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segunda-feira, setembro 06, 2010
Rastro petista
Rastro petista
Acesso a dados fiscais do tucano Eduardo Jorge em Minas foi feito por mais um filiado ao PT
Vivian Oswald, Evandro Éboli e Gerson Camarotti - O Globo
Mais um filiado ao PT foi identificado por envolvimento no vazamento de dados de tucanos. O analista tributário da Receita Federal Gilberto Souza Amarante — de cujo terminal de computador foram realizadas dez consultas ao CPF do vicepresidente do PSDB, Eduardo Jorge, na cidade de Formiga, em Minas Gerais — se filiou ao partido em Arcos, município vizinho, no dia 30 de agosto de 2001. Os dados estão registrados no cadastro de eleitores do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O servidor, que passou a integrar o quadro de funcionários da Receita em dia 31 de dezembro de 1992, é coordenador do curso de Direito Tributário da PUC-MG e mestre em Direito Empresarial.
Todos os acessos ao CPF de Eduardo Jorge ocorreram no mesmo dia: 3 de abril de 2009, durante 41 segundos entre a primeira e a última entrada, seis meses antes de servidores da Receita em Mauá (SP) devassarem as declarações de Renda de Eduardo Jorge e de outros tucanos.
Integrantes da Receita afirmam que os dez registros podem significar uma única consulta. Os sistemas do Fisco registram como novo acesso cada uma das vezes que o servidor muda a tela em um mesmo acesso.
De todo modo, a Receita não acredita que a consulta que partiu da senha do analista fiscal em Formiga tenha sido motivada. A explicação estaria no fato de terem ocorrido fora da região fiscal onde reside o tucano. Para comprovar se o acesso foi imotivado é preciso verificar ainda se a pesquisa teve ou não autorização ou seguiu algum pedido judicial.
De acordo com essas fontes no Fisco, a consulta não teria permitido o acesso aos dados fiscais do contribuinte.
Esse tipo de registro pode significar que o servidor tentou verificar dados pessoais de Eduardo Jorge.
Dutra confirma filiação de analista
A nova denúncia deve ser analisada pela Corregedoria da Receita em Belo Horizonte, responsável pela jurisdição de Minas Gerais. A comissão de inquérito deve requerer ao chefe do escritório de São Paulo, que analisa o caso, que prossiga com uma investigação disciplinar. Esse é o caminho de praxe para apurar indícios de irregularidades.
Eduardo Jorge diz que não tem negócios ou imóveis na cidade mineira de Formiga e estranhou o fato.
— Isso é a confirmação do que nós já suspeitávamos: é uma operação ampla para favorecer o PT e tentar intimidar a oposição. Além disso, a Receita Federal, mais uma vez, atuou de forma conivente com a campanha de Dilma. Essa eleição está seriamente afetada por essa questão de quebras sucessivas de sigilo — disse o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE).
O presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, afirmou ontem que, se ficar comprovada a participação de Amarante no caso, o petista pode até vir a ser expulso do partido. Dutra optou pela prudência, mas confirmou que o analista de Formiga é filiado à legenda. Ele conversou com o presidente do PT de Minas, o deputado federal Reginaldo Lopes, e afirmou que não havia localizado o analista até o início da noite de ontem. Segundo Lopes, nem mesmo os dirigentes do PT de Arcos (MG) o conhecem.
— Realmente ele é filiado ao PT, mas não é um militante do partido. É preciso saber se ele teve acesso indevido aos dados da Receita. O PT tem uma postura ética que não concorda com essa prática. Se ficar confirmado qualquer ilegalidade, ele será excluído do PT — disse Dutra.
Dutra se antecipou a dizer que não há, de todo modo, qualquer vínculo do ato de Amarante com a campanha de Dilma Rousseff e lembrou que o fato ocorreu em abril do ano passado.
Ele acrescentou que o servidor da Receita não teria participado do último Processo de Eleição Direta (PED), as eleições internas, do PT. Mesmo assim, Dutra reconheceu que o episódio traz um incômodo para o PT.
— Claro que causa um constrangimento ao PT.
O relatório que detectou as consultas ao CPF do tucano foi produzido pelo Serpro, serviço de processamento de dados do governo, no dia 27 de julho. Foram encontrados ainda consultas ao CPF de Eduardo Jorge feitos por terminais da Polícia Federal, Banco Central e Ministério Público.
segunda-feira, junho 07, 2010
Lanzetta diz que 'guerra' interna do PT fez vazar oferta de dossiê
Lanzetta diz que 'guerra' interna do PT fez vazar oferta de dossiê
Atualizado em 07/06/2010 22h27
Ex-integrante da campanha de Dilma concedeu entrevista ao G1.
Ele afirma que grupo paulista teria tentado derrubar grupo mineiro
Ele afirma que grupo paulista teria tentado derrubar grupo mineiro
Ex-integrante da campanha da presidenciável Dilma Rousseff (PT), o jornalista e consultor Luiz Lanzetta disse nesta segunda-feira (7), em entrevista ao G1, que o vazamento do episódio envolvendo a suposta oferta de dossiê e de serviços de espionagem contra o pré-candidato José Serra (PSDB) foi resultado de uma disputa de poder no comando da campanha petista.
Lanzetta é dono da Lanza, empresa contratada para cuidar da área de comunicação da campanha de Dilma, mas, segundo o presidente do PT, José Eduardo Dutra, nem a empresa nem Lanzetta tinha poder de decisão sobre os rumos da campanha.
De acordo com o jornalista, a proposta de elaboração de um dossiê foi apresentada a ele pelo delegado aposentado da Polícia Federal Onézimo Souza durante um encontro no restaurante Fritz, em Brasília, no dia 20 de abril. O jornalista afirmou que apenas ouviu a oferta e a recusou de imediato. “Não houve dinheiro, não houve espionagem, não fizemos nada. O que houve foi um oferecimento (de dossiê) que foi recusado”, disse.
Lanzetta afirmou que a disputa de poder no comando da campanha de Dilma envolvia um grupo integrante do governo da ex-prefeita de São Paulo Marta Suplicy (2001-2004) e o grupo comandado pelo ex-prefeito de Belo Horizonte (MG) Fernando Pimentel, um dos coordenadores da campanha petista. Lanzetta afirma que o grupo adversário de Pimentel “queria entrar na campanha de Dilma a qualquer preço”. Questionado sobre quem integrava esse grupo, ele não quis citar nomes.
Desde o final de maio, quando reportagens foram publicadas descrevendo o que teria acontecido no encontro realizado no restaurante, o comando do PT tem dito que ninguém da coordenação da campanha participou do episódio. A negociação com o delegado aposentado teria sido obra do jornalista, sem o conhecimento da campanha petista, disse o presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra.
“O grupo do PT que integrou o governo da Marta (em São Paulo) quer entrar na campanha da Dilma a qualquer preço. Fui a primeira barreira dessa guerra (interna do PT) e sofri as consequências. Conseguiram me derrubar da campanha. Mas não vão conseguir o que querem. Eu tô limpo. Minha empresa está limpa. Não tenho medo de nada nem de ninguém”, avisou.
Sobre a suposta participação de Pimentel no episódio, Lanzetta negou o envolvimento do ex-prefeito. “O Pimentel não estava na reunião. Ele não sabe de nada. Tudo foi feito para pegar o Pimentel. Esse grupo de petistas que estava no governo da Marta – ela não, porque ela se livrou deles – quer correr com todo mundo da campanha.”
Em entrevista à TV Globo nesta segunda (7), Lanzetta afirmou que não trocou telefonemas com Onézimo e que conversou com ele apenas no encontro no restaurante. Lanzetta disse que não se importaria de mostrar suas contas telefônicas para provar que não tinha contato com o delegado aposentado.
Em entrevista publicada na revista “Veja” no último final de semana, no entanto, o delegado disse que a proposta para montar um dossiê e espionar possíveis traidores dentro da campanha petista e o pré-candidato do PSDB, José Serra, teria partido de Lanzetta. “Fui convidado para um encontro com Fernando Pimentel. Chegando lá no restaurante, estava o Luiz Lanzetta, que eu não conhecia, mas que se apresentou como representante do prefeito", disse Onézimo.
Ao Jornal Nacional desta segunda-feira (7), Lanzetta afirmou que não tinha ligação com o delegado aposentado. “Eu não tenho nada, nenhuma ligação. Eu não conversei com ele nem antes nem depois daquele momento. Eu fugi do Onézimo, eu fui embora da reunião, fiquei assustado com o cara, não queria falar com ele. Queria estar longe daquele cara. Senti um negócio estranho”, declarou.
Acareação
Disposto a provar sua versão dos fatos, o jornalista disse que quer participar de uma acareação com Onézimo para explicitar o que teria sido tratado na reunião realizada no final de abril, em um restaurante de Brasília, quando a suposta estratégia de espionagem teria sido discutida. Afastado da campanha petista depois do episódio, Lanzetta afirma ter saído por conta própria. “Não fui demitido. Eu saí.” O jornalista afirma ter arcado com o preço de ter “entrado no jogo” de interesses eleitorais. “Não quero me colocar como vítima. Só um idiota não sabe o que pode acontecer quando se entra em um jogo desses. Eu joguei pesado e sabia que teria um preço. A reação foi forte. Não sou ingênuo, não estou surpreendido (com o que está acontecendo)”, disse, sobre a possibilidade de ser acusado de envolvimento com irregularidades. Nesta segunda (7), o PT interpelou judicialmente o pré-candidato Serra, que havia responsabilizado Dilma pela montagem do suposto dossiê. Serra considerou a interpelação um “factoide”.
sábado, maio 22, 2010
As vítimas eram os juízes
As vítimas eram os juízes
Jornal do Brasil - Sexta-feira, 21 de Maio de 2010
O jornalista Chico Otávio escreveu recentemente que havia sido vítima de um crime cibernético por ter um funcionário terceirizado do Tribunal de Justiça enviado e-mails fraudulentos envolvendo o seu nome para 180 magistrados.
Noticia que tomou conhecimento através de uma fonte que havia recebido o tal e-mail, donde se conclui que a fonte era um desembargador. Aqui começa nossa preocupação interna. Temos uma fonte jornalística em nosso meio que passa informações internas para a mídia, e trata-se de uma fonte altamente técnica porque profundo conhecedor do estilo do jornalista em questão a ponto de antecipar que: “Sei que isso não é seu. É armação”.
Em seguida, o repórter demonstra perplexidade porque apenas um dos 180 desembargadores que teriam recebido o tal e-mail se manifestara sobre a falsa mensagem. Quero esclarecer que não recebi tal mensagem e desconheço o seu conteúdo. Mas ainda que tivesse recebido, o que pretendia o jornalista que fizesse?
Indaga o articulista quantos teriam fornecido dados para uma reportagem que nunca existiu. Fiquei muito curioso sobre que dados seriam esses imaginados pelo Chico Otávio.
Ora, a reportagem que nunca existiu nos enche de curiosidade e daria uma bela reportagem.
Acredito que não deva haver segredos impublicáveis entre nós, sobretudo quando temos uma fonte tão especializada que fornece informações à mídia com tanta precisão.
Concordo com o repórter que isso tudo é muito grave, sobretudo quando o que se espera de um poder público é, no mínimo, que haja total transparência e probidade nos atos aqui realizados. Afinal, não se trata de uma repartiçãozinha qualquer, mas do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, o primeiro no Brasil a estar totalmente informatizado e, portanto, modernizado graças ao seu milionário Fundo e a excelentes administrações.
Por tudo isso, concluo que as vítimas fomos nós, magistrados, que primamos pelo trabalho sério e dedicado e nos vimos envolvidos com atos ilícitos sem sequer conhecer o conteúdo dos instrumentos utilizados para o crime. Portanto, mesmo sem exame da materialidade, mais uma vez fomos vítimas de manipulações de poder que nos expõem à sociedade como uma casa de fuxicos e segredos. Resta, agora, revelar ao público a verdadeira autoria do crime.
quarta-feira, maio 19, 2010
O que é isso, companheira?
O que é isso, companheira?
FERNANDO DE BARROS E SILVA
SÃO PAULO - "Vocês notaram que do Gabeira ninguém fala? Esse sim sequestrou. Ele era o escolhido para matar o embaixador. Ninguém fala porque é candidato ao governo do Rio e se aliou ao PSDB". Marta Suplicy falava como militante petista, em defesa de Dilma Rousseff. Mas, dentro dela, falava também a sinhazinha que Marta tantas vezes não consegue reprimir: "Esse sim sequestrou"!
A frase lembra, é claro, o "relaxa e goza", que ela, ministra do Turismo, dirigiu às vítimas do caos aéreo em 2007. Lembra ainda a pergunta que seu programa de TV fazia a Gilberto Kassab na campanha de 2008: "É casado? Tem filhos?". Da primeira, Marta se desculpou logo. Da segunda, premeditada, veio se desculpar só recentemente, numa entrevista para a TV. O deputado deve esperar mais um pouco.
Gabeira tinha o codinome de Honório quando alugou a casa que serviu como cativeiro do embaixador Charles Elbrick, sequestrado em setembro de 1969. Era uma figura secundária na operação. Não integrou o grupo que capturou o americano nem, muito menos, seria seu assassino se as coisas desandassem. O provável algoz de Elbrick, conforme todos os relatos, seria Virgílio Gomes da Silva, o Jonas, veterano da ALN que comandava a ação. A ideia do sequestro, que Elio Gaspari no seu livro chama "o grande golpe", havia sido de Valdir. Era este o nome de guerra de Franklin Martins, atual ministro de Lula.
Tudo isso é história conhecida, que Marta deve saber. Mais, pelo menos, do que se sabe a respeito da atuação de Dilma entre 1967 e 1970, na Colina e na VAR-Palmares, também adeptas da luta armada. "Lutei contra a ditadura do primeiro ao último dia, com os meios e as concepções que eu tinha", disse ela outro dia no programa de TV do PT. Era uma fala sinuosa, cheia de termos proibidos, como se Dilma precisasse ocultar do grande público algo de que, no fundo, se orgulha. Gabeira é diferente. Este, sim, virou a página da guerrilha. E não consta que seja um monstro de direita.
BAIXARIA NA CAMPANHA
BAIXARIA NA CAMPANHA
EDITORIAL - O ESTADO DE S. PAULO - 19/5/2010
A eleição presidencial deste ano no Brasil é a primeira com a maioria do eleitorado conectada à internet. Segundo dados recentes, são 67,5 milhões de internautas de 16 anos ou mais em 133 milhões de eleitores. E 86,3% dos 192 milhões de brasileiros frequentam os chamados sites de relacionamento, ou redes sociais, como Orkut, Twitter e Facebook. Esses números desenham as proverbiais duas faces da mesma moeda.
É indiscutível o seu efeito para a participação ativa da sociedade no processo de escolha de quem governará o País pelos próximos 4 anos ? para a democracia, portanto. A inclusão digital aproxima a campanha dos seus destinatários naturais e agrega legitimidade ao voto popular, pelo presumível aumento do nível geral de informação política. Para ficar no caso mais conhecido, sem a internet Barack Obama talvez não tivesse sido eleito o primeiro presidente negro dos EUA.
É indiscutível o seu efeito para a participação ativa da sociedade no processo de escolha de quem governará o País pelos próximos 4 anos ? para a democracia, portanto. A inclusão digital aproxima a campanha dos seus destinatários naturais e agrega legitimidade ao voto popular, pelo presumível aumento do nível geral de informação política. Para ficar no caso mais conhecido, sem a internet Barack Obama talvez não tivesse sido eleito o primeiro presidente negro dos EUA.
O lado negativo desse fenômeno é a ampliação do espaço para a disseminação vertiginosa de mentiras, calúnias e ofensas de toda sorte aos candidatos e entre os seus partidários. O que petistas e antipetistas dizem uns dos outros não se fala em casa de família. Isso não é novidade nem aqui, muito menos nos países onde quem não frequenta cotidianamente o universo virtual é como se fosse um alienígena. Numerosos autores já comentaram os resultados paradoxais da comunicação instantânea, irrestrita? E irresponsável.
O que vem ao caso, aqui e agora, é o contraste entre a conduta manifesta dos presidenciáveis e o que os seus apoiadores perpetram contra os respectivos adversários na internet. Por enquanto, nessa campanha à revelia de uma legislação eleitoral detalhista, restritiva e anacrônica, os "pré-candidatos" têm mantido um nível satisfatório de civilidade nos seus embates. É certo que Dilma Rousseff já chamou José Serra de "biruta de aeroporto" e os tucanos em geral de "lobos em pele de cordeiro". Mas, assim como os ataques dele a ela, concentrados em ressaltar a sua alegada falta de experiência em governar, em momento algum as estocadas descambaram para o desrespeito pessoal.
Só que nenhum dos lados pode ignorar as abjetas emanações dos porões da opinião. Isso transpareceu pela primeira vez no programa que o PT levou ao ar na quinta-feira passada. No primeiro momento, não se entendeu? Ou se atribuiu a um lance de marketing? A equiparação de Dilma ao herói sul-africano Nelson Mandela feita pelo presidente Lula, que conduzia o espetáculo. Não que ele medisse a sua candidata pela estatura histórica do líder que conseguiu o fim do apartheid em seu país. O que o programa tratou de fazer foi transformar limão em limonada. A internet, de fato, está infestada de mensagens acusando Dilma de "terrorista" por sua vinculação a organizações que recorriam à luta armada contra o regime militar, motivo por que foi presa, torturada e condenada. Pode-se argumentar que ela e os seus não lutavam pela volta da democracia, mas pela substituição de uma ditadura por outra. O ponto, no entanto, é que, diante da difamação da candidata, Lula lembrou que Mandela também aprovou o uso da força como último recurso contra o regime de supremacia branca na África do Sul. Neutralizaria, assim, a agressão e, de quebra, invocaria a favor de Dilma um nome glorioso? O que a imprensa assinalou.
Foi o bastante para que o espírito de baixaria da internet contaminasse a política. Em um discurso no domingo, a reincidente Marta Suplicy, ex-prefeita e provável candidata ao Senado, deu um vexame comparável à insinuação de sua propaganda de que Gilberto Kassab, o adversário que a derrotaria na disputa pela Prefeitura em 2008, era homossexual. "Ninguém fala" de Fernando Gabeira, queixou-se. "Esse sim sequestrou", investiu. "Ele era o escolhido para matar o embaixador (dos EUA Charles Elbrick, em 1969)", mentiu. "Ninguém fala porque o Gabeira é candidato ao governo do Rio e se aliou com o PSDB." Até o presidente do PT, José Eduardo Dutra, considerou infeliz a declaração? Que ficaria melhor no submundo do debate público na internet.
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