terça-feira, agosto 03, 2010
As Forças Armadas e os nossos narizes
As Forças Armadas e os nossos narizes
DANIEL AARÃO REIS
Um estudioso estrangeiro da história do Brasil, na campanha eleitoral de 1989, surpreendeu-se com um fato que ele considerou inusitado: os diversos candidatos, fosse qual fosse o partido, de direita, de centro ou de esquerda, não se referiam às Forças Armadas. Nenhuma proposta, reflexão alguma. Como se as Forças Armadas simplesmente não existissem ou não tivessem jamais existido. Até os dias de hoje, pode-se dizer que esta atitude permanece inalterada.
No entanto, e como se sabe, desde a fundação da República, as Forças Armadas, e o Exército em particular, são instituições incontornáveis. Protagonizaram, em 1889, o golpe que instituiu o novo regime. Nos anos 1920, o chamado movimento tenentista agitou a sociedade com propostas reformistas. Foram militares os líderes da mais importante rebeldia armada deste país: a coluna guerrilheira liderada por Miguel Costa e Luiz Carlos Prestes, de 1924 a 1927. Em 1930, o episódio que derrubou a Primeira República seria impensável sem a participação dos militares. Na ditadura do Estado Novo (1937-1945), foram as Forças Armadas uma das bases principais de sustentação da política nacionalestatista, desenvolvimentista e industrialista empreendida sob liderança de Getúlio Vargas.
Entre 1945 e 1964, envolveram-se novamente na política. Eram os tempos áureos da Guerra Fria, entre o chamado “mundo livre” (capitalista), capitaneado pelos EUA, e o comunismo internacional, pela União Soviética. As disputas das superpotências galvanizavam as energias políticas, condicionando, embora não determinando, em toda parte, os debates. No início dos anos 1950, o Clube Militar e as discussões ali travadas eram referências fundamentais nos debates políticos. O movimento nacionalista que então emergiu tinha entre os militares muitos adeptos. Mas havia outros mais que optaram pelo alinhamento com os EUA. Insultavam-se como criptocomunistas ou entreguistas, os primeiros favoráveis a alianças com os comunistas num processo de distribuição de renda e de poder; os segundos temendo mais que tudo o comunismo e também as implicações que uma eventual vitória revolucionária pudesse ter para a organização e a própria existência das Forças Armadas como instituição nacional.
Neste período, núcleos militares perpetraram golpes e contragolpes — para salvar ou enterrar a democracia — que abalaram o país.
Em 1964, importantes segmentos das Forças Armadas desfecharam, com amplo apoio civil, um golpe de Estado que instaurou um outro longo período ditatorial, sob liderança militar: os cinco ditadores presidentes foram todos generais do Exército.
Seu protagonismo a partir daí foi tão decisivo que se tornou lugar-comum designar o regime como ditadura militar, quando, a rigor, nenhum óculos de grau é necessário para perceber que a ditadura, desde o início, e até o fim, teve caráter civil-militar.
Em síntese, uma sociedade marcada pelo inter vencionismo dos militares.
É verdade que, desde 1979, quando se encerrou a ditadura e, especialmente, desde 1985, quando assumiu um primeiro presidente civil depois de 21 anos de governos presididos por militares, as Forças Armadas tenderam a sair do proscênio.
Teriam hibernado? O fato é que sobre elas a maioria prefere não falar.
Nada dizer de sua cultura política, ainda presa aos parâmetros anacrônicos da Guerra Fria. De suas opções e indecisões. De seu monolitismo aparente, adquirido depois de 1964, em contraste com o pluralismo anterior.
De sua crise de identidade — servem exatamente para quê as Forças Armadas? Da maneira como a memória nacional é ali cultivada, desde os colégios militares aos sofisticados cursos de estado-maior. Dos processos de formação de seus quadros. Dos procedimentos com que zelam pelos arquivos da nação sob sua guarda e do silêncio com que protegem a tortura praticada nos tempos da ditadura. Do modo como ainda não se reconhecem como simples funcionários públicos, uniformizados e armados pela sociedade que, com os impostos, remunera seu trabalho.
Nada disto é discutido. Nem pelos próprios militares. De quando em vez, em torno de um tema específico, aparecem alguns sinais, mas logo desaparecem, como se estivessem escondidos por uma cortina de fumaça, daquele tipo que se dispara quando, numa batalha, se quer esconder uma força que avança ou que recua.
De sorte que as Forças Armadas, embora visíveis, movem-se com procedimentos próprios, ignorados e não controlados. Contudo, suas marcas na história permanecem, como ferro em brasa no couro dos bois.
Mas quem as vê, embora tão perto dos nossos narizes? George Orwell dizia com propriedade que “ver o que está na frente do próprio nariz é algo que requer esforço constante”. Talvez seja isto que esteja faltando à sociedade brasileira e a seus eminentes líderes políticos e militares: esforço constante.
DANIEL AARÃO REIS é professor de História Contemporânea da Universidade Federal Fluminense.
Fonte: O Globo
Irã deve recusar oferta de Lula para receber condenada a apedrejamento
Irã deve recusar oferta de Lula para receber condenada a apedrejamento
Porta-voz disse que Lula tem personalidade 'emotiva e humana'. Sakineh Mohammadi Ashtiani, de 43 anos, foi condenada por adultério.
O Irã sinalizou nesta terça-feira (3) que deve rejeitar a proposta do presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, para abrigar a iraniana condenada a morrer apedrejada por adultério. O caso de Sakineh Mohammadi Ashtiani, de 43 anos, levantou uma polêmica internacional e fez com que o governo adiasse a sentença dela, que pode ser mudada para a forca.
"Que eu saiba, [o presidente Luiz Inácio Lula] da Silva tem uma personalidade muito humana e emotiva e provavelmente não recebeu informações suficientes sobre o caso", disse o porta-voz do ministério das Relações Exteriores iraniano, Ramin Mehmanparast.
Segundo ele, mais informações seriam repassadas a Lula para esclarecer a condição de uma pessoa "condenada por cometer um crime". Segundo autoridades iranianas, ela também é condenada por assassinato.
No sábado, Lula propôs que seu país recebesse Sakineh Mohamadi Ashtiani, mãe de dois filhos, condenada em 2006 por ter mantido "uma relação ilegal" com dois homens depois da morte de seu marido, e também por assassinato e outros crimes, segundo a agência Irna. "Quero fazer um apelo a meu amigo [o presidente iraniano Mahmud] Ahmadinejad, ao líder supremo do Irã [Ali Khamenei], e ao governo do Irã para permitir que o Brasi possa receber a mulher", disse Lula durante uma visita a Curitiba.
Os Estados Unidos apoiaram a proposta brasileira. "Se o Brasil está disposto a aceitá-la, esperamos que o Irã considere isso como um gesto humanitário. O fato de o Brasil demonstrar atitude indica vontade de resolver e esperamos que o Irã escute", disse o porta-voz do Departamento de Estado americano Philip Crowley.
Em 2010, 15 ex-prefeitos já foram condenados pelo TCU por irregularidades na merenda escolar
Em 2010, 15 ex-prefeitos já foram condenados pelo TCU por irregularidades na merenda escolar
Rafael Targino - Em São Paulo - 02/08/2010 - 07h00
Um levantamento feito pelo UOL Educação mostra que, entre janeiro e agosto, 15 ex-prefeitos foram condenados pelo TCU (Tribunal de Contas da União) a devolver dinheiro para o governo federal por causa de irregularidades na distribuição de merenda escolar.
O valor devido pelos políticos chega a R$ 5,4 milhões, em valores da época das irregularidades. Neste ano, o FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação) está repassando a Estados e municípios R$ 0,30 por dia para cada aluno. Tomando por base esse valor, seria possível alimentar, em um dia, 18 milhões de crianças em idade escolar com a verba desviada a ser devolvida. Em 2010, o governo federal deve gastar R$ 3 bilhões em merenda.
Dos 15 casos, quatro estão no Maranhão, quatro na Bahia, dois em São Paulo e, o resto, dividido entre Goiás, Alagoas, Amapá, Pará e Pernambuco. Uma ex-prefeita de Caxias (MA), a 360 km da capital São Luís, é a que teve condenação no valor mais alto: cerca de R$ 2 milhões. Além de ter comprado alimentos com preços acima dos praticados no mercado, foram detectados problemas em notas fiscais.
As irregularidades identificadas pelo FNDE - que faz uma complementação do dinheiro da merenda aos municípios– e pelo TCU vão desde o superfaturamento de produtos à falta de prestação de contas. Segundo o fundo, um ex-prefeito de Dormentes (PE), a cerca de 700 km de Recife, forneceu quantidades menores de merenda do que o custeado pelo PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar, que é do FNDE). No Pará e em Alagoas, há ex-prefeitos que deixaram de distribuir a comida para as escolas.
Para José Matias Pereira, professor de administração pública da UnB (Universidade de Brasília), o que estimula algumas autoridades a desviarem esse tipo de verba é a sensação de impunidade. “O alimento, às vezes, é a motivação para o aluno ir para a escola. Quando você pega um prefeito que se posiciona dessa forma [desviando recursos], na verdade, ele age dentro de um contexto e é motivado, principalmente, por interesses menores”, diz.
13 milhões
O tempo para que um gestor público seja condenado pode passar de cinco anos. Um ex-prefeito de Ibirapitanga (BA), a 361 km de Salvador, por exemplo, teve problemas com contratos em 1998 e foi condenado somente em 2010. A demora no julgamento das ações acaba elevando o valor devido, já que as decisões exigem o pagamento com correção monetária. O valor a ser devolvido já pode ter passado de R$ 13 milhões.
Mesmo com a devolução, o dinheiro não volta necessariamente para o FNDE ou para o Ministério da Educação, já que o depósito precisa ser feito na conta única do Tesouro Nacional.
O professor também critica a demora em punir os responsáveis. “Se você me perguntar se um diretor de escola não sabe que os alunos estão sendo alimentados, sim, ele sabe. Essa informação teria que ir para um sistema de controle e ter prioridade”, afirma. Quem detectar irregularidades nas merendas pode denunciar o fato ao Ministério Público.
Sede da Otan está em alerta desde domingo por ameaça, diz jornal
Sede da Otan está em alerta desde domingo por ameaça, diz jornal
A sede da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) em Bruxelas, na Bélgica, está em alerta desde o último domingo (1º) devido a uma ameaça não especificada, afirma o jornal belga "Le Soir".
Segundo o jornal, que cita o Centro de Crise do Ministério do Interior, uma ameaça fez com que o governo tomasse medidas de prudência na sede da organização e seus arredores, o que supõe um aumento das medidas de segurança.
Um porta-voz da Otan indicou à agência Efe que não podia confirmar nem desmentir a informação, e acrescentou que a organização estava tentando comprovar a situação.
"Sempre há diferentes medidas de segurança na sede", explicou.
segunda-feira, agosto 02, 2010
OLP rejeita início de diálogo direto com Israel
OLP rejeita início de diálogo direto com Israel
UOL Notícias
Ramala, 2 ago (EFE).- A Organização para a Libertação da Palestina (OLP) rejeitou hoje a passagem para o formato direto do atual diálogo indireto de paz com Israel, devido à ausência de um marco de referência para o processo e à contínua ampliação das colônias judias.
O anúncio foi feito em um comunicado de seu principal órgão de decisão, o Comitê Executivo, depois de se reunir na cidade de Ramala, na Cisjordânia.
Depois do encontro, o secretário-geral do comitê, Yasser Abed Rabbo, disse, em entrevista coletiva, que um eventual diálogo direto só pode ter resultados positivos se contar com um "marco de referência" e for apoiado por uma "interrupção completa" da construção nas colônias judias em Jerusalém Oriental e na Cisjordânia.
"Nossa posição de interrupção (da ampliação) dos assentamentos, principalmente em Jerusalém Oriental, e a definição de um marco de referência para as conversas de paz são as garantias de êxito das negociações", disse.
Se essas circunstâncias não forem garantidas, as conversas seriam "absurdas" e "fracassariam imediatamente", acrescentou.
domingo, agosto 01, 2010
Participação feminina está abaixo da cota
Participação feminina está abaixo da cota
Jornal do Brasil - Ana Paula Siqueira - BRASÍLIA
Apesar de corresponder a 52% do eleitorado, a participação das mulheres na política ainda levanta intensos debates e mostra que, na prática, a presença feminina nas eleições de outubro, pelo menos até agora, está abaixo do estipulado em Lei, mesmo com os avanços na legislação, que prevê a reserva de 30% de vagas para elas.
Proporcionalmente, o Rio de Janeiro é o estado com mais mulheres na disputa, com 27,95% de registro de candidaturas femininas.
Santa Catarina está em segundo lugar, com 27,9%, seguido pelo Rio Grande do Sul, com 26,9%. Nos últimos lugares do ranking estão Espírito Santo, com 12,9%; Pernambuco, com 13,6% e Minas Gerais com apenas 14,8% de candidaturas de mulheres.
Do total de registros no país, só 21,5% são mulheres.
Os números ainda deverão mudar, pois os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) não concluíram os julgamentos de todas as candidaturas registradas.
Ainda assim, pelo quadro que se desenha, dificilmente essa tendência sofrerá grandes alterações.
A Lei garante um percentual de gênero a ser preenchido pelos partidos, mas não hã previsão de qualquer sanção para quem não cumprir a determinação.
A Lei garante um percentual de gênero a ser preenchido pelos partidos, mas não hã previsão de qualquer sanção para quem não cumprir a determinação.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deverá decidir em alguns dias como será o procedimento dos TREs para esses casos. Existe a expectativa de que a solução seja diminuir o número de candidaturas masculinas para atingir o percentual.
Argumentos diversos Especialistas divergem sobre como aumentar a participação feminina na vida política do país. Mas acreditam que a falta de sanções para os partidos que descumprirem a determinação é a maior responsável pela baixa presença feminina na política.
Os defensores das cotas acreditam que garantir a presença das mulheres por meio das chamadas políticas afirmativas é o primeiro passo para incentivar as mulheres.
Contudo, admitem que essa opção está longe de resolver a questão. Isso porque muitos partidos registram candidatas apenas de maneira protocolar, sem garantir apoio e estrutura partidária para a disputa.
– A cota, obviamente, é uma ação transitória.
Num cenário ideal de paridade, é desnecessária.
Nós não buscamos um parlamento só de mulheres, mas que represente a população – afirma a cientista política e consultora do Centro de Estudos Feministas e Assessoria, Fernanda Feitosa.
Candidata a uma vaga na Câmara dos Deputados, Jandira Feghali (PCdoBRJ) acredita que a solução é mudar a cultura política. Para ela, uma definição clara sobre a utilização do tempo de televisão a que os partidos tem direito, assim como o financiamento de campanha, deveriam ser condicionados à participação feminina no pleito.
A presidente do Instituto de Direito Eleitoral do DF e ex-assessora-chefe da Presidência do TSE Maria Claudia Pinheiro, consultada pelo JB, também defende que existam sanções para os partidos que descumprirem a legislação.
Mas se disse contra propostas que reservariam vagas no parlamento: – Pode criar um déficit de representatividade.
Farc são problema regional, diz ministro do Equador
Farc são problema regional, diz ministro do Equador
Miguel Carvajal, da pasta de Segurança, crê que cooperação Quito-Bogotá dá frutos e pede inspeção da Unasul nas fronteiras
FLÁVIA MARREIRO
ENVIADA ESPECIAL A QUITO
Nos seis primeiros meses deste ano, o Equador diz ter desmontado 62 "instalações" das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) em seu território- casas vazias na selva e postos de observação. Em janeiro, avisaram os colombianos de um combate em uma área fronteiriça onde morreram três guerrilheiros.
Dias depois, a Colômbia bombardeou um local próximo, no seu lado da divisa, e matou Ángel Gabriel Lozada, o "Edgar Tovar", chefe importante das Farc.
Quem conta é Miguel Carvajal - na foto, ministro da Segurança Interna e Externa do Equador. O relato do integrante do governo esquerdista Rafael Correa, aliado de Hugo Chávez, expõe a complexidade da fronteira. Ao mesmo tempo, oferece elementos que podem nortear a resolução da crise Bogotá-Caracas.
Carvajal integrou parte da negociação do processo de normalização das relações com a Colômbia, rompidas após o bombardeio colombiano às Farc no Equador, em 2008. O ataque provocou a crise mais grave da década na sub-região, e nem todas as feridas foram sanadas.
Mas os governos Correa e Uribe resolveram separar a questão em dois campos: a reativação da cooperação militar e inteligência e uma comissão de "temas sensíveis", na qual Quito ainda espera obter de Bogotá detalhes do bombardeio. "Esperamos que o próximo governo cumpra a promessa de entregar os supostos computadores encontrados [ no local]", diz Carvajal.
O ministro diz que não se pode ignorar que o conflito que é colombiano -frisa- transborda fronteiras e gera instabilidade regional. Para ele, o melhor é cooperar.
A operação que matou "Tovar" -a ajuda equatoriana foi elogiada publicamente por Bogotá- só foi possível porque se restabeleceu em outubro a Combifron, a Comissão Binacional de Fronteira, para intercâmbio de segurança e defesa. Venezuela e Colômbia não têm mecanismo similar desde 2002.
Mas para que esse elo funcione é preciso dissipar todas os elementos que impedem a confiança entre os Estados, ele diz, e impedem que a região seja uma zona de paz.
Carvajal critica a Colômbia por jogar o peso do conflito sobre os vizinhos e montar "operações midiáticas" para desacreditar suas políticas de segurança. "Sofremos isso até meados do ano passado."
"Qualquer grupo armado será repelido. Mas não aceitamos operações conjuntas com a Colômbia. Que façam em seu território o que têm de fazer. Pedimos que a Colômbia militarize sua fronteira."
O ministro diz que o Equador passou de um efetivo de 500 homens para 5.000 -dentro de um contingente total de 45 mil- na divisa de mais de 700 km. Quer que o vizinho combata o cultivo de 35 mil ha de coca no seu lado da divisa. Defende inspeções da Unasul (União de Nações Sul-Americanas) em todas as fronteiras da Colômbia -e também do lado colombiano.
A comissão também deveria, diz, revisar as bases militares na Colômbia que serão usadas pelos EUA para que "haja confiança de que, como dizem Bogotá e EUA, não serão equipadas com instrumental de espionagem que possa afetar nossos países".
COLÔMBIA
Bogotá nega estar planejando ataque contra a Venezuela
DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS - O governo da Colômbia negou ontem que esteja planejando lançar ataque contra a Venezuela e que um helicóptero militar colombiano tenha invadido o vizinho, como o presidente venezuelano, Hugo Chávez, havia denunciado na véspera.
"A Colômbia jamais pensou em atacar o povo irmão da Venezuela, como afirmou o presidente desse país, num claro engano à própria nação", disse Bogotá num comunicado.
Anteontem, Chávez havia anunciado o deslocamento de unidades militares à fronteira ante a "ameaça de guerra" da Colômbia. Segundo ele, o colombiano Álvaro Uribe "é capaz de qualquer coisa nos dias que lhe restam" -Juan Manuel Santos assume no dia 7.
Bogotá também rejeitou a versão de que um helicóptero militar invadiu a Venezuela na quinta e disse que tem recorrido apenas a "canais do direito internacional" para que Caracas cumpra com sua obrigação de "não abrigar terroristas".
A Venezuela rompeu relações diplomáticas com a Colômbia no último dia 22, após Bogotá apresentar supostas provas à OEA (Organização dos Estados Americanos) de que Caracas abriga membros das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia).
Anteontem, Chávez disse que investigou as denúncias, porém não encontrou nada.
Mulher é melhor preparada para mercado de trabalho
Mulher é melhor preparada para mercado de trabalho
Folha de Pernambuco
Folha de Pernambuco
Índice de desemprego, no entanto, é maior que dos homens
As mulheres são melhor preparadas para o mercado de trabalho, mas ainda são as mais afetadas pelo desemprego no País, de acordo com dados do Dieese de maio/2010. São elas 13,9% dos desempregados no Recife, enquanto os homens são 8,9%. Estes são alguns dos dados analisados pela Ceplan Consultoria, que apresentou estudo sobre a conjuntura econômica e o mercado de trabalho em Pernambuco, com dados que mostram o crescimento do Brasil, dos empregos e dos entraves em potencial para o desenvolvimento.O mercado de trabalho está em expansão no Brasil e no Nordeste - apenas um dos reflexos da superação da crise econômica mundial por aqui. O obstáculo ainda é o baixo nível de escolaridade da população e a falta de capacitação profissional. Mais ainda: segundo a economista Tânia Bacellar, os investimentos nos setores de ciência, tecnologia e informação (CT&I) são insuficientes. “O Japão investe 3,4% do seu PIB em CT&I; os Estados Unidos, 2,8%. No Brasil, são apenas 1,1%. No futuro industrial, teremos um acirramento da competitividade, então esses investimentos precisam ser revistos”, analisou a economista Tânia Bacelar.
Os números mostram que o Recife tem o menor rendimento médio entre pessoas ocupadas nas regiões metropolitanas pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) nos primeiros semestres de 2009 e 2010. Os valores são de R$ 906,17 e R$ 962,44, respectivamente. Entretanto, o Recife apresentou crescimento médio de 6,2%, a taxa do primeiro semestre de 2010.
O Nordeste é responsável por 17,4% dos postos de trabalho formais, acima da contribuição da Região para o PIB do Brasil. Juntas, as três maiores economias nordestinas (Bahia, Pernambuco e Ceará) geram 63% dos postos de trabalho formais no Nordeste (64% no PIB regional). “A melhor política de emprego é o crescimento da economia”, disse o economista Jorge Jatobá.
Atletas correm contra o tempo na preparação para os Jogos Militares
Atletas correm contra o tempo na preparação para os Jogos Militares
O Dia - Falta menos de um ano para o evento esportivo
Rio - A menos de um ano do maior evento esportivo que o Brasil já realizou, os atletas correm contra o tempo e intensificam os treinos. Única candidata com grandes chances de ser classificada na sua categoria para representar a Polícia Militar do Rio na quinta edição dos Jogos Mundiais Militares, a soldado Gisele Barros Jesus, 27, acorda cedo todos os dias para percorrer 20 quilômetros na pista improvisada de atletismo da Academia D. João VI, em Sulacap.
Ser a grande campeã da maratona que acontece no dia 17 de julho de 2011 é a principal missão da atleta agora na corporação. As técnicas para aguentar a corrida, que começará no Recreio dos Bandeirantes e terá a faixa de chegada estendida no Aterro do Flamengo, já estão sendo colocadas em prática. No dia 18, Gisele conquistou o sétimo lugar nos 42 quilômetros da Maratona Caixa da Cidade do Rio de Janeiro.
“Com um tempo de duas horas e 51 segundos, fui classificada para disputar a Maratona Militar da Grécia, em outubro. Preciso estar sempre bem preparada para continuar entre as duas melhores, por isso me dedico muito”, garantiu a policial, que terá que percorrer a mesma distância em 2011.
Gisele começou a correr aos 13 anos, “como uma brincadeira”. Com 16 anos, começou a viajar para competir. “O treinamento é mais difícil do que a própria corrida”, revela.
Recorde: Rio vai receber 6 mil atletas
Batizado de Jogos da Paz, o evento será realizado de 16 a 24 de julho de 2011 no Estádio Olímpico João Havelange, no Parque Aquático Maria Lenk e no Maracanãzinho. Outros equipamentos esportivos estão sendo construídos e servirão para a Copa das Confederações de 2013, a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016.
Para abrigar as delegações, serão erguidas três vilas de atletas militares. A cidade receberá cerca de 6 mil militares, vindos de 110 países. O Brasil participará com 250 atletas.
Mantega foi alvo de dossiê atribuído a bancários do PT
Mantega foi alvo de dossiê atribuído a bancários do PT
Clipping - Folha de S.Paulo - 1 de agosto de 2010
Na briga por cargos e poder na administração do presidente Lula, até o ministro Guido Mantega (Fazenda) foi alvo de um dossiê apócrifo que o próprio governo identifica como elaborado pela ala do partido egressa do sindicalismo bancário. O material, obtido pela Folha, traz acusações de tráfico de influência no Banco do Brasil contra a filha de Mantega, a modelo Marina. No final de abril, o papel foi enviado para a presidência do BB, para o gabinete de Mantega e para a Casa Civil.
O papel traz dados inverídicos. Diz, por exemplo, que Caffarelli autorizou, quando esteve na Previ (foi gerente de investimentos imobiliários entre 1999 e 2000), aplicações em títulos e ações desastrosas para o fundo. Sua área, porém, não tinha relação com renda variável. Mas o documento relata também que Marina esteve com Caffarelli para encaminhar pleitos por diversas vezes na sede do BB em São Paulo. Segundo Caffarelli, os encontros realmente ocorreram. Marina nega.
Mas o documento relata também que Marina esteve com Caffarelli para encaminhar pleitos por diversas vezes na sede do BB em São Paulo. Segundo Caffarelli, os encontros realmente ocorreram. Marina nega. Caffarelli disse à Folha que a recebeu em três ocasiões e contou, de forma genérica, quais foram os pedidos. Mas afirmou que nenhum foi levado adiante. Na versão dele, o primeiro pedido foi para a abertura de conta para a loja de uma amiga. Na segunda ocasião, ela teria solicitado informações sobre uma linha de crédito para exportação de frango. Na terceira, queria renegociar dívidas de uma empresa. No último caso, segundo a Folha apurou, tratava-se da Gradiente. Marina namora um dos sócios da empresa, Ricardo Staub. Mas o banco manteve as medidas judiciais contra a empresa.
Mercado da beleza em alta
Mercado da beleza em alta
Estado de Minas
Estado de Minas
Nunca antes na história os cuidados com a beleza e estética estiveram tão em alta. Trata-se de um fenômeno mundial e, nesse cenário, o Brasil conquistou, em 2009, o terceiro lugar no podium. O país ficou atrás apenas dos Estados Unidos e do Japão, de acordo com ranking do Euromonitor Internacional, instituto de pesquisas responsável pelo levantamento do consumo de cosméticos no mundo. E há promessas de chegar à vice-liderança ainda em 2010, conforme as expectativas mais otimistas. Segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC), a expansão econômica do setor no país está na casa dos 10% ao ano, saindo ilesa até dos períodos de crise. A entidade aponta em alguns fatores, de acordo com seu “Panorama do Setor – 2010” que têm contribuído para esse crescimento substancial, a saber: o aumento da participação da mulher no mercado de trabalho, o investimento em tecnologias de ponta, os lançamentos de produtos que atendem às mais variadas necessidades e a ampliação de um nicho muito especial: o masculino. Some-se a isso o aumento da expectativa de vida, fazendo com que os mais longevos preocupem-se em manter a boa aparência sob controle com o passar dos anos. Em relação ao fator “investimento em tecnologias de ponta”, um segmento que tem merecido destaque é o dos dermocosméticos, resultado do avanço da indústria da beleza associada à indústria da saúde, por meio de laboratórios bem estruturados e mão de obra altamente capacitada. Tais produtos não são simplesmente cosméticos de efeito superficial, mas verdadeiros tratamentos capazes de promover modificações fisiológicas nas camadas mais profundas da pele. Manchas, rugas, hipersensibilidade, acne e uma infinidade de outros problemas podem ser controlados, amenizados ou até erradicados, graças a formulações seguras e eficazes. E para quem ainda pensa que conseguir resultados positivos nesse campo está diretamente relacionado ao uso de dermocosméticos importados, como os das indústrias europeia e norte-americana, a boa notícia é que o Brasil já desenvolve produtos com qualidade equiparável e até superior aos feitos no estrangeiro. Isso porque algumas empresas nacionais voltaram os olhos ao seu consumidor em potencial, o brasileiro, que tem características peculiares, moldadas pelo clima tropical e pela miscigenação de raças tão comum no país.
Os novos cosméticos made in Brazil tem provocado uma verdadeira revolução no setor. Já podemos encontrar produtos que utilizam, por exemplo, tecnologia baseada na ação sobre as células-tronco adultas da pele, combatendo as principais causas do envelhecimento cutâneo. Também é possível adquirir cosméticos que contêm em sua formulação polifenóis do vinho, um dos mais poderosos antioxidantes do momento, maçã vermelha para a remoção de células mortas, e até arroz e algodão, associando o cuidado com a pele a momentos de relaxamento e bem-estar. Outro ponto que merece detida atenção é o aumento do consumo masculino de cosméticos. Essa fatia do mercado já chega a 16%, segundo dados da ABIHPEC, mais que o dobro da década de 1990. Nesse quesito, o Brasil é o 6º no ranking mundial. E a projeção é de mais crescimento pela frente. De olho nesse filão, indústrias têm desenvolvido produtos que se adequam às características biológicas dos consumidores do gênero. Exemplos são as loções pré, durante e pós barbear, xampus anticaspa e fluidos que previnem a queda dos fios, além de hidrantes e esfoliantes faciais e corporais.
Mas para se firmar nesse oásis, é preciso muito conhecimento, constantes inovações e flexibilidade para se adaptar às tendências do momento. Indústrias, clínicas de estética, salões de beleza e profissionais do ramo devem estar sempre bem preparados para atender aos anseios de consumidores exigentes e ávidos por novidades, oferecendo serviços e produtos que garantam satisfação na busca por uma melhor imagem. Há quem condene a vaidade, até classificada como um dos sete pecados capitais. Mas, convenhamos: não há de ser pecado amar e preservar o próprio corpo. O mercado da beleza e da estética sabe disso.
Os novos cosméticos made in Brazil tem provocado uma verdadeira revolução no setor. Já podemos encontrar produtos que utilizam, por exemplo, tecnologia baseada na ação sobre as células-tronco adultas da pele, combatendo as principais causas do envelhecimento cutâneo. Também é possível adquirir cosméticos que contêm em sua formulação polifenóis do vinho, um dos mais poderosos antioxidantes do momento, maçã vermelha para a remoção de células mortas, e até arroz e algodão, associando o cuidado com a pele a momentos de relaxamento e bem-estar. Outro ponto que merece detida atenção é o aumento do consumo masculino de cosméticos. Essa fatia do mercado já chega a 16%, segundo dados da ABIHPEC, mais que o dobro da década de 1990. Nesse quesito, o Brasil é o 6º no ranking mundial. E a projeção é de mais crescimento pela frente. De olho nesse filão, indústrias têm desenvolvido produtos que se adequam às características biológicas dos consumidores do gênero. Exemplos são as loções pré, durante e pós barbear, xampus anticaspa e fluidos que previnem a queda dos fios, além de hidrantes e esfoliantes faciais e corporais.
Mas para se firmar nesse oásis, é preciso muito conhecimento, constantes inovações e flexibilidade para se adaptar às tendências do momento. Indústrias, clínicas de estética, salões de beleza e profissionais do ramo devem estar sempre bem preparados para atender aos anseios de consumidores exigentes e ávidos por novidades, oferecendo serviços e produtos que garantam satisfação na busca por uma melhor imagem. Há quem condene a vaidade, até classificada como um dos sete pecados capitais. Mas, convenhamos: não há de ser pecado amar e preservar o próprio corpo. O mercado da beleza e da estética sabe disso.
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