Mostrando postagens com marcador Operações Militares. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Operações Militares. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, outubro 01, 2010

Cercado, Correa decreta exceção

Cercado, Correa decreta exceção
Presidente denuncia tentativa de golpe após rebelião de policiais e ameaça dissolver Congresso
QUITO – O Globo
 Queimando pneus e lançando bombas de gás lacrimogêneo, milhares de policiais e militares ocuparam quartéis e aeroportos em todo o país em repúdio à aprovação da lei por decreto presidencial, na véspera. Na confusão, uma pessoa morreu e pelo menos seis ficaram feridas, segundo fontes oficiais. Ruas foram fechadas em Quito. Houve relatos de saques e confrontos de estudantes em Guaiaquil e Cuenca. No interior, policiais de ao menos sete províncias aderiram aos protestos, e manifestantes tomaram a sede do governo provincial de Cotopaxi, afirmando que só voltariam ao trabalho quando lhes fossem devolvidos os direitos eliminados pela lei - parte de um pacote de austeridade do governo. Mais tarde, os rebeldes invadiram a TV estatal para tentar interromper o sinal da emissora, que veicula notícias críticas aos manifestantes.
Numa tentativa de pôr fim aos protestos, Rafael Correa se dirigiu ao principal quartel de Quito, onde fez um discurso acalorado, chamando os revoltosos de traidores.
- Não darei nenhum passo atrás, se querem tomar os quartéis, se querem trair sua missão de policiais, traiam. Se querem matar o presidente, aqui está, matem se têm vontade. Se querem destruir a pátria, aqui está - declarou Correa, que em seguida se referiu aos policiais como "bandidos ingratos".
Os manifestantes começaram, então, a ameaçar Correa, que buscou refúgio dentro do quartel. Usando máscara antigás, o presidente chegou a ser atingido por uma garrafa, e teve de ser hospitalizado ao apresentar problemas respiratórios causados por bombas de gás lacrimogêneo lançadas pelos policiais.
Enquanto isso, o chefe das Forças Armadas, Ernesto Gonzalez, anunciou que a instituição continuava leal ao presidente.
- Nós estamos dentro de um Estado de lei. Somos leais à autoridade máxima, que é o presidente - disse à imprensa.
Atendendo os chamados do chanceler equatoriano, Ricardo Patino, que pediu à população que "resgatasse o presidente" do hospital militar, partidários de Correa saíram às ruas para demonstrar apoio ao governo. Cerca de 800 deles se reuniram em frente ao palácio presidencial, enquanto outros tentavam entrar no hospital, de onde Correa não havia saído até a noite por pressão de policiais que circundavam o prédio. Houve confronto entre os dois grupos, e alguns partidários de Correa jogaram pedras em policiais que os impediam de entrar no edifício. Do lado de dentro, o presidente se reuniu com representantes dos policiais revoltados, mas afirmou que não negociaria com os dissidentes até que as manifestações fossem encerradas. Correa também rejeitou qualquer operação de resgate, dizendo querer evitar mais violência, e acusou a oposição de tentar depô-lo.
- É uma tentativa de golpe de Estado da oposição. São certos grupos alocados nas Forças Armadas e na polícia, basicamente da Sociedade Patriótica - disse à Rádio Pública, em referência ao partido do ex-presidente Lúcio Gutiérrez, que governou o país entre 2003 e 2005.
Gutiérrez negou à Agência EFE estar por trás da iniciativa dos dissidentes.
 Diante dos acontecimentos no país, a Organização de Estados Americanos (OEA) realizou uma sessão extraordinária, onde aprovou uma resolução favorável a Correa. A União das Nações Sul-Americana (Unasul) também convocou reunião de emergência em Buenos Aires para discutir a crise.
A onda de caos no Equador ocorre num momento em que o presidente enfrenta um impasse com parlamentares do seu próprio partido. A Aliança País, partido de Correa, não tem maioria no Legislativo, e os próprios deputados governistas vêm barrando a aprovação de alguns dos principais projetos propostos pela Presidência. Por telefone, de dentro do hospital, Correa confirmou que estuda a dissolução do Congresso - possibilidade prevista na Constituição aprovada em 2008. Segundo a Carta, se o Legislativo esbarrar num impasse, o presidente pode aplicar a chamada "morte cruzada" e dissolver a Assembleia Nacional, convocando eleições gerais.
Sem segurança policial, as atividades do Congresso foram suspensas, e os rebeldes cercaram e invadiram a Casa, alegando intenção de defender a democracia.
Alarmados, líderes regionais saem em socorro de Correa
Chefes de Estado da Unasul se reúnem em caráter emergencial em Buenos Aires
Fernando Eichenberg
 WASHINGTON. A ameaça contra o presidente do Equador, Rafael Correa, causou alvoroço na diplomacia latino-americana. Enquanto chefes de Estado corriam para Buenos Aires para uma reunião de emergência da União de Nações Sul-Americanas (Unasul) nesta madrugada, em Washington, a Organização dos Estados Americanos (OEA) aprovava uma resolução de solidariedade ao líder equatoriano. O secretário-geral da organização, José Miguel Insulza, defendeu a atuação enérgica de governos e instituições multilaterais "para evitar que o golpe de Estado se consume":
- É muito importante que se vejam todos os países da América unidos contra isto.
Chávez convoca seus aliados por meio do Twitter
Com discursos incendiários, aliados do governo de Quito saíram em socorro do líder equatoriano. O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, que manteve constante contato ontem, por telefone, com Correa, declarou seu apoio. Pelo Twitter, o venezuelano alardeou: "Estão tentando derrubar o presidente Correa. Alerta aos povos da Aliança Bolivariana (para as Américas, Alba)! Alerta aos povos da Unasul! Viva Correa!".
- Seria grande ingenuidade pensar que tudo isso está relacionado à diminuição salarial - apontou Chávez, em entrevista à Telesur, certo de articulações políticas para depor seu amigo.
Outro velho aliado de Quito, o presidente boliviano, Evo Morales, pediu que os chefes de Estado da região viajassem à capital equatoriana para "salvar a vida de Rafael Correa".
O governo da Colômbia alertou para a necessidade de uma solução pacífica para restabelecer a ordem pública e institucional. Sem perder a chance de alfinetar os Estados Unidos ao se pronunciar contra o que viu como uma tentativa de golpe, o chanceler cubano, Bruno Rodríguez, lembrou a Washington que "a omissão a tornaria cúmplice" de um golpe. Fidel Castro também se pronunciou:
- O golpe, na minha opinião, já está perdido. Obama e Hillary não terão escolha a não ser condená-lo - disse, referindo-se ao presidente Barack Obama e à secretária de Estado Hillary Clinton.
O embaixador brasileiro na OEA, Ruy Casaes, leu em voz alta para o plenário da organização o comunicado oficial do Itamaraty, e acrescentou:
- Não podemos ficar de braços cruzados diante de fatos que ameaçam a democracia em um dos países-membros. Nossa resposta deve ser imediata, unânime e contundente.
Além dos países sul-americanos, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, expressou preocupação com a integridade física de Correa e garantiu o reconhecimento da ONU a seu governo. França e Espanha também condenaram "a alteração da ordem constitucional equatoriana" e pediram calma.

Após rebelião e dia de caos, chefe de polícia do Equador se demite

Após rebelião e dia de caos, chefe de polícia do Equador se demite
G1
Protesto de tropas deixou presidente sitiado 10 horas em hospital em Quito.
Governo denunciou tentativa de golpe e decretou estado de exceção.
 O chefe de polícia do Equador, Freddy Martinez, demitiu-se oficialmente na manhã desta sexta-feira (1º), depois de não ter conseguido conter a rebelião de policiais que manteve o presidente do país, Rafael Correa, praticamente como refém durante mais de 10 horas em um hospital da capital, Quito, na véspera.
Correa, que denunciou no episódio uma tentativa de golpe de setores da oposição, precisou ser retirado do local em uma operação de resgate feita pelas Forças Armadas.
Correa confirmou que um integrante de uma equipe policial de elite, leal ao governo, morreu na operação realizada para resgatá-lo.
O presidente enfrenta um forte protesto de policiais, pois ameaça retirar uma série de benefícios econômicos dos militares e da polícia, dentro de seu plano de austeridade e enxugamento do setor público. O governo decretou estado de exceção depois de denunciar que enfrenta uma tentativa de golpe de Estado.
Em entrevista após ser libertado, Correa disse que o militar morto era Froilán Jiménez, do Grupo de Operações Especiais (GOE) da polícia.
O presidente foi recebido na noite de quinta como um herói na Praça Maior de Quito. Do balcão do palácio, Correa pronunciou um emocionado discurso no qual confessou ser este "um dos dias mais tristes" de sua vida, e "sem dúvida o mais triste" de quase quatro anos de governo.
Rafael Correa falou em entrevista para a imprensa no palácio Carondolet, após ser resgatado (Foto: Guillermo Granja/Reuters)"Por um grupo de delinquentes, pela infâmia dos conspiradores de sempre, maltrataram, sequestraram o presidente, e para libertá-lo caíram irmãos equatorianos."
Correa disse que outras cinco pessoas se machucaram entre os efetivos leais ao governo.
"Hoje, um presidente não claudicou como fizeram outros covardes", disse Correa sobre seus predecessores derrubados na última década. "Lucio assassino", respondeu a multidão reunida na praça, em alusão ao ex-presidente Lucio Gutiérrez, um golpista depois eleito presidente e derrubado do poder em 2005.

terça-feira, setembro 28, 2010

Região Norte é a que terá mais cidades com presença militar

Região Norte é a que terá mais cidades com presença militar
Brasil Econômico
Pará concentra 106 dos 168 municípios brasileiros que contarão com apoio das Forças Armadas
  Mais do que em outras regiões do Brasil, o Norte tem exibido o clima de maior tensão nesses últimos dias que antecedem às eleições gerais. O fato se revela tanto em ações jurídicas como em solicitações pela presença das Forças Armadas para garantir a tranquilidade na votação. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) concedeu reforço de segurança pública para garantir a votação no dia 3 de outubro para 168 municípios em oito estados brasileiros, todos das regiões Norte e Nordeste. A maior concentração da presença militar, porém, estará no Pará, onde em 106 dos 143 municípios os eleitores deverão votar sob os cuidados do Exército.
O principal motivo para os pedidos de segurança é evitar violência causada por disputas políticas no interior do estado, segundo consta no pedido do TRE-PA. O secretário do TSE Giuseppe Janino explica, porém, que em alguns casos — especialmente nos municípios mais remotos do Brasil — há também necessidade logística da participação das Forças Armadas nas eleições. São os tribunais regionais eleitorais os responsáveis por requisitar o auxílio das forças armadas ao TSE — o que pode ser feito até a véspera das eleições. Depois do Pará, o Rio Grande do Norte é o estado que mais terá militares para acompanhar as eleições. Serão 20 cidades. O “histórico de incidentes e conflitos ocorridos em eleições pretéritas” foi o argumento usado pelo TRE-RN para fazer os pedidos. Os outros estados cujas solicitações foram acatadas pelo TSE são: Amazonas, com 15 cidades; Rondônia, com10; Alagoas, com oito; Maranhão, com cinco; Tocantins, com três e Piauí, com um. As requisições são encaminhadas ao Ministério da Defesa, que pede às Forças Armadas que identifiquem uma unidade militar para atender cada localidade.
No contexto jurídico, o clima também é quente na região. Ontem, o Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins (TRE-TO) suspendeu a liminar que censurava a órgãos imprensa que se manifestassem contra o candidato à reeleição, o governador Carlos Gaguim (PMDB). Também no Norte, após nove dias preso sob a suspeita de envolvimento em diversos episódios de corrupção no Estado, o governador do Amapá, Pedro Paulo Dias (PP), reassumiu o cargo em21 de setembro. O colégio eleitoral que mais cresce no Brasil é o da região Norte. Desde as eleições de 2006, o eleitorado do Norte aumentou 11,2%. Os cinco Estados onde o número de eleitores mais aumentou são nortistas: Amapá, Pará, Roraima, Amazonas e Acre. Mas os candidatos à Presidência com melhores colocações nas pesquisas pouco pisaram na região nesta campanha — a exceção ficou por conta da candidata do PV, Marina Silva, que foi à sua terra natal, o Acre. Com desempenho econômico aquém das demais regiões brasileiras, porém, o Norte foi foco de discurso da petista Dilma Rousseff que afirmou que, se eleita, seu governo vai promover ações para o desenvolvimento da região. Já o tucano José Serra se concentrou na manutenção dos benefícios fiscais para a Zona Franca de Manaus.

segunda-feira, setembro 27, 2010

Indenização a americanos vítimas de Saddam revolta iraquianos

Indenização a americanos vítimas de Saddam revolta iraquianos
Jornal do Brasil
 Beirute - A decisão do governo iraquiano de compensar cidadãos americanos que foram vítimas do ex-ditador Saddam Hussein em centenas de milhões de dólares causou revolta entre a população do Iraque. Os iraquianos argumentam que a invasão dos Estados Unidos trouxe muitos danos ao país sem que o governo americano indenizasse a população.
Ao todo, o governo do Iraque pagará um pacote no valor de US$ 400 milhões para resolver um impasse jurídico em que cidadãos americanos alegam que foram pegos de surpresa em meio à invasão do Kuwait, e usados como escudos humanos durante a Guerra do Golfo, em 1991, pelas forças armadas iraquianas ordenados pelo ex-presidente Saddam Hussein. Alguns alegaram que foram "torturados e submetidos a um trauma psicológico". Desde então, eles entraram com uma ação contra o governo iraquiano por compensação financeira.
No entanto, o pagamento aos americanos vem sendo alvo de uma polêmica no Iraque, com os jornais do país criticando o governo e os EUA por tirar dinheiro de um país que sofre com a pobreza entre sua população, resultado de anos de sanções e da invasão americana, em 2003.
"O povo iraquiano está chocado com a notícia de que seu governo fará um pagamento milionário em um tempo em que a maioria no Iraque luta para sair da pobreza e reconstruir suas vidas, destruídas pela guerra e a crise humanitária por causa da invasão liderada pelos EUA", disse um dos jornais.
Para o analista político independente Jumaa al-Atwani, o anúncio da indenização a cidadãos americanos soa como "uma piada de mau gosto". "É incrível que após anos de ocupação e destruição do Iraque, o povo iraquiano ainda tem que pagar dinheiro a pessoas de um país cujo governo trouxe tanto mal ao país", falou ele.
O analista explica que centenas de iraquianos sofreram danos materiais e físicos por causa da presença militar americana, e que poucos recebram qualquer tipo de compensação. "As pessoas que tiveram braços e pernas amputados por causa de ações militares americanas, ou aquelas que tiveram suas propriedades destruídas, jamais viram qualquer indenizaçãos dos EUA".
Para ele, o Iraque não deveria ter concordado em pagar indenizações às vítimas americanas, já que o país perdeu muito mais por causa de "anos de sanções econômicas impostas pelos EUA e seus aliados e a invasão e ocupação do Iraque", salientou al-Atwani. Os militares americanos estabeleceram, durante a ocupação, um sistema de "gerência de consequências", para indenizar, rapidamente, cidadãos iraquianos por danos causados pelas ações militares.
A família de uma pessoa morta acidentalmente por tropas dos EUA receberia US$ 2,5 mil, a quantia máxima estabelecida para indenizações. Uma casa destruída teria a indenização em US$1,3 mil e uma porta danificada daria ao seu dono US$ 50. Mas segundo a mídia do país, os pagamentos eram difíceis de serem processados e as somas eram muito baixas e não cobriam os custos e sustento das famílias.
Para al-Atwani, os iraquianos não podem pagar pelos crimes cometidos por Saddam Hussein, já que o próprio governo americano declarava que o Iraque era refém de um ditador. "Os iraquinanos não têm culpa pois viviam em uma repressão. Mas ao invés disso, só viram sofrimento em suas vidas, seja nas mãos de Saddam ou dos americanos".
Obrigações internacionais
As autoridades iraquianas se mostraram reticentes na indenização aos americanos. De acordo com um comunicado do Ministério de Relações Exteriores, o acordo foi assinado e era necessário para ajudar o Iraque a conseguir que antigas sanções contra o antigo regime sejam retiradas pelas Nações Unidas (ONU).
Desde 1994, o Iraque já pagou US$ 30,15 bilhões em indenizações ao Kuwait por conta da invasão de 1990, e um adicional de US$ 22,3 bilhões ainda está pendente. O Iraque é obrigado a colocar 5% dos lucros com a venda de seu petróleo e gás em um fundo até que as reparações sejam atingidas.
"São fundos que o Iraque mal consegue juntar, se considerarmos o déficit no orçamento nacional e as imensas necessidades domésticas", disse Mudher Mohammad Saleh, conselheiro da presidência do Banco Central iraquiano. Mas segundo ele, pagar uma compensação aos americanos faz parte de um senso fiscal e ajudaria a prevenir que fundos iraquianos no exterior fossem congelados nos bancos.
"Através dessa indenização, nós estamos protegendo dinheiro iraquiano. Se não fizéssemos este pagamento e encerrássemos este caso, os EUA congelariam nosso dinheiro dentro do capítulo 7 das sanções da ONU", explicou Saleh.
Traumas
Mesmo com os argumentos legais do governo, o renomado psicoterapista Ammer Zubaidi falou por telefone ao Terra que uma indenização a cidadãos americanos era uma forma injusta de ignorar os traumas causados pelos EUA aos iraquianos.
"Somente o fato de que cidadãos dos EUA estão sendo compensados por traumas psicológicos é uma ofensa aos iraquianos que já sofreram os mais diversos tipos de abusos ao longo destes anos de ocupação americana", falou ele, que ajuda pacientes com traumas mentais da guerra, em Bagdá.
Zubaidi salientou que entende a posição do governo dos EUA por uma compensação a cidadãos seus que sofreram nas mãos de Saddam Hussein. "Eles (o governo americano) fizeram o que todos os governos devem fazer por seus povos".
"Mas eu quero agora ver meu governo fazer o mesmo. Se os americanos têm centenas de pessoas com trauma por causa do Iraque, o Iraque tem dezenas de milhares que sofrem por causa do que os EUA fizeram ao nosso país", enfatizou Zubaidi.
Ele explicou que o número de pacientes que chegam ao seu consultório não para de crescer, a maioria crianças que necessitam de ajuda e que não a tem. "Eu sugiro ao nosso governo que emita uma conta com os valores de todos os estragos e a envie a Washington".

quarta-feira, setembro 22, 2010

Governador do Amapá reassume e nega intenção de renunciar

Governador do Amapá reassume e nega intenção de renunciar
TRE ainda avaliará necessidade de forças federais no estado no dia da eleição
 O Globo - BRASÍLIA. O governador do Amapá, Pedro Paulo Dias (PP), que deixou a prisão na madrugada de sábado para domingo, desembarcou ontem em Macapá no fim da tarde, reassumiu o cargo e negou qualquer intenção de renúncia. Ele foi preso na Operação Mãos Limpas, da Polícia Federal, em 10 de setembro, suspeito de integrar suposto esquema de corrupção local.
Candidato à reeleição, Pedro Paulo chegou com o antecessor, Waldez Góes (PDT), que concorre ao Senado e estava preso pelo mesmo motivo. Eles foram recebidos por militantes, que fizeram carreata em seguida.
Durante o cárcere de Pedro Paulo em Brasília, coube ao presidente do Tribunal de Justiça do Amapá, desembargador Dôglas Evangelista Ramos, assumir interinamente a administração do estado. O sobrinho do governador, Luciano Dias, candidato a deputado pelo PP, esteve no aeroporto para receber o tio. Ele afirmou que não há dúvida sobre o direito do governador: — Ele chegou e reassumiu o cargo automaticamente.
Pedro Paulo e Waldez foram libertados por ordem do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Segundo a legislação, a prisão temporária tem prazo de cinco dias e pode ser prorrogada. Como o período terminou, os dois foram soltos. Investigação da Polícia Federal e do Ministério Público Federal apontam ambos como líderes de desvios de dinheiro público por meio de fraudes de licitações e cobrança de propina em pelo menos seis órgãos do governo local. Ao todo, 18 pessoas foram presas na operação, mas a maioria já está solta.
A investigação constatou que a maioria dos contratos administrativos firmados pela Secretaria de Educação do estado não respeitava formalidades legais e beneficiava empresas previamente selecionadas. Foram mobilizados 600 agentes federais para cumprir 18 mandados de prisão temporária, 87 mandados de condução coercitiva e 94 mandados de busca e apreensão, todos expedidos pelo STJ.
Ontem, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Ricardo Lewandowski, esteve em Macapá para verificar a situação política local. Ele disse que o clima é de tranquilidade.
Segundo Lewandowski, o Tribunal Regional Eleitoral do Amapá ainda avaliará se há necessidade da presença de forças federais para garantir a segurança em 3 de outubro, dia da eleição.
— O TRE ainda vai avaliar se há ou não necessidade de envio de forças federais. A situação está tranquila, as instituições estão reagindo normalmente. A cidade estava um pouco agitada porque minha visita coincidiu com a volta do atual governador — disse o ministro

terça-feira, agosto 31, 2010

Comando brasileiro mudará foco de missão de paz da ONU no Haiti

Comando brasileiro mudará foco de missão de paz da ONU no Haiti
O perfil das tropas da ONU (Organização das Nações Unidas) no Haiti deve mudar a partir de outubro, quando haverá a renovação do mandato e reedição dos termos da missão no país caribenho.

O general Floriano Peixoto, que comandava a Minustah (Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti) quando o terremoto de 12 de janeiro destruiu o país, afirma que as maiores demandas neste momento são a construção de moradias e a remoção de escombros.
Diante das necessidades de reconstrução do país, a ONU deve alterar o foco da missão, hoje direcionado para a estabilização da paz. O comando das tropas, contudo, continuará nas mãos dos brasileiros.
"A continuidade da ajuda internacional deve incorporar elementos de reconstrução da base física e de infraestrutura, coisa que a ONU já vem fazendo. Haverá um momento que esse balanceamento deverá ser refeito. [A missão] Começa forte militar e vai balanceando", disse o general, que na manhã desta terça-feira ganhou uma medalha do Departamento de Defesa dos Estados Unidos.
Segundo Floriano Peixoto, o Haiti hoje "está absolutamente seguro" e crimes como sequestro simplesmente deixaram de existir após o terremoto.
Ontem, ex-comandante brasileiro das tropas da ONU no Haiti ganhou elogios do general Douglas Fraser, do Comando Sul dos EUA, pelo esforço em tentar aliviar a dor dos haitianos.
Questionado se a medalha significava um sinal de reconhecimento norte-americano após eventuais desgastes nas relações militares pós-terremoto, Floriano Peixoto foi categórico em reafirmar que não houve competição entre as tropas. "Talvez no início houve indefinição de papéis", ponderou, dizendo que ao EUA cabia ajuda humanitária e ao Brasil garantir a segurança.

Colômbia
O comandante norte-americano também enfatizou a parceria com o Brasil até para responder sobre os primeiros atos do presidente de outra nação. Ao ser perguntado se os EUA estão preocupados com a aproximação entre o novo presidente colombiano Juan Manuel Santos e países como a Venezuela, o general David Fraser disse estar "muito feliz".
"Ele [o presidente colombiano] está construindo relações boas com outros países Como nós testemunhamos nosso apoio no Haiti, são as relações fortes entre nações e Forças Armadas que fazem diferença. Estou muito feliz", disse.

segunda-feira, agosto 09, 2010

A atenção que a fronteira merece

A atenção que a fronteira merece

UMA DECISÃO DO SENADO aprovada durante o esforço concentrado da semana merece análise mais detalhada. Os parlamentares decidiram conceder às Forças Armadas o poder de efetuar prisões e revistar pessoas nas regiões de fronteira. Em que pese o viés da preocupação de alguns setores, que enxergaram nessa liberação um salvo-conduto eventual para que excessos voltem a ser cometidos, a decisão está correta. Há muito, o principal problema de segurança do país reside na quantidade enorme de quilômetros de fronteiras secas de que dispõe. No mar, temos a Marinha atenta às investidas na rica biodiversidade da plataforma continental e, agora, às riquezas petrolíferas do pré-sal. Mas, e na Amazônia? E nas margens desabitadas do gigantesco lago formado pela represa de Itaipu? A Polícia Federal vem agindo com afinco e precisão matemática no combate aos cartéis da droga que necessitam dos caminhos de passagem pelo interior para tentar escoar seu produto rumo aos ricos mercados da Europa e dos Estados Unidos. Ainda assim, é um efetivo limitado e só pode agir amparado por uma ordem judicial, esta decorrente de algum tipo de processo penal que a demande. Ou seja, do ponto de vista da prevenção, por sua própria definição os agentes ficam relativamente de mãos atadas.
Há alguns anos, desde que os presidentes Sarney e Alfonsín, da Argentina, assinaram um acordo de não proliferação nuclear, o histórico cenário de uma disputa militar entre brasileiros e argentinos pela hegemonia continental se desfez. É importante lembrar que, a partir desse momento, os comandos militares efetivamente começaram a deslocar seus quartéis para as áreas onde eram necessários. Da enorme concentração de tropas baseadas no Sul do país, criou-se um programa de realocação dessas bases de forma a impor a presença militar brasileira em todas as regiões de fronteira. O incidente no rio Traíra, quando supostos guerrilheiros das Farc atacaram um posto avançado do Exército, mostrou o quanto essas forças assimétricas e irregulares não ideológicas mas empurradas pela associação com o narcotráfico eram perigosas para o país.
Hoje as ameaças ainda continuam, sobretudo em regiões com escassa cobertura de vigilância. A autorização dada aos militares para que tenham poder de polícia não usurpa a atuação judiciária nesses locais, mas ajuda a ampliar a eficácia das medidas coercitivas. Em caso de um avião com drogas ser interceptado e forçado a pousar um reflexo do respeito imposto pela chamada Lei do Abate os militares da FAB que porventura chegarem ao local estarão habilitados a proceder a detenção dos suspeitos. Assim, farão com que a apreensão da aeronave e da carga resulte também na identificação das quadrilhas que eventualmente a operavam. Controle é a chave para uma fronteira segura e pacífica.
Fonte: Jornal do Brasil

terça-feira, agosto 03, 2010

Índia aumenta forças na Caxemira para conter onda de violência

Índia aumenta forças na Caxemira para conter onda de violência
Julia R. Arévalo.

Nova Délhi, 3 ago (EFE).- A Índia decidiu aumentar suas forças na Caxemira na tentativa de controlar a onda de violência que se apoderou da região, onde 26 pessoas morreram em protestos desde sexta-feira passada, quatro delas hoje.
Atendendo ao pedido feito ontem pelo chefe do Governo da Caxemira, Omar Abdullah, o Executivo central resolveu enviar 1,9 mil agentes de segurança à região setentrional. Os reforços chegarão ao estado em um ou dois dias, disseram fontes oficiais citadas pela agência "PTI".
Além disso, outros 3,2 mil agentes destacados dentro do estado serão deslocados ao vale da Caxemira, epicentro dos protestos que começaram em meados de junho e que se agravaram nos últimos dias.
A intensidade das manifestações já levou o Exército na Caxemira a mobilizar-se no mês passado (quando houve cerca de 15 mortos), mas não foi suficiente para conter os ânimos.
Grupos de manifestantes desafiaram novamente hoje o toque de recolher e se enfrentaram a pedradas com as forças de segurança em vários pontos de Srinagar, capital do estado indiano Jammu e Caxemira, onde escolas, bancos, instituições e empresas permaneceram mais um dia fechados.
Três jovens morreram por tiros da Polícia, que pretendia "pôr a situação sob controle" em Srinagar. Uma quarta pessoa morreu em circunstâncias similares em Kulgam, segundo fontes policiais citadas pela agência "Ians".
Outras cinco pessoas ficaram feridas nos choques registrados em várias localidades do vale, onde se concentra a população muçulmana majoritária.
A Caxemira é uma região disputada por Índia e Paquistão desde a independência dos dois países, em 1947, que já levou a duas guerras entre ambos (1948 e 1965).
Após uma série de resoluções da ONU que, desde 1948, pediam a desmilitarização e a realização de um plebiscito sobre sua adesão a Índia ou Paquistão, a região ficou dividida por uma "linha de controle" que serve como fronteira provisória desde 1972 e na qual rege um cessar-fogo desde 2003.
Embora as autoridades indianas, e o próprio Omar Abdullah, considerem a atual onda de distúrbios como "espontânea", o certo é que Syed Ali Geelani, líder da separatista Conferência Hurriyat de Todos os Partidos, repetiu nestes dias suas convocações aos protestos.
A Conferência Hurriyat costuma tirar proveito dos surtos de tensão popular que sazonalmente ocorrem no vale. O último, que se estendeu à região de Jammu, de maioria hindu e atingiu as duas comunidades, ocorreu em meados de 2008.
À frente do Governo da Caxemira desde fins de 2008, Abdullah pediu ontem reforços policiais a Nova Délhi como via para restabelecer a normalidade e buscar soluções "políticas" à crise.
Abdullah (cujo pai é ministro do Executivo central) reiterou seu pedido para revisão das leis que atribuem poderes especiais às forças de segurança indianas na Caxemira. Tais poderes permitem a atuação impune das forças e bloqueiam investigações de denúncias sobre violações dos direitos humanos.
O Governo indiano "não pode prender as mentes" do povo da Caxemira e só está "criando inimigos e ódio", advertiu Khalida Shah, tia de Abdullah e chefe da minoritária Conferência Nacional Awami, em entrevista coletiva ao término de dois dias de discussões em Délhi O Paquistão pediu hoje "moderação" à Índia, após se mostrar "seriamente preocupado com a escalada de violência" e a perda de "vidas inocentes" na Caxemira.

Islamabad reproduziu as palavras de um porta-voz do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, para dizer que se trata de uma "preocupação coletiva" da comunidade internacional.
A Índia, reticente a qualquer tipo de mediação ou conselho sobre a Caxemira, qualificou de "gratuitas" as palavras do porta-voz de Ban Ki-moon e pediu um "esclarecimento".

terça-feira, julho 20, 2010

Exército convoca mais de dois mil homens para ação

OPERAÇÃO AMAZÔNIA
Exército convoca mais de dois mil homens para ação

O Ministério da Defesa, por meio do Exército Brasileiro (EB), realiza em Roraima, entre os dias 13 e 24 de setembro, uma operação militar complexa, denominada Operação Amazônia, envolvendo efetivos de todo o Brasil. Mais de dois mil homens atuarão nos municípios do Sul do Estado.
Além da participação de todas as unidades de Boa Vista, será convocada ainda uma Companhia de Fuzileiros com base no pessoal da reserva. Para isso, a Brigada encaminhou cartas a todos os militares da reserva, que estejam na condição nos últimos cinco anos, e que queiram fazer parte da Cia de Fuzileiros. A Companhia deve ser composta por 140 militares aproximadamente.
Os contatos devem ser feitos até o final da semana que vem. Posteriormente será feita uma seleção que deve acontecer até o inicio do exercício. Segundo o comandante do 7º Batalhão de Infantaria de Selva (BIS), Coronel Guerra, durante o exercício, serão verificados sistemas de logística e operacional das tropas.
Durante a Operação os militares convocados realizarão um breve treinamento, receberão fardamento, alimentados e receberão dois terços do pagamento equivalente aos cargos para os quais forem convocados. As atividades serão desempenhadas do dia 8 e 24 de setembro.
Os interessados podem obter outras informações sobre o assunto, na Seção Mobilizadora da 1ª Brigada de Infantaria de Selva, através do telefone 4009-9241 ou do e-mail mobilizar.selva@gmail.com.

Skoob

BBC Brasil Atualidades

Visitantes

free counters