sábado, junho 05, 2010

Ânsia por moralidade

Ânsia por moralidade

Merval Pereira

Mesmo antes da sanção pelo presidente Lula da lei do Ficha Limpa, anunciada ontem, ela já entrara na campanha eleitoral, numa clara manifestação de que deve vigorar já para esta próxima eleição. Caberá ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a definição de sua vigência e, sobretudo, a interpretação de seu alcance, depois que emenda de redação do Senado modificou a expressão “os que tenham sido condenados” para “os que forem condenados”, o que produziu interpretações de que só seriam inelegíveis aqueles que passassem à condição de réus depois da sanção da lei pelo presidente da República. Ao sancionar ontem a lei, o presidente tinha um parecer da Advocacia Geral da União que afirma que a mudança verbal não alterou o espírito da lei. Mas não é nem a AGU nem o Senado que definirão essa questão e, sim, o TSE, que certamente será chamado a se pronunciar. Não foi outra, aliás, a intenção da mudança dos tempos verbais, para criar a celeuma e atrasar a entrada em vigor da lei.
Caberá ao TSE fazer com que o previsível julgamento do caso não facilite a vida dos que têm ficha suja. O interesse do cidadão sobre o tema continua grande, refletindo o fato de que a lei foi originada de uma ação popular com mais de quatro milhões de assinaturas.
O leitor Rafael Augusto Valente Carvalho de Mendonça enviou análise que define bem o sentimento generalizado. Lembrando que “a Carta Magna visa acima de tudo ao bem comum”, o que está registrado em seu preâmbulo e no artigo 3º que menciona “promover o bem de todos...”, sendo tal cláusula pétrea, ele diz que a dúvida em favor da sociedade deveria ser usada na Justiça Eleitoral. “Na hora de o juiz aceitar uma denúncia e abrir o processo, ou de o Ministério Público denunciar ou não, há o princípio da dúvida pró sociedade, isto é, na dúvida denuncia, pois a sociedade merece que o crime seja esclarecido, ou verificar se o réu é um sujeito que prejudica a sociedade cometendo crimes”. O mesmo deveria ser feito em relação aos candidatos, diz ele: “Se há dúvidas pairando sobre a idoneidade do indivíduo, o mesmo deve ser rejeitado como candidato, pois seria muito ruim para sociedade no futuro descobrir que o candidato na verdade era um bandido”.
Ecoando esse sentimento dos eleitores, o ex-deputado Marcelo Cerqueira, candidato ao Senado pelo PPS, levou para suas aparições nos programas eleitorais de seu partido uma proposta mais arrojada do que a que foi aprovada no Congresso e sancionada pelo presidente Lula ontem. Para ele, a lei que foi sancionada “é um insignificante avanço”, embora considere que qualquer ato que modifique a questão eleitoral “como norma penal estrito senso é um avanço”. Cerqueira lembra que a presunção de inocência entrou no Direito Constitucional na Constituição Federal de 1988, o que implica dizer que as diversas constituições anteriores não a contemplaram. Mesmo concordando com a tese de que a “vontade do legislador” é para ser interpretada por psicólogos e não por juristas, comparando-a com “um pássaro que voa e se liberta do seu cativeiro”, Marcelo Cerqueira diz que tudo indica que “tal norma foi criada para proteger os inocentes do arbítrio judicial tão comum nos anos de chumbo”. Como a Constituição é um conjunto harmônico de normas, não pode ser interpretada em tiras, ressalta Cerqueira. “Assim, aquela norma deve corresponder, para ter eficácia plena, a outras da mesma Constituição e com o mesmo valor normativo”. Ele destaca o disposto no artigo 37 da Constituição Federal, que cuida da legalidade, da impessoalidade e da moralidade. “A Constituição, fácil de ver-se, não se quer refúgio de delinquentes. Para se habilitar a qualquer função pública, o candidato tem de apresentar folha corrida ‘limpa’. Por que na habilitação a cargo político de representação deveria ser diferente?”, questiona Cerqueira
A proposta que ele vem fazendo na sua propaganda eleitoral é que, condenado na 1ª instância, o eventual eleito teria sua posse sobrestada. Se absolvido no órgão colegiado (exclusive o Tribunal do Júri que é de 1ª instância, mas é colegiado), tomaria posse regularmente.
Marcelo Cerqueira diz que para tal medida entrar em vigor bastaria que se introduzisse tal norma na lei de inelegibilidades. Com a vantagem, diz ele, de que a defesa do condenado funcionaria ao contrário do que é hoje: em vez de alargar os prazos com recursos meramente protelatórios, diligenciaria para abreviar o processo e satisfazer o “eleito” com uma solução rápida, abrindo mão de “agravos”. Além da força punitiva da norma-conceito, diz Marcelo Cerqueira, sua simples enunciação bastaria para inibir aqueles que buscam um mandato como refúgio. “O custo-benefício afastaria os aventureiros do voto”.
O presidente Lula recebeu sua quinta multa por propaganda eleitoral antecipada ontem à noite. Demonstrando que a paciência do Tribunal Superior Eleitoral está esgotada, o ministro Henrique Neves aplicou multa pela atuação presidencial em solenidade da Central Única dos Trabalhadores (CUT), no Dia do Trabalho. Ao analisar o discurso de Lula, Neves considerou como propaganda antecipada o trecho em que o presidente diz: “é preciso mais tempo, é preciso que tenha sequenciamento. Ô Dilma, você viu o que eu falei? Sequenciamento”.

O que espanta é a sequência de multas ao presidente da República, que evidencia seu comportamento ilegal na campanha até o momento. Dizem que Lula está se contendo nos dias recentes depois que o ministro Marco Aurélio Mello assumiu seu posto no TSE e se pronunciou contra o atropelo da lei, alertando o presidente para as consequências dessas atitudes.
A conferir, como diz o Ancelmo.

É hora de união contra o flagelo das drogas

É hora de união contra o flagelo das drogas
Luiz Urjais, Marcelo Fernandes, Jornal do Brasil
RIO DE JANEIRO - Problema que acompanha a Humanidade desde a Antiguidade, as drogas não fazem distinção de classe, cor, raça ou credo quando viciam alguém. O Jornal do Brasil começa uma série de reportagens expondo os riscos que o uso abusivo de substâncias entorpecentes podem trazer aos dependentes.
Segundo o médico Jorge Jáber, pós-graduado no tratamento de dependência química na Universidade de Harvard e que trabalha na Câmara Comunitária, na Barra da Tijuca (Zona Oeste), atendendo gratuitamente viciados em reabilitação, o perigo de experimentar e os danos decorrentes são maiores entre a população de baixa renda.
– Uma pessoa pobre fatalmente irá se alimentar mal, não terá uma educação de qualidade, entre outros fatores – exemplificou.
O presidente da Comissão Anti-Drogas da Câmara municipal, o vereador Tio Carlos (DEM), que, assim como Jáber, elogiou a iniciativa do JB, lamenta a falta de estrutura da saúde e diz que o governo “fala muito e faz pouco”.
– A população de rua atualmente só usa crack, uma das drogas mais fortes existentes, e também uma das mais baratas. Esse tipo de entorpecente tem um efeito instantâneo, por isso a grande procura. Nada tem sido feito pelo poder público para suprir as necessidades dessas pessoas – ressalta Carlos, que critica o atendimento dispensado aos viciados. – O sistema de saúde não tem capacidade de suprir as necessidades do estado. Acaba que as famílias precisam recorrer a ações filantrópicas para serem encaminhadas a outros municípios, onde existem clínicas de reabilitação.
De acordo com o conselheiro em dependência química do centro de reabilitação de Vila Serena, Sérgio Couto, existem três fatores básicos para uma pessoa desenvolva um vício: curiosidade de experimentar; pressão de um determinado grupo social, e pressão do grupo familiar, que, desde cedo, influencia no uso de determinada substância.
– No primeiro caso, a pessoa quer saber qual o “barato” da droga; no segundo, quer se enturmar, e a droga é um veículo para isso; no último, um dos mais característicos, a imposição de um parente, que, desde cedo, influencia no uso de álcool, porta de entrada para a dependência química – salienta Couto.
O funcionário público Claudio Barata, 52, começou cedo sua dependência de álcool. Ele conta que ainda se considera em recuperação, e que, se não fosse o amor de sua mulher e filhos, não teria encontrado o caminho para se livrar do vício.
– Sempre fui muito tímido e achava que isso era defeito. – explica Barata. – Por causa disso, comecei a beber de forma demasiada, até perceber que minha vida estava arruinada. Hoje em dia, fico feliz em ouvir da minha filha mais nova que sou exemplo de vida para ela.
Barata disse que após três meses internado, frequentou ambulatórios periodicamente e, hoje, o grupo dos alcoólicos anônimos.
– Não posso reparar o passado, mas posso construir um novo futuro. E o mínimo que posso fazer pela minha família é permanecer em recuperação, até o fim da vida.
Adolescentes sofrem mais os danos no corpo
Os menores de 18 anos formam o grupo mais vulnerável aos danos causados pelos entorpecentes. O motivo é que nesta faixa o corpo ainda está em formação.
Com isso, adultos que se drogavam na juventude têm mais possibilidades de apresentar sequelas do que aqueles que começaram mais tarde.
– Menores de 18 anos não têm órgãos como o fígado ou o cérebro amadurecidos e estes são os mais afetados pelo uso de tóxicos – explica o médico Jorge Jáber, acrescentando que usuários atrasam sua vida escolar.
– Você percebe que os usuários têm o vocabulário muito pobre. Sem estudar, o jovem repete o ano e acaba se afundando mais nas drogas – afirma.
Segundo o conselheiro em dependência química, Sergio Couto, geralmente o vício se inicia aos 9 anos.
– É preciso que haja mais campanhas anti-drogas, conscientizando sobre os malefícios dos entorpecentes.
Couto aponta a epidemia de crack como exemplo da falta de informação e põe a culpa no governo.
– Infelizmente a dependência química é uma doença recente. É necessária a formação de políticas públicas, para seu combate.
“Deixei um carro na boca de fumo e fui parar no CTI”
Comecei a beber com 12 anos. Quinze anos depois, na companhia de uma namorada, cheirei minha primeira carreira de cocaína. Era o ano 2000. De imediato, foi amor à primeira vista. A droga me deu uma grande sensação de poder e, na mesma semana, já procurava por outra dose. Inicialmente, comprava com mototaxistas que pegavam nos morros, mas, com o tempo, fui conhecendo as bocas de fumo. Comprava e me isolava em hotéis durante dois, três dias. Caso acabasse, era só ligar para o Disque-Droga. Faltava ao trabalho, não via minha família, mentia para o meu filho, dizendo que logo estaria em casa e aparecia de madrugada, drogado. Com o tempo, comecei a perceber que perdia o controle. Cheguei a deixar um carro que valia R$ 5 mil na boca de fumo como garantia de pagamento de uma dívida com os bandidos. Também empenhei minha carteira de médico apenas para comprar mais drogas. Contraí diversas dívidas, fazia empréstimos, minha vida financeira começava a desmoronar. Eram nítidos os efeitos da cocaína em meu corpo: emagreci muito, e minha sinusite atacava com força. Cheguei a ser internado na CTI, com risco de lesão cerebral e problemas nos rins. Teria que fazer hemodiálise pelo resto da vida se o quadro se agravasse. Em junho de 2008, me internei pela primeira vez, mas não fiz o pós-tratamento e acabei tendo uma recaída. Acreditava que podia ficar abstinente e depois usar só um pouco, mas sempre disparava novamente a compulsão por mais. Eu ainda tentava argumentar com a droga naquela época, e negava minha impotência em relação a ela. Entrei em outra clínica para me tratar em novembro daquele ano, e passei 105 dias internado. A intenção da droga é dar prazer a quem usa, mas o sexual vai embora. Eu não conseguia ter uma ereção sob o efeito da cocaína, e isso é uma tônica muito comum entre aqueles que usam. Estou limpo desde a segunda internação, e admiti não ter controle sobre meu vício. Tem gente que é alérgica a camarão, eu sou às drogas. Atualmente, trabalho do outro lado, atendendo dependentes químicos em uma clínica na Barra da Tijuca. Converso com meus filhos sobre meu problema, e eles entendem perfeitamente. Minha recompensa é que hoje sou de novo pai, filho e marido
Alessandro Alves Teixeira
Médico, 37 anos
21:45 - 04/06/2010

Caravaggio - Um mestre!


Vazamento de Dossiê, por M. Jacobsen


Steve Jobs em Stanford - Legendado português - Emocionante!

Tiago Recchia, para Gazeta do Povo


Sindicato dos Ladrões - I Could Have Been A Contender


An excerpt from Elia Kazan's Award winning movie "On The Waterfront".

Uma boa dica para professores e alunos, nós todos! Rio de Janeiro, ocupação urbana!



Tezza: ‘Nossa literatura não existe fora do Brasil’

Por Sérgio Rodrigues - IG

Cristovão Tezza fez uma palestra na Austrália, no dia 03/03/2010, como convidado do Festival de Artes de Adelaide, onde foi parar a bordo do sucesso de seu romance “O filho eterno”. Na véspera, por email, entre uma Foster’s e outra, o escritor catarinense achou tempo para uma conversa sobre suas experiências nesta fronteira que, de tão pouco explorada, é quase selvagem: a da verdadeira projeção internacional de um livro brasileiro de “ficção literária”. Resumo de sua impressão geral: “A literatura brasileira não existe fora do Brasil. Ponto. Ninguém conhece absolutamente nada daqui, à exceção de meia dúzia de professores universitários”.


1. A que países “O filho eterno” já o levou e onde você sentiu maior receptividade?
– “O filho eterno” já me levou a Portugal, França, Espanha (Barcelona; a tradução foi em catalão!) e, agora, Austrália. O livro saiu também na Holanda e na Itália. Ainda não tenho uma idéia completa da recepção, mas o livro está indo muito bem na França, onde teve boa recepção crítica e ganhou o prêmio anual da Associação Francesa de Psiquiatria, que contempla obras literárias com temas que se relacionam com a área; e na Holanda, também com boa crítica e com boas vendas.

2. Paulo Coelho à parte, temos daqui a impressão de que o mundo não parece interessado na literatura brasileira, e até autores búlgaros gozam de mais boa vontade. Confere? O que os estrangeiros que você encontrou conhecem do que se faz aqui?
– Esse é um fato inescapável: a literatura brasileira não existe fora do Brasil. Ponto. Ninguém conhece absolutamente nada daqui, à exceção de meia dúzia de professores universitários envolvidos em departamentos de literatura brasileira e portuguesa, para consumo escolar e acadêmico, sempre mínimo. Aqui na Austrália levei um certo susto, porque sou praticamente o único autor do Festival de Adelaide (que, além de teatro, dança, música e outras artes inclui uma Semana do Escritor, para a qual fui convidado) de um país em que não se fala a língua inglesa. Conversando com John Coetzee, ele disse que ficou surpreendido com a total “autonomia” da arte brasileira em geral – o que eu entendi como um certo “autismo brasileiro”, uma arte que parece que não tem relação com nada.

3. E o próximo livro, como fica nessa roda-viva? Você é o tipo de escritor que consegue escrever em aeroportos e quartos de hotel?
– Essa é a primeira semana em que não sou mais professor da universidade. Pedi demissão. Quero viver uma vida tranquila agora, ler e escrever com prazer, fazer as coisas mais devagar. Jamais escrevi literatura em hotel – não consigo. Meu novo romance já está praticamente pronto; consegui tirar dois meses de férias, em dezembro e janeiro, para terminá-lo. Deve sair em outubro pela Record.

Alcione Se não é amor

Um dia você aprende...

"Um dia você aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não para para que você o conserte. Aprende que o tempo não é algo que possa voltar. Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, em vez de esperar que alguém lhe traga flores.

Depois de algum tempo, você aprende a diferença, a sutil diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. E começa a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas. E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.

E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão. Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo. E aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam... E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la, por isso. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.

Descobre que se levam anos para se construir confiança e apenas segundos para destruí-la, e que você pode fazer coisas em um instante das quais se arrependerá pelo resto da vida. Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias. E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida. E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher. Aprende que não temos que mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam, percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos.

Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa, por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vejamos. Aprende que as circunstâncias e os ambientes tem influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser. Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto. Aprende que não importa onde já chegou, mas onde está indo, mas se você não sabe para onde está indo, qualquer lugar serve. Aprende que, ou você controla seus atos ou eles o controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados.

Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências. Aprende que paciência requer muita prática. Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se.

Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas do que com quantos aniversários você celebrou. Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha. Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens, poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.

Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame, não significa que esse alguém não o ama, contudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.

Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem que aprender a perdoar-se a si mesmo. Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado. Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte. Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás.

Portanto... plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores. E você aprende que realmente pode suportar... que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida!"

William Shakespeare

Van Gogh - The Cafe Terrace on the Place du Forum - Arles at night


Reflexão


Rua da Saudade - Estrela da Tarde - Mafalda Arnauth

RUA DA SAUDADE Canções de Ary dos Santos No ano em que assinala os 25 anos da morte de um dos mais talentosos poetas portugueses, Mafalda Arnauth, Susana Félix, Viviane e Luanda Cozetti

VICTOR HUGO


''Tudo o que aumenta a liberdade aumenta a responsabilidade. ''
VICTOR HUGO

Victor Hugo, autor de "Os miseráveis" e "O Corcunda de Notre Dame", entre outros, era filho de Joseph Hugo e de Sophie Trébuchet. Nasceu em Besançon, mas passou a infância em Paris. Em 1819 fundou, com os seus irmãos, uma revista, o "Conservateur Littéraire" (Conservador Literário) e no mesmo ano ganhou o concurso da Académie des Jeux Floraux, instituição literária francesa fundada no século 14. Aos 20 anos publicou uma reunião de poemas, "Odes e Poesias Diversas", mas foi o prefácio de sua peça teatral "Cromwell" que o projetou como líder do movimento romântico na França. Victor Hugo casou-se com Adèle Foucher e durante a vida teve diversas amantes, sendo a mais famosa Juliette Drouet, atriz sem talento, a quem ele escreveu numerosos poemas. O período 1829-1843 foi o mais produtivo da carreira do escritor. Seu grande romance histórico, "Notre Dame de Paris" - mundialmente conhecido como "O Corcunda de Notre Dame" - (1831), o conduziu à nomeação de membro da Academia Francesa, em 1841.
Criado no espírito da monarquia, o escritor acabou se tornado favorável a uma democracia liberal e humanitária. Eleito deputado da Segunda República, em 1848, apoiou a candidatura do príncipe Luís Napoleão, mas se exilou após o golpe de Estado que este deu em dezembro de 1851, tornando-se imperador. Hugo condenou-o vigorosamente por razões morais em "Histoire d'un Crime". Durante o Segundo Império, em oposição a Napoleão 3o, viveu em exílio em Jersey, Guernsey e Bruxelas. Foi um dos poucos a recusar a anistia decidida algum tempo depois.
A morte da sua filha, Leopoldina, afogada por acidente no Sena, junto com o marido, fez com que o escritor se deixasse levar por experiências espíritas relatadas numa obra "Les Tables Tournantes de Jersey" (As Mesas Moventes de Jersey).
A partir de 1849, Victor Hugo dedicou sua obra à política, à religião e à filosofia humana e social. Reformista, desejava mudar a sociedade mas não mudar de sociedade. Em 1870 Hugo retornou a França e reatou sua carreira política. Foi eleito primeiro para a Assembléia Nacional, e mais tarde para o Senado. Não aderiu à Comuna de Paris, mas defendeu a anistia aos seus integrantes. De acordo com seu último desejo, foi enterrado em um caixão humilde no Panthéon, após ter ficado vários dias exposto sob o Arco do Triunfo.

A Crucificação de Cristo, a partir de um ponto de vista médico


A Crucificação de Cristo, a partir de um ponto de vista médico
de C. Truman Davis
Lendo o livro de Jim Bishop (na foto) “O Dia Que Cristo Morreu”, eu percebi que durante vários anos eu tinha tornado a crucificação de Jesus mais ou menos sem valor, que havia crescido calos em meu coração sobre este horror, por tratar seus detalhes de forma tão familiar – e pela amizade distante que eu tinha com nosso Senhor. Eu finalmente havia percebido que, mesmo como médico, eu não entendia a verdadeira causa da morte de Jesus. Os escritores do evangelho não nos ajudam muito com este ponto, porque a crucificação era tão comum naquele tempo que, aparentemente, acharam que uma descrição detalhada seria desnecessária. Por isso só temos as palavras concisas dos evangelistas “Então, Pilatos, após mandar açoitar a Jesus, entregou-o para ser crucificado.”
Eu não tenho nenhuma competência para discutir o infinito sofrimento psíquico e espiritual do Deus Encarnado que paga pelos pecados do homem caído. Mas parecia a mim que como um médico eu poderia procurar de forma mais detalhada os aspectos fisiológicos e anatômicos da paixão de nosso Senhor. O que foi que o corpo de Jesus de Nazaré de fato suportou durante essas horas de tortura?
Dados históricos
Isto me levou primeiro a um estudo da prática de crucificação, quer dizer, tortura e execução por fixação numa cruz. Eu estou endividado a muitos que estudaram este assunto no passado, e especialmente para um colega contemporâneo, Dr. Pierre Barbet, um cirurgião francês que fez uma pesquisa histórica e experimental exaustiva e escreveu extensivamente no assunto.
Aparentemente, a primeira prática conhecida de crucificação foi realizado pelos persas. Alexandre e seus generais trouxeram esta prática para o mundo mediterrâneo–para o Egito e para Cartago. Os romanos aparentemente aprenderam a prática dos cartagineses e (como quase tudo que os romanos fizeram) rapidamente desenvolveram nesta prática um grau muito alto de eficiência e habilidade. Vários autores romanos (Lívio, Cícero, Tácito) comentam a crucificação, e são descritas várias inovações, modificações, e variações na literatura antiga.
Por exemplo, a porção vertical da cruz (ou “stipes”) poderia ter o braço que cruzava (ou “patibulum”) fixado cerca de um metro debaixo de seu topo como nós geralmente pensamos na cruz latina. A forma mais comum usada no dia de nosso Senhor, porém, era a cruz “Tau”, formado como nossa letra “T”. Nesta cruz o patibulum era fixado ao topo do stipes. Há evidência arqueológica que foi neste tipo de cruz que Jesus foi crucificado. Sem qualquer prova histórica ou bíblica, pintores Medievais e da Renascença nos deram o retrato de Cristo levando a cruz inteira. Mas o poste vertical, ou stipes, geralmente era fixado permanentemente no chão no local de execução. O homem condenado foi forçado a levar o patibulum, pesando aproximadamente 50 quilos, da prisão para o lugar de execução.
Muitos dos pintores e a maioria dos escultores de crucificação, também mostram os cravos passados pelas palmas. Contos romanos históricos e trabalho experimental estabeleceram que os cravos foram colocados entre os ossos pequenos dos pulsos (radial e ulna) e não pelas palmas. Cravos colocados pelas palmas sairiam por entre os dedos se o corpo fosse forçado a se apoiar neles. O equívoco pode ter ocorrido por uma interpretação errada das palavras de Jesus para Tomé, “vê as minhas mãos”. Anatomistas, modernos e antigos, sempre consideraram o pulso como parte da mão.
Um titulus, ou pequena placa, declarando o crime da vítima normalmente era colocado num mastro, levado à frente da procissão da prisão, e depois pregado à cruz de forma que estendia sobre a cabeça. Este sinal com seu mastro pregado ao topo teria dado à cruz um pouco da forma característica da cruz latina.

Mariano, para A Charge Online


Caravaggio - Um mestre!


Laura Fygi - Quiet Nights Of Quiet Stars (Corcovado)

Disse tudo!




"De todos os instrumentos do homem, o mais surpreendente é,
sem dúvida nenhuma, o livro."

Jorge Luis Borges

Não se pode 'servir a Deus e ao dinheiro', prega Campanha da Fraternidade


Campanha de 5 igrejas critica modelo econômico e pede atenção ao social.
Crítica ao modelo atual significa crítica ao governo atual, diz reverendo.
Mariana Oliveira Do G1, em São Paulo
A Campanha da Fraternidade deste ano faz críticas à atual política econômica e um pedido de atenção às questões sociais. "Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro", prega o lema da campanha.

"Queremos mostrar que a economia não deve visar o lucro desmedido, mas sim a dignidade humana", explica o reverendo Luiz Alberto Barbosa, da Igreja Anglicana, secretário-geral do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (Conic).

O conselho organiza a campanha deste ano por ter a participação de cinco igrejas: católica, anglicana, luterana, presbiteriana e ortodoxa. Quando a campanha é feita somente na Igreja Católica, quem coordena é a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

De acordo com o reverendo Luiz Alberto Barbosa, o atual modelo econômico "favorece o mercado". "Não é que o modelo como está não está bom. Se olhar apenas nos números, do ponto de vista econômico, financeiro, de controle da inflação, está bom. Mas é que os resultados práticos não se refletem na base. Temos ainda um dos piores índices de distribuição de renda." 

Barbosa diz ainda que o objetivo é conscientizar os cristãos de que devem acompanhar e monitorar os resultados de ações governamentais. "Temos que convir que toda propaganda política ou de governo destaca apenas o que querem salientar e os aspectos negativos ou o que piorou, os governos não divulgam." 

Questionado sobre se a campanha era uma crítica ao atual governo, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o reverendo respondeu: "Em nenhum momento citamos o nome de Lula, mas quando criticamos o modelo atual, acabamos criticando o governo atual”. Ele afirmou que o texto-base da campanha, com mais de 80 páginas, questiona alguns dados divulgados pelo atual governo. 
O G1 procurou a Secretaria de Relações Institucionais do governo federal para que comentasse as críticas da campanha, mas ainda não recebeu resposta.

O reverendo afirmou também que as igrejas esperam que, após as discussões, os cristãos questionem mais os políticos sobre ações e projetos na hora de votar nas próximas eleições, que serão em outubro. "O mundo político está em alvoroço com esta campanha", afirma Barbosa.
 

Responsáveis por 50 mil comunidades em todo país, segundo o Conic, receberam capacitação sobre o tema. Eles devem, diz a entidade, estimular os cristãos a discutir alternativas para o atual modelo econômico.

ARRECADAÇÃO

A Campanha da Fraternidade de 2009 arrecadou R$ 12 milhões entre os fiéis, segundo o reverendo Barbosa, e a estimativa é de que a arrecadação aumente neste ano. 

Segundo o religioso, 40% dos recursos serão repassados ao Fundo Ecumênico de Solidariedade - os demais 60% ficarão nas comunidades. A verba será usada para apoiar projetos alternativos ao atual modelo econômico, que podem ser contemplados com R$ 20 mil, R$ 35 mil ou R$ 50 mil.

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