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segunda-feira, maio 31, 2010
'2012 no Rio': ressaca faz rocas ficarem expostas de novo no Posto 5
'2012 no Rio': ressaca faz rocas ficarem expostas de novo no Posto 5
André Balocco, JB Online
RIO - Não é história de pescador. 61 dias depois de dar as caras na altura da Rua Djalma Ulrich, parte do enrocamento do calçadão da Praia de Copacabana reapareceu no mesmo bat-local, neste final de semana, graças à mini-ressaca que bateu o mar na sexta-feira.
A insignificância das ondas, desta vez, encontrou um terreno fértil para roubar mais areia da praia, trazendo à tona as pedras e os vergalhões enferrujados usados no final dos anos 60 para aterrar a praia e ampliar a Avenida Atlântica.
Uma mancha que expõe os banhistas – principalmente as crianças, ávidas por novidades – denunciado pelo JB no dia 19 de março, foi deixado pela prefeitura para a natureza consertar. Pelo jeito, não funcionou.
Além do enrocamento no Posto 5, há outro fenômeno se consolidando em Copacabana: extensas faixas de areia com água nos pés, na beira mar, e formação de piscinas, do Posto 5 até o Posto 3, separado de onde se deitam os frequentadores por um muro de areia de cerca de um metro.
Quem foi à praia, viu. 07:44 - 31/05/2010
'2012' no Rio: estudo prevê corrosão do material de construção
'2012' no Rio: estudo prevê corrosão do material de construção
André Balocco, JB Online
– Esta cadeia de eventos é originada pela transmissão da enorme quantidade de energia adicional aprisionada pelos gases do efeito estufa. Esta energia é dissipada sob forma de ressacas e furacões mais severos e frequentes e ciclones em regiões antes inimagináveis – conta Zee, em estudo apresentado no IV Congresso Brasileiro de Oceanografia, na semana retrasada, na cidade de Rio Grande, no Rio Grande do Sul.O estudo da Faculdade de Oceanografia da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), Mudanças climáticas globais e seus reflexos nas praias oceânicas do município do Rio, anuncia que a elevação do nível do mar compromete a rede de drenagem urbana, provoca a salinização do lençol freático e potencializa o risco de inundações no Rio. – Vimos isso há pouco tempo, nesta última enchente: o mar se eleva e se transforma numa imensa muralha de água, impedindo que a água proveniente da chuva escoe. Na Praça da Bandeira e na Francisco Bicalho, por exemplo, foi isso o que aconteceu. A água não escoou para a Baía de Guanabara. As inundações que ocorreram na Baixada de Jacarepaguá, em Vargem Grande e em Vargem Pequena, também vão nesta direção.
O estudo aponta soluções paliativas para o problema, entre elas o redimensionamento da galeria de águas pluviais, diante da certeza de que vai chover cada vez mais no Rio. Avalia ainda o perigo de que o lençol freático – a popular água doce – do litoral fique salinizado, inviabilizando sua utilização pelo homem.
– Já temos ventos com mais velocidade, de perfil diferente e a tendência é de que eles se intensifiquem. Assim, teremos mais maresia, porém uma maresia salina e, assim, mais agressão. Choverá com mais intensidade.
Zee garante que não está sendo alarmista. E lamenta que, até o momento, a postura do poder público é a de esperar que a porta seja arombada para, depois, instalar o cadeado.
– Aí poderá ser tarde. 07:40 - 31/05/2010
quarta-feira, maio 12, 2010
ANP encontra segunda maior reserva de petróleo do Brasil
ANP encontra segunda maior reserva de petróleo do Brasil
Por Denise Luna - Quarta-feira, 12 de maio de 2010 16:50 BRT
RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) estimou em 4,5 bilhões de barris o volume recuperável de petróleo em área que explora no pré-sal da bacia de Santos, o que se configura como a segunda maior reserva de petróleo do Brasil, atrás apenas do megacampo de Tupi. O supercampo, batizado informalmente de Franco, está em área ainda não licitada pelo governo e poderá ser utilizado para a realização da operação de capitalização da Petrobras, em que a União cederia à estatal o direito de exploração em uma troca indireta por ações da companhia. O poço foi perfurado pela Petrobras, contratada pela ANP para realizar o trabalho, em um prospecto com cerca de 400 quilômetros quadrados e detectou uma coluna com 272 metros de espessura efetiva com petróleo. "A avaliação levou em consideração os mesmos padrões de cálculos adotados para a acumulação de Tupi, da Petrobras", informou a ANP em nota, referindo-se ao primeiro poço da região do pré-sal a ter sua reserva divulgada. Tupi, o maior campo de petróleo descoberto no mundo nos últimos anos, tem reservas recuperáveis de entre 5 e 8 bilhões de barris.
O diretor-geral da ANP, Haroldo Lima, afirmou que "parece se tratar de um dos poços de maior potencial já perfurado no país", o que aumentaria o otimismo do governo brasileiro em relação à região, segundo ele. A perfuração está sendo feita a 195 quilômetros da costa do Estado do Rio de Janeiro, em lâmina d'água de 2.189 metros. A ANP comprovou que o óleo encontrado no local é do tipo leve, cerca 30 graus API, de maior valor comercial por ser mais fácil de refinar. O poço está a 41 quilômetros a nordeste do prospecto de Iara, onde foi descoberto petróleo leve de 28 graus API e reservas estimadas entre 3 e 4 bilhões de barris de óleo equivalente.
"A ANP está estudando a oportunidade de efetuar de imediato os testes de formação a fim de verificar a produtividade do poço 2-ANP-1-RJS", informou a autarquia no comunicado. A ANP informou ainda que já começou a perfurar o segundo poço para a chamada cessão onerosa, o 2-ANP-2-RJS, localizado a 32 quilômetros a este-nordeste da primeira descoberta, no prospecto Libra, utilizando o equipamento NS-21 (Ocean Clipper). Os volumes encontrados pela ANP poderão ser utilizados para cobrir a parte do governo na capitalização da Petrobras, operação prevista para julho e que nessa formatação ainda depende da aprovação do Congresso Nacional. As reservas seriam concedidas pelo governo à Petrobras em troca das ações da empresa em uma operação indireta envolvendo títulos públicos, a chamada cessão onerosa. A Petrobras necessita da operação de capitalização para levantar recursos suficientes para seu plano de exploração da região do pré-sal. © Thomson Reuters 2010 All rights reserved.
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