", declarou. (Foto por MARCOS ARCOVERDE/AGÊNCIA ESTADO/AE) A Justiça norte-americana, segundo relatou Tostes, aceitou os argumentos de Goldman de que, no momento, a visitação "seria prejudicial e poderia atrapalhar o relacionamento com o pai". Ainda de acordo com o advogado, houve apenas um encontro da avó com o neto depois que ele foi para os EUA, mas "foi um fracasso total" por causa das "restrições".A decisão do tribunal de Nova Jersey descumpre a Convenção de Haia, que diz que o interesse da criança deve prevalecer sobre ações administrativas, legislativas e judiciárias. E prevê que a criança seja ouvida em processos judiciais, como temos tentado junto ao STF. Esperamos agora, que diante desse impedimento de ter contato com a família, o STF decida a questão mais rapidamente”, disse Tostes.Segundo o advogado, Silvana Bianchi retorna ao Brasil na noite deste domingo (4). 
Durante as três semanas em que esteve nos Estados Unidos, a avó de Sean conseguiu apenas uma reunião com David Goldman e com o psicólogo que acompanha o menino para tratar da visita. Tostes afirmou que o psicólogo recomendou o contato da avó com Sean.Segundo o advogado, desde que Sean deixou o Brasil, no dia 24 de dezembro, Silvana só conseguiu falar rapidamente com o menino por telefone, algumas poucas vezes. Mesmo assim, afirmou Tostes, a conversa tinha de ser em inglês para que David pudesse controlar o que o menino dizia. O advogado diz ainda que avó materna recebeu um e-mail que o menino enviou escondido, no qual demonstrava estar vivendo nos Estados Unidos a contragosto e se mostrava aborrecido com a situação. O advogado de David Goldman no Brasil, Ricardo Zamariola, foi procurado pela reportagem, mas não quis comentar o assunto. Ele disse que as questões relacionadas à visitação de Sean nos EUA são tratadas pela advogada norte-americana de Goldman, Patricia Apy, que não foi localizada até o início desta tarde.
COMENTÁRIO: Aí está a "reciprocidade" com que a justiça dos EUA trata os brasileiros. Nessa hora, do justo pedido da avó (que beneficia a criança, inclusive o próprio psicólogo que está tratando de Sean afirmou tal fato), a justiça americana joga a Convenção de Haia no lixo. A mesma Convenção que usou e invocou ardorosamente como lei máxima para retirar a criança - que tem dupla nacionalidade - do Brasil, de forma ultrajante para nossa cidadania, como se fôssemos selvagens. Ora, se o pai tem medo da aproximação da avó, algo está errado. Será que ele não tem estrutura emocional para conquistar o seu próprio filho? 

sábado, abril 03, 2010

Reflexão


A natureza se rebelando.

O fenônemo com o vulcão subterrâneo Fimmvorduhals, que voltou a expelir lavas na Islândia, abriu uma cratera no gelo de mais de 500 metros. A foto aérea mostra o momento da erupção do vulcão Fimmvorduhals, próximo do Glaciar Eyjafjallajokull. O vulcão Fimmvorduhals fica sob o gelo, entre as geleiras de Mýrdal e Eyjafjalla – a quase 120 quilômetros ao leste de Reykjavik. Os cientistas já esperavam, há vários anos, que o vulcão Fimmvorduhals entrasse em erupção. O início da atividade vulcânica, depois de quase 200 anos, ocorreu por volta de zero hora do dia 21/03/2010 na Islândia. 
As lavas expelidas pelo vulcão abriram uma rachadura de comprimento entre 500 m e 1 km no gelo. A ilha da Islândia foi formada pela atividade vulcânica e possui inúmeros vulcões subterrâneos, ainda ativos. O vulcão mais conhecido é o Hekla, que há dez anos não entra em erupção. A classificação da erupção do vulcão Fimmvorduhals foi de categoria baixa, mas os cientistas temem que outro vulcão próximo, o vulcão Katla, de alto poder de destruição, também entre em erupção. O governo decretou estado de emergência na região e mais de 600 pessoas deixaram suas casas, assim que o Fimmvorduhals entrou em atividade no sul da Islândia. Os habitantes de 3 cidades próximas ao vulcão Fimmvorduhals foram alojadas em escolas e atendidas por funcionários da Cruz Vermelha. Não há previsão de retorno para suas casas.
Fonte G1 e Agências Internacionais - Foto: Ragnar Axelsson / AP.

sexta-feira, abril 02, 2010

Chico Caruso


Quando um governante tem ampla aprovação popular, decorre daí que está fazendo a coisa certa?

A salvação?
Carlos Alberto Sardenberg - O Globo - 01/04/2010
Quando um governante tem ampla aprovação popular, decorre daí que está fazendo a coisa certa? Depende do que se entende pela coisa certa, é claro, mas a relação não é direta. É possível que um líder tenha prestígio enquanto faz uma administração absolutamente desastrosa, e isso vale tanto para os eleitos quanto para os ditadores. Também acontece de o candidato mais votado revelar-se a pior opção.
Não é preciso procurar muito para encontrar exemplos. Até hoje a China reverencia Mao, que, entretanto, conduziu o país a grandes desastres (fome, economia arrasada, assassinatos em massa). A potência econômica de hoje foi fundada por Deng Xiao Ping, aliás, ele próprio prisioneiro durante a Revolução Cultural maoísta. Mas a relação lá ainda é de um retrato de Deng para cada 50 de Mao.
Como entender? Uma das explicações está na prática de agitação e propaganda, métodos que Mao dominava.
Aliás, os governantes bem sucedidos na admiração popular têm isso em comum, a capacidade de falar diretamente às pessoas — criar slogans simples, lançar um plano atrás do outro, campanhas diversas etc. E mais, claro, os instrumentos da propaganda oficial, cada vez mais desenvolvidos.
Também é importante ter dinheiro para administrar. É a base do populismo, a distribuição de benefícios variados para o maior número possível de setores sociais. Governantes populares conseguem agradar, pelo menos por um certo tempo, tanto os mais pobres quanto as elites.
Ora, mas isso não é bom para o povo e para o país? Depende. Hugo Chávez, por exemplo, usou o dinheiro do petróleo para finalidades tão diferentes quanto contratar médicos cubanos para o interior da Venezuela, estatizar supermercados, lançar lojinhas populares, contratar empreiteiras para grandes obras e comprar aviões de guerra.
Pode ter agradado parcelas da sociedade (além de parceiros estrangeiros), pode ter gerado atividade econômica por algum tempo, mas está claro que não foi bom para a Venezuela.
Na medida em que vai se esgotando o dinheiro do ouro negro, resta uma economia desorganizada, com produção em queda e obras paradas.
A clientela deixa de receber. E a própria estatal do petróleo, a PDVSA, enfrenta dificuldades porque seus recursos foram dilapidados.
Chávez, hoje, vive da agitação e da propaganda, combinadas com a repressão. Em regimes democráticos, o líder popular e populista simplesmente perde eleições quando sua fase se encerra.
O problema é que, em geral, o equívoco demora a aparecer. Inversamente, a história também registra variados casos de governantes impopulares cujo legado, visto em retrospectiva, revela-se um ganho para o país. O bem e o mal têm isso em comum: não raro, demora-se para perceber um e outro.
O presidente Lula está beirando os 80% de aprovação popular. Além disso, o país voltou a crescer e a renda aumentou, em meio a renovado prestígio internacional. O que queriam mais? É o maior presidente de todos os tempos, disse Dilma Roussef.
É verdade que o país está de novo em um bom momento. Mas não é verdadeira a conclusão que o "lulismo" tira disso: que isso tudo só está acontecendo porque Lula é o presidente.
Basta olhar em volta. Muitos outros países emergentes descreveram recentemente trajetória muito parecida com a brasileira: estabilidade macroeconômica e os benefícios de uma onda de prosperidade mundial que elevou espetacularmente os preços de nossos produtos de exportação, trazendo abundância de dólares.
Chile, Colômbia e Peru, por exemplo, para ficar na América Latina, andaram assim.
O Chile tem mais uma coisa em comum. Lá, a então presidente Bachelet herdou a estabilidade econômica, do mesmo modo que Lula recebeu pronta — e manteve — as bases da política econômica, impopularmente montadas por FHC.
Mas por que Lula é o cara e não um dirigente de algum desses outros países? Ora, porque são muito pequenos.
Estável, o Brasil é um paisão de enormes oportunidades econômicas.
Mas Lula e seu pessoal estão fazendo algo muito exclusivo: pregam o lulismo como a salvação e se lançam em políticas, como a ampliação do gasto público e da dominância do estado, cujos problemas só aparecem lá na frente.

quinta-feira, abril 01, 2010

A política de Netanyahu ergue o mastro no qual tremulará essa bandeira. A prudência manda Israel refletir sobre isso.

Israel contra Israel

DEMÉTRIO MAGNOLI O Estado de S.Paulo - 01/04/10

"A construção em Jerusalém? e em todos os outros lugares? prosseguirá na forma que tem sido costumeira ao longo dos últimos 42 anos", assegurou o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu perante os dirigentes de seu partido, o Likud. A referência aos "42 anos" tenta veicular as ideias de continuidade e estabilidade. Mas a ideia de ruptura é a chave para entender a decisão de prosseguir a estratégia adotada desde a Guerra dos Seis Dias e a ocupação dos territórios palestinos. Israel persiste na transferência de judeus para Jerusalém Oriental e a Cisjordânia enquanto mudam o seu entorno e o mundo.
A sabotagem das negociações de paz representada pela estratégia inflexível atinge interesses vitais dos EUA no chamado Grande Oriente Médio, como enfatizou o vice-presidente americano, Joe Biden, referindo-se às tropas no Iraque e no Afeganistão e à política de contenção do Irã. O fato evidente é que as opções nacionais de Israel se tornam cada vez mais disfuncionais, do ponto de vista da geopolítica global de Washington. Contudo o problema candente das fissuras no edifício da aliança com os EUA, apontado por tantos analistas, empalidece diante de um outro. Hoje, a persistência do governo israelense ameaça destruir os fundamentos políticos sobre os quais repousa o próprio Estado de Israel.
Israel não pode ter três coisas simultaneamente: 1) Um Estado judeu; 2) um Estado democrático; 3) um Estado que exerça soberania sobre toda a Palestina histórica. Só é possível ter duas dessas coisas, em qualquer combinação.
A primeira hipótese, um Estado judeu e democrático, convivendo lado a lado com um Estado palestino, é a meta professada por todos os governos israelenses e também pela Autoridade Palestina desde os Acordos de Oslo de 1993. Entretanto, a continuidade dos assentamentos evidencia a distância entre o discurso oficial e a vontade real de alcançar uma paz baseada na partilha, que depende de um acordo aceitável para os palestinos.
A segunda hipótese, um Estado judeu que exerça soberania sobre toda a Palestina histórica, é a meta mais ou menos explícita do polo minoritário de partidos nacionalistas e religiosos que atualmente desempenha o papel de fiel da balança nas coalizões governistas israelenses. A possibilidade existe, mas implica a renúncia à democracia, além de uma guerra de ocupação permanente. Há pouco, a população árabe-palestina ultrapassou a população judaica no conjunto Israel-Palestina. O desequilíbrio demográfico tende a aumentar, em razão da desigualdade nas taxas de crescimento vegetativo e do virtual encerramento da imigração em massa para Israel, depois da conclusão do ciclo recente de ingresso de judeus russos. O Estado judeu em toda a Palestina histórica configuraria uma ditadura imposta à maioria de seus habitantes e um regime de tipo apartheid, que condena a maioria a viver sob o estatuto de não-cidadãos.
A terceira hipótese, um Estado democrático no território integral da Palestina histórica, é a meta almejada por correntes de esquerda muito minoritárias tanto entre os israelenses quanto entre os palestinos. Tal solução redundaria na renúncia à natureza judaica de Israel, pois geraria um Estado binacional, com direitos iguais para todos os seus habitantes. Nesse horizonte se extinguiria historicamente o sionismo, doutrina na qual se condensou o moderno nacionalismo judaico.
O tríplice entroncamento histórico desenhou-se a partir da ocupação dos territórios palestinos, em 1967, e da subsequente colonização judaica da Cisjordânia e da parte leste de Jerusalém ? uma estratégia justificada inicialmente por alegações de segurança e, depois, sob argumentos histórico-religiosos. A primeira intifada (revolta) palestina, na década de 1980, incutiu na elite política de Israel a consciência das opções existentes. Os Acordos de Oslo, reconhecimento diplomático da presença de uma nação palestina com direito a constituir-se em Estado, refletiram essa consciência ? e a escolha deliberada da única alternativa capaz de assegurar o futuro de um Estado judeu e democrático.
Mas a palavra solene inscrita num tratado não resiste à corrosão do tempo e das intempéries. A paz, proclamada como intenção, converteu-se num amargo eufemismo para a ocupação, a colonização, a humilhação e a despossessão. Sob o impacto do eufemismo, desmancha-se a liderança nacionalista palestina comprometida com a meta da partilha. Num eloquente atestado da falência definitiva do processo de Oslo, Mahmoud Abbas, o líder fraco que ainda conecta os palestinos ao compromisso de 1993, anunciou a decisão de não concorrer à reeleição. Os palestinos estão próximos de um limiar histórico. Na hora em que abdicarem de seu prometido Estado, só restarão as hipóteses da abolição da democracia ou do caráter judaico de Israel.
Israel não está sozinho na Terra Santa. A chave da porta do futuro está partida ao meio e metade dela pertence aos palestinos. A implosão iminente da Autoridade Palestina dividirá os palestinos entre a liderança fundamentalista do Hamas, cuja corrente mais extremada insiste na destruição de Israel, e os líderes nacionalistas democráticos, que perderam a crença na solução dos dois Estados. O desafio existencial posto pelos extremistas do Hamas sempre poderá ser respondido pela força das armas. Mas avultará, inevitavelmente, um desafio de natureza diferente, imune à força bruta e expresso pela reivindicação de direitos políticos iguais para todos os habitantes do conjunto Israel-Palestina.
"Não mais queremos um Estado que só existiria sob a forma de fragmentos territoriais desconexos governados por déspotas dependentes do estrangeiro. Exigimos direitos de cidadania iguais aos usufruídos pelos cidadãos judeus de Israel." A política de Netanyahu ergue o mastro no qual tremulará essa bandeira. A prudência manda Israel refletir sobre isso.


SOCIÓLOGO E DOUTOR EM GEOGRAFIA HUMANA PELA USP

Taí com fritas!


terça-feira, março 30, 2010

Colisão de partículas simulando Big Bang chega a recorde

Colisão de partículas simulando Big Bang chega a recorde
30/03/2010 - 09h15 da Folha Online
Cientistas responsáveis pelo maior colisor de partículas do mundo, o LHC, informaram nesta terça-feira (30) que conseguiram obter choques de prótons geradores de uma energia recorde de 7 TeV (tera ou trilhões de eletron volts), a energia máxima almejada pelo laboratório. Seu objetivo é recriar condições similares ou miniversões do Big Bang, a grande explosão que teria dado origem ao universo. Os impactos de hoje chegaram a três vezes o máximo obtido antes. No fim de novembro, o equipamento já havia atingido a marca de 1,18 TeV --posteriormente ainda chegando a 2,36 TeV em 2009--, e com isso já se tornando o acelerador de partículas de energia mais alta do mundo. "Isto é física em ação, o início de uma nova era, com colisões de 7 TeV", disse Paola Catapano, cientista e porta-voz do Centro Europeu de Pesquisa Nuclear (Cern, na sigla em francês), de Genebra, ao anunciar o experimento. Os aplausos foram intensos nas salas de controle quando os detectores do Grande Colisor de Hadrons (LHC), instalado na fronteira entre França e Suíça, marcaram o choque de partículas subatômicas a uma velocidade próxima à da luz. O colisor possui um túnel oval de 27 quilômetros de comprimento e custou US$ 10 bilhões. "Estamos abrindo as portas à Nova Física, a um novo período de descobertas na história da humanidade", disse Rolf Dieter Heuer, diretor geral do Cern. Cada colisão entre as partículas cria uma explosão que permite que milhares de cientistas vinculados ao projeto em todo o mundo rastreiem e analisem o que aconteceu um nanossegundo depois do hipotético Big Bang original, 13,7 bilhões de anos atrás. O Cern reativou o LHC em novembro, depois de paralisá-lo nove dias depois do lançamento inicial, em setembro de 2008, quando a máquina se superaqueceu devido a problemas no cabo supercondutor que conecta dois ímãs de refrigeração. Os cientistas esperam que a grande experiência lance luz sobre mistérios importantes do cosmos, como a origem das estrelas e dos planetas e o que exatamente é a matéria escura. 
"Alinhar os feixes já é um grande desafio; é como disparar agulhas dos dois lados do Atlântico e esperar que elas colidam de frente no meio do caminho", disse Steve Myers, diretor de aceleradores e tecnologia do Cern. Os físicos estão se concentrando na identificação do bóson de Higgs --a partícula que recebeu o nome do professor escocês Peter Higgs, que três décadas sugeriu que algo como ela torna possível a conversão da matéria criada no Big Bang em massa. Tentativas anteriores de encontrar a partícula fracassaram. Segundo os físicos, a presença dela no cosmos permitiu que os escombros gasosos após o Big Bang se transformassem em galáxias, com estrelas e planetas como a Terra. Os cientistas do Cern também esperam encontrar evidência concreta da matéria escura, que acredita-se ser responsável por cerca de 25% do Universo. Apenas 5% do total do Universo representa material visível, que reflete a luz. Os pesquisadores, no decorrer dos estudos no LHC, também esperam encontrar prova real da existência da energia escura, que representa os cerca de 70% restantes do cosmos. Mas o experimento também pode ingressar no mundo da ficção científica, uma vez que as previsões de muitos cosmologistas apontam para a existência de outros universos paralelos e de dimensões além das cinco conhecidas, além de se vislumbrar o que havia antes do Big Bang.

Assim perde a isenção necessária para emitir opiniões e não representa a categoria toda!

Presidente de entidade é filiada ao PT
FOLHA DE SÃO PAULO – 30/03/2010 DA REPORTAGEM LOCAL
Líder da greve na rede estadual de ensino, a presidente da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), Maria Izabel Noronha, enfrenta resistência dentro da entidade por tê-la transformado, nas palavras de opositores, em "braço do PT". Para eles, questões educacionais ficaram em segundo plano. Os defensores de Bebel, como a sindicalista é chamada, negam a afirmação. Dizem que a direção da entidade tem membros de diversos partidos e que a prioridade é a melhoria das condições de trabalho dos professores. Formada em letras pela Universidade Metodista de Piracicaba, Bebel está em seu segundo mandato na presidência -o primeiro foi entre 1999 e 2002. Ela é filiada ao PT e é da corrente chamada Articulação Sindical, ligada à CUT, que comanda o sindicato desde a década de 80.
"Não há problema ter partido. O problema é transformar o sindicato num braço do governo", disse José Geraldo Corrêa Jr., da corrente Oposição Alternativa Conlutas, ligada ao PSTU.
"Sempre fomos contra a política de avaliar professores. O FHC não conseguiu implementar. Mas, como o ministro Fernando Haddad [Educação] é favorável, a ideia avançou nos governos Lula e Serra. Essa corrente rebaixou o sindicato", disse.
"Não defendemos nenhum partido. No governo da Marta [Suplicy], por exemplo, fizemos fortes protestos contra o fechamento de escolas", diz Carlos Ramiro de Castro, antecessor de Bebel. A Folha não conseguiu contatar a sindicalista.
Além de presidir a Apeoesp -que possui cerca de 170 mil sócios, numa rede de 230 mil professores-, Bebel é membro do Conselho Nacional de Educação, cujos membros são indicados pelo governo federal. Um membro do órgão afirmou que ela tem grande habilidade para defender suas posições.

segunda-feira, março 29, 2010

DANE-SE O PAÍS

DANE-SE O PAÍS Mary Zaidan
Publicado em 28/03/2010 no Blog do Noblat
A repugnante frase do então governador de São Paulo, Orestes Quércia – “Quebrei o Estado, mas elegi meu sucessor” –, tem tudo para virar fichinha perto dos abusos do presidente Lula para tentar eleger Dilma Rousseff.
Protegido pela couraça da popularidade e há muito só com olhos nas eleições, Lula age sem qualquer limite. Jamais desce do palanque e lança seus dardos para todos os lados. Agride a fiscalização do Tribunal de Contas da União, que “paralisa o país”, zomba da Justiça Eleitoral e culpa terceiros quando seus tiros acham os pés.
Faz o que não deveria e não poderia. E, livre, leve e solto, sem oposição que lhe puxe os freios, ainda acusa a imprensa de só noticiar os malfeitos.
Lula consegue até o aval do adversário, o pré-candidato tucano José Serra, que, com a mesma tortuosidade de raciocínio, taxou de “leviandade em matéria jornalística” as críticas que recebe e, assim como Lula, reclamou de não ver notícias positivas de seu governo. Ambos fingem que não sabem a diferença entre jornalismo e publicidade, embora gastem fortunas no segundo item.
Às leis e às instituições, o presidente parece não ter lá muito apreço. Trata-as sempre de acordo com sua conveniência. A Justiça torna-se injusta quando lhe desagrada. O Congresso Nacional - o mesmo que ele dizia abrigar “300 picaretas” – tem valor se lhe é dócil e servil, e vira o culpado da vez quando atua com alguma independência.
Basta lembrar a votação que extinguiu a CPMF ou a recente alteração, pela Câmara dos Deputados, da divisão dos royalties do petróleo, que golpeou de morte o Rio de Janeiro do aliado Sérgio Cabral (PMDB). Foi Lula quem antecipou o debate sobre o pré-sal, insistindo na urgência urgentíssima do projeto que ele enxergava como trunfo eleitoral. Como a flecha cravou o alvo errado, o culpado passou a ser o Parlamento.
Lula transfere culpas com a mesma naturalidade com que infringe leis. Na última quarta-feira, de uma só vez jogou no lixo a legislação eleitoral e a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), um dos pilares da estabilidade econômica.
Ao anunciar que enviará ao Congresso uma proposta de lei que, a exemplo do que já fizera com o PAC, classificará como transferência obrigatória repasses para prefeituras inadimplentes, Lula não só rasgou a LRF, como incentivou o seu descumprimento. O efeito perverso da idéia vai ainda mais longe, pois é sabido que indulto a devedores acaba por penalizar os que se esforçam para manter seus pagamentos em dia.
Sob qualquer ótica, é inadmissível que um presidente da República estimule ilegalidades. Mas Lula parece fazê-lo sem pestanejar. Opta pelas vistas grossas quanto às invasões do MST, tergiversa sobre o envolvimento dos seus em escândalos, protege aliados a qualquer custo, até mesmo alguns malversadores confessos. José Sarney, Renan Calheiros, Delúbio Soares e outros tantos que o digam.
Se estimular a ilegalidade já choca, pior ainda é cometê-la.
No palanque em que mimou prefeitos mal pagadores e no dia seguinte, em Tatuí, no interior de São Paulo, Lula voltou a fazer chacota da Justiça Eleitoral, que já lhe imputou duas multas por propaganda antecipada. Explicou que estava proibido de dizer o nome de sua candidata - deixa malandra e ensaiada para que a platéia, em delírio, entoe o coro: “Dilma, Dilma”.
Irrisórias ou não, custem o que custar, as penalidades, aplicadas meses depois dos delitos, são incapazes de inibir Lula de protagonizar propaganda eleitoral explícita, com recursos públicos, nos palanques do governo.
Da mesma forma, parece não se importar com a quebradeira moral que patrocina e o tamanho da pendura que está deixando para o futuro. Mas também isso não tem a menor importância para quem só pensa em eleger o seu sucessor.
Perto de Lula, Quércia é quase um ingênuo.
*Mary Zaidan é jornalista. Trabalhou nos jornais O Globo e O Estado de S. Paulo, em Brasília. Foi assessora de imprensa do governador Mario Covas em duas campanhas e ao longo de todo o seu período no Palácio dos Bandeirantes. Há cinco anos coordena o atendimento da área pública da agência 'Lu Fernandes Comunicação e Imprensa'.
***COMENTÁRIO:Excelente abordagem, Mary. Neste artigo você conseguiu de forma bem articulada expressar através da sua indignação, a de muitos, milhões de brasileiros. Assistimos há quase oito anos uma descaracterização do Poder Executivo, da forma que sempre o desejamos. Não me refiro às idiossincrasias do nosso "nunca antes na história...". Falo sobre o mais importante, da grande sacada do seu artigo, bem exposta na frase final. Ele é muito mais esperto do que aparenta ser. A ex-senadora Heloísa Helena, no auge da CPI do mensalão, em meio a discussões acaloradas falou algo que nunca mais esqueci: "Vocês estão todos enganados, o presidente Lula é muito mais inteligente e articulado do que vocês todos supõem, não há como separá-lo do que houve". Quem falava era alguém que convivera com ele intimamente durante anos. Sempre votei nele, com exceção das eleições de 2006 e costumo dizer que custei a acordar do sonho. E muitas vezes fico revoltada pela destruição desse sonho de que alguém do "povo" fosse fazer diferente, para o bem maior, para o coletivo. E o que vemos?

domingo, março 28, 2010

Felizes, separados

Felizes, separados
MÍRIAM LEITÃO - Sábado, Março 27, 2010 - O GLOBO
O presidente Lula não gosta de nós. Que boa notícia. Perigoso seria se o presidente achasse que a imprensa brasileira faz exatamente o que ele quer e dá apenas a sua visão dos fatos. Imagine que monótono seria se todos os meios de comunicação se contentassem em registrar as avaliações do governo sobre suas próprias ações, se Lula jamais fosse criticado, se ninguém tivesse dúvidas.
Deve ser assim a imprensa chinesa, aquele país onde até um site de busca tem que ser censurado, porque nem os fatos passados, há 21 anos, podem ser contados como eles foram, como o massacre da Praça da Paz Celestial. Com uma imprensa assim sonha Hugo Chávez quando fecha TVs, persegue jornais, prende jornalistas, opositores e quer controlar a internet.
Foi assim, absolutamente do gosto dos governantes, os tempos soviéticos do "Pravda" e da Agência Tass.
Em Cuba, ainda é assim.
Fidel Castro não tem reclamações do "Gramma", e jornalista cubano que pensa diferente está na cadeia, fazendo greve de fome, ou se arriscando nas mídias sociais.
Na Coreia do Norte, então, a imprensa deve ser considerada pelo governo como de muito boa fé porque nada diz de diferente.
Aqui, os governos continuarão contrariados, felizmente.
O principal candidato de oposição, José Serra, também faz críticas à imprensa.
Que boa notícia.

Continue a leitura aqui: http://shorttext.com/u9bhaw3325l

Uma campanha como nunca etc

26/03/2010 - 23:49
Por Villas-Bôas Corrêa

Nos 60 anos e quebrados como repórter político, cobri todas as campanhas eleitorais, desde a primeira na sucessão do medíocre governo do presidente general Eurico Dutra. As campanhas polarizadas pelo Partido Social Democrático, o PSD das sólidas bases municipais e estaduais – com os seus aliados de sempre, como o PTB getulista e outras siglas nanicas, contra a União Democrática Nacional, a UDN dos bacharéis e dos grandes oradores, como Carlos Lacerda, Afonso Arinos, Aliomar Baleeiro, Adauto Lúcio Cardos e figuras exemplares como Milton Campos, que Carlos Castelo Branco consagrou como “o mais completo homem público que conheci” – eram de uma modéstia franciscana comparada com a miliardária pré-campanha da pré-candidata governista, a ministra Dilma Rousseff.
Com a melancolia dos idosos, passa pela memória a campanha do brigadeiro Eduardo Gomes, com o lerdo DC-3 alugado em viagens de horas para os comícios que eram bancados pelos diretórios estaduais com a ajuda da caixa de campanha. E a atração era a equipe dos grandes oradores que se revezavam na tribuna. Dali, a hospedagem nos modestos hotéis da época, para a recompensa do café da manhã reforçado com a fatia de queijo e a cota de bolo. Nos pequenos e médios municípios de roteiros de uma semana, os oradores se revezavam para poupar a garganta. O toque de modéstia não era uma novidade ou uma exceção. Pois, da classe média dos bacharéis, médicos, fazendeiros do interior era composta a maioria das duas Casas do Congresso.
E, como a marca que não se esquece, este depoimento pessoal de um instante inesquecível. Na campanha que reunia multidões do embirutado Jânio Quadros – o da renúncia que abriu o caminho para os 21 anos da ditadura militar – no final de uma longa série de comícios estava conversando com o candidato a vice, senador Milton Campos, quando Jânio veio se despedir. Milton Campos, com a maior naturalidade, avisou que não iria no dia seguinte ao comício de Porto Alegre. E deu a justificativa: a eleição de Jânio é que era importante. E o candidato certamente esperava receber votos do deputado Fernando Ferrari, o candidato avulso dissidente do PTB, com a bandeira da Campanha das Mãos Limpas. Jânio trairia Milton Campos duas vezes, a segunda no Jan-Jan do acerto com Jango Goulart, que por sua vez traiu o marechal Lott, candidato mais pesado que uma locomotiva.
Este ligeiro repasse pela memória é o ontem para o confronto com o agora. Nunca na história etc um partido, e o Partido dos Trabalhadores, fundado pelo líder operário Luiz Inácio Lula da Silva, revelou a pujança de milionário como o PT se jacta de bancar para eleger a candidata Dilma Rousseff. Só para o período entre abril e junho, na pré-campanha, pois a campanha pela agenda do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) começa a 6 de julho, o PT vai bancar cerca de R$ 250 mil em três meses, entre abril e junho, na pré-campanha de Dilma. E a lista é de destroncar a queixada: R$ 12 mil para aluguel de casa; salário da Dilma, R$ 17.800 mensais; salário de cinco assessores, R$ 55 mil por mês; aluguel de dois andares no Centro, previsão de R$ 30 mil mensais; mais aluguel de jatos executivos, locação de carros para a candidata e segurança e outros luxos.
Na grande festa de despedida de Dilma, na segunda-feira, dia 29, quando do lançamento do PAC-2, a previsão é da presença de mais de mil pessoas, entre governadores, ministros, secretários, prefeitos, parlamentares e a turma do cordão que cada vez aumenta mais, e como... Num toque de pitoresco ineditismo, o presidente Lula foi multado duas vezes pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a primeira em R$ 5 mil, aplicada por um só ministro, e a segunda de R$ 10 mil pelo TSE por ter infligido a lei eleitoral ao fazer propaganda da candidata num evento em sindicato, em São Paulo. Migalhas para um partido milionário.
Como a pré-campanha está uma pândega, o presidente Lula e os dois candidatos, a ministra Dilma Rousseff e o afinal desencantado governador de São Paulo, José Serra (PSDB), encontraram-se no mesmo palanque em Tatuí (SP) para a entrega de 650 ambulâncias adquiridas pelo governo federal para o Serviço de Atendimento de Urgência (Samu).
Governo e oposição afinal encontraram um tema em o acordo é perfeito: a crítica à imprensa. Divirtam-se...

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