segunda-feira, dezembro 27, 2010

Têxtil arrecada mais, mesmo com ICMS menor

Têxtil arrecada mais, mesmo com ICMS menor
Maria Cristina Frias - Folha de S.Paulo - 27/12/2010
O setor têxtil e do vestuário deve fechar o ano com incremento de 10,6% na arrecadação do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) no Estado de São Paulo, segundo informa o Sindivestuário.
No ano passado, foram arrecadados R$ 954,9 milhões. Neste, a previsão é chegar a R$ 1,056 bilhão.
O resultado foi obtido mesmo com a redução da base de cálculo do ICMS do setor, que passou de 12% para 7%. O acordo que garantiu a redução vale até março de 2011.
"É uma vitória para o Estado e para o setor, porque pudemos comprovar o que havíamos previsto em estudo entregue ao governo no início do ano", diz Ronald Masijah, presidente do Sindivestuário (reúne segmentos de roupas masculina, feminina e infantojuvenil no Estado).
No governo Alckmin, quando a alíquota do imposto foi diminuída de 18% para 12%, a arrecadação do setor também teve incremento entre 10% e 11%, de acordo com o empresário.
Para o secretário-adjunto da Fazenda paulista, George Tormin, o incremento da arrecadação está relacionado ao aumento de consumo, além do efeito da redução da base de cálculo do ICMS.
"A redução ocorreu só para a indústria. No varejo, formado por magazines, o ICMS foi mantido [em 12%]. Atendemos a um pedido do setor, que reclamava que o tecido produzido fora do país era importado com preços mais baixos. A indústria perdia capacidade de concorrência."
A expectativa dos empresários, segundo Masijah, é que o acordo seja renovado no governo Alckmin.
LIDERANÇA FRANCESA
A francesa Lancôme tornou-se a marca líder no segmento de luxo no Brasil, segundo a Segmenta, que monitora o setor no país.
O lançamento da linha antiidade Génifique impulsionou o crescimento em 2010, para 28,2%, muito superior aos 18,5% do mercado local, que havia caído 10% em 2009. Em perfume, a alta foi de 40% neste ano.
Em 2011, a grife trará ao Brasil um quarto produto da linha, o creme Tant Miracle (R$ 350), a fragrância Ô d'Azur (R$ 109), além de edições limitadas em frascos menores para atrair novas clientes.
"Fizemos uma combinação feliz: produtos inovadores e uma fragrância mais comercial, Hipnôse (R$ 99), a mais vendida no setor no último trimestre, abriram a porta para outras pessoas do mercado de luxo nesse segmento", diz Cinthia Marino, diretora da marca no Brasil.
Em seu terceiro ano de vida, o site de e-commerce da grife foi o segundo maior ponto de vendas no Brasil e o quarto, no mundo.
Regulação do mercado é a maior preocupação para 2011
A regulação da economia mundial ainda é a principal preocupação dos executivos para 2011. A informação é do quinto relatório anual da Ernst & Young, denominado Global Business Risk Report.
No ano passado, a regulação já era o maior medo no mercado internacional.
O corte de gastos aparece na segunda colocação. Antes do início de 2010, era apenas o sexto fator mais citado.
A pressão sobre o preço dos produtos foi o motivo que mais subiu no ranking: de 15º para 5º.
O acesso ao crédito caiu cinco posições, o que mostra que os investidores estão mais otimistas sobre as condições de empréstimos.
O relatório da consultoria foi elaborado com base na opinião de executivos e analistas do mercado.
INGLÊS FLEXÍVEL
A rede de ensino de inglês Minds já se prepara para colocar em prática seu plano de expansão para 2011.
Serão criadas 15 escolas, seis delas já estão com contratos fechados. São quatro em São Paulo, uma no Rio de Janeiro e outra em Goiás. Hoje há 31 franquias.
A companhia permite que os alunos alterem sua grade horária a cada semana. Eles devem marcar as aulas com até 48 horas de antecedência, pela internet.
"O principal problema das pessoas hoje é a falta de tempo", afirma a proprietária da rede, Leiza Oliveira.
As classes na Minds são de até seis alunos, mas, dependendo do horário, há aulas individuais. O foco é a faixa etária entre 25 e 37 anos.
"São pessoas que não querem aprender inglês só para viajar, mas também para ter um futuro profissional melhor", diz Oliveira.

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