terça-feira, agosto 24, 2010

Marina critica o 'uso eleitoral' de UPPs cariocas

Marina critica o 'uso eleitoral' de UPPs cariocas
Candidata elogia o projeto, mas diz que ele está no começo
Márcia Abos - Enviada especial - GUARIBA e ARARAQUARA (SP) – O Globo

Em campanha ontem em Guariba e Araraquara, interior de São Paulo, a candidata do PV à Presidência, Marina Silva, criticou o uso eleitoral das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs). Apesar de considerá-las uma experiência positiva em segurança pública, ela disse que falta escala ao projeto e que, por estar só no início, ele não deveria ser apresentado como se já tivesse solucionado o problema da violência urbana e do crime organizado.
Marina abordou o assunto ao comentar de novo o confronto em São Conrado, no Rio, sábado. Para ela, o crime “é denúncia grave de que estamos perdendo o controle na segurança pública”: — As UPPs são uma boa ideia. Mas ainda não têm escala.
Estão apenas no começo. Estão usando-as (em campanha) como se o problema estivesse resolvido — disse, pedindo reforma da segurança pública.
No discurso no Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Guariba, Marina queixou-se da propaganda do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que mostra ao eleitor as funções de cada cargo eletivo, pois o filme só usa bonecos do sexo masculino: — A cultura de que só homem poderia ser eleito está presente.
Temos duas mulheres na disputa (à Presidência). O certo seria colocar na propaganda duas bonequinhas, uma magra de coque e a outra mais fortinha — disse, avaliando que o conteúdo da campanha é positivo, mas a mensagem subliminar, empossando apenas homens, não.
“Pesquisas não refletem a acolhida dos eleitores” Questionada se aceitaria voltar a ser ministra num eventual governo de um de seus concorrentes, Marina deu a entender que preferiria atuar em organizações da sociedade civil: — A gente pode contribuir para o país independentemente de estar no governo. Faço isso desde meus 17 anos, quando conheci Chico Mendes e me engajei na luta pela defesa da Amazônia, dos índios, seringueiros e ribeirinhos.
Já dei minha contribuição no Ministério do Meio Ambiente.
Lamentavelmente, o governo e o partido aos quais eu pertencia não me deram o apoio necessário para que continuasse naquilo que era mais importante: mudar o modelo de desenvolvimento.
Como candidata, posso propor essa mudança.
Para Marina, as pesquisas não refletem a acolhida dos eleitores nas ruas. No sábado, pesquisa Datafolha mostrou a candidata verde na terceira posição, com 9% das intenções de voto, atrás de José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT): — O acolhimento que temos da população é emocionante e animador. O momento da virada será quando aparecer nas pesquisas o que sentimos na rua.

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