terça-feira, junho 08, 2010

Especialista chama a atenção para risco de falta de água

Especialista chama a atenção para risco de falta de água
Por Redação da Pauta Social
Alerta é da H2C consultoria em uso racional da água.

Embora o Brasil seja o primeiro país em disponibilidade de água doce do mundo, a poluição e o uso inadequado comprometem o recurso em várias regiões do país. Com a proximidade dos três maiores eventos esportivos do mundo (Jogos Militares2011, Copa do Mundo 2014 e Olimpíada 2016) e a visibilidade que o Brasil terá na mídia internacional, é hora da questão ambiental entrar na ordem do dia.
Para o especialista em uso racional da água, Paulo Costa, diretor da empresa H2C, o Brasil precisa alcançar um padrão sustentável de consumo da água. Atualmente, o índice per capita é de 200 litros de água/dia em determinadas regiões, ou duas vezes mais do que o observado em Portugal, Bélgica, Alemanha e Republica Tcheca, que se destacam entre os mais responsáveis em relação ao uso do recurso.
“Como justificar que o país que detém 13% doce do mundo não possui políticas ambientais consistentes para o tema e pode vivenciar racionamento de água durante os maiores eventos esportivos do planeta”, questiona Paulo. Ele complementa: “Devemos lembrar que a Copa e a Olimpíada ocorrem em meses de estiagem (junho e julho), o que gera preocupação a mais sobre possíveis problemas de abastecimento nos períodos dos eventos”.
Para chamar a atenção para essas e outras questões relacionadas à água, a H2C promoveu no Dia Mundial do Meio Ambiente, 5, uma barqueata na Represa Billings, maior reservatório da Região Metropolitana de São Paulo. A ação aconteceu uma semana antes do início da Copa do Mundo da África do Sul, justamente para lembrar que o Brasil deve se preparar também na área ambiental para receber esses três grandes eventos esportivos.
A baqueata teve como condutores os jovens velejadores da ONG Vento em Popa. A instituição desenvolve, desde 2005, trabalhos com moradores da península do Cocaia, na Billings, situada na região do Grajaú, uma das mais pobres da zona sul paulistana.
Construídos pelos próprios velejadores, os barcos trazem nas velas mensagens com os dez mandamentos para uma Copa Verde no Brasil. Por exemplo: Vire o jogo, utilize a água da chuva; A regra é clara: fecha a torneira na hora de escovar os dentes; Não prorrogue o tempo do seu banho.
Além dos jovens velejadores, participaram da regata ecológica estudantes de escolas públicas, com idades de 7 a 11 anos. Para essas crianças, foi programado um tour pela Billings em uma escuna: ao longo do passeio, monitores especializados mostraram alguns dos problemas (desmatamento, ocupação irregular, lançamento clandestino de esgotos, assoreamento, lixo) que causam a deterioração da represa a formas de resolvê-los.A H2C é uma consultoria especializada em uso racional da água. Ao todo, já realizou mais de mil projetos, que proporcionaram economia do recurso de até 67% em empresas brasileiras e multinacionais, como a construtora Hochtief, bancos Itaú, Unibanco e Real, Sodexho (catering), hospital Albert Einstein, condomínios residenciais e comerciais, entre outros.
(Envolverde/Pauta Social)

Nani e os aloprados


STJ - Terceira Turma não reconhece duplicidade de união estável

STJ – SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA - 08/06/2010 - 08h00

Terceira Turma não reconhece duplicidade de união estável

A Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), em decisão unânime, não reconheceu a duplicidade de união estável entre um ex-agente da Policia Federal e duas mulheres com quem manteve relacionamento até o seu falecimento, em 2003. A decisão partiu de um recurso especial interposto ao STJ, visando à viabilidade jurídica de reconhecimento de uniões estáveis simultâneas. 
O processo compreende duas ações movidas paralelamente pelas ex-mulheres do agente federal, após sua morte, decorrente de um acidente. Na primeira ação, uma delas sustentou que manteve união estável com o falecido no período entre 1994 e o óbito do companheiro, ocorrido em abril de 2003. Ao interpôr o recurso especial, ela apontou também que, no início do relacionamento, ele já havia se separado de sua ex-mulher, e acrescentou que não tiveram filhos em comum. Em documentos assinados pelo falecido e acrescidos aos autos, ela comprovou ser dependente dele desde 1994. 
A segunda ação foi movida pela mulher com quem ele se casou de fato, em 1980, em regime de comunhão parcial de bens, conforme relatado nos autos. Eles tiveram três filhos. Em 1993, houve a separação consensual do casal e, em 1994, a derrogação da dissolução da sociedade conjugal, voltando os cônjuges à convivência marital, conforme alegou a ex-mulher, fato que foi contestado pela recorrente. Por fim, em dezembro de 1999, mesmo após a decretação do divórcio, os ex-cônjuges continuaram a se relacionar até a data da morte do agente da Polícia Federal, dando início a verdadeiro paralelismo afetivo, no qual ele convivia, simultaneamente, com ambas as mulheres. Por essa razão, a ex-mulher requereu o reconhecimento de união estável no período entre 1999 e 2003, data do óbito. Segundo os autos, havia documentos que comprovavam a união. 
Em primeiro grau, o juiz reconheceu a existência de “elementos inconfundíveis que caracterizam a união estável entre o falecido e as demandantes”. Os pedidos foram julgados procedentes pelo juiz, que sustentou haver uniões estáveis concomitantes e rateou o pagamento da pensão pós-morte em 50% para cada uma. O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte manteve a sentença e, consequentemente, o rateio da pensão entre as companheiras. 
Já no STJ, a relatora do processo, ministra Nancy Andrighi, ressaltou que não há como negar que houve uma renovação de laços afetivos do companheiro com a ex-esposa, embora ele mantivesse uma união estável com outra mulher, estabelecendo, assim, uniões afetivas paralelas, ambas públicas, contínuas e duradouras. A relatora esclareceu, no entanto, que a dissolução do casamento válido pelo divórcio rompeu, em definitivo, os laços matrimoniais existentes anteriormente, e que essa relação não se enquadra como união estável, de acordo com a legislação vigente. 
A relatora reconheceu apenas a união estável entre o falecido e a mulher com quem manteve relacionamento de 1994 até a data do óbito e assinalou que “uma sociedade que apresenta como elemento estrutural a monogamia não pode atenuar o dever de fidelidade – que integra o conceito de lealdade”.

Coordenadoria de Editoria e Imprensa

Em meio à tensão, Cisjordânia dá exemplo para a paz

Em meio à tensão, Cisjordânia dá exemplo para a paz
Thomas L. Friedman, colunista do jornal The New York Times - Tradução: Helena Carnieri

Em meio a notícias de assassinato, provocações e declarações tensas, fica difícil enxergar algum avanço nas negociações israelo-palestinas. Mas há. Os esforços do presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, e do primeiro-ministro, Salam Fayyad, para criar as bases para um Estado palestino a partir do nada – substituindo estruturas corruptas que Yasser Arafat criou e Israel destruiu – estão, sim, tendo resultado. E eles precisam ser estimulados.
Há dois modelos de governança entre os árabes. O antigo modelo nasserista (baseado no egípcio Gamal Abdel Nasser), que o Hamas ainda pratica, diz: “Julguem-me pela forma como resisto a Israel e EUA” e “Primeiro conseguimos o Estado, depois construímos suas instituições”. O novo modelo, do qual Abbas e Fayyad são pioneiros na Cisjordânia, diz: “Julguem-me pelo meu desempenho – como eu gero investimentos e emprego, organizo serviços e recolho o lixo. Primeiro construímos instituições políticas e de segurança transparentes e eficazes. Depois, proclamamos um Estado. Foi o que os sionistas fizeram, e certamente funcionou para eles.”
Um resultado baseado nesse princípio é a associação da ANP, desde 2007, à Jordânia e aos EUA para treinar um novo efetivo de segurança na Cisjordânia.
O Exército israelense ficou bastante impressionado com o desempenho dessa Nova Força nacional Palestina (NSF), já que ela hoje é responsável por boa parte da lei e da ordem na maioria da cidades da Cisjordânia, criando as bases para uma explosão de novas construções, investimento e comércio na região.
Em paralelo a isso, o primeiro-ministro israelense reduziu os postos de controle armado na Cisjordânia de 42 para 12.
Tudo isso não poderá ser mantido a menos que Israel comece a transferir a autoridade de suas cidades aos palestinos, que precisam enxergar sua nova força de segurança como parte da construção de seu Estado, e não como parte da ocupação israelense.
Resumindo, essa dinâmica – a construção de instituições palestinas a partir do nada e a conquista de autodeterminação – é a grande disputa na região. É preciso fazer isso dar certo na Cisjordânia e encontrar uma forma de transferir a experiência para Gaza (que tal reabrir a fronteira e permitir que a nova força palestina NSF controle a entrada em Israel?). Se der certo, a solução de dois Estados na região será possível. Se falhar, teremos um conflito sem fim.

Militares reforçam fiscalização na fronteira

Militares reforçam fiscalização na fronteira
Gazeta do Povo - Curitiba/PR
Foz do Iguaçu - Cerca de 700 militares do Exército reforçam desde ontem a fiscalização nos principais pontos de fronteira do Brasil com o Paraguai e a Argentina. Diferentemente das outras sete edições, neste ano a mobilização de combate ao contrabando, ao tráfico de drogas e de armas e aos crimes ambientais acontece apenas no Paraná, com reflexos no Mato Grosso do Sul e em Santa Catarina. A Operação Fronteira Sul I-2010 conta com apoio da Aeronáutica, da Marinha, da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal, da Força Verde e da Receita Federal.
As barreiras estão concentradas nos postos da Polícia Rodoviária, na praça de pedágio em Santa Terezinha de Itaipu e no barracão da Receita Federal, em Medianeira, todos na BR-277. As tropas farão incursões também nas estradas rurais da região, na Ponte da Amizade, entre Foz do Iguaçu e Ciudad del Este, no Paraguai, e na Ponte Tancredo Neves, ligação com Puerto Iguazú, na Argentina. Também haverá ações no Lago de Itaipu, importante corredor usado pelas organizações criminosas. Outras bases estão sendo montadas em Guaíra e Santa Helena, às margens do reservatório, e em Francisco Beltrão, no Sudoeste do estado.
Realizada pela primeira vez em 2006, a operação é promovida pelo Comando Militar Sul, com sede em Porto Alegre (RS), e tem ainda a participação de servidores da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renovmveis (Ibama). O exercício faz parte do treinamento das tropas e busca auxiliar os órgãos de repressão que atuam no combate aos crimes transnacionais. As vistorias a ônibus, automóveis e caminhões que circulam pela região rumo a outras regiões do país seguem até sexta-feira.
Como adiantou o porta-voz da operação, coronel Marcelo de Oliveira Santos, caso haja necessidade a presença do Exército nos principais pontos da fronteira pode se estender por um período maior que o previamente estipulado. “Além da atuação na repressão dos crimes, será realizada junto à comunidade local uma ação cívico-social. Com a parceria de diversas entidades, ofereceremos atendimento médico, triagem odontológica e trabalhos de assistência social”, disse Santos. As abordagens a pessoas e veículos serão realizadas durante todo o dia e à noite.

Livro D. Pedro II e o jornalista Koseritz - Uma excelente leitura!

Entrevista com os dois autores que falam sobre a ficção histórica que aborda numa entrevista com o imperador assuntos como imigração, educação, cultura, desenvolvimento, escravidão, crises e guerras.

Amor e fidelidade andam sempre juntos? Psicanalista ajuda a entender a mente masculina

Amor e fidelidade andam sempre juntos? Psicanalista ajuda a entender a mente masculina
Ter, 8/6/2010 – Blog Mulheres – Revista Época - Ruth de Aquino
No sábado, vamos comemorar o Dia dos Namorados. É uma boa oportunidade para todos nós – apaixonados, casados ou sós – refletirmos sobre o que a gente espera de uma relação de amor. Prazer, compromisso, cumplicidade? Casamento… filhos? Fidelidade?  Liberdade?Recentemente, escrevi duas colunas na ÉPOCA que têm a ver com sexo e amor. Em uma delas, Os pegadores e as vagabundas, eu perguntava por que o homem livre é pegador e por que a mulher livre é tachada de vagabunda. Por que “galinha”, para muitos homens, é elogio por referendar sua virilidade e por que “galinha”, para mulher, é sempre ofensa. A outra coluna foi sobre um livro de uma psicanalista francesa que entrevistei em Paris. Les hommes, l’amour, la fidélité. Os homens, o amor, a fidelidade. Ainda não foi editado no Brasil. A autora Maryse Vaillant identificou os vários perfis de maridos que vão a seu consultório e que ela entrevistou para escrever seu livro. Os perfis e definições são de Maryse.  Com qual deles você sonha casar – ou qual deles você associa a seu homem?
O monogâmico mentiroso e infiel que ama sua mulher oficial, é extremamente dedicado à família e não quer se separar, mas tem seus casos discretos e pouco importantes. Não se considera infiel.
“Esse perfil é generalizado, sempre foi. Especialmente entre os homens que têm famílias estáveis, mas também dão importância a seu trabalho e status social. E acham que ter aventuras é uma forma de se sentir mais vivo.”
O polígamo ansioso que quer levar para a cama todas as mulheres que deseja e só valoriza sua liberdade.
“Um modelo cada vez mais comum de imaturidade masculina. Claro que, na juventude, é natural o flerte e a aventura. Vem da curiosidade e dos hormônios. Só que uns levam isso adiante para sempre.”
O infiel crônico que ama também as amantes e que se torna um marido indeciso, sem jamais saber o que quer. A decisão do divórcio é sempre da mulher, nunca dele.
“Esse sempre existiu e está aumentando, com a frequência dos divórcios e os casamentos cada vez mais breves. Como ele acredita no casamento romântico, com base na paixão somente, ele se considera livre para perseguir outros amores quando o desejo esfria. Isso não tem fim.”
O fiel cativo e obsessivo, que só olha para a sua mulher.
“Não faz parte de um grupo numeroso, mas, se for ciumento, pode se tornar violento porque tem ciúme até do passado de sua mulher. É o fiel por honra. Modelo mais antigo. Que se apoia na moral da família”.
O fiel feliz e satisfeito.
“Muito raro. Tão raro que não deveria fazer parte das preocupações femininas. É um tipo mais comum quando a idade chega, após crises de identidade da juventude e da maturidade. É um perfil que se encontra em homens mais velhos, que desejam uma relação plena sem sobressaltos”.
Eis a entrevista com a psicanalista:
Mulher 7×7 -  Quantos homens você acha que realmente amou?
Maryse Vaillant – Tive uma grande paixão, tentei amar uns 3 ou 4 e amo meu companheiro atual. Quando eu era jovem, queria sobretudo viver intensamente, com paixão, até a morte. Depois, tive um filho e percebi que o amor louco não poderia preencher toda a minha vida. Separei-me de um homem que eu amava ainda mas que me desequilibrava. Ele dizia que era fiel. Eu o traí.
Por que você escolheu se fazer de advogado do diabo nesse livro ?
Eu queria que as mulheres entendessem melhor por que os homens traem, queria que sofressem menos e não se culpassem. Existe algo que pertence à construção da identidade masculina, tanto culturalmente quanto psicologicamente. As mulheres precisam saber como os homens pensam.
Mulheres e homens encaram a fidelidade e a traição de maneira diferente?
Mulheres costumam dar mais importância à palavra, ao amor, à promessa implícita de total fidelidade que existe no conceito de casal. Para os homens, a traição é sexual.
Existe alguma associação entre a intensidade do amor de um homem por sua mulher e sua fidelidade ?
Não. Os homens podem amar sua mulher intensamente, mas traí-la por uma aventura sexual passageira.
O mesmo pode ser dito de uma mulher?
Para algumas mulheres sim. As que conseguem separar sexo de sentimento. Mas a maioria associa intensamente os dois.
As aventuras não significam adultério para a maioria dos homens?
O adultério é um termo que remete ao século passado. Uma longa relação, por exemplo, ou sustentar outra mulher, ter uma vida dupla. Aventuras são as paixonites temporárias, quase um hobby, um passatempo, um complemento.
Sacrificar o prazer é uma prova de amor?
Às vezes sim. Não se pode ceder sempre à tentação. Nem é possível tampouco ignorar sempre o desejo. Para um homem apaixonado, ser fiel não deveria ser um sacrifício, mas uma escolha voluntária que lhe dá prazer.
O sucesso do casamento pode depender de uma infidelidade passageira e discreta?
Não se pode ser tão sistemático. O sucesso depende de cada casal e do contrato amoroso e emocional firmado entre eles. É como um pacto, explícito ou inconsciente. Quase tudo é possível, incluindo as infidelidades frequentes, desde que sejam discretas.
As mulheres também têm aventuras como um passatempo inocente?
Sim. Desde sempre, mas elas não falavam. Hoje, elas assumem cada vez mais.
As mulheres nunca são tão infiéis quanto os homens?
Casamento e filhos as restringem mais. São educadas para se sacrificar por suas famílias. As mulheres ainda se sentem menos livres que os homens.
“O casamento não domestica a libido”, você escreve em seu livro.
Sim. Mas o casamento, a meu ver, transcende em muito a libido. Colocamos no casamento nossos sonhos, expectativas, projetos de vida. O casamento é uma construção de todos os dias.
Os contratos libertinos podem ser uma solução para manter o casamento moderno, já que homem e mulher estão mais suscetíveis a seduções ?
Esse tipo de pacto não é para qualquer um. É raro dar certo um casamento nessas bases, em que qualquer um faz o que dá na cabeça.
Quem sofre mais com a traição ? O homem ou a mulher ?
É impossível não sofrer ao ser traído. O amor próprio se confunde com o amor. As feridas ao orgulho pessoal são tão fortes quanto as afetivas. Por isso, quem trai deve ser discreto.
As mulheres que vivem com medo de ser traídas acabam sendo ? Por quê?
Elas são tão ansiosas, se colocam tanto numa posição de vulnerabilidade, fiscalizam tanto o marido que ele se sente asfixiado e sai em busca de liberdade e autonomia. É quase como se elas tivessem certeza de que, uma hora ou outra, serão traídas e abandonadas. E conduzissem inconscientemente o casamento para esse desfecho.
Os homens mais velhos que se apaixonam por garotas mais jovens tendem a ser mais fiéis ?
Eles são dependentes dessas meninas, porque elas ilustram sua virilidade como troféus. Sobretudo aos olhos de outros homens. Se forem fiéis, será por amor a essa imagem e não por convicção. Homens amadurecem muito tarde.
As mulheres podem se cansar de um marido totalmente fiel que só olha para ela?
Algumas ficam entediadas sim. Mas compensam com o amor dos filhos, especialmente dos filhos homens. Não é a fidelidade que é chata, mas as possíveis razões para tal fidelidade. Por exemplo, a falta de imaginação do marido e também uma vida excessivamente prisioneira do casamento.
As mulheres deveriam se tornar mais flexíveis e tolerantes com pequenas infidelidades do marido?
É a escolha de cada uma. Há mulheres que toleram, outras de forma alguma. Mas, acima de tudo, elas deveriam parar de imaginar que, se seu homem as trai, a culpa é delas. As mulheres não são nada responsáveis pela libido de seus homens.
E você, o que acha da visão da psicanalista francesa sobre os vários níveis de fidelidade e tipos de casamento? Mudou sua opinião?

AROEIRA


Incompetência, malícia & imposto – muito imposto

 Incompetência, malícia & imposto – muito imposto
PAULO RABELLO DE CASTRO
é doutor em economia e palestrante, conselheiro de empresas, autor de livros como A grande bolha de Wall Street. Mantém o Blog da Bolha (blogdabolha.com.br) e escreve quinzenalmente em ÉPOCA
Não poderia ter sido mais oportuna a defesa acalorada dos impostos altos feita pelo presidente Lula em 1º de junho. O discurso a favor da carga tributária massacrante veio após a forte repercussão da reportagem de capa de ÉPOCA de 24 de maio, do repórter especial José Fucs, que esmiuçou para os leitores por que tudo é tão caro no Brasil (a resposta: impostos). Como gênio marqueteiro que é, o presidente dá ao brasileiro a oportunidade de pensar sobre como isso afeta a vida de cada um.
Lula disse que os impostos altos são condição para que um país seja forte e tenha boas políticas sociais. Só que os fatos conspiram contra a crença tributária do nosso presidente. Não podemos mais nos enganar com meras suposições. A carga fiscal brasileira é infame: quando somados os tributos (projeção de 36% do PIB) ao déficit público (mais 3% a 4% do PIB), chegamos perto de 40% do PIB do país, ou cerca de 140 dias por ano, em média, que cada brasileiro dedica apenas a sustentar a máquina pública. Isso é pouco ou muito? A resposta certa é: depende. Porque a maneira como se arrecada a gigantesca soma de tributos, de quem se toma essa enorme quantia e como se emprega o produto da arrecadação, pode fazer toda a diferença para justificar ou condenar uma estrutura tributária. A nossa, infelizmente, reúne todos os piores qualificativos: é injusta, ineficiente, maliciosa e incompetente.
Exagerei? Nem um pouco. Vamos ao defeito número um: impostos injustos. Você sabia que os pobres pagam muito mais que os ricos? Pesquisas do Ipea, órgão de pesquisa do governo (agora confirmadas por pesquisadores da Fipe, do IBPT e outros), mostram, desde os anos 90, que um trabalhador que ganha até dois salários mínimos entrega à União, aos Estados e municípios 40% ou mais de seu ganha-pão, em comparação a pouco mais de 10% de um cidadão no topo da pirâmide de renda. Como um governo popular não viu e corrigiu isso? Desonerar alimentos e remédios seria um caminho.
O sistema é pérfido: quem ganha menos pensa que não paga impostos e que recebe benefícios “de graça" Defeito número dois: ineficiência na taxação. Talvez seja a pior qualidade, pois a ineficiência na arrecadação e a complexidade do sistema são um peso morto que rouba tempo e dinheiro do contribuinte sem levar vantagem para o poder público. Somos o campeão mundial em horas gastas pagando impostos e temos o sistema mais distorcido do mundo. Nossos brilhantes legisladores foram empilhando siglas novas de tributos, de suposta vocação social, além das tradicionais (renda, consumo e propriedade). Há IOF, Cide, Cofins, PIS, ICMS, ISS e IPI e outras, que poderiam ser aglutinadas num único tributo do tipo IVA (imposto sobre valor agregado), a ser repartido para os três níveis de governo, sem passeio de ida e volta a Brasília, onde boa parte da grana do contribuinte desaparece.
Terceiro defeito: malícia. Sim, os impostos são escondidos nos preços do que se compra. O resultado é pérfido. A maioria dos cidadãos das classes C, D e E pensa que não paga nada de impostos e ganha bolsas, subsídios e aposentadorias “de graça” dos políticos. É uma dissimulação que país democrático não merece (leia reportagem)
Por fim, sofremos com o defeito da incompetência: a carga tributária alta demais enfraquece a economia. Como? Pense num condomínio em que a taxa é alta demais para os serviços prestados ao morador. O custo é sinônimo de fraqueza da administração, não de força. No país, provoca elevação dos juros e incentiva vazamentos e desperdícios da verba. Uma simples auditoria independente confirmaria isso. No ano passado, com todo o PAC, o governo central investiu apenas 1% do PIB em infraestrutura.
O próximo governo precisa fazer o Estado obeso perder peso e parar de remar contra. Se a carga baixar a 30% do PIB, gradualmente, em dez anos seremos um país desenvolvido ou quase isso. Lula já é um candidato sério ao Nobel da Paz. O próximo presidente, se fizer o que é certo, poderá nos trazer o caneco da Economia. Tomara! 

Brasil não pode ‘se embebedar’ com bom momento, diz ex-presidente do BC

Armínio Fraga fala sobre os riscos para a economia do país
Thais Herédia - G1
Brasil não pode ‘se embebedar’ com bom momento, diz ex-presidente do BC
Armínio Fraga falou ao G1 sobre os riscos para a economia do país.
Ele alertou para o excesso de populismo em ano eleitoral.
Enquanto o mundo desenvolvido enfrenta as consequências da crise financeira, que deixaram os governos com pesadas dívidas e ameaçam a estabilidade da moeda europeia, o Brasil vive um momento sem precedentes em sua economia. Segundo o ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga, no entanto, a lição que a crise da Europa nos dá é que o país não pode se “embebedar” com o bom momento e perder o controle.
Em entrevista concedida ao G1 por e-mail na última sexta-feira (4), o executivo diz ainda que um excesso de populismo em ano eleitoral pode ameaçar a trajetória de crescimento da economia brasileira para os próximos anos.
Economista e sócio-fundador da Gávea Investimentos, Fraga também discorreu sobre taxa de juros e seleção brasileira.
G1 - Como o senhor analisa o momento atual do Brasil? Há risco de a inflação voltar a subir? A elevação dos juros é mesmo o remédio mais adequado?  
Fraga - O Brasil está passando bem pela crise, mas como a inflação está acima da meta [o centro da meta de inflação definida pelo governo para 2010 está em 4,5%], será preciso alguma correção de rumo. Em geral nestas horas o Banco Central aumenta a taxa de juros para contrair um pouco a demanda interna. O ideal seria que houvesse também alguma contração das políticas fiscal e creditícia, para não exigir um aumento maior dos juros. Há sinais de que o governo seguirá essa linha.
G1 - A crise na Europa pode afetar esse momento que vivemos no Brasil? O que ela nos ensina?
Fraga - Pode. A Europa é um mercado importante para nós, e qualquer problema lá afeta o clima geral de negócios no mundo. A lição maior é que nos bons tempos é preciso cuidado para não se embebedar com o crédito e perder o controle. Isso vale para governo e setor privado.
G1 - O senhor acha que no Brasil governo e setor privado estão nesse caminho?
Fraga - Acho que não, mas sempre cabe um certo monitoramento, aqui e em qualquer lugar do mundo. Nosso consumidor gosta de crédito, e a maioria dos governos também.
G1 - Onde está hoje o fator de risco que pode tirar o Brasil da rota de crescimento?
Fraga - Temos como sempre fatores externos e internos. De fora, uma recaída da crise é a principal ameaça. Se acontecer, as nossas exportações ficariam prejudicadas e investimentos estrangeiros ficariam mais ariscos. De dentro, algum erro de calibragem no curto prazo, como um excesso de populismo em ano eleitoral. Mas não é o que espero.
G1 - Quais erros não se pode mais cometer?
Fraga - Apostar no curto prazo apenas, cair nas armadilhas do populismo.
G1 - Em que nível está hoje o chamado "PIB potencial", que é quanto o país pode crescer sem gerar inflação e um desequilíbrio nas contas externas?
Fraga - O crescimento do PIB potencial deve andar próximo dos 4%, a média dos últimos quatro anos. Mas é um número que tem que ser testado na prática, através do comportamento da inflação.
G1 - Por que o nosso potencial de crescimento é tão menor que o da China e Índia, países emergentes como o Brasil?
Fraga - Porque hoje investimos muito menos do que eles. Algumas áreas carentes são infraestrutura, equipamento, e educação especialmente.
G1 - A taxa de juros, apesar de estar num movimento de alta, está historicamente em níveis muito baixos. Isso faz render menos os investimentos em renda fixa, os mais procurados por serem conservadores. É hora de arriscar mais?
Fraga - Acho que sim. Estamos acostumados com o ganho fácil da renda fixa de curto prazo. Na medida em que se consolide cada vez mais o regime macroeconômico, os juros devem cair, convergindo com aqueles praticados por nossos pares no mundo. Com isso o poupador vai ter que se preparar para diversificar sua carteira e para conviver e administrar risco.
G1 - Gostou do time do Dunga? Qual seu palpite para o campeão da Copa do Mundo?
Fraga - Gostei, mas como a maioria queria um pouco mais de ousadia nas convocações. Estamos indo mais humildes desta vez, quem sabe isso não nos ajuda e voltamos com a Copa?! Já estou em concentração.

Cleriston, para a Folha de Pernambuco


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