quarta-feira, outubro 06, 2010

Marina nega ter aceitado conversar com PT

Marina nega ter aceitado conversar com PT
Dutra tinha dito que, em telefonema à senadora, ela teria afirmado que aceitaria sentar para discutir apoio
Maria Lima, Cristiane Jungblut, Sérgio Roxo e Silvia Amorim
 BRASÍLIA e SÃO PAULO. O presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, disse ontem, após reunião do conselho político da campanha de Dilma Rousseff, que já fez um primeiro contato com a candidata derrotada do PV, Marina Silva, para conversarem sobre um eventual apoio da verde no segundo turno. Na conversa, ele disse que aproveitou para parabenizála pela expressiva votação.
Dutra disse que Marina aceitou sentar para conversar, mas a data ainda não foi marcada: — Ela aceitou sentar para conversar. Mas estamos respeitando o timing da Marina. Ela vai estabelecer procedimentos de consulta nas instâncias do partido. Lógico que, se a decisão for pela neutralidade, vamos respeitar também.
À noite, porém, Marina divulgou nota negando que já tenha aceitado conversar com o PT sobre eventual apoio a Dilma. Ela disse que agradeceu a ligação de Dutra, mas não aceitou conversar sobre apoio. Disse ter repetido o que já afirmara anteontem a Dilma e José Serra: que “por considerar que sua candidatura é maior do que o próprio PV, nos próximos dias, estará envolvida em processo decisório baseado na escuta às parcelas da sociedade civil que se integraram ao seu projeto e às instâncias do próprio partido”.
Tião Viana também telefona para Marina A nota lembra ainda que uma convenção nacional do PV será convocada para decidir o que o partido fará no segundo turno.
“Você sabe que sou uma mulher de processo”, teria dito Marina a Dutra, diz a nota, “para impedir que surgisse qualquer dúvida sobre o método escolhido para a tomada de decisão”.
Enquanto os verdes não decidem o assunto, tucanos e petistas continuam em busca de uma aproximação com a candidata.
Ontem, Marina também recebeu um telefonema do governador eleito do Acre, Tião Viana (PT), seu aliado histórico. O petista não teria tratado de apoio, apenas a cumprimentou pelo desempenho nas urnas. Viana é tido como o provável principal interlocutor junto a Marina. Dutra também procurou Bazileu Margarido, presidente do Ibama na gestão de Marina no Ministério do Meio Ambiente. Ele queria a indicação de uma pessoa que pudesse falar pelos verdes.
Em discurso na tribuna, o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) fez um apelo pelo apoio de Marina.
Ele lembrou que a verde participou da fundação do PT, em 1980. Lembrou ainda da solidariedade do presidente Lula na época da morte de Chico Mendes, líder seringueiro acreano.
Do lado tucano, a verde recebeu ligação do governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin.
Eles também não teriam falado sobre apoios. Alckmin ainda procurou o candidato do PV derrotado ao governo em SP, Fábio Feldmann, ex-tucano.
Caso queiram contar com o apoio de Marina, Dilma e Serra terão de trabalhar pela rejeição do projeto de reforma do Código Florestal, que tramita no Congresso, e assumir compromisso com a liberdade de imprensa. Os dois pontos devem constar do programa mínimo que será apresentado pelos verdes aos dois candidatos. A adesão a esse programa será pré-condição para abrir negociação. Caso nenhum dos lados aceite, o caminho dos verdes será a neutralidade.
Durante a campanha, Marina criticou duramente a aprovação do relatório de reforma do código, chamado por ela de “estelionato ambiental”. O texto é do deputado federal Aldo Rebello, do PCdoB, partido da coligação de Dilma. Mas Serra conta com apoio da bancada ruralista, favorável à reforma do código.
— Temos que ver o apetite dos candidatos em assumir o compromisso de implantação da lei de resíduos sólidos e de trabalhar pela não aprovação da reforma do Código. Só depois é que tomaremos uma decisão — diz Ricardo Young, candidato derrotado ao Senado por SP.
Apesar de conter questões ambientais, o programa não ficará restrito ao tema.
— Não será um programa ambientalista — afirma o presidente do PV do Rio, o deputado eleito Alfredo Sirkis.
Ontem, os aliados de Marina e a direção do PV chegaram a um acordo sobre como será a definição do apoio no segundo turno.
O processo começará amanhã e deve terminar com uma espécie de convenção, em São Paulo, daqui a duas semanas, quando haverá votação para escolher o rumo a ser seguido pelo partido. Devem participar da votação cerca de 150 filiados ao PV, os intelectuais que contribuíram com o programa de governo e representantes do Movimento Marina.
Em Brasília, o conselho político com representantes dos partidos da aliança de Dilma mapeou os pontos fracos da campanha nos estados e meios de comunicação. Ao lado de Dutra, os representantes dos partidos saíram com tarefas de ampliar a mobilização em todas as regiões.
Mas o tema “boatos de caráter religioso” continua sendo a grande preocupação. Ligado à ala carismática da Igreja Católica, o senador Gim Argelo (PTB-DF) foi encarregado de agendar eventos e entrevistas nos canais religiosos para desfazer os boatos.
— Esse boato pegou e estamos tentando mostrar que não é verdade. Essas correntes de internet são piores do que fofoca antiga. Estamos em contato com as redes de comunicação da Igreja para que a Dilma vá e diga que é temente a Deus e nunca defendeu aborto ou casamento gay — disse Gim Argelo.
Dutra nega que Dilma esteja provando do mesmo veneno de 2006, quando a campanha de Lula espalhou que Alckmin iria privatizar a Petrobras, Banco do Brasil e Caixa Econômica.
— Aquilo não era boato, era fato. Quem privatiza um privatiza mais. Eles tinham planos.
Michel Temer terá participação mais efetiva nessa etapa. O PMDB procurando contornar problemas nos estados, para evitar debandadas. A cúpula já conversa, por exemplo, com o baiano Geddel Vieira Lima, que está descontente com Dilma

Marina diz que deixou o PT com o "coração sangrando"

Marina diz que deixou o PT com o "coração sangrando"
06/10/2010 20h26min - Portal Terra – Jornal do Brasil
Marina disse que sua saída do PT não terá influência na escolha do candidato que ela eventualmente irá apoiar no segundo turno das eleições nacionais
Após obter mais de 20 milhões de votos no primeiro turno da eleição presidencial, a senadora Marina Silva (PV) afirmou que a sua saída do PT em 2008 foi um processo muito doloroso, mas que não terá influência na escolha do candidato que ela eventualmente irá apoiar no segundo turno das eleições nacionais.
Marina disse que vai contar a responsabilidade que os candidatos venham a assumir com o projeto que ela defendeu durante a sua candidatura no 1º turno. "Eu saí do PT com muita dor. Mas foi em nome desses valores que eu defendi, posso dizer que, mesmo com o coração sangrando eu vim para esse processo. O que vai pesar para mim são esses compromissos com a nova política, com a nova agenda, com uma nova postura". Contudo, ela fez questão de dizer que neste momento o seu coração está tranquilo.
A senadora lembrou dos benefícios que a sua campanha trouxe para o debate e que eles são maiores que o partido ou a sua própria candidatura. "Veja a juventude, as pessoas se reencantando com a política. Isso é um presente. E essas pessoas se mobilizaram espontaneamente. Tudo isso é muito maior que a candidata ou o partido da candidata. É algo que sinaliza um movimento. Vamos pensar esse movimento. E esse movimento não é da Marina, não é de ninguém. É um movimento dos brasileiros", disse.
Ao comentar a declaração dada ontem pelo candidato José Serra (PSDB), de que sempre foi um ambientalista convicto, a ex-ministra do Meio Ambiente afirmou que "não importa o que a gente possa dizer da gente mesmo. A sociedade vai olhar para atitudes, posturas". Mais adiante disse que não poderia julgar o que as pessoas estão dizendo de si mesmas".
Marina disse que, em casos como esse, é preciso mostrar o que se fez durante toda a trajetória de vida. Ela citou o exemplo do relatório de revisão do Código Florestal, apresentado pelo deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB), que ela considera danoso ao meio ambiente. "Foi um relatório equivocado, mas nenhum dos candidatos se manifestou contrário naquele momento. Para mim, foi um retrocesso".

Ronaldo


As lições para o segundo turno

As lições para o segundo turno
06/10/2010 - 10h30min - Mauro Santayana - JORNAL DO BRASIL
Reinicia-se, hoje, a campanha eleitoral para o segundo turno. O retorno às urnas, em busca da vontade nacional majoritária, é salutar para a democracia. Corresponde, de acordo com observação óbvia, a uma nova eleição, que pode, ou não, confirmar o resultado anterior. Qualquer dos dois candidatos que venha a ser o vencedor, poderá refletir sobre a sua conduta na campanha anterior e corrigir seus erros, buscar a vitória com os mesmos ou novos argumentos.
Os últimos dias de campanha foram pesados, com acusações anônimas e sórdidas, contra as duas candidaturas, mas particularmente carregadas de ódio contra Dilma Rousseff. O povo brasileiro é conservador, e algumas declarações da candidata, particularmente sobre o aborto, foram distorcidas, e desviaram milhares, se não milhões, de votos. Esses votos robusteceram a candidatura de Marina Silva, e empurraram a decisão para o segundo turno. O problema agora é outro. Para Dilma, ele consiste em recuperar os votos perdidos; para José Serra, herdar os sufrágios que foram de Marina. Serra insiste em manter o pilar podre de sua candidatura, que é o seu vice. Convinha a seus correligionários consultar o TSE, com urgência, sobre a possibilidade legal (que alguns juristas asseguram) de trocar o senhor Indio da Costa por algum postulante civilizado, ou seja, por alguém que não tenha tanta rejeição quanto o ex-genro de Salvatore Cacciola. Serra caiu no conto de Cesar Maia, cujo prestígio para indicar o vice esfarelou-se com sua derrota para o Senado. Qualquer correligionário de Serra que tenha ficha realmente limpa, e não somente legalmente limpa, e que saiba o que é Estado, poderá substituir o reacionário político carioca. Estamos caminhando para uma situação na qual o eleitor consciente, preocupado com o futuro do Brasil, preferirá votar no candidato a vice-presidente Michel Temer, que é um jurista, conhecedor de direito constitucional e com experiência no Poder Executivo e no Legislativo. É preciso entender que, por mais queiramos que tanto Serra quanto Dilma gozem de excelente saúde, é da boa prudência republicana prever situações imprevistas e inevitáveis. Nesse caso, como esse senhor Indio da Costa poderia assumir a chefia do Estado, por um só dia que fosse? Como ele administraria uma crise política, jejuno que é de tudo o que se relaciona com o Estado e a República?
Dois jovens líderes – esses, sim, que aprenderam com seus avós, o que é povo, nação e estado – emergem das eleições de domingo como grandes líderes nacionais: Eduardo Campos, governador de Pernambuco, reeleito quase por unanimidade, e Aécio Neves, de Minas. Aécio se dedicou mais a eleger o sucessor, Antonio Anastasia, e a garantir o êxito de Itamar Franco, seu companheiro de coligação ao Senado. Foi um cálculo político: como a votação para o Senado é majoritária, ele se aplicou com mais afinco à postulação do ex-presidente do que à sua própria. Da mesma forma agiu com relação a Antonio Anastasia: cuidou da campanha do governador em um corpo a corpo com os eleitores de Minas, dia e noite, até o último momento. Aécio sofreu a mais pesada das perdas, no mesmo domingo da vitória, com a morte de seu pai. Aécio Ferreira da Cunha foi homem de singular dignidade pessoal e política. Filho de outro parlamentar brilhante, Tristão da Cunha, Aécio Cunha nunca transigiu em questões éticas.
Aecinho deverá empenhar-se na vitória de seu partido no segundo turno, mas dele não esperem agressividade. Em Minas, nos embates políticos, usa-se o florete toscano, nunca o tacape.

Wind River Roadless Area, Wyoming

Photograph by Jack Dykinga, National Geographic

Eleitor ficha-suja

Eleitor ficha-suja
TUTTY VASQUES - O ESTADO DE SÃO PAULO - 06/10/10
Assim que pegar pra valer entre candidatos, a Lei da Ficha Limpa deveria ser adaptada e estendida aos eleitores. Não é justo que se cobre bons antecedentes do Maluf e se mantenha impune o sujeito que votou, por exemplo, no Tiririca. Fosse ele punido quando elegeu o Enéas, o Pitta, o Collor ou o Jânio, já teria parado com essa palhaçada.
O "eleitor ficha-suja" não tem necessariamente, ao contrário dos candidatos de mesma designação, rabo preso com qualquer tipo de bandalheira. É, não raro, o mesmo cidadão que reclama do vale-tudo da política, como se tudo isso que aí está não tivesse nada a ver com seu voto. O gaiato analfabeto que agora estão mandando para o Congresso pode até ser cassado, mas outros virão em seu lugar se a brincadeira de mau gosto não for cortada pela raiz.
Como não há no Brasil cadeia suficiente sequer para os 1.353.820 que votaram no Tiririca, casos do gênero deveriam estar sujeitos a tabelas de multas e perda de pontos no título de eleitor, mais ou menos como funciona o código de trânsito para motoristas infratores. O bafômetro em boca de urna também ajudaria a evitar novos desastres provocados pelo "voto-bêbado" que elegeu uns e outros País afora.
Mistério desvendado Nada de pedofilia, sadomasoquismo ou qualquer outra tara virtual! O personagem de Marcello Antony em Passione é viciado em jogar "paciência" no computador. É o máximo de perversão permitida pelo patrocinador do piloto de Stock Car da novela.
Similar feminino
"Abestado vota na abestada!"
TIRIRICA, FAZENDO CAMPANHA PARA WESLIAN RORIZ NO DISTRITO FEDERAL
Campeã de audiência Duas emissoras de TV por assinatura já disputam os direitos de transmissão em pay-per-view, para todo o Brasil, do debate com Weslian Roriz no segundo turno das eleições no Distrito Federal.
Boa justificativa Será que, se o tempo firmar até o fim do segundo turno, o pessoal que tem casa na praia vai deixar de votar para curtir o feriadão do Dia dos Mortos?
Paranoia global Se a União Europeia for acreditar em todo alerta de atentado terrorista emitido pelos EUA, melhor evacuar Paris por tempo indeterminado logo de uma vez. Tem turista por lá que, nos últimos dias, tentou subir sete vezes a Torre Eiffel, mas, sempre que chega sua vez, o local é interditado pelo Exército.
Fama internacional Foi-se o tempo em que o Brasil era conhecido lá fora só pelo futebol, carnaval e café. Quase todo mundo, hoje em dia, sabe quem é o Tiririca.
Só dá ela! O comando da campanha de Dilma Rousseff encomendou ao cabeleireiro da candidata um aplique em forma de coque igual ao da Marina Silva.
Verde de fome José Serra iniciou uma dieta à base de granola, frutas secas, açaí, mel...

J. Bosco para O Liberal


Receita: quebra ilegal de sigilo também em MG

Receita: quebra ilegal de sigilo também em MG
Investigação da Corregedoria aponta que o petista Amarante acessou irregularmente informações de tucano
Roberto Maltchik – O Globo
 BRASÍLIA. Investigação da Corregedoria da Receita Federal em Minas apontou que o analista tributário Gilberto Souza Amarante acessou irregularmente as informações cadastrais do vicepresidente do PSDB, Eduardo Jorge Caldas Pereira, na agência da Receita em Formiga (MG). Os acessos foram identificados em apuração especial do Serpro, que constatou a visualização de dez categorias de informações em 41 segundos, em 3 de abril de 2009. Agora, Amarante responde a processo disciplinar, que poderá determinar até mesmo a exoneração dele.
No relatório sobre o caso, a Receita cita que o servidor é filiado ao PT desde agosto de 2001. Em depoimento no dia 30, o analista tributário não descartou que tenha acessado os dados de EJ sem motivo funcional.
Na época, alegou que estava procurando um homônimo.
Perguntado se teria como comprovar motivação para os acessos, Amarante limitou-se a dizer que não conseguiria responder à pergunta de imediato, por não se lembrar dos acessos, “pois ocorreram há mais de um ano”. Porém, ressaltou que a única certeza que tem é que “todos ocorreram no horário de atendimento”.
A Corregedoria investigou todos os acessos a dados cadastrais e fiscais feitos por Amarante em 3 de abril de 2009.
Descobriu que o servidor não só vasculhou dados pessoais de EJ, como endereço, data de nascimento e filiação, e a situação cadastral de três empresas que à época estavam em nome do dirigente tucano: EJ Pereira Consultoria S/S Ltda., EJP Consultores Associados Ltda. e EJP Consultores Associados.
Segundo a chefe da investigação, Ane Evelyn Duarte e Santos, o acesso aos dados de Eduardo Jorge foi direcionado, descartando a possibilidade de que ele buscasse uma outra pessoa com nome parecido (homônimo).
“Se conclui inicialmente que Gilberto Souza Amarante realizou pesquisa direcionada ao CPF ou ao nome Eduardo Jorge Caldas Pereira e que, provavelmente, o objetivo de sua pesquisa era o acesso aos dados cadastrais desse contribuinte específico”, afirma no relatório.
A Corregedoria não encontrou nenhum documento no arquivo da agência de Formiga que “pudesse justificar o acesso desse servidor ao CPF de Eduardo Jorge”. Por isso, destaca que restam dúvidas sobre a conduta do agente e que existe a possibilidade de “infração funcional”, e adverte que, além do processo disciplinar, o servidor está sujeito a responsabilização penal e civil.
O relatório não é conclusivo sobre se houve ou não impressão das informações cadastrais.
“Diante do exposto, sugere-se a instauração de processo disciplinar em obediência ao princípio do indubio pro societate, por restar caracterizada a plausibilidade das denúncias”, conclui a agente no relatório enviado ao chefe da Corregedoria da Receita em Belo Horizonte.
A revelação derruba a tese disseminada pelo PT e pela campanha de Dilma de que os dados fiscais e cadastrais de tucanos e familiares do candidato do PSDB, José Serra, foram violados apenas como parte de um esquema de comércio de informações sigilosas no ABC paulista.
A PF já constatou que, em Santo André (SP), os dados do IR da filha de José Serra, Verônica Serra, foram acessados com o uso de uma procuração fraudulenta, assinada pelo contador Antônio Carlos Atella. Em nota, a Corregedoria confirma que as investigações em Formiga apontam indícios de acesso imotivado a dados cadastrais do contribuinte. Completa afirmando que “a apuração disciplinar está em andamento e quaisquer novas constatações serão disponibilizadas aos contribuintes, como já vem ocorrendo”.

Juiz confirma ter sido baleado por policial durante blitz

Juiz confirma ter sido baleado por policial durante blitz
Jornal EXTRA
O Hospital Pasteur divulgou na tarde desta quarta-feira, uma mensagem escrita pelo juiz federal Marcelo Alexandrino Santos, baleado durante uma blitz da Polícia Civil, no último sábado. Na nota, ele confirma que um policial atirou contra o seu carro. Além do juiz, seu filho e de sua enteada foram feridos. No texto, ele diz que "nada há de mais aterrador do que a imagem de um agente público, que de nós deveria cuidar, disparando arma de fogo, com a intenção de matar, contra um casal de bem e suas crianças inocentes apenas para satisfazer seu desejo de exibir um poder que, fora dos limites legais, simplesmente não existe". Marcelo Alexandrino Santos agradece a todos que estão enviando mensagens de carinho e solidariedade.
Marcelo permanece está internado em um quarto particular do Pasteur,  e não tem previsão de alta. A enteada do juiz Nathália Lucas Cucker, de 8 anos, e o filho do magistrado, Diego Lopes, de 11 anos, apresentaram melhoras apesar de ainda estarem no CTI do Cardoso Fontes.
Leia o texto na íntegra:
Às milhões de pessoas que, no Brasil e no mundo, têm-nos enviado mensagens e pensamentos de preocupação, carinho e solidariedade:
Eu e toda a minha família, do fundo de nossos corações, agradecemo-lhes e pedimos que continuem orando e nos enviando vibrações positivas, pois, apesar da distância, a tremenda energia que acompanha seus pensamentos nos tem ajudado a seguir em frente, vencendo a cada dia uma nova batalha contra todo o sofrimento físico, emocional, mental e espiritual que temos atravessado.
Todos os dias e em todas as horas, o planeta assiste às mais variadas violações dos Direitos Humanos. Porém, nada há de mais aterrador do que a imagem de um agente público, que de nós deveria cuidar, disparando arma de fogo, com a intenção de matar, contra um casal de bem e suas crianças inocentes apenas para satisfazer seu desejo de exibir um poder que, fora dos limites legais, simplesmente não existe.
Já é passado o momento da mudança. Já não se deve mais aceitar o inaceitável. Já não se pode mais observar a violência e o mau exercício da autoridade pública como convidados bem-vindos a nossas vidas.
Portanto, que essa vibração positiva que nos tem sido enviada se estenda também a todos os seres humanos, a fim de que, da criação de espaços de resistência, onde impere a dignidade, possa nascer uma sociedade verdadeiramente livre, justa e igualitária.
Por fim, não podemos deixar de registrar nossa gratidão a todos os profissionais dos hospitais em que estamos internados. Sua dedicação é confortante e nos inspira a confiança em um amanhã sempre melhor.
Mais uma vez, muito obrigado. Marcelo Alexandrino da Costa Santos e família

Padron


Segurança e transporte: cidades felizes

Segurança e transporte: cidades felizes
Marcus Quintella – JORNAL DO BRASIL
 As estatísticas e os fatos revelam que a maioria do povo brasileiro carece, cada vez mais, de ser atendido em suas necessidades humanas básicas, tais como saúde, educação, habitação, saneamento básico, nutrição, segurança pública e transporte público, sendo que as deficiências no atendimento dessas duas últimas questões vêm atormentando, desgraçando e limitando, em grande escala, a vida dos habitantes de nossas médias e grandes cidades, desde o final do século passado.
Nos dias de hoje, eu excluiria a segurança pública e o transporte público do rol das necessidades humanas básicas e passaria a considerar esses itens como pré-requisitos para que as demais necessidades possam ser alcançadas ou oferecidas. Dessa forma, o binômio segurança pública- transporte público seria o alicerce para a construção de cidades humanas e socialmente justas, visto que esses dois serviços públicos são os únicos que participam e afetam cotidianamente as vidas de todos os cidadãos, independentemente de raça, credo, idade ou posição social.
Defendo a tese de que uma sociedade que não dispõe de uma segurança pública confiável, justa e eficaz e de um transporte público abrangente, integrado e competente não poderá proporcionar bem-estar e felicidade para todos os seus membros, pois também não será capaz de oferecer a seu povo benefícios como hospitais, escolas, redes de água e esgoto e alimentos.
Como exemplo, vou citar duas cidades sul-americanas, Buenos Aires e Santiago do Chile, que, apesar de serem consideradas cidades de grande porte, com os mesmos problemas sociais das cidades brasileiras, seus cidadãos usufruem de uma tranquilidade quase provinciana e bucólica, vivendo seguros e tendo à disposição um eficiente transporte público, baseados em trens, metrôs e ônibus.
A vida corre mais fácil, menos estressante e mais proveitosa, uma vez que a mobilidade urbana e a segurança estão garantidas. No caso das grandes cidades europeias, onde sempre há segurança pública e transporte de qualidade, as pessoas são mais afortunadas em suas vidas urbanas, pois podem passear pelas vias públicas a qualquer hora do dia e da noite, assim como os turistas, com poucas chances de serem assaltadas ou sofrerem violências e com seus deslocamentos garantidos, pois o transporte está disponível o tempo todo, seja por meio de ônibus, bonde, metrô ou trem.
Penso que segurança pública e transporte público, em nosso país, deveriam ser serviços onipresentes e despercebidos pela população, ou seja, deveriam simplesmente existir, como obrigação do Estado, prontos para serem usados quando necessário. Desta forma, as pessoas poderiam programar suas vidas, seus passeios, seus trabalhos e suas compras, da maneira que melhor lhes conviesse, pois teriam a certeza que haveria o transporte para levá-las e trazê-las de volta, e que as ruas não seriam palco de assaltos e agressões.
Caro leitor, minha tese é simples: no Brasil, qualquer política pública de atendimento das necessidades humanas básicas, de erradicação da pobreza e de incentivo ao crescimento econômico e social somente poderá ser bem sucedida se estiver fundamentada no binômio segurança pública- transporte público.
Esse binômio é bom para todo mundo, inclusive para seus mantenedores políticos. Logicamente, as demais necessidades básicas devem ser trabalhadas concomitantemente, mas com a certeza de acessibilidade e segurança da população.
Com segurança pública e transporte público, os investimentos privados certamente terão menos riscos e maiores expectativas de lucro, o turismo poderá recrudescer e o comércio renascerá, entre outros benefícios econômicos.
Isso, sim, é qualidade de vida autossustentável.
Por fim, segurança pública e transporte público são investimentos de grande monta, de longo prazo, mas com retornos sociais, econômicos, políticos e humanísticos garantidos. São questões que não podem ser contornadas com ações empíricas, paliativas ou maquiagens políticas, haja vista que os fracassos sempre resultam em perdas de vidas humanas. Os governos fluminense e paulista já perceberam que as duas maiores metrópoles do país nunca terão qualidade de vida sem segurança e transporte, e, por isso, estão investindo fortemente nesses setores.
A resposta da população foi imediata e incontestável, principalmente no Rio de Janeiro. A sociedade agradece e roga aos governantes, atuais e futuros, que não esmoreçam e mantenham a situação permanentemente sob o controle do Estado e da lei.

Duke


Cláudio Humberto

Cláudio Humberto
“Eu sou um ambientalista convicto, não apenas na teoria”
JOSÉ SERRA, CANDIDATO DO PSDB, DIZENDO DEFENDER O MEIO AMBIENTE DESTE CRIANCINHA
DONO DA MTA (CASO ERENICE) NO BANCO DOS RÉUS  O advogado Douglas Silva Telles resolveu ingressar na Justiça paulista com ação cautelar para impedir que o argentino Alfonso Rey, dono da empresa de carga aérea MTA, retire do Brasil seus aviões (três DC-10 e um Airbus), deixando os Correios na mão, a ver teco-tecos. Ele se queixa de cano da MTA, empresa beneficiada pelo contrato de R$ 59,6 milhões nos Correios, mediante a interferência do suposto esquema de tráfico de influência na Casa Civil da ex-ministra Erenice Guerra.
FRAUDE FISCAL O advogado cogita também denunciar Alfonso Rey por remessa ilegal de dinheiro dos EUA para o Brasil, em 11 de agosto. Lá isso dá cadeia.
MILONGA E PRAIA  Dono da empresa aérea americana Centurion, que tem a MTA como “laranja”, o argentino Alfonso Rey vive em Key Biscaine, na Flórida.
CAIXINHA, OBRIGADO  Pivô da queda de Erenice, a MTA recebe até R$ 6,5 milhões por mês dos Correios, mas até seu executivo sumiu do escritório de Campinas.
ANAC AMIGA Alfonso Rey tem amigos na Anac: a “cheta” (permissão de voo de sua frota) já venceu, mas a Agencia Nacional de Aviação Civil não percebe.
PROMOTOR DO CASO TIRIRICA FOI ACUSADO DE PLÁGIO  O promotor Mauricio Antonio Ribeiro Lopes, que tenta anular a eleição Tiririca para deputado federal em São Paulo, com mais de R$ 1,3 milhão de votos, foi alvo, em 1998, da acusação de plágio, por ter feito uma cópia grotesca do livro de um outro professor da Faculdade de Direito da USP, onde dava aulas. Lopes alegou haver “esquecido” de citar o autor plagiado, Paulo Queiroz, e depois saiu da faculdade.
PERGUNTA COM NARIZ DE PALHAÇO  É mais grave fingir não saber ler e escrever, se é esse mesmo o caso de Tiririca, ou enfrentar acusação de plágio em trabalho acadêmico?
ERVA DANINHA  Os votos do palhaço Tiririca ajudaram a eleger o delegado Protógenes Queiroz. Quem deve estar mesmo tiririca é o banqueiro Daniel Dantas.
NÃO É DO RAMO Não dá para disfarçar: marinheira de primeira viagem, Dilma mostra evidentes sinais de cansaço e, noves fora Freud, um certo enfado.
O QUINTO ELEMENTO Além de não se bicar com Dilma na questão ambiental, Marina teria de enfrentar nos bastidores da campanha petista o ex-ministro José Dirceu, que em 2009 a acusou de “campanha eleitoral antecipada no Brasil e no exterior usando a cota de passagens aéreas do Senado”.
BOM PARA TOSSE O presidente Lula disse ontem aos governadores e senadores aliados eleitos que segundo turno “é muito bom para devolver humildade”. Referia-se aos petistas que se “apropriaram” de Dilma Rousseff.
ALIADOS NO COMANDO  Lula mandou “abrir” a inexpugnável coordenação da campanha de Dilma Rousseff para a participação de outros partidos. Moreira Franco representará o PMDB e o governador Eduardo Campos o PSB.

AUTISMO PETISTA  Em outra critica à campanha de Dilma, Lula alfinetou o influente ex-ministro da Casa Civil: “Criaram um conselho político, mas a imprensa disse que Zé Dirceu é quem mandava e eles não se reuniram mais”.
LAVADOR DE ALMA  Eunício Oliveira (PMDB-CE), senador eleito com 2,7 milhões de votos, foi saudado por Lula por haver lavado sua alma, ao derrotar o tucano Tasso Jereissati. No auge, o coronel foi eleito com 1,9 milhão de votos.
NA PARAÍBA, NÃO  Lula avisou ontem que vai pedir votos para Dilma e aliados nos Estados, exceto na Paraíba: “Nem me peçam, não vou lá”. Ele é amigo dos dois finalistas na disputa para o governo estadual, José Maranhão (PMDB) e Ricardo Coutinho (PSB), que empataram com 49% dos votos.
CONDENADOS AO ATRASO  O jornal britânico Independent saudou Marina Silva em editorial, com a visão colonialista de uma Europa que enriqueceu exaurindo os próprios recursos e explorando as riquezas das colônias: “O futuro econômico do Brasil não pode ser comprado à custa do meio ambiente”. Anrã...
ELEITOR QUE SE LIXA  Lembram do deputado Sérgio Moraes (PTB-RS) aquele que disse se lixar para a opinião pública? Pois ele é um dos 31 deputados vitoriosos nesta eleição, no Estado. Foi reeleito em 19º lugar por 97.752 gaúchos.
VERDADE VERDADEIRA Um fato “genoino”. O petista que liga o nome à pessoa não se elegeu.
PODER SEM PUDOR O “TIRADOR” DE VOTOS
Prefeito de Caruaru (PE) em 1962, João Lyra Filho pediu ao filho, Fernando Lyra, para apresentar amigos de Caruaru (PE) a Murilo Costa Rego, a quem apoiava para deputado, a pedido do governador Cid Sampaio. Na negociação com o cabo eleitoral Calango, atuante e perigoso boateiro local, Costa Rego se espantou:
– Tanto dinheiro assim? Mas quantos votos você me garante?
– Garanto mesmo, doutor, só o meu. No voto da minha mulher quem manda é o Fernando. Mas eu posso tirar uns 3 mil votos...
Fecharam negócio.

Rosas para João - Renato Motha e Patricia Lobato

Pro labore não tem natureza salarial

Pro labore não tem natureza salarial
 Na análise do AP 00649-2009-055-03-00-9, o TRT de Minas Gerais considerou que o pro labore não tem natureza salarial. Com o intuito de desbloquear o valor da conta corrente, a empresa alegou que os valores ali existentes decorriam de pro labore e divisão dos lucros, ambos de natureza salarial. Mas, para os magistrados, esses argumentos são inaceitáveis, já que, no mundo capitalista, quem recebe salário é o trabalhador, pago pelo empresário, que lucra com o trabalho daquele. Conforme explicou o juiz convocado Mauro César Silva, enquanto o trabalhador recebe salário, à custa do próprio suor, o empregador retira o lucro do empreendimento, que é obtido pelo trabalho alheio. São situações completamente diferentes. “O empresário gere o negócio, recebendo e pagando, para ao final auferir o que lucrar, à custa, repita-se, do trabalho alheio, ainda que ponha seu esforço, mas o fazendo não transfere para o outro sua energia laboriosa, mas, ao contrário, apropria-se da que lhe é prestada”.

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