quarta-feira, julho 14, 2010
Déficit comercial do Brasil com os EUA dobra em 2010
Déficit comercial do Brasil com os EUA dobra em 2010
O Brasil registrou em maio um déficit comercial (saldo de importações e exportações) de US$ 1,052 bilhão com os Estados Unidos, ante resultado negativo de US$ 760 milhões em abril, informou nesta terça-feira o Departamento de Comércio americano. De janeiro a maio deste ano, o déficit brasileiro praticamente dobrou para US$ 4,143 bilhões, comparado com um saldo negativo de US$ 2,081 bilhões no mesmo período de 2009 - uma alta de 99%.
No entanto, o superávit dos países da América Latina e do Caribe em seu comércio de bens com os Estados Unidos caiu 2,68% em maio e ficou em US$ 4,759 bilhões. Nos cinco primeiros meses do ano o superávit somou US$ 24,271 bilhões, 53,6% a mais que o conseguido entre janeiro e maio de 2009, em meio a contração econômica dos EUA mais profunda e prolongada desde a Grande Depressão da década de 1930.
Além disso, o superávit latino-americano representou em maio 9,4% do déficit no comércio de bens americano que somou esse mês US$ 50,404 bilhões. O superávit do México em seu comércio de bens com os EUA subiu de US$ 5,325 bilhões em abril para US$ 6,152 bilhões em maio. Nos cinco primeiros meses do ano o superávit mexicano soma US$ 26,913 bilhões, comparado com um de US$ 17,779 bilhões no período similar do ano anterior.
A Argentina, que teve em abril um déficit de US$ 304 milhões, registrou em maio um de US$ 409 milhões. Nos cinco primeiros meses de 2010 o déficit argentino soma US$ 1,354 bilhão comparado com um de US$ 354 milhões em janeiro e maio do ano anterior.
O Chile passou de um déficit de US$ 235 milhões em abril a um de US$ 518 milhões em maio. Nos cinco primeiros meses deste ano o déficit chileno soma US$ 1,090 bilhão comparado com um de US$ 625 milhões nos cinco primeiros meses do ano passado.
A Colômbia, que teve em abril um superávit de US$ 344 milhões, obteve em maio um de US$ 286 milhões. O saldo propício à Colômbia somou nos cinco primeiros meses US$ 941 milhões, quase três vezes maior que o superávit de US$ 336 milhões entre janeiro e maio de 2009.
O superávit da Venezuela subiu de US$ 1,757 bilhão em abril a US$ 2,055 bilhões em maio. Durante os cinco primeiros meses deste ano a Venezuela conseguiu um saldo propício de US$ 9,725 bilhões comparado com um de US$ 5,354 bilhões no mesmo período de 2009.
Prece de contrição
Prece de contrição
Ricardo Gondim
Ricardo Gondim
Deus meu,
Vez por outra percebo o desastre da maldade. Como um presidiário que, de repente, acorda em uma cela solitária, dou-me conta de minha culpa. Alquebrado, desperto para o sutil processo que vinha corroendo as minhas entranhas. No chão tosco que me ralou a testa, aprendi que o mal que me possuiu tem o gosto amargo do desastre
Primeiro, dispersei o foco; depois, foram-se as prioridades; aí, acabou-se o receio; finalmente, perdi a alma. Se existe alguma conspiração para arruinar-me, eu sou o seu protagonista principal. Aceito as acusações desferidas contra mim, não tenho álibis.
Réu confesso e pecador condenado, admito: adormeci envaidecido por méritos que nunca tive. Quantas vezes, certo de que confessava uma doutrina verdadeira, criei o pântano que me afogou de soberba. Ao fugir do diálogo difícil com aqueles que não faziam parte de meu universo conceitual, condenei-me a respirar o ar mortiço dos ambientes legalistas.
Volto o retrovisor para o passado e choro desperdícios. Como um louco que rasga dinheiro, piquei muito tempo em minha vida. Sim, pisei na chance de celebrar momentos preciosos com amigos; os meus olhos foram cegados por um complexo messiânico, que fazia com que eu me achasse onipotente e eterno.
Estou ciente de que sou indigno da graça, mas mesmo assim celebro a gratuidade de teu amor. Extasiado, não consigo explicar uma divindade que ama os indignos. Eu, porém, testemunho o teu olhar brando e, por algum motivo, absorvo um bem querer transcendental. Sinto-me acolhido quando, inquieto, choro as minhas incoerências, os meus atropelos, as minhas insensatas decisões e os meu estúpidos hábitos.
Não peço por um ponto de apoio. Nesta prece, não imagino que tudo se resolverá. Sei que não acontecerá uma mudança repentina em minha história. Reconheço que no dia da minha morte, a árdua tarefa de humanizar-me ficará incompleta. Sofrerei muitos retrocessos. Porém, eu te peço que nesses retrocessos, tu me ouças quando clamar: "Cordeiro de Deus, que tiras o pecado do mundo, tem misericórdia de mim".
Soli Deo Gloria
13-07-10
13-07-10
Agência diz que mundo se recupera de forma lenta da crise econômica
Agência diz que mundo se recupera de forma lenta da crise econômica
Economistas diz que taxas de desemprego levarão anos para voltar a níveis normais
A agência de classificação de risco Standard & Poor's (S&P) considera que o mundo está se recuperando da pior recessão global desde a Segunda Guerra Mundial (1929-1945), mas isso vem acontecendo de forma lenta, afirmou nesta terça-feira (13) o diretor econômico da entidade, David Wyss.
Ele também destacou, ao analisar a origem e o andamento da atual crise, que levará anos para que as taxas de desemprego nos diversos países afetados voltem aos níveis normais. Para Wyss, a inflação não se apresenta como um problema para as economias, mas o crescimento é mais lento em algumas regiões do mundo, como na Europa.
No caso dos países da zona do euro, Wyss estimou que a situação "é positiva, mas não tão positiva", já que o crescimento em 2010 deverá ser fraco - em torno de 1% -, embora a agência acredite que em 2011 pode chegar a 1,9%. Acrescentou que tanto na Europa como no Japão a recuperação será lenta ao contrário dos Estados Unidos, onde o especialista estima que estará em torno dos 3,1% neste ano.
Segundo o economista, quando a recessão começou parecia que as economias emergentes podiam escapar desta situação, mas acabaram por se "somar" à crise, embora tenham saído melhor dela. Ele lembrou como a bolha imobiliária nos EUA fez explodir a crise, embora ressalte que países como a Alemanha, Suíça e Canadá se situaram melhor devido a práticas bancárias mais conservadoras, o que tornou o mercado imobiliário mais estável.
No entanto, o economista disse que a situação na Europa é pior pelo alto endividamento - como é o caso do Reino Unido -, o que "está criando problemas" no continente. Para a agência, a situação econômica na Europa para a metade deste ano e 2011 estará focada nos efeitos que os cortes públicos impostos pelos governos terão.
Baixo risco
O diretor-gerente do FMI (Fundo Monetário Internacional), Dominique Strauss-Kahn, reafirmou hoje que o forte crescimento da Ásia e da América Latina torna improvável uma nova recaída da economia mundial.
- Prevemos que 2011 seja um pouco inferior ao patamar de 2010, mas isso está bem longe de uma nova recessão.
Ontem, ele afirmou que a Ásia precisa estar preparada para enfrentar riscos que possam causar desaceleração da economia global, mas descartou a possibilidade de uma nova recessão.
No último dia 8 o Fundo divulgou a revisão do documento Perspectiva Econômica Mundial, na qual elevou a previsão de crescimento mundial neste ano para 4,6%, contra 4,2% previstos em abril; para 2011, a previsão foi mantida em 4,3%.
O FMI prevê uma recuperação da crise em dois ritmos diferentes: os países ricos devem avançar a uma passo mais modesto, enquanto os mercados emergentes terão um crescimento acelerado. O Fundo avalia ainda que não há sinais de que os problemas financeiros na Europa tenham freado a retomada econômica. Para a zona do euro a previsão de crescimento neste ano foi mantida em 1% - para 2011, no entanto, a previsão foi reduzida para 1,3%, contra 1,2% em abril.
Agência Espacial Europeia
Em 10 de julho de 2010 a espaçonave Rosetta da ESA irá passou próxima do asteróide 21 Lutetia, o maior asteróide já visitado por uma sonda espacial.
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terça-feira, julho 13, 2010
Deputados aprovam probição de véus islâmicos em público na França
Deputados aprovam probição de véus islâmicos em público na França
A proposta afeta usuárias do niqab (esq.) e da burca (dir.)
A Câmara Baixa do Parlamento da França aprovou nesta terça-feira um projeto de lei que proíbe o uso em público de vestimentas que escondam a maior parte do rosto, como alguns tipos de véus usados por mulheres muçulmanas.
O veto ao uso destas vestimentas em público foi aprovado por 335 votos contra um. No entanto, a maior parte da oposição na casa, que tem 577 cadeiras, se absteve da votação.
Para se tornar lei, o projeto agora precisa ser aprovado pelo Senado, em uma votação que está marcada para o mês de setembro.
Pesquisas de opinião indicam que a medida - que conta com o respaldo do governo do presidente francês, Nicolas Sarkozy - tem grande apoio popular no país.
O opositor Partido Socialista, que já havia se mostrado favorável à limitação do uso do véu, argumenta que a medida, como foi aprovada, poderá ser vetada pelo Conselho Constitucional francês.
De acordo Christian Fraser, repórter da BBC em Paris, o projeto de lei francês está sendo acompanhado com atenção por outros países europeus.
Espanha e Bélgica debatem a adoção de legislações semelhantes, que, dada a grande imigração de muçulmanos para a Europa nas últimas décadas, se tornou um tema popular de debates.
Véus
Se aprovada, a nova legislação tornará ilegal o uso em público do niqab (véu que deixa apenas os olhos à mostra) e da burca (vestimenta em que o rosto é totalmente coberto, com uma tela usada para esconder os olhos).
Mulheres que usarem estes véus em público poderão ser multadas em 150 euros (cerca de R$ 330). Já homens que obrigarem mulheres a utilizar as vestimentas podem ser condenados a multas de 30 mil euros (cerca de R$ 66 mil) e a penas de até um ano de prisão.
Tanto o niqab como a burca são considerados por alguns setores franceses como ameaças aos direitos das mulheres e à natureza laica do Estado.
Em maio, o Parlamento francês aprovou uma resolução onde descrevia o uso deste tipo de véu como “um ataque à dignidade e igualdade entre homens e mulheres”, além de ser “contrário aos valores da República”.
Críticos da proibição afirmam que apenas uma pequena parte das muçulmanas francesas utiliza este tipo de véu, embora grande parte da comunidade islâmica se oponha à proibição.
Os críticos dizem também que a legislação é uma tentativa de agradar o eleitorado de extrema direita e desviar a atenção dos problemas econômicos vividos pela França.
Deputados franceses aprovam lei que proíbe o uso do véu islâmico em espaço público
Deputados franceses aprovam lei que proíbe o uso do véu islâmico em espaço público
13/07 às 12h34 O Globo e Agências internacionais
PARIS - Deputados franceses aprovaram nesta terça-feira na Assembléia Nacional o projeto de lei que proíbe o uso de véus islâmicos , como a burca e o niqab, em espaços públicos. A lei recebeu 336 votos a favor e apenas um contra. A maioria dos membros do Partido Socialista, principal legenda da oposição, não participou da votação. A lei seguirá para avaliação do Senado, em setembro, onde também deve ser aprovada. O maior obstáculo virá depois, quando a medida passar por uma avaliação constitucional.
O projeto de lei prevê aplicação de multa de 150 euros para quem andar pela rua com o rosto coberto - salvo em casos excepcionais, como em festas ou por motivo de saúde - e de até 15 mil euros e um ano de prisão para quem forçar outra pessoa a cobrir o rosto "por causa de seu gênero sexual". O principal órgão de representação dos muçulmanos na França afirma que o Islã não exige o uso de véu e que a lei pode estigmatizar todos os islâmicos. Com cerca de 5 milhões de habitantes muçulmanos, a França, que tem população total de 64 milhões de pessoas, é o país europeu com maior número de islâmicos.
Físico nuclear iraniano é livre para deixar país, diz governo americano
Físico nuclear iraniano é livre para deixar país, diz governo americano
Amiri está nos EUA por vontade própria, diz Departamento de Estado.
Governo iraniano afirma que ele foi sequestrado, mas americanos negam.
A TV iraniana mostrou imagens de Shahram Amiri em junho
O físico nuclear iraniano Shahram Amiri se encontra nos Estados Unidos por vontade própria e é livre para patir, declarou nesta terça-feira o porta-voz do departamento de Estado americano.
A declaração foi feita depois do anúncio de que Amiri, sequestrado - segundo Teerã - pelos serviços secretos americano no ano passado, teria se refugiado na representação de seu país localizada na embaixada do Paquistão em Washington.
O cientista confirmou, num telefonema à TV estatal iraniana, que se encontra na representação de seu país e declarou que os Estados Unidos "são o grande perdedor" no caso de seu sequestro.
"Desde o dia em que minhas declarações foram colocadas na internet, os americanos se deram conta de que eram os perdedores neste caso", declarou Amiri, entrevistado pelo site da TV, sem que se veja seu rosto ou ouça sua voz.
Ele também se alegara de estar na representação de seu país e expressa seu desejo de voltar o mais rápido possível para o Irã.
"Depois da publicação de minhas declarações na internet e a desonra dos Estados Unidos, queriam me enviar de novo para o Irã sem fazer barulho, através de um voo para outro país, para poder negar tudo", acrescentou.
Shahram Amiri desapareceu em junho de 2009 na Arábia Saudita, para onde havia viajado para uma peregrinação muçulmana. Teerã afirma que ele foi sequestrado pelos Estados Unidos com a ajuda dos serviços de inteligência sauditas.
No final de março, o canal americano ABC afirmou que Amiri, apresentado como um físico nuclear, havia desertado e estava colaborando com a CIA.
Segundo a imprensa iraniana, Amiri é um "pesquisador de radioisótopos médicos da Universidade Malek Ashtar", subordinada à Guarda da Revolução, o exército ideológico do regime islâmico.
Em 7 de junho, a televisão estatal iraniana difundiu um vídeo no qual um homem que diz se chamar Amiri afirmava ter sido sequestrado pelos serviços secretos americanos e estar detido perto de Tucson (Arizona, sudoeste dos Estados Unidos).
Depois o Irã solicitou, por vias legais, informações sobre ele.
Os Estados Unidos desmentiram ter sequestrado o físico e se negaram a esclarecer se ele se encontrava em seu território.
No final de junho, outro vídeo divulgado pelos meios de comunicação iranianos mostrava o mesmo homem que dizia ter fugido e que se encontrava em Virgínia (leste).
O Irã convocou em 7 de julho o adido de negócios da embaixada suíça, que representa os interesses americanos em Teerã, para protestar contra o sequestro de Amiri pela CIA.
"O adido de negócios suíço (Georg Steiner) foi convocado nesta terça depois da publicação de novos documentos vinculados ao sequestro de Shahram Amiri pelas forças de segurança americanas", assinalou o ministério das Relações Exteriores iraniano sem detalhar os documentos.
A chancelaria iraniana afirma ter entregado à embaixada suíça as provas do sequestro de Amiri pela CIA.
"Esperamos que o governo americano anuncie o mais rápido possível os resultados de sua investigação sobre este cidadão iraniano", afirmou Teerã, acrescentando que os Estados Unidos são responsáveis pela sorte de Amiri.
Na noite de segunda-feira, Amiri pediu refúgio no escritório de representação iraniano que funciona na Embaixada do Paquistão em Washington.
O governo iraniano diz que o cientista foi sequestrado por agentes da CIA (a agência de inteligência americana) no ano passado, em peregrinação à cidade sagrada de Meca, na Arábia Saudita.
Os Estados Unidos negam essas acusações.
"Amiri está nos Estados Unidos por sua própria vontade e ele é livre para partir", disse Clinton.
"Na verdade, ele tinha uma viagem marcada para o Irã ontem (segunda-feira), mas não conseguiu terminar os preparativos necessários para chegar ao país passando por outros países", afirmou a secretária.
Não há voos diretos entre os Estados Unidos e o Irã. Os dois países não mantêm relações diplomáticas.
Armadura líquida é testada com sucesso, dizem cientistas
Armadura líquida é testada com sucesso, dizem cientistas
Produto pode ser misturado a fibra para tornar coletes à prova de balas mais leves e flexíveis
Uma armadura líquida conseguiu deter balas em testes realizados pelos cientistas da empresa BAE Systems, na cidade inglesa de Bristol.
O novo material mistura um líquido com a fibra sintética Kevlar, da empresa DuPont, que já é usada em vestimentas à prova de bala.
Os pesquisadores estão mantendo os componentes do líquido em sigilo, mas disseram que o material absorve a força do tiro e responde a ele se tornando mais grosso e mais grudento.
Líquidos desse tipo não são novidade na pesquisa militar e o Exército americano já realizou testes com materiais similares.
Mas, segundo a BAE, os recentes testes trazem as primeiras provas de que a armadura líquida poderá proteger soldados de balas ou projéteis.
Os cientistas testaram 31 camadas de Kevlar e também 10 camadas de Kevlar combinado com o líquido.
Segundo eles, o líquido fez com que a fibra funcionasse mais rapidamente e que o impacto da bala não fosse tão profundo.
O material poderá ser usado para fabricar coletes à prova de balas mais leves, flexíveis e eficientes para soldados. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.
Cientistas japoneses esclarecem sobre o conteúdo do interior da Lua
Cientistas japoneses esclarecem sobre o conteúdo do interior da Lua
Eternos Aprendizes
Os pesquisadores têm uma boa idéia dos minerais que formam a superfície da Lua, graças as milhares de rochas lunares trazidas pelos astronautas das missões Apollo e vastas quantidades de informação coletadas através de sensoriamento remoto. Mas o que fica abaixo da crosta lunar? Os cientistas japoneses acreditam ter uma resposta parcial: dados compilados pela sonda orbital lunar japonesa Kaguya sugere que o material do interior lunar, um mineral relativamente pesado chamado olivina, poderia ser encontrado nos anéis de suas crateras principais.
Em geral os cientistas planetários concordam que a lua se formou a partir de escombros lançados no espaço quando um planeta errante do tamanho de Marte chamado Théia colidiu com a Terra há cerca de 4,5 bilhões de anos. A Lua “recém nascida” estava tão quente que se apresentava coberta por um oceano de magma liquefeito e assim os elementos mais pesados e minerais afundaram e formaram o manto lunar, enquanto que os mais leves flutuaram para a superfície e, em seguida, solidificaram gerando a crosta lunar. Olivina é um dos componentes principais do manto terrestre e os cientistas especulam que também deve compor uma parte importante do manto da Lua. No entanto, as evidências desta suposição eram limitadas até agora.
Diagrama da estrutura da olivina na escala atômica, vista ao longo do eixo a. O oxigênio é representado pela cor vermelha, o sílicio pelo rosa, e o ferro/magnésio pelo azul. O retângulo indica a projeção de uma célula unitária.
Asteróides e cometa escavaram a Lua
Agora, o cientista planetário no Instituto Nacional do Japão para Estudos Ambientais (Tsukuba), e sua equipe relataram na revista Nature Geoscience on-line que a explicação mais provável para este padrão é que os asteróides e cometas que impactaram a Lua atravessaram a crosta e lançaram material do manto superior ou da crosta inferior ejetando-o nos anéis das grandes crateras lunares primordiais.
“A descoberta é emocionante, porque pela primeira vez, parece haver evidências de rochas expostas na superfície da lua que não tenham origem da crosta lunar superior,” disse Carsten Munk, geoquímico da Universidade de Colônia, na Alemanha. Os resultados “são muito importantes para a compreensão de como a crosta e o manto inicial [de corpos como a Lua] se formam e evoluem nos primeiros cem milhões de anos”, acrescentou Carle Pieters, cientista planetário da Universidade de Brown.
Amostra de olivina
Novas descobertas implicam em novas questões
Quando há muitas descobertas, uma gama de novas questões é levantada, principalmente sobre a origem da olivina, se esta procede do manto ou da crosta inferior. Yamamoto acredita que o padrão de luz refletida se encaixa muito bem com o que se espera de material proveniente do manto. “Mas não podemos descartar uma origem na crosta”, afirmou. Missões lunares futuras provavelmente irão tentar resolver este problema, recuperando possivelmente alguma olivina lunar. “Os geoquímicos estão muito interessados em dar uma olhada nestas amostras”, disse Munk.
Falta o 'algo mais'
Falta o 'algo mais'
Têm faltado sofisticação e inteligência à nossa política externa. Ela pode ser “de direita” ou “de esquerda”. Só não deve ser incompetente.
Talvez esteja na hora de a diplomacia brasileira tentar reencontrar o eixo perdido. As últimas semanas não foram boas para o Itamaraty. Nem para o presidente da República, no front externo.
Um ponto de derrapagem foi a condução final do tema nuclear iraniano. De lá para cá as coisas parecem meio fora de lugar.
Ao ponto de o G20 reunir-se para debater as estratégias econômico-financeiras globais e o Brasil passar em branco.
Lula sempre defendeu a necessidade imperiosa de ampliar o debate para além do G8, para fora dos estreitos limites do mundo desenvolvido.
Quando a ampliação começa a acontecer, o Brasil parece meio à margem.
Tem sido notável o investimento político brasileiro nos Brics, o grupo das nações emergentes mais importantes, como polo alternativo aos Estados Unidos e à Europa.
Mas as últimas semanas registram não apenas o nosso isolamento no âmbito dos Brics — como se viu na aprovação das sanções contra o Irã pelo Conselho de Segurança da ONU. Há uma inédita coordenação entre os Estados Unidos, a China e a Rússia.
Passou meio despercebido aqui, encoberto pela reta final da Copa do Mundo e pelo horrendo “Caso Bruno”, mas americanos e russos fizeram uma troca-relâmpago de espiões semana passada que é um sintoma das excelentes relações bilaterais.
E nos últimos dias apareceram conexões de separatistas islâmicos chineses uigures com a Al Qaeda, quando se desbaratou uma conspiração terrorista na Noruega.
Em Cuba, finalmente o Partido Comunista começa a se mover, pressionado pela exigência internacional de mais respeito aos direitos humanos.
De um jeito meio torto, é verdade, pois propõe banir do país os oposicionistas presos, em vez de simplesmente libertá-los. A ditadura brasileira fazia isso nos anos 1960 e 1970.
O Itamaraty correu para dizer que o Brasil tem um papel no avanço obtido, mas nossa capacidade de capitalizar politicamente é zero.
Aqui menos por culpa dos diplomatas e mais por causa do incrivelmente desastroso paralelismo que Lula fez lá atrás entre os presos políticos cubanos e bandidos brasileiros condenados por crimes comuns.
E tem mais: custava aos amigos de Lula em Havana avisarem da nova disposição para o diálogo? Teria evitado a saia justa.
Outro desconforto é acabarmos empurrados para o incômodo papel de aliados de Mahmoud Ahmadinejad.
Tem gente no governo brasileiro achando que uma bomba iraniana ajuda o Brasil, mas a ideia inicial não era essa, era credenciarmo-nos como interlocutores.
Lula em Teerã deu uma de Asamoah Gyan. No último minuto da prorrogação perdeu o pênalti. Achou antes da hora que o sucesso estava consumado. Deu-se mal.
Em vez de entrar na História como o construtor do canal de negociação entre o Irã e as grandes potências, acabou por enquanto confinado a “marcar posição” contra americanos, russos, chineses, franceses e britânicos. Está emparedado.
Nada porém é definitivo. O peso do Brasil no jogo das relações políticas planetárias deve-se menos a aspectos subjetivos da ação dos governantes e mais ao nosso tamanho econômico, populacional, territorial. Só que talvez esteja faltando o “algo mais” para gerir esse capital.
O Itamaraty tem sua culpa. Por aceitar a relativização e o enfraquecimento do profissionalismo. Uma chancelaria subserviente é ruim para o país.
Falta também à diplomacia adaptar-se adequadamente às novas realidades. O sinal de alerta veio em Honduras, quando não tivemos inteligência (informação) sobre a real força política de Manuel Zelaya.
Em Teerã, ninguém disse a Lula que talvez o acordo obtido por ele não fosse suficiente para brecar o expresso das sanções. E que era preciso trabalhar um pouco mais antes de ir para o palco.
Foi evidente ali que o Itamaraty e o Palácio do Planalto não tinham a mínima ideia do estágio das negociações entre as potências no Conselho de Segurança.
Ninguém avisou Lula que era uma má estratégia colocar todas as fichas na possibilidade de Barack Obama destravar as negociações da Rodada Doha?
Tem faltado sofisticação e inteligência à nossa política externa. Ela pode ser “de direita” ou “de esquerda”. Só não deve ser incompetente.
É um bom tema para quem vier a ocupar a cadeira presidencial em janeiro.
Moqueca
Volto à coluna depois de mais de um mês, e a eleição presidencial continua indefinida.
Já se disse em algum lugar que as coisas estão melhores para o PT do que estavam meses atrás e melhores para o PSDB do que pareciam semanas atrás.
Talvez os ansiosos devam dirigir-se a Oberhausen e perguntar ao polvo Paul.
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