sexta-feira, junho 11, 2010
Elas, eles e nós
Elas, eles e nós
11 de junho de 2010 - Nelson Motta - O Estado de S.Paulo
Duas mulheres candidatas à Presidência da Republica é uma boa novidade em um país machista como o nosso. Mas logo vem o Zé Dirceu, sempre sutil, citando Lula: "O Brasil só derrotará o machismo quando eleger uma mulher presidente."
É mesmo? Michele Bachelet no Chile, Margaret Thatcher na Inglaterra, Angela Merkel na Alemanha, Cristina Kirchner e Isabelita Perón, na Argentina, derrotaram o machismo?
Quando chegam ao poder, as melhores e as piores só têm em comum a anatomia feminina. Algumas dão tantos motivos aos machistas que muitas vezes acabam rejeitadas pelo eleitorado feminino, que prefere votar em homens.
Umas são grandes estadistas, prestam relevantes serviços a seus povos, mas outras os conduzem ao desastre, como os piores homens. Não há um jeito feminino de governar, só há bom ou mau governo.
Nos anos 80, na alvorada da redemocratização, com a eleição de Maria Luiza Fontenelle como prefeita de Fortaleza e a de Luiza Erundina, de São Paulo, o machismo foi derrotado?
A administração de Erundina foi medíocre e a de Maria Luiza, um desastre. Mas elas não culpavam o machismo por todos os seus problemas, como hoje faz o feminismo de resultados. Marta Suplicy venceu o machismo em 2000? Ou foi derrotada por ele em 2008?
Dirceu diz que a mídia machista dá muita atenção aos cabelos, maquiagem e figurinos de Dilma para tentar diminuí-la. Como se ela não tivesse mudado de visual várias vezes, em busca da aparência que a campanha considere ideal.
Normal, Lula aparou a barba e trocou os dentes e os ternos. Já o look de Marina Silva, que não usa maquiagem, e tem sempre a mesma cara, não atrai tanta atenção.
Em eficiência no poder, ninguém mais duvida da competência das mulheres. E mesmo em corrupção na política, no geral, elas parecem mais honestas, ou menos corruptas, do que os homens. Os mais cínicos acham que elas só roubam menos porque estão chegando agora ao poder e querem mostrar serviço.
Eleger um ex-operário sem estudo é uma derrota do preconceito muito maior do que a eleição de uma mulher educada de classe média. Mas se fosse uma cabocla seringueira que virou senadora?
A volta do descalabro
A volta do descalabro
Editorial, Jornal do Brasil
Com a proposta, que propõe a distribuição equânime dos royalties entre os estados e municípios do país, o Rio perderia quase R$ 10 bilhões. O montante refere-se a verbas previstas pela Constituição de 1988 e das quais o estado depende para a sua sobrevivência. O absurdo do projeto não consiste apenas em subtrair do Rio de Janeiro e do Espírito Santo, os dois maiores produtores, os recursos aos quais teriam direito caso os percentuais praticados hoje se aplicassem à exploração futura do pré-sal. O surreal está no oportunismo vil que, aproveitando-se do momento de definição do marco regulatório referente às descobertas do pré-sal, procura mexer até em direito adquirido, nos repasses atuais, com os quais os estados já contam para o pagamento de seus compromissos e para a compensação por eventuais danos decorrentes da produção.
Os royalties, como se sabe, são uma forma tradicional de ressarcir os estados produtores pelos riscos econômicos e ambientais envolvidos na exploração do óleo. Um dos perigos enfrentados pelas economias ligadas ao petróleo é o da “doença holandesa”. O conceito geralmente é aplicado a países, mas também serve para unidades políticas menores, como os estados. Diz respeito aos efeitos colaterais que a descoberta de recursos naturais em abundância pode ocasionar, como o enfraquecimento da indústria e a vulnerabilidade às oscilações do preço do produto no mercado internacional.
Quanto aos riscos ambientais, não configuram mera probabilidade, muito menos de impacto reduzido. Vide o catastrófico vazamento que ocorre desde o dia 20 de abril, no Golfo do México, sem que a empresa responsável, a British Petroleum, consiga estancar o derramamento, que já se espalhou no mar por uma área equivalente a quase duas vezes o tamanho do estado do Rio de Janeiro. É o maior desastre ambiental da história dos Estados Unidos. Mas uns estados são mais atingidos do que outros, pela proximidade das áreas de exploração.
Por todas estas razões, óbvias, mas desconsideradas pela ganância e pelo interesse eleitoral de parlamentares inconsequentes, é que caberá ao presidente Lula o bom-senso de magistrado isento para vetar o descalabro da medida.
Dia dos Namorados... para as solteiras
Dia dos Namorados... para as solteiras
Vanessa Almeida do Blog Cara de Marido
O dia dos namorados está chegando e, juro, eu não estava muito preocupada com isso até perceber a onda frenética que emergia das mulheres solteiras no twitter. Comecei a pensar: “OMG, vou passar o dia dos namorados sozinha!!!”. E, claro, isso não me deu uma sensação muito boa.
Quantas de vocês estão realmente preocupadas com isso, meninas? Bom, acho que a maioria das solteiras já está arrancando os cabelos imaginando os seus restaurantes preferidos lotados daquele casaisinhos felizes, trocando carícias apaixonadas, enquanto você, que é linda, inteligente, divertida, está sozinha.
É bonitona, não é fácil. Sinceramente, estou aqui fazendo um esforço imenso pra me lembrar o que fiz no ano passado. Mas não consigo. Então, primeiro consolo, essa data aterrorizante passará e você provavelmente não se lembrará mais dela.
Entretanto, eu sei que de vez em quando somos tomadas por aquele surto de ansiedade, e que nessa hora, o mínimo de racionalidade possível vai pro beleléu. Já falei dela né? É, sim, aquele vermezinho maldito. Pior do que isso, quando é uma data comemorativa, eis que um monstro malvado se apodera de nós. Seu nome: carência.
Yeah baby, ansiedade e carência é uma combinação bombástica capaz de destruir a auto-estima de uma mulher mais rápido que uma bomba atômica. E juntar os caquinhos depois não é tarefa fácil. Portanto, se nós já sabemos o que vai acontecer porque, com exceção das casadas de longa data, você passou a maior parte da sua vida solteira, porque não tentarmos algo diferente neste dia dos namorados?
Pensando nisso, resolvi elencar algumas sugestões do que não fazer e do que fazer neste dia dos infernos, rs.
NÃO tome um porre. Gente, vocês sabem que eu sou super a favor de um boteco, mas definitivamente, o dia dos namorados não é um bom dia pra tomar um porre. Sim, bonitona, o mundo estará girando a sua volta, mas isso não mudará o fato de que você ainda não é o mundo de alguém. O máximo que você conseguirá é ficar mais deprimida ainda e com vergonha própria no dia seguinte.
NÃO chame o seu homem-travesseiro para sair. Por definição, homem-travesseiro é aquele cara que é afim de você, mas do qual você não é afim. Entretanto sempre que o monstrinho da carência se apodera, você o procura para ter um pouquinho de carinho, atenção etc. Manja aquela expressão “chorar as mágoas agarrada no travesseiro”? Bom, já se ligou no tipo de homem que estou falando, certo?! Amore, homem-travesseiro é algo que você deveria ter abolido da sua vida faz tempo, pelo simples fato de que não é nada legal usar um sentimento bacana que uma pessoa tem por você, só porque você está carente. Entretanto, eu entendo que a carência nos deixa irracional e acredito que (se você realmente procura evitar) quando o procura não é por maldade. Mas procurá-lo no dia dos namorados irá apenas alimentar falsas esperanças nele, e te deixará um vazio imenso, porque você no fundo sabe que não é com ele que gostaria de estar.
EM HIPÓTESE ALGUMA ligue, mande sms, mention no twitter ou até mesmo uma indiretinha que seja no nick do msn para o cafo! A esta altura do campeonato você já devia saber que cafo é cafo, e mesmo que ele saia com você nesta data deprimente, muito provavelmente você apenas estará sendo a mulher-travesseiro dele. Então, poupe-se de não receber aquela merecida ligação no dia seguinte, darling.
EVITE A TODO CUSTO shoppings, cinemas, comédias românticas, aquela tia que sempre te pergunta se você já arranjou um namorado, a amiga que está enlouquecida sem saber que presente criativo dar pro namorado, sua mãe, floriculturas, restaurantes charmosos e baladas bombásticas. Você não precisa alimentar a tristeza por estar sozinha, se cercando de situações que berram na sua alma o quanto tem um monte de gente por aí feliz e acompanhada.
FAÇA algo por você. Sabe aquela grana que você gastaria comprando um presente pra ele? Pois é, querida, compre algo lindo de viver pra você. Faça um corte novo de cabelo. Se dê aquela lingerie caresima, mas que te fará sentir gostosona. Que tal um SPA Day? Hey, você merece, flor. Não tenha dó de gastar com você mesma, porque você provavelmente gastaria com ele se estivesse namorando. Então, aproveite as promoções a seu favor. Até um plano novo de celular tá valendo, desde que você invista em você.
REÚNA as amigas solteiras para um fondue, um jantarzinho na sua casa, (se quiser realmente diferenciar) pra jogar sinuca ou ir no clube das mulheres. O interessante é fazer algo que resultará em muitas risadas. Fuja do cotidiano com elas e deixem-se surpreender. A novidade é sempre excitante. Façam juntas algo que nunca fizeram, ou diferente algo que costumam fazer. Viva histórias pra contar pros seus netos, faça deste que seria um dia ruim, algo extraordinariamente bom e inesquecível.
Este pode ser o seu último dia dos namorados solteira. Porque não torná-lo memorável?
Ano que vem, eu acredito que seu cara de marido estará enviando flores pra te acordar. Mas até lá, baby, não desperdice as chances de experimentar. Só assim você será uma mulher criativa, divertida e, principalmente, vitoriosa sobre a ansiedade e carência. Só assim aquela felicidade que atrai coisas boas passará a te acompanhar.
Feliz Dia dos (Des) Namorados, bonitona.
Bjkas apaixonantes e surpreendentes,
Van.
Senhora dos olhos lindos, dai-me a esmola de um olhar
Senhora dos olhos lindos,
dai-me a esmola de um olhar
Senhora dos olhos lindos,
Por que é que sois tão cruel?
As pombas não têm fel,
E vós sois pomba, senhora...
Tormentos vários, infindos,
Sem dó, me fazeis sofrer...
Morto, vós me qu'reis ver,
Não é verdade, traidora?
Respondei! Ficais calada!
Neste caso, adivinhei...
Pois muito bem! morrerei...
Morrerei, sem ter pesar!...
Minha vida amargurada
Eu vos vou dar, deusa qu'rida...
Antes porém da partida
Dai-me a esmola de um olhar.
Mário de Sá-Carneiro
(1890-1916)
dai-me a esmola de um olhar
Senhora dos olhos lindos,
Por que é que sois tão cruel?
As pombas não têm fel,
E vós sois pomba, senhora...
Tormentos vários, infindos,
Sem dó, me fazeis sofrer...
Morto, vós me qu'reis ver,
Não é verdade, traidora?
Respondei! Ficais calada!
Neste caso, adivinhei...
Pois muito bem! morrerei...
Morrerei, sem ter pesar!...
Minha vida amargurada
Eu vos vou dar, deusa qu'rida...
Antes porém da partida
Dai-me a esmola de um olhar.
Mário de Sá-Carneiro
(1890-1916)
Papa defende celibato de padres como antídoto contra pecado
Papa defende celibato de padres como antídoto contra pecado
(AFP) – Há 6 horas
ROMA — O Papa Bento XVI defendeu na noite desta quinta-feira o celibato dos padres, um ato de fé "que geralmente é considerado um escândalo em um mundo sem Deus", e que qualificou de "melhor antídoto" contra o pecado, numa aparente referência aos escândalos de pedofilia.
"Em um mundo no qual Deus está ausente, o celibato é um grande escândalo (...) que deve desaparecer", declarou o Papa a cerca de 15 mil padres reunidos na Praça de São Pedro para uma vigília celebrando o fim do ano sacerdotal.
Bento XVI destacou que ser padre "não é um emprego, e sim uma doação total de si mesmo", e o celibato é "o melhor antídoto contra outros escândalos provocados por nossas insuficiências de mortais".
"Sabemos que há outros escândalos, secundários, que obscurecem o testemunho de fé dos sacerdotes. Oremos para que o Senhor nos livre destes escândalos", acrescentou Bento XVI, no momento em que a Igreja Católica é sacudida por denúncias de pedofilia.
Estes escândalos levaram muitos, inclusive nas fileiras da Igreja, a questionar a obrigação do celibato para os sacerdotes católicos.
A crítica ao celibato sacerdotal "pode surpreender em um momento no qual não casar está cada vez mais em moda", disse o Papa, antes de afirmar que "um sim definitivo, para se entregar a Deus, é o mesmo sim definitivo do matrimônio, forma natural da união entre um homem e uma mulher, e fundamento da cultura cristã no mundo".
Se o casamento desaparecer, "desaparecerão as raízes da nossa cultura".
Copyright © 2010 AFP. Todos os direitos reservados
Homens associam câncer de próstata à perda da virilidade
Homens associam câncer de próstata à perda da virilidade
Pesquisa da USP com 52 pacientes mostra que doença é associada à disfunção erétil
10 de junho de 2010 | 16h 45 - Agência USP
SÃO PAULO - Uma pesquisa da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) mostra que homens maduros associam o câncer de próstata à perda da virilidade e da identidade masculina, o que gera grande sofrimento emocional e familiar. O trabalho aponta que as campanhas sobre saúde masculina, além de informarem o público e incentivarem o diagnóstico precoce, devem evidenciar as possibilidades de tratamento e cura. O estudo foi realizado pela psicóloga Ana Cristina Almeida Vieira, com orientação do professor Marcos Francisco Dall’Oglio, da FMUSP.
Participaram da pesquisa 52 pacientes com diagnóstico de adenocarcinoma (câncer) de próstata e encaminhados para tratamento cirúrgico (prostatectomia radical). "Os pacientes foram avaliados antes do evento cirúrgico e após no mínimo seis meses da realização de cirurgia. Foram submetidos à entrevista psicológica semidirigida e escala SF-36(Short-Form Health Survey, na sigla em inglês)", afirma a psicóloga. "As entrevistas buscaram verificar as representações e fantasias relacionadas à saúde e à doença, vida afetivo-relacional e vida sexual."
A média de idade dos homens pesquisados era de 66 anos. O mais novo tinha 43 anos e o mais velho 77. "Entre os pacientes, 94% declararam ter vida sexual ativa", ressalta Ana Vieira. Antes da cirurgia, o estudo verificou que há muita desinformação sobre o câncer de próstata, o que é agravado pelo fato de a doença ser assintomática quando em fase inicial. "O câncer é associado à disfunção erétil e a cirurgia é vista como um obstáculo para a vida sexual". O diagnóstico leva a um sofrimento emocional importante, com dificuldades para manter relacionamento afetivo e sexual, vida profissional e outras atividades cotidianas. "Há um grande temor entre os homens da perda de sua identidade masculina e da própria vida", ressalta a pesquisadora. "Poucos pacientes tem informações sobre os recursos para tratar o câncer de próstata e as sequelas decorrentes do próprio tratamento, como eventuais problemas na função erétil."
Emocional
A avaliação da qualidade de vida realizada por intermédio da escala SF-36 não detectou diferença significativa em relação à época do diagnóstico. "Porém, a entrevista psicológica sinalizou que a qualidade de vida se altera desde o momento do diagnóstico e que tais mudanças se relacionam às questões do gênero masculino", conta a psicóloga. Durante a pesquisa, verificou-se que 60% dos pacientes já apresentavam disfunção erétil antes do diagnóstico de câncer de próstata. "Mesmo assim, eles não apresentavam queixas significativas dos efeitos em sua vida sexual", afirma Ana Vieira.
De acordo com a psicóloga, os resultados da pesquisa comprovam o que já era observado no atendimento dos pacientes com câncer de próstata. "As conclusões do estudo reforçam a necessidade de um atendimento multidisciplinar que permita o diagnóstico e o tratamento precoce, o que aumenta as chances de cura", aponta.
"Além dos aspectos informativos, qualquer abordagem sobre saúde masculina e câncer de próstata deve considerar questões de gênero, ou seja, as representações do masculino constitutivas da identidade masculina", acrescenta Ana Vieira. A psicóloga lembra que o câncer de próstata é a quarta causa de morte de homens com mais de 50 anos no Brasil. "Isso se deve ao fato de muitas pessoas não buscarem diagnóstico, inclusive por receio de se submeter ao exame de toque."
Sobre a proibição de manifestações religiosas na Copa
Sobre a proibição de manifestações religiosas na Copa
Israel Belo de Azevedo 11.6.2010 - 0h30m – Jornal Extra – Blog Religião & Fé
Não sou dos que veem conspiração em tudo, mas, no caso específico da proibição de manifestações religiosas ou ideológicas no campo de futebol, noto a entronização de um ideal secularizante. Desde o iluminismo europeu, desenvolve-se uma ideia, hoje predominante, de que o homem não precisa de fé para viver, porque fé é vista como “atraso”, que não pode conviver com o “avanço”. Entremos num shopping center: nele não há qualquer materialização da simbologia religiosa, exceto o consumo, eleito como o culto supremo de todos.
Acontece que os jogadores que estão em campo, sejam eles muçulmanos ou cristãos (para ficarmos com duas vertentes), encontram na sua religião uma motivação para sua vida. Aquilo é um esporte, mas eles não vivem o esporte fora de sua fé. É por isto que os jogadores crentes agradecem a Deus pela defesa feita ou pelo gol marcado ou pelo título conquistado, porque para eles tudo que lhes acontece tem a mão de Deus, que lhes deu a vida, que lhes dá habilidade para jogar e que, sobretudo, lhes dá um sentido para viver. Crer faz parte do seu ser. Suprimir-lhe o direito de agradecer a Deus é tirar-lhe o direito de viver.
Como cristão, não me ofendo se um jogador muçulmano, por exemplo, estampa na camiseta interna uma frase de gratidão a Alá. Como cristão, eu me alegro que um atleta cristão, após um gol, levante o seu dedo para os céus para dizer a quem deve o seu tento. Não vejo que mal possa fazer o fato de alguns jogadores cristãos se reunirem ao final de uma partida importante e se darem as mãos para cantar e orar. Quem não quiser ver pode trocar de canal ou a própria rede de televisão pode mostrar outra imagem.
A liberdade de expressão tem que incluir o direito de todos se manifestarem no espaço em que atuam, desde que respeitem a credulidade ou a incredulidade dos outros. A minoria dos que não creem não pode se sobrepujar à maioria dos que creem. Religião e futebol têm muito em comum, porque ambos são o território por excelência da alegria, da alegria simples, da alegria interior que não precisa de droga (álcool, tabaco e alucinógeno) para existir e se irradiar como um facho de luz.
Chuva deixa 488 mortos no País em 8 meses; 7,5 milhões são afetados
Chuva deixa 488 mortos no País em 8 meses; 7,5 milhões são afetados
Rio de Janeiro é o Estado que mais registrou óbitos; somente em Niterói, 168 pessoas morreram
10 de junho de 2010 | 10h 57 - Fabiana Marchezi, do estadão.com.br
SÃO PAULO - Subiu para 488 o número de mortos pelas chuvas que atingiram dez Estados das regiões Sul, Sudeste, Norte e Nordeste do País, entre novembro de 2009 e junho deste ano.
De acordo com a Secretaria Nacional de Defesa Civil, o número abrange as mortes ocorridas em Minas, Espírito Santo, Rio, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Acre, Alagoas e Bahia.
O Rio de Janeiro continua sendo o Estado que registrou mais óbitos decorrentes dos temporais, com 347 mortes. Somente em Niterói, o município mais atingido, foram registradas 168 mortes, grande parte em consequência dos desabamentos e deslizamentos de terra no Morro do Bumba, no início de abril.
Em seguida, vem o Estado de São Paulo, com 78 óbitos, e o Rio Grande do Sul, que registrou 18 mortes. Ainda segundo o órgão, apesar de não confirmarem nenhuma morte, outros nove Estados do Centro-Oeste, Norte e Nordeste registraram prejuízos causados pela chuvas: Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Roraima, Amazonas, Rondônia, Sergipe, Maranhão e Pernambuco.
Ao todo, desde o início do período chuvoso, mais de 7,5 milhões de moradores de 1.221 municípios foram afetados de alguma forma pelas chuvas. Desses, 56.461 ficaram desabrigados - pessoas que perderam tudo e precisam dos abrigos públicos - e outros 211.357 ficaram desalojados - as que podem contar com ajuda de vizinhos e familiares. Ao menos 498 cidades brasileiras decretaram situação de emergência e cinco entraram em estado de calamidade pública.
Depois de show da Copa, Will.I.am do Black Eyed Peas declara amor ao Brasil no Twitter
Quinta-feira, 10 de junho de 2010, 19:45
Depois de show da Copa, Will.I.am do Black Eyed Peas declara amor ao Brasil
“I gotta feeling” e “Boom boom pow” foram alguns dos hits tocados na cerimônia
Luciano Borborema - Território Eldorado
“Eu nasci americano e tenho orgulho disso. Mas, se eu tivesse de representar um país na Copa do Mundo, seria o Brasil”, escreveu o Will.I.am da banda Black Eyed Peas eu seu Twitter.
Detalhe do Twitter de Will.I.am. (Reprodução)
O Black Eyed Peas foi uma das bandas e músicos que se apresentaram na cerimônia de abertura da Copa da África do Sul nesta quinta-feira (10). “I gotta feeling” e “Boom boom pow” foram alguns sucessos que o grupo apresentou no show. Shakira, Alicia Keys e Juanes, além de nomes importantes da música africana foram outros nomes que se apresentaram na festa.
Turquia diz que voto a favor do Irã era questão de honra
Turquia diz que voto a favor do Irã era questão de honra
10 de junho de 2010 | 19h 23
AE-AP, COM DOW JONES - Agência Estado
O voto turco contra a quarta rodada de sanções na Organização das Nações Unidas (ONU) ao Irã, por causa do programa nuclear de Teerã, era uma questão de honra para o país, após o acordo fechado entre Turquia, Irã e Brasil, afirmou hoje o primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan. O premiê insistiu que ainda há espaço para uma saída diplomática para a crise. Erdogan deu as declarações em uma cúpula de um dia em Istambul, entre a Turquia e 20 países árabes.
Erdogan fortaleceu no evento seu papel de líder no mundo islâmico, recebendo o aplauso de governantes e políticos árabes, enquanto criticava Israel e questionava o poder de Washington no cenário mundial, numa cúpula que ocorreu na cidade que foi no passado a sede do Império Otomano.
"Se nós não tivéssemos dito ''não'', seria contraditório...seria uma falta de respeito próprio", avaliou Erdogan. O Brasil também votou contra as sanções e o Líbano se absteve. As outras 12 nações do Conselho de Segurança da ONU, incluindo as cinco permanentes e com poder de veto, apoiaram a medida.
No mês passado, o Irã firmou um acordo com Turquia e Brasil se comprometendo a enviar 1.200 quilos de urânio pouco enriquecido ao território turco. Em troca, receberia combustível para seu reator em Teerã. O acordo foi visto com ressalvas por Washington, que pressionava por uma resolução com sanções.
"Nós insistimos que todos os problemas devem ser resolvidos na mesa de negociações. Nada é alcançado com armas ou através de embargos e isolamento", disse Erdogan. "Junto com o Brasil, nós manteremos os nossos esforços por uma solução negociada."
Ontem, o ministro das Relações Exteriores da Turquia, Ahmet Davutoglu, disse que o acordo Irã-Turquia-Brasil não estava "morto" e que seu país votou contra as sanções para manter aberto o canal de negociações. No mesmo dia, o presidente venezuelano, Hugo Chávez, criticou as sanções e disse concordar com o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, sobre a falta de valor da punição. "Bem dito, homem. Não vale um centavo", disse Chávez. A Venezuela e o Irã têm estreitado laços nos últimos anos.
A sanção ao Irã inclui aspectos militares e financeiros. Ela expande um embargo de armas e impede o país de realizar atividades como a mineração de urânio. Potências lideradas pelos EUA temem que o Irã busque secretamente armas nucleares, mas Teerã garante ter apenas fins pacíficos. Ahmadinejad disse que "as resoluções não valem nada para a nação iraniana".
Chávez improvisa canção sobre relação com Hillary Clinton
Chávez improvisa canção sobre relação com Hillary Clinton
BBC Brasil - 10/06/2010 17h59
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, improvisou uma canção sobre sua relação pouco amigável com Hillary Clinton, a Secretária de Estado americana. A improvisação aconteceu durante um discurso em que Chávez criticava a Secretária, que visitou vários países da América Latina nessa semana. Na música, Chávez canta: "Hillary Clinton não gosta de mim... e nem eu gosto dela."
“Atenda-se ao espírito da lei Ficha Limpa
Editorial do “O Globo” de hoje comenta o Projeto Ficha Limpa. Confira o texto na íntegra:
“Atenda-se ao espírito da lei Ficha Limpa"
Com a aprovação final do projeto Ficha Limpa no Senado e a sanção da lei, sem vetos, pelo presidente Lula, antes do dia 9, portanto a tempo de ela vigorar nas eleições deste ano, o improvável aconteceu. Até porque a atual legislatura, com sua longa crônica de desvios éticos, demonstra ser uma das mais refratárias aos sentimentos do Brasil real, aquele fora do Plano Piloto. Mesmo assim, deu certo a grande mobilização deflagrada pelo Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), responsável por obter mais de 1,5 milhão de assinaturas para, conforme previsto na Carta, encaminhar ao Congresso, na forma de um projeto de lei de origem popular, normas visando a dificultar o acesso de fichas-sujas à vida pública. Antes da Ficha Limpa, o programa habitacional de finalidades sociais já havia sido criado por meio do mesmo mecanismo, acionado por sindicatos.
Como parte do jogo político em qualquer democracia representativa, o projeto original foi alterado em negociações no Congresso.
Uma das principais mudanças atenuou a proposta, de fato draconiana, de ser rejeitado o pedido de registro de candidatura de qualquer condenado em primeira instância. Na lei aprovada, vale apenas condenação por colegiado de magistrados — no recurso do primeiro veredicto —, e dá-se, ainda, à pessoa o direito de ir à Corte superior para a decisão final. Teve-se o cuidado de estabelecer urgência para esta última palavra. Em relação à efetiva inexistência de qualquer filtro eficiente para conter a invasão da vida política por delinquentes de todos os quadrantes do Código Penal — esperar o julgamento do último recurso do condenado era inócuo, dada a lentidão da Justiça —, chega a ser uma revolução. Mesmo porque foi incluída na lei a antiga reivindicação de se fechar a porta da renúncia ao parlamentar sob risco de cassação.
Agora, não existe mais este paraquedas: renunciou, perdeu os direitos políticos.
Mas será da Justiça o pronunciamento final para se poder comemorar toda esta mobilização, e talvez o primeiro grande exemplo de como a internet pode ser usada como arma do bem, no aperfeiçoamento das instituições.
Ao Tribunal Superior Eleitoral cabe responder se de fato a Lei Ficha Limpa vale para as próximas eleições.
Alterações já feitas no passado na legislação eleitoral demonstram que sim. Outro ponto a esclarecer é sobre o entendimento do termo “forem condenados”, colocado no artigo que define os que serão atingidos pela lei no lugar de “os que tenham sido condenados”.
Feita na lei pelo senador Francisco Dornelles (PP-RJ), a mudança foi entendida como favorável a pelo menos um notório ficha-suja, Paulo Maluf, procurado pela polícia em vários países, deputado do partido do senador.
Ora, já foi esclarecido que a forma do verbo também tem sentido do passado. E a própria Advocacia Geral da União (AGU), no parecer ao presidente, liberou-o para sancionar a lei, porque a alteração de texto não contrariou o seu espírito, que não é dar anistia. Daí o projeto não ter voltado do Senado à Câmara. O TSE tem, então, sólido embasamento para atender ao desejo dos eleitores. Não que o juiz deva se guiar pela voz das ruas. É que neste caso as ruas defendem uma causa irrefutável, e não apenas no aspecto ético.”
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