sexta-feira, setembro 24, 2010
Fábula da feijoada
Fábula da feijoada
FERNANDO DE BARROS E SILVA - FOLHA DE SÃO PAULO - 24/09/10
SÃO PAULO - Erenice Guerra foi atirada ao mar. Ou talvez seja melhor aderir logo à metáfora gastronômica de Lula, na entrevista de ontem ao portal Terra, na internet. Digamos, então, que a ministra morreu afogada na feijoada da Casa Civil. Como o Ratinho da fábula, que sucumbiu à gula na véspera do seu casamento com Dona Baratinha (aquela com "muito dinheiro na caixinha"), depois de dizer:
- Vou dar só uma provadinha na beirada da panela, pegar só um pedacinho de carne do feijão, e ninguém vai notar nada...
Nas palavras de Lula, "Erenice jogou fora a chance de ser uma grande funcionária pública". O presidente comparou as denúncias que a engoliram a uma feijoada, da qual seria necessário agora separar os ingredientes para saber o que "tem dimensão séria" e o que "é boato" ou "não tem profundidade".
Por um lado, soa quase como elogio, ou um prêmio de consolação; por outro, deixa a impressão de que nessa cumbuca tem mais coisas.
Um ponto é certo: se dependesse do governo Lula, ninguém saberia quais eram os pedaços do porco servidos no caldeirão do Planalto. Está claro, também, que Erenice foi rifada para não inviabilizar a festa de casamento de Dona Baratinha, que o PT insiste em fazer no dia 3.
Lula pode transformar o futebol em metáfora do mundo, tratar os eleitores como filhos ou comparar a corrupção a uma grande feijoada. Não tem, no entanto, como camuflar as evidências de que a Casa Civil estava sendo usada como um entreposto de traficância e familismo -tudo isso sob o seu nariz.
Há, decerto, banquetes mais lesivos ao bem público país afora. Também é verdade que a fisiologia e a corrupção não são estranhas a nenhum grande partido, do DEM e do PSDB à procissão de legendas que hoje se acotovelam ao redor de Lula. O caso Erenice, porém, é simbólico. E transmite da sua madrinha uma impressão muito ruim -de que ela nem na própria casa (civil) cuida bem do dinheiro na caixinha.
Um passo além do peleguismo
Um passo além do peleguismo
EDITORIAL - O Estado de S. Paulo - 24/09/2010
Estejam todos avisados: o governo tem pressa, decidiu instalar até novembro o Conselho de Relações do Trabalho (CRT) e não vai admitir atrasos. A advertência é do ministro Carlos Lupi. Se até o começo de novembro alguma confederação patronal ou central sindical não tiver indicado os nomes de sua representação, ele cuidará do assunto, consultando, segundo seu critério, "entidades sindicais de grande projeção e representatividade". O alerta está no parágrafo primeiro do artigo 11 da Portaria n.º 2.092, assinada pelo ministro do Trabalho em 2 de setembro.
Dificilmente alguma central ou confederação deixará de indicar os nomes no prazo fixado - até o começo de outubro - para a instalação do conselho no mês seguinte. Seus dirigentes podem até achar boa a ideia da criação de mais esse órgão, mas a advertência, ou ameaça, não deixa margem para dúvida. Sugerida ou não por entidades sindicais, derivada ou não do Fórum Nacional do Trabalho instalado em 2003, a criação do CRT é agora uma decisão de governo e constitui, claramente, parte de um projeto de poder.
O Fórum foi constituído em 2003, no início da primeira gestão do presidente Lula, para esboçar um projeto de reforma sindical e trabalhista. Representantes de empregados e empregadores foram chamados para discutir o assunto com dirigentes e burocratas do Ministério do Trabalho. Desse esforço resultou a Proposta de Emenda à Constituição n.º 369, de 2005, concebida, segundo seus autores, para modernizar a atividade sindical e o tratamento das questões trabalhistas. A proposta chegou à Câmara dos Deputados em março de 2005 e a tramitação foi interrompida em março de 2008. O assunto foi abandonado há dois anos e meio. O governo, seu partido e seus aliados parecem haver perdido o interesse em qualquer aspecto modernizador daquele projeto.
Mas houve mudanças na relação entre governo e sindicatos nos anos seguintes. A administração petista conseguiu estender às centrais sindicais as benesses do imposto sindical. A partir daí, as centrais passaram a lutar pelo domínio do maior número possível de sindicatos, no esforço para conseguir parcelas maiores do imposto.
Sindicatos chegaram a mudar de central mais de uma vez, nos últimos tempos, leiloando sua adesão em troca de vantagens. Nunca antes na história deste país o peleguismo foi tão descaradamente guiado pelo fisiologismo.
Que as centrais sindicais defendam a criação do CRT é compreensível. Algumas dessas organizações não são, hoje, mais que extensões do governo, tal como concebido e moldado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os principais colaboradores de seu projeto de poder.
Mas as confederações patronais, ao que se informa, também apoiam o projeto e estão dispostas a participar do empreendimento. O CRT deverá, segundo a portaria, apresentar estudos e subsídios para a formulação de anteprojetos de lei, de outros atos normativos e de programas e ações governamentais. Na prática, não podem rejeitar o chamado, porque o governo já decidiu constituir o conselho e, como esclareceu o ministro no texto da portaria, tomará providências para nomear representantes de cada lado, se as confederações e centrais não o fizerem.
A própria ideia de um organismo tripartite já desperta justificadas apreensões. Em princípio, empregadores e empregados deveriam ser capazes de cuidar de seus interesses, dentro dos limites da lei e com recurso à Justiça ou a outro canal de mediação, quando o acordo é difícil.
Quando se fala de um conselho "tripartite", o dado importante não é a referência a trabalhadores e empregadores, porque são os participantes originais do jogo. O dado politicamente importante é a inclusão oficial do governo - a terceira parte - na mesa das conversações. A portaria também se refere a câmaras bipartites, mas um dos participantes dessas câmaras será sempre o governo, por meio do Ministério do Trabalho.
A preocupação do governo obviamente não é com a modernização das relações do trabalho, mas com a consolidação de sua presença e de sua dominação nesse jogo.
Porões e salões
Porões e salões
LUIZ GARCIA - O GLOBO - 24/09/10
O presidente Lula, seu partido e sua candidata consideram-se em guerra aberta com a imprensa brasileira.
Há uma nota falsa nessa postura. A mídia, como é mais elegante dizer hoje em dia, não é uma corporação sob um só comando e uma única liderança; nem mesmo um colegiado cujos membros decidem posições e comportamentos por maioria de votos. Também não tem a natureza - nem os apetites - da turma no poder. Em suma, não declara coletivamente guerra a ninguém.
Na realidade, o que existe no lado de cá dessa suposta briga é um conjunto de empresas particulares altamente competitivas entre si. São bem-sucedidas na medida em que conquistam e mantêm mercado publicitário e leitores ou espectadores. Seu êxito depende de decisão do respeitável público. Ou seja, se ele considera, ou não, que lhe está sendo oferecido produto de boa qualidade.
Além de respeitável, o público não tem nada de tolo. Não troca o seu dinheiro por informação falsa ou tendenciosa. Em outros tempos, talvez fosse mais difícil detectar alguma manipulação dos fatos pela mídia; hoje, em boa parte graças à internet, a notícia fajuta não engana ninguém.
Se as empresas de comunicação têm interesses comuns, nenhum deles é mais forte do que o desejo de serem preferidas - o que vem de serem respeitadas - por leitores e anunciantes. Estes não são bobos: pesquisas já mostraram que o cidadão leva mais a sério a publicidade que encontra nos veículos cujas notícias ele considera confiáveis.
Por tudo isso, quando os principais veículos de comunicação do país contam a mesma história, pode-se apostar: é porque essa história existe. Há, com certeza, um esforço de cada jornal, revista ou emissora para contá-la inteira e, se der, melhor que os concorrentes. Em suma, imaginar conluio e denunciar má-fé costuma ser - ou deve ser - apenas ridículo. Inclusive por um dado: se hoje a mídia brasileira estivesse empenhada numa feia cruzada para derrotar a candidata oficial, estaria também interessada em levantar a bola para o seu principal rival. Não é isso que se vê nem se lê.
Nos últimos oito anos, o partido do governo executou com grande eficácia um projeto de ocupação da máquina do Estado pelos seus quadros. Isso foi noticiado pela mídia com a possível eficiência e, pelo visto, com escasso impacto sobre a atitude do eleitorado. Desmentido a sério, nunca foi. Mas, pelo visto e ouvido, irritou o pessoal.
O que se há de fazer, em face dos rosnados palacianos? Não é fácil, mas é simples: continuar apurando e contando o que acontece de bom e de ruim, nos salões e nos porões. Não é uma guerra contra os ocupantes do poder, e sim a rotina de prestar serviços ao cidadão aqui fora.
Razões
Razões
Merval Pereira – O Globo
Está acontecendo um fenômeno interessante em relação à última pesquisa do Datafolha, que registrou uma redução da diferença entre a candidata que lidera, Dilma Rousseff, e seus oponentes, notadamente o tucano José Serra e a verde Marina. Nenhum deles liga essa queda diretamente ao escândalo envolvendo a ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra, por motivos distintos.
A campanha de Dilma, como é natural, minimiza os novos dados, ressaltando que eles estão dentro da margem de erro. É verdade, embora nesses casos uma soma de pequenas subidas e descidas acabe levando o resultado para além da margem de erro.
É o caso atual, em que Dilma caiu dois pontos, Serra subiu um e Marina Silva, a maior beneficiária das mudanças, subiu dois, e a diferença entre quem lidera e os demais caiu para 7 pontos percentuais.
Na verdade, essa diferença é de cerca de 4 pontos, pois o que sair de Dilma vai ou para Serra ou para Marina.
Já a campanha de José Serra também minimiza a influência dos escândalos na mudança de resultado. O marqueteiro Luiz Gonzalez, cada vez mais certo de sua estratégia, diz que a evolução lenta da candidatura Serra deve-se à formação da imagem através da acumulação de informações sobre o candidato.
Na teoria de Gonzalez, nem mesmo o escândalo dos “aloprados” de 2006 teve a ver com o crescimento da candidatura de Geraldo Alckmin nos últimos dias, chegando a surpreendentes 42% de votos no primeiro turno.
Tanto seria verdade que a campanha para o governo paulista não teria sido afetada pelo escândalo local, com o agravante que o alvo principal do dossiê era mesmo Serra, e o coordenador da campanha de Mercadante estava envolvido na operação.
Os filmetes mais agressivos que estão aparecendo na internet foram vetados por Gonzalez para o programa de propaganda eleitoral pela televisão justamente sob a alegação de que eles não correspondem à estratégia traçada por ele desde o início da campanha.
A ida para o segundo turno, se acontecer, seria, portanto, uma consequência da campanha como um todo, apesar das críticas que ela vem recebendo de vários setores do PSDB.
O crescimento de Serra no Nordeste, por exemplo, seria c onsequência das promessas de aumento do salário mínimo para R$ 600 e 13opara a Bolsa Família, promessas demagógicas que teriam efeitos eleitorais nas camadas mais pobres da população.
O senador Efraim Morais (DEM) foi o primeiro a entrar nessa festival de demagogia apresentando o projeto do 13odo Bolsa Família.
Aprovado no Senado, desde novembro de 2006 encontrase na Câmara dos Deputados para votação. Serra, para não ficar claro que cai em contradição quando apresenta propostas eleitoreiras como essa quando se diz um gestor competente e critica o aumento de gastos do governo federal, alega que sabe onde cortar os desperdícios para viabilizar seus projetos.
Para efeito de provocar impacto no eleitorado, deve dar como exemplo de desperdício do dinheiro público os diversos cargos ocupados por parentes e amigos da família de Erenice Guerra.
“Quantas outras famílias petistas não existem espalhadas pela máquina pública”, pergunta Serra.
Para poder viabilizar um segundo turno, Serra precisa crescer sobre o eleitorado mais pobre, onde a candidata oficial Dilma Rousseff lidera com grande margem.
Mas quem está mais bem posicionada para pegar uma eventual “onda” de descontentes no eleitorado é a candidata do Partido Verde, Marina Silva, que cresceu em quase todos os segmentos do eleitorado.
Marina saiu de 11% na semana passada para 13%, dentro da margem de erro, mas cresceu mais em alguns setores, como os 8 pontos percentuais entre os que ganham de cinco a dez salários mínimos, que representam cerca de 10% dos eleitores.
Serra subiu outros 6 pontos, e Dilma, por sua vez, caiu dez pontos, o que indica que os dois candidatos da oposição tiraram votos de Dilma e dos indecisos.
No Rio de Janeiro, Marina, pelo Datafolha, subiu cinco pontos e empatou tecnicamente com Serra. Em uma pesquisa do Instituto GPP feita para o PV do Rio, Marina já aparece à frente de Serra no estado.
Os dirigentes do Partido Verde acreditam que essa tendência deverá se repetir em muitas cidades grandes, especialmente em Minas Gerais.
No Distrito Federal, quem se beneficiou com a queda de Dilma foi também Marina, que passou Serra. Os efeitos da crise na Casa Civil foram, para o Datafolha, os responsáveis pela mudança da tendência de parte do eleitorado, mas Marina prefere atribuí-la à sua disposição de discutir programa de governo, sem imiscuir-se na briga de foice entre os dois principais candidatos.
A afirmação de Marina de que a “onda verde” ainda a levará mais longe nesta eleição é baseada em pesquisas qualitativas que mostram uma grande aceitação de sua figura política.
Os verdes acreditam que dois fatores ainda alterarão os resultados das pesquisas até o final da campanha: o voto oculto, e o voto útil.
O voto oculto estaria concentrado nos setores mais pobres da população que, temendo perder os programas assistenciais, anunciam que votarão em Dilma, mas, na verdade escolherão Marina na cabine.
Haveria também o voto dos evangélicos, que estão sendo orientados em diversos pontos do país a não votar em Dilma por que o PT seria favorável ao aborto.
Já o voto útil viria do eleitorado mais esclarecido que chegaria à conclusão de que Marina tem mais condições políticas de derrotar Dilma num segundo turno do que Serra. A conjunção desses fatores levaria a candidata do Partido Verde a um segundo turno.
No lado do PSDB, a torcida é que Marina cresça mesmo, mas não acreditam que ela tenha fôlego para ultrapassar Serra na reta final.
O problema para Serra é que se ele chegar ao segundo turno à custa da subida de Marina, terá que tentar manter o eleitorado da candidata do Partido Verde
E-mail para esta coluna: merval@oglobo.com.br
Ficha Limpa racha STF
Ficha Limpa racha STF
Após empate em 5 a 5, ministros não conseguem resolver impasse e suspendem votação
Carolina Brígido, Isabel Braga e André de Souza – O Globo BRASÍLIA
Terminou em impasse, na madrugada de hoje, a sessão em que o Supremo Tribunal Federal (STF) deveria decidir sobre a possibilidade de a Justiça Eleitoral aplicar a Lei da Ficha Limpa ainda nas eleições de 2010. Cinco ministros, favoráveis à aplicação da lei, votaram contra as intenções do exgovernador e ex-senador Joaquim Roriz (PSC) de ser candidato ao governo do Distrito Federal. Mas cinco alinharam-se no time oposto. Diante do empate, durante mais de uma hora os ministros tentaram resolver como seria proclamado o resultado.
Em vão. Com a falta de consenso, o presidente do STF, Cezar Peluso, suspendeu a sessão. Não há previsão de quando a Corte voltará a se reunir para debater o assunto.
Diante do impasse, Roriz e os outros candidatos enquadrados na lei poderão disputar a eleição e até ser diplomados, mas perderão o mandato se o STF decidir que a lei é válida este ano. Para tentar resolver o problema, alguns ministros sugeriram aplicar dispositivos do regimento interno do STF — como dar peso duplo do presidente do tribunal ou esperar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nomear um ministro para a 11ª vaga aberta no tribunal desde agosto, quando Eros Grau se aposentou.
Não houve maioria de adeptos para nenhuma das propostas.
O próprio presidente Cezar Peluso rejeitou a solução do voto duplo: — Eu não tenho nenhuma vocação para déspota nem acho que meu voto vale mais do que o de qualquer outro ministro. Se não, cinco não teriam discordado.
O ministro Ricardo Lewandowski, que preside o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), fez um apelo para que a decisão fosse proclamada, diante da proximidade das eleições.
Mas não houve acordo.
— É muito importante que essa matéria seja decidida o quanto antes.
A eleição se avizinha — disse.
Coube ao ministro Marco Aurélio o comentário irônico: — Devemos convocar para votar o responsável por essa cadeira vaga — disse o ministro numa referência ao presidente Lula.
Um assessor de Roriz disse que o candidato ficou surpreso com o resultado da votação, e afirmou que o ex-governador continua candidato por confiar numa vitória.
Em debate, o artigo 16 da Constituição
Consideraram a Lei da Ficha Limpa válida já nas eleições deste ano o relator do processo, Carlos Ayres Britto, e os ministros Cármen Lúcia, Joaquim Barbosa, Ricardo Lewandowski e Ellen Gracie. Atenderam ao pedido de Roriz contra a validade da lei os ministros José Antonio Dias Toffoli, Gilmar Mendes, Marco Aurélio Mello, Celso de Mello e Peluso.
A maioria dos ministros não quis sequer analisar a constitucionalidade da lei, pois o tema não foi questionado pelos advogados de Roriz. A discussão ficou centrada, principalmente, no artigo 16 da Constituição, que proíbe mudanças nas regras eleitorais a menos de um ano da votação.
O voto mais contundente em defesa do dispositivo foi de Gilmar. Ele ponderou que o processo eleitoral começa em outubro do ano anterior à votação, com as filiações partidárias.
Por isso, a nova lei não poderia valer neste ano. O ministro ponderou que não estava defendendo o direito dos “fichas-sujas”, e sim garantir o cumprimento da Constituição.
— Não se está advogando qualquer tese defendendo ato de improbidade ou ficha-suja. Quem está defendendo aplicação da Constituição, especialmente do artigo 16, obviamente não está defendendo ímprobos, está apenas defendendo a Constituição, o Estado de Direito, que é a missão desta Corte — afirmou.
Os ministros que defenderam a tese oposta sustentaram que a lei não alterou o processo eleitoral nem prejudicou a igualdade na disputa entre os candidatos, já que a nova norma tem validade para todos.
— Estamos diante de lei que não provoca macroalterações no processo eleitoral. A lei veio dar concreção a princípios constitucionais, como a improbidade na administração, a moralidade, bem como a legitimidade do próprio processo eleitoral — disse Joaquim Barbosa.
— Penso que a Lei da Ficha Limpa presta inequívoca homenagem aos princípios da moralidade e da improbidade administrativa, que constituem o próprio cerne do regime republicano — disse Lewandowski.
A defesa de Roriz também apresentou outros três argumentos. Um deles diz que não se pode punir alguém por ato cometido antes da edição da lei. O outro é o da presunção de inocência: ninguém pode ser considerado culpado até que recorra a todas as instâncias do Judiciário. E, por fim, os advogados afirmam que a renúncia de 2007 é um “ato jurídico perfeito”, que já foi concluído. Por isso, seus efeitos não poderiam ser mudados tanto tempo depois.
A sessão revelou uma divisão nítida dos ministros em dois grupos distintos, com direito a conflito verbal para marcar os territórios. Ao contrário do primeiro dia, quando levantou a polêmica da inconstitucionalidade da lei, Peluso fez intervenções pontuais para acalmar os colegas.
A decadência dos EUA
A decadência dos EUA
Alberto Tamer - O Estado de S. Paulo - 23/09/2010
Os Estados Unidos já são uma potência empobrecida? Não é isso o que importa, no momento. E não será apenas a economia que vai definir. Ela pesa muito, sim, mas há outros fatores importantes como quem dispõe de mais navios de guerra, submarinos, aviões, tanques, armas nucleares, homens em seus exércitos dispostos a morrer pela pátria ou pelo império, seja ele qual for, americano, russo ou chinês. Não é apenas a economia que vai dizer quem irá conter o Irã, quando ele tiver a sua bomba atômica. Se fosse isso, o problema já estaria resolvido , pois todos os países, com a bizarra exceção do Brasil e da Turquia, condenam a aventura nuclear iraniana.
O papel dos EUA como potência é tema complexo, polêmico, e está muito bem exposto e analisado na entrevista que o professor Michael Mandelbaum deu à colega Patrícia Campos Mello, publicada no domingo, no Estado. Patrícia soube enfocar os temas geopolíticos mais importantes no momento. Leitura indispensável, assim como o livro de Mandelbaum, The Frugal Superpower.
O que importa agora é avaliar as repercussões imediatas da anunciada "decadência" americana sobre a economia mundial. Convém lembrar que o desafio para evitar a recessão e voltar a crescer não é só dos EUA mas de todos os países desenvolvidos, na Europa, Japão. Juntos, eles representam 56% da economia mundial. Só os Estados Unidos, quase 25%, um peso igual à soma dos 27 países da União Europeia.
É preciso analisar esse cenário sem as distorções de ideologias ultrapassadas.
EUA são muito. Queiram ou não os ideólogos, essa é a realidade incontornável no momento. Há alguns fatos marcantes na economia americana que, mesmo "empobrecida", tem um enorme potencial para voltar a crescer e continuará sendo ainda por muitos anos a peça fundamental na recuperação mundial. Ela representa, sozinha, quase 25% do PIB mundial medido pelo Fundo Monetário Internacional. Outra constatação é que o PIB dos Estados Unidos desacelerou nos últimos meses, mas continua crescendo.
A economia americana poderá crescer mais no próximo ano se o governo confirmar novos pacotes de estímulo que Obama e sua equipe anunciaram nas últimas semanas. Mais de US$ 200 bilhões, por enquanto. Há a oposição do Congresso, mas isso pode ser contornado depois das eleições parlamentares de 2 de novembro.
Pode crescer mais? A resposta é sim, porque os EUA têm a seu favor o potencial de um mercado interno retraído que representa cerca de 70% do PIB, a ser revigorado; um mercado externo ainda por explorar e conta com o apoio de um banco central de um banco central menos ortodoxo, não contracionista e a possibilidade de criar recursos emitindo dólares.
Esse é fator inestimável e único. Podem criar dinheiro rapidamente para investir e estimular a demanda interna. Derrubar sua cotação para que possam exportar mais. É o que fizeram nos últimos meses. Quase US$ 2 trilhões.
Mas a agressividade não para aí. Há hoje 20 missões comerciais americanas com 250 empresários visitando 25 países. A meta é exportar mais, muito mais, para gerar empregos, que são 15% mais bem remunerados no mercado de trabalho interno.
Nada bom para nós. É um caminho que está dando certo para eles, mas não para o Brasil e outros países que vão enfrentar uma competição nova à qual não estavam acostumados. A China pode se defender, nós não. Mas isso parece não ter importância aqui. O ministro Celso Amorim já declarou que está feliz porque agora, sim, dependemos menos dos Estados Unidos. Ou trocamos pela Argentina prestes a substituir os americanos como nosso segundo parceiro comercial. E afirmou isso sem ficar vermelho...
Mas esse é um tema que exige mais espaço e vamos tratar na próxima coluna. Vai assustar.
A sensacional resposta da Profª Maria Luísa Faro
A sensacional resposta da Profª Maria Luísa Faro
21/09/2010 - 13h29min - Félix Maier
Meus amigos, não é preciso nem comentar. Vejam a sensacional resposta dada pela professora. Ela resume tudo. Abraços, Haim Rafael Kohen
A propósito dos 80% que aprovam o Lula, vale ler, apesar de longa, essa troca de e-mails entre duas eleitoras. Uma mãe mandou para a filha um e-mail sobre o passado negro da Dilma. A filha repassou o e-mail para seus amigos que, por sua vez, o repassaram para amigos. Aí uma petista se achou no direito de dar uma lição de moral na mãe. Vale a pena ver as mensagens trocadas.
Da Lígia Rodrigues (a petista) para a mãe, Sra. Maria Luisa Faro:
"Mamãe, que feio!!!! Ensinando a sua filhinha a acreditar nos absurdos que escrevem na internet? Acho melhor incentivá-la a estudar a história do Brasil e deixar que ela mesma tire as suas próprias conclusões, afinal quem estudar a história do Brasil, entenderá que nunca o nosso país esteve tão bem como hoje, tão forte na economia mundial, tão evidente, tão em crescimento e desenvolvimento quanto esteve nesses 8 anos de governo Lula!!!! E agora o que acontece? Acontece que a oposição está desesperada, porque está vendo o quanto o POVO está satisfeito (governo Lula tem 88% de aprovação da população, aprovação que nenhum governo nunca tinha tido antes na história e aí vem me dizer que é porque o povo é ignorante? Não não meus queridos, o povo está satisfeito porque nunca teve tanta oportunidade, nunca teve tanta comida na mesa, nunca teve tanto emprego, isso sim) o quanto o Brasil cresceu e aí a única alternativa que resta é APELAR. Apelar para a ignorância, para a mentira e para a ingenuidade de pessoas inocentes e que acreditam em todos os absurdos que circulam por aí. Então fica a minha dica: pesquisem!!!! Vejam o que realmente é verdade!!!
Ligia Rodrigues"
Ao que a mãe (Maria Luisa Faro) respondeu:
Da educação da minha filha cuido eu e decididamente não preciso da sua ajuda, embora agradeça seu interesse. Se você imagina que eu seja alguma semi-alfabeta, desconhecedora da história e que me socorra apenas da internet, para compor a minha (in) formação, como lamentável e invariavelmente procede a maciça maioria dos jovens da sua geração, saiba que sou do tempo em que se liam livros e se redigia em bom português.
Tenho 58 anos, sou mestre e doutora em Direito Ambiental pela PUC São Paulo, professora universitária e brasileira que lê. Porque leio, tenho a nítida compreensão do embuste que representam os tais 80% de popularidade disto que você chama de presidente e que eu prefiro chamar de populista barato, parte de uma corja que tomou de assalto este país, no maior estelionato eleitoral já visto na história brasileira. Estelionato, porque esta malta petista se elegeu sob as vestes imaculadas da correção, da ética e da transparência na política. Vendeu produto podre, cara Lígia. E você, consumidora desavisada, está comprando. Todos que fomos formados na hoste da esquerda brasileira, da década de 60 e 70, os que lutaram contra a ditadura (você seguramente não viveu o período sinistro da ditadura), dando a cara para a polícia militar bater, não raro comprometendo vidas profissionais em razão de envolvimentos políticos, em nome da restauração da democracia neste país, sentem-se ludibriados, enganados e feitos de palhaços pelo PT de hoje. Eu, que já fui eleitora de José Dirceu, sou obrigada a assistir cenas explícitas de sua “competente” coordenação na montagem do mensalão, um deslavado programa de compra de apoio de parlamentares, cuja tarefa em contrapartida ao dinheiro (seu e meu) que receberam mensalmente do PT, era invariavelmente votar a favor DE TUDO que se lhes fosse requisitado. Saiba que aí começam os 80% da “popularidade” do seu presidente. E Lula, que sempre dormiu dentro do pijama de José Dirceu, nunca soube de nada. Eleitora de José Genoíno que também já fui, igualmente, sou também obrigada a assistir cenas explícitas de suas atividades como gerente do mensalão, como chefe dessa organização criminosa que se instalou no poder, sob a batuta beneplácito e complacência de Lula, PARA QUEM TUDO SE PASSA, COMO SE NADA SE PASSASSE (até porque ele já resolveu a situação econômica até da quinta geração de seus descendentes, através da fortuna amealhada por seu filho, um ex-vigia de um zoológico no interior São Paulo e hoje trilhardário, - dificilmente em razão de seu trabalho e sua competência).
Dólares na cueca, Waldomiros, a lista é infindável. Mas, o mais monumental e ousado estelionato perpetrado contra a população deste país pela malta petista, está no “golpe de mestre” engendrado para viabilizar a reeleição de Lula: tomar dinheiro público, do erário, portanto, seu e meu, e distribuí-lo aos borbotões para a sofrida população carente do norte e nordeste, literalmente comprando o voto desses coitados (cada bolsa-alguma-coisa rende, por baixo, 6 votos, que é o tamanho de uma família média do norte e nordeste). Então, faça as contas e veja de onde vem a popularidade de seu presidente: maciçamente oriunda da adesão incondicional desses coitados, que não têm a menor idéia e nem sabem do que há embutido no dinheiro que recebem. Se eu fosse eles, tampouco quereria saber. Como não sou, sei: o PT copiou o projeto original de redistribuição de renda, concebido e operacionalizado inicialmente em Brasília, mudou o nome do programa como se cria sua fosse e, em mais um de seus estelionatos, assumiu a paternidade do programa, sem nunca ter tido a decência de dar CRÉDITO AO GOVERNO ANTERIOR QUE O CONCEBEU E IMPLANTOU. Com a abissal diferença, porém. O projeto original era vinculado a contrapartidas, como pré-requisito para a concessão da bolsa. Isto se chama investimento público e não aleluia com dinheiro público, distribuído obedecendo ao único e exclusivo critério de que cada bolsa-alguma-coisa, rende, como rendeu na reeleição de Lula, no mínimo, 6 votos. Então, Lígia, saiba que a popularidade desse presidente que lhe representa (a você, porque a mim não representa) tem o MESMÍSSIMO LASTRO, ORIGEM , NATUREZA, PERFIL E FORMATAÇÃO DO APOIO INCONDICIONAL que Lula recebeu dos parlamentares da Câmara Federal, durante o mensalão. E o dinheiro usado nessa mera transação comercial, aferível através de matemática simples, é seu, viu? Lula passou sua vida fazendo bravatas, como ele próprio admitiu. Como parlamentar, teve atuação pífia. Nunca se ouviu falar de um projeto de lei de sua autoria. Claro, pouco afeito à leitura, como ele próprio afirma, dele não se esperaria nada diferente. Como presidente, sem a menor afinidade com a rotina e a disciplina inerentes ao expediente, gastou seu tempo - à guisa de entabular “negócios” com outros países - literalmente rodando mundo, fazendo propaganda de si próprio, como o "coitado" (!) que deu duro e venceu. Saiba que Europeu e americano amam o “exotismo” dos países periféricos (candomblé, mulher pelada no carnaval, favela etc.). Digo isto porque morei um ano nos E.U. em intercâmbio quando jovem, estudei Direito Internacional Público na Universidade de Edimburgo na Escócia, durante minha época de graduação em Direito e lecionei, por 7 verões consecutivos Direito Ambiental Brasileiro na graduação e no Mestrado da Universidade de Louvain, na Bélgica. Portanto, manjo bem o espírito com que europeus e americanos vêm o Brasil e a figura "exótica" de seu presidente. Pergunte se eles elegem populistas e políticos que mal sabem ler e escrever... Seu presidente, semi-alfabetizado que é (e isto é uma vergonha sim senhora!, para uma criatura que se dispôs a representar os brasileiros. Não obstante, ele carrega sua falta de estudo como um troféu). Nós merecíamos, no mínimo, que ele tivesse se dado ao trabalho de dominar as regras básicas da língua portuguesa, porque teve sim chance, teve sim, tempo e teve sim, condições de estudar, se tivesse aptidão que não tem, para a disciplina inerente a qualquer atividade de aprendizado. Marina, por exemplo, alfabetizou-se aos 16 anos. Teve vida incomensuravelmente mais sofrida do que a de Lula e não envergonhou a ninguém como parlamentar e ministra que foi, e jamais vociferou discursos na base do “menas gente” e “entendo de que....”.
Palanqueiro, demagogo, populista admirador das pataquadas de Chaves, de Ahmadinejad et caterva, seu presidente semi-alfabetizado confunde “prisioneiro político” com “prisioneiro comum”, como o fez, para a imprensa internacional, no episódio de Cuba (você se lembra, do prisioneiro político cubano que morreu em greve de fome exatamente no dia em que Lula chegou a Cuba, episódio sobre o qual seu presidente, no melhor estilo Odorico Paraguaçu, declarou: "se a moda pega, as cadeias brasileiras ficariam vazias!!!!?). Sem comentários. Enquanto o mundo se empenha para banir a ameaça nuclear, seu presidente cruza o planeta com sua troupe, às custas de dinheiro público, para passar a mão na cabeça de um ditador sanguinário (vide dados recentes acerca das eleições e repressão à oposição no Irã) e negociar, sem ter mandato da comunidade internacional para isto, exatamente no papel de "bobo da corte" (foi assim que a comunidade internacional interpretou sua atuação no episódio) em torno do enriquecimento do urânio no Irã. No dia seguinte ao tal “acordo”, que Lula festejou para a imprensa internacional como um feito monumental, o ditador do Irã confirma para essa mesma imprensa, que “vai continuar enriquecendo urânio sim!!!" como se Lula sequer lá tivesse estado. Bem feito! É isto que acontece quando se tem para conselheiro em política internacional “especialista” do calibre de um Marco Aurélio “top top” Garcia (lembra-se da comemoração furtivamente filmada no interior do Palácio do Planalto, assim que o jornal da Globo noticiou que o acidente da TAM se dera em razão de falha humana e não em razão das condições da pista de Congonhas?). Melhor teria sido até que as famílias das vítimas não tivessem testemunhado essa cena no Palácio, por parte de um assessor tão próximo do presidente). Escárnio, em nome de ganho político a qualquer preço. Esta é a política do PT atual, eleito com as vestais imaculadas da correção e da ética que vendeu e você comprou.
Não satisfeito, obtuso por desconhecimento da história, seu presidente se arvora de “vírus da paz”, no conflito do Oriente Médio que é BIBLICO (sabe o que significa isto?). O mundo e a ONU se empenham HÁ DÉCADAS tentando compor este conflito de interesses que já produziu um número incalculável de mortes. Lula achou que ele era o cara!! É ter-se em alta conta demais, para quem seguramente sequer se debruçou sobre um manual de história geral do segundo grau. Diz o ditado: dá-se mala para andante, já pensa que é viajante... Alguém precisa dizer-lhe: “se manca Lula!" Seu presidente tem muitas qualidades, Lígia, mas levar a sério a expressão do Obama "that´s the guy" (que, SEM A MENOR DÚVIDA, foi proferida em razão das graças e piadas que são a forma através da qual Lula se afirma, nesses reuniões políticas, nas quais depende inteiramente de alguém para traduzir o que se passa...), é muita pretensão. Não acho que presidente brasileiro tenha por obrigação falar inglês, não. Mas, convenhamos, é uma vergonha um sujeito que sempre quiz ser presidente, não ter se dado ao trabalho de estudar uma língua estrangeira, em deferência aos brasileiros, para bem representar seu país. Mas não, dá-lhe pinga, piada e futebol. É assim a metáfora que faz, de nós brasileiros no exterior. A mim, me ofende como cidadã e me envergonha como brasileira. Ah, mas ele é super popular no exterior! É a admiração de que não precisamos. Americanos e europeus gostariam, tenha certeza, ainda muito mais, se nosso presidente fosse o Raoni (com todo o respeito e reverência que devemos aos sobreviventes das nossas comunidades indígenas, estes sim, vítimas de uma política indigenista de extermínio perpetrada por nós brancos, ao longo de todos os governos anteriores, inclusive por este, do PT).
Eleito pela primeira vez porque significava a mudança e a ética, fez um primeiro mandato durante o qual NÃO TEVE CULHÕES para implementar nada do que apregoou durante a campanha. Literalmente DEU CONTINUIDADE às iniciativas do governo Fernando Henrique, pelando-se de medo da inflação voltar e não ter a envergadura que teve Fernando Henrique, como estadista que foi, de aniquilar uma inflação que já estava no DNA dos brasileiros, de tão endêmica e embutida na psiquê do brasileiro. Descobriu, depois da posse, que os rumos do governo não poderiam nem deveriam ser diferentes daqueles adotados no governo anterior. Mas achou forma de “faturar” em cima do mérito alheiro Até os índices positivos de safras de grãos recordes, obviamente fruto de políticas agrícolas do período anterior, foram colhidos e computados pela máquina publicitária do governo petista como se fosse fruto do governo que mal iniciara.
Saiba que o que a máquina de propaganda deste governo apelidou de "herança maldita", foram os acertos dos governos anteriores que caíram no colo de Lula, ou alguém tem a ilusão de que implantação de políticas, de infra-estrutura etc., rendem respostas no dia seguinte em que são implantadas. A crise internacional, que se festeja não ter chegado no Brasil, realmente não faz grandes marolas em um país que tem uma monumental parte da sua economia no plano informal, longe dos números oficiais. Este país anda, Lígia, com Lula, sem Lula ou com cover de Lula. Não é ele o artífice de nenhuma proeza política. É, sim, o artífice de uma monumental máquina de propaganda governamental, isto sim, "sem precedentes na história deste país". Aliás, nem acredito que o mérito seja dele, porque ele é apenas a marionete à frente da cortina nesse teatro, por ser palanqueiro e empolgar a massa como Goebels fez no Alemanha nazista e menos votados como Jânio Quadros e Collor fizeram no Brasil. Deu no que deu, se você conhece história. Na era da televisão, usando dinheiro público na manutenção do circo, vende o produto Lula deslavadamente na embalagem que quer (vide esse programa virtual, que é mera versão e não fato, chamada PAC) para uma população infelizmente consumidora de novelas na telinha. A maciça maioria da nossa população não lê jornais. Ou você acha que é mera coincidência que ele não se elegeu nos estados de sul e sudeste, onde os índices de analfabetismo não muito menos drásticos. Lula é produto da desinformação e do analfabetismo de um lado e, de outro, do oportunismo de segmentos que viram no governo Lula a chance de se candidatar a uma das tetas dentre as inumeráveis (vide o número de ministérios que criou, para manter com o seu dinheiro) para, na base do clientelismo, perpetuar-se nas benesses do poder e usufruir das mamatas que sobejamente conhecemos. A próxima mamata para os petistas é a nova estatal criada para cuidar do pré-sal. Aguarde para ver o número de cabides de emprego para acomodar petistas que serão criados. Ah, sempre foi assim? Ah bom, pensei que o PT durante 20 anos pregando o contrário, fosse o partido da ética e de políticos honestos, porque foi isto que venderam a mim e à população brasileira? Era bravata? Ah bom. Então tá.
Em tempo
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Maria Luisa Faro"
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Maria Luisa Faro Magalhães
Advogada, Doutora em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo - PUC São Paulo - 2002, na área de Direitos Difusos e Coletivos, sub-área de concentração em Direito Ambiental; Mestre em Direito das Relações Sociais pela Universidade Estadual de Londrina - UEL, Paraná -1983, onde lecionou por 16 anos as disciplinas Direito Ambiental e Direito Internacional no curso de graduação. Leciona atualmente Direito Ambiental no curso de Mestrado da Universidade Estadual de Londrina e em cursos de Pós-Graduação em instituições diversas.É professora titular das disciplinas Direito Ambiental e Direito Internacional na Faculdade de Direito da FEMA (Fundação Educacional do Município de Assis, São Paulo).Leciounou Direito Ambiental Brasileiro no curso de Mestrado em Direito da Energia da Universidade Católica de Leuven, na Bélgica, é especialista em Direito Ambiental Comparado pela Universidade de Strasbourg, França, professora convidada da Universidade da Flórida, E.U.A., ex-Coordenadora da Comissão de Meio Ambiente do Conselho Federal da OAB, em Brasília, autora de publicações na área, no Brasil e no exterior. (Texto informado pelo autor) http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4750765J3
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