quinta-feira, junho 17, 2010
Órgão regulador dos EUA diz que "viagra feminino" não funciona
Órgão regulador dos EUA diz que "viagra feminino" não funciona
DA REDAÇÃO - Estudos do Food and Drug Administration (órgão que regula remédios e alimentos nos Estados Unidos) indicou que uma pílula rosa destinada a aumentar o desejo sexual em mulheres - chamada de "Viagra feminino" - não funciona. De acordo com o órgão, o flibanserin, remédio destinado a mulheres antes da menopausa que reportam queda no desejo sexual, se mostrou ilusório. As informações são da AP.
Segundo a agência, o FDA ainda vai ouvir, na próxima sexta-feira, um grupo de especialistas para decidir sobre a efetividade e segurança do medicamento. A reportagem diz ainda que o órgão regulador não precisa seguir o conselho, mas o faz com frequência.
De acordo com o FDA, foram feitos dois estudos com o remédio do laboratório Boehringer, e os dois indicaram que ele falhou em mostrar um aumento no desejo sexual feminino. Mulheres até afirmaram que tiveram experiências sexuais mais prazerosas, mas essa não era a finalidade do produto.
O órgão ainda diz que foram constatados efeitos colaterais como depressão, desmaios e vertigens. A droga atua na serotonina e outras substâncias do sexo, mas, não fica claro como isso afeta o desejo sexual.
COMENTÁRIO: Com exceção dos casos patológicos, o melhor "viagra" feminino, que sempre dá resultado, chama-se amor/habilidade.
Discurso de Lula contra a mídia o alinha aos bolsões radicais do PT
Discurso de Lula contra a mídia o alinha aos bolsões radicais do PT
por João Bosco Rabello – Estadão - 16 junho 2010 17:14:35
O presidente Lula segue na sua permanente estratégia de atribuir à imprensa parcialidade na cobertura da campanha presidencial.
É uma linha política que procura defender um jornalismo acrítico como referência de uma imprensa ideal – aquela descritiva, que não contextualiza o fato.
Ideal para todos os governos e desonesta com o leitor/eleitor. Uma imprensa que não falasse de mensalão e que em nome de um tratamento isonômico desconhecesse os pesos diferentes dos candidatos.
E dentre os candidatos de peso, desconhecesse o peso adicional do apoio presidencial a uma candidata e que fizesse vista grossa às transgressões conscientes da legislação eleitoral.
Que adotasse o seu discurso, que inverte as responsabilidades num caso como o dossiê contra José Serra, abatido ainda no nascedouro.
Segundo Lula, o PSDB abaixa o nível da campanha ao denunciar o dossiê, quando “jogo sujo” é produzir um dossiê.
Mas tudo isso é pontual: o que o Presidente faz ao semear esse discurso é fortalecer a idéia de que apóia as iniciativas censórias que emergem das facções radicais do PT, que ele diz controlar.
Leva a crer que o controle da mídia não é apenas delírio de aloprados incrustados na máquina petista, como disse certa vez, mas um sentimento comum a partido e a governo.
Com potencial de numa eventual vitória de sua candidata, tornar-se pauta oficial numa linha chavista de cerco à liberdade de informação.
Capitalismo sujo
Capitalismo sujo
Deu no JBlog do Kiko – 17/05/2010
A explosão e conseguinte afundamento no mar da plataforma administrada pela BP, em abril, provoca vazamento diário de 60 mil barris de óleo bruto no Golfo do México, segundo especialistas.
A lambança já é considerada a catástrofe ecológica mais grave da história dos EUA. Um açoite violento à natureza e, consequentemente, a mim e a você. Como ocorre no quintal de Obama, parece que lançaram ali apenas uma xícara de café. Eu não acho! Daí, fiz essa triste artelambança.
Vinho novo, odres novos
PALAVRA PASTORAL
Vinho novo, odres novos
Pr. Ed René Kivitz
Não sem motivo, a crítica às igrejas chamadas tradicionais cresce a cada dia. Por igrejas tradicionais me refiro àquelas vítimas do tradicionalismo (aqui sempre fizemos as coisas desse jeito!), legalismo (aqui as boas doutrinas e o bom comportamento valem mais do que as boas pessoas, até porque, exceto nós, não existem boas pessoas!) e do formalismo (silêncio, você está na casa do Senhor!). A resposta que se dá a esse cenário é múltipla. Há os que abandonam a vida comunitária e passam a caminhar sozinhos, de roda em roda e de bar em bar, chamando de igreja qualquer reunião de chopp entre dois ou três cristãos, ou tentando cultivar a piedade na virtualidade por meio de mp3, podcasts, cultos online e afins. Há também os que escolhem formar grupos informais, que se reúnem regularmente, por exemplo, no cyber-espaço, nas lanchonetes, pátios de universidades, auditórios alugados para fins de semana e, principalmente, nas casas dos cristãos, que funcionam como mini-auditórios para encontros informais ao redor da mesa.
A maioria dessas pessoas, ou teve uma experiência negativa com as igrejas chamadas tradicionais ou dela foram banidas contra a sua vontade e, por esta razão, buscaram novos jeitos de ser igreja. Poucas fizeram uma opção deliberada de rompimento justificado pela busca de uma espiritualidade mais autêntica e mais profunda. O fato é que, independentemente das razões pelas quais se reúnem fora dos horizontes institucionais tradicionais, há algo que precisa ser sublinhado: a maioria dessas pessoas é vítima de uma mentalidade religiosa nociva e obsoleta. Do lado de fora das igrejas tradicionais existe um contingente imenso de pessoas que, com a mesma intensidade com que busca a Deus, rejeita a incoerência, a hipocrisia e os desmandos das estruturas de poder eclesiástico.
Por outro lado, há também uma característica comum a esses grupos informais: a maioria acredita que o fato de estarem fora das igrejas chamadas tradicionais implica a natural participação e experiência do que Jesus chamou de odres novos. Não devemos confundir odres novos com novas formas de igreja. O odre novo capaz de conter o vinho novo do evangelho é a nova mentalidade, gerada pela experiência da graça de Deus, e não uma nova instituição ou nova forma de organização de pessoas. Qualquer forma e sistema que se pretenda oferecer para conter o vinho novo do Evangelho da graça será um odre velho, pois o vinho novo está derramado sobre todos os que foram feitos livres pelo sopro do Espírito de Deus, que sopra onde quer. O vinho novo, portanto, está presente em, e por meio de, todos os que nasceram da água e do Espírito, e se manifesta em todo lugar, todo tempo, por meio de tudo o que fazem, qualquer que seja a instituição, estrutura eclesiástica ou forma organizacional em que estejam.
Por outro lado, há também uma característica comum a esses grupos informais: a maioria acredita que o fato de estarem fora das igrejas chamadas tradicionais implica a natural participação e experiência do que Jesus chamou de odres novos. Não devemos confundir odres novos com novas formas de igreja. O odre novo capaz de conter o vinho novo do evangelho é a nova mentalidade, gerada pela experiência da graça de Deus, e não uma nova instituição ou nova forma de organização de pessoas. Qualquer forma e sistema que se pretenda oferecer para conter o vinho novo do Evangelho da graça será um odre velho, pois o vinho novo está derramado sobre todos os que foram feitos livres pelo sopro do Espírito de Deus, que sopra onde quer. O vinho novo, portanto, está presente em, e por meio de, todos os que nasceram da água e do Espírito, e se manifesta em todo lugar, todo tempo, por meio de tudo o que fazem, qualquer que seja a instituição, estrutura eclesiástica ou forma organizacional em que estejam.
Ouço muita gente dizer que os odres novos são equivalentes a estruturas organizacionais mais leves, ágeis, flexíveis, não engessadas e assim por diante. Mas a questão é que qualquer estrutura é odre velho, pois o Evangelho não visa a gerar novas instituições, mas pessoas novas. O odre novo, meu irmão, minha irmã, é você, sua cabeça e seu coração. O que passa disso é ilusão e destruição, pois, de fato, ninguém põe vinho novo em odre velho; se o fizer, o odre rebentará, o vinho se derramará e odre se estragará. Ao contrário, põe-se vinho novo em odre novo; e ambos se conservam.
A mulher moderna diante da infertilidade
A mulher moderna diante da infertilidade
Comunique-se – SP - 16/06/2010
Comunique-se – SP - 16/06/2010
Até pouco tempo atrás, ter filhos e exercer o papel de mãe era a principal atividade e fonte de valorização de muitas mulheres, quase que “uma profissão”. Porém, com o advento da Revolução Industrial elas passaram também a serem exigidas no mercado de trabalho e se deram conta de que outros papéis e lugares poderiam ocupar. Assim, ampliaram, significativamente, o universo feminino com novas possibilidades de existirem e se sentirem produtivas.Atualmente, a mulher moderna busca independência financeira, estuda e trabalha no que gosta, cuida do corpo para se sentir atraente, vive sua sexualidade de modo a buscar prazer, discute temas complexos com inteligência, dentre muitas outras coisas. Com tantos avanços na esfera feminina, a ilusão criada é a de que se pode tudo, “desde que se batalhe para isso”.
No entanto, quando escolhem o momento certo de engravidar e não conseguem, toda a certeza de “poder tudo” cai por água abaixo. É muito difícil lidar com a falta de controle e com o sentimento de impotência que essa experiência promove.
Muitas mulheres passam a se perceber como imperfeitas, incapazes e “defeituosas”, como se a única fonte de valorização estivesse agora no fato de poder ser mãe, desconsiderando, assim, todas as conquistas alcançadas até o momento. Há um estreitamento da percepção do todo, em função da frustração e da ferida narcísica que se abre com a infertilidade.
Pensar em tratamentos de reprodução assistida para contornar essa dificuldade também não é nada fácil, uma vez que o desejo é de ter filhos como todas as outras pessoas têm. Buscar tratamentos também implica em assumir para si o fato de que realmente há um problema nessa área e de que o filho talvez não venha da forma antes idealizada.
Segredos bem guardados Grande parte das mulheres que opta por realizar tratamentos para engravidar o faz de maneira escondida, velada, quase “como se fosse uma vergonha” ter filhos através destes meios. É fato que um tratamento de reprodução humana é algo íntimo e que não necessita de divulgação, mas o que percebemos, antes de tudo, é um certo pudor em assumir para o outro e para si essa nova maneira de conceber um filho.
Contar para a criança que ela foi gerada através de uma técnica de reprodução assistida é outro problema. Muitos pais não vêem a necessidade deste fato ser revelado ao filho, como se isso não fizesse parte da história daquela criança. Há um certo receio em revelar esse fato ao filho e este se sentir diferente dos outros, “anormal”...
Na verdade, esses receios são frutos das vivências mal resolvidas dos pais com relação à infertilidade e que acabam sendo projetadas no filho. Acreditamos que numa história de luta e de desejo intenso para que o filho seja possível, complemente a relação, integre a família, ele é motivo de orgulho e ensinamento para a próxima geração batalhar por seus sonhos e superar dificuldades, independentemente da maneira como foi gerado.
Dra. Luciana Leis é psicóloga. É especializada no tratamento de casais com problemas de fertilidade.
Fale com ela: luciana_leis@hotmail.com
A dor silenciosa dos idosos
A dor silenciosa dos idosos
Andrielle Mendes // andriellemendes.rn@dabr.com.br - Diário de Natal - 16/06/2010
Andrielle Mendes // andriellemendes.rn@dabr.com.br - Diário de Natal - 16/06/2010
Número de denúncias é bem menor que volume real de violência e abusos contra a terceira idade. Vergonha inibe queixas
No Dia Mundial de Combate a Violência contra o Idoso, um alerta: a subnotificação de casos impede que um retrato da violência praticada contra idosos seja traçado no Rio Grande do Norte. Embora a delegacia Especializada de Proteção do Idoso (Depi) e a Promotoria do Idoso em Natal não tenham o número exato de denúncias registradas em 2010, o delegado Marcus Venícius e a promotora do idoso Iadya Gama afirmam que o número de registros não representa a realidade. De janeiro a abril de 2010, a Depi registrou 42 queixas de violência contra idosos. Por mês, a Promotoria chega a registrar até 20 queixas, o que dá 240 queixas por ano.
Há dificuldade para pegar ônibus, porque motoristas "queimam" paradas. Onde deveria existir um grito de basta, há silêncio. O idoso sente vergonha, receio. Tem medo de denunciar e sofrer mais agressão; de reclamar e prejudicar um filho, um neto. Com receio de sofrer mais violência, alguns chegam a retirar a queixa antes da polícia instaurar o inquérito ou logo após os agressores serem notificados. "Eles fazem um pacto de silêncio. O idoso consciente só vai denunciar depois de ter sofrido muito. Eles não querem penalizar quem amam. Há uma subnotificação, sim. Uma violência que não está registrada", afirma Iadya.
O perfil dos agressores é uma das causas da subnotificação. Segundo levantamento da Promotoria do Idoso, os principais agressores são filhos e netos - 47%. Isso mostra que quem deveria proteger agride, na avaliação de Iadya Gama. Em seguida, vem a violência praticada nos hospitais, abrigos e transporte - 36% do total. Além da violência doméstica e no transporte, os idosos também sofrem com retenção de cartões magnéticos e desvio da aposentaria por familiares. Quando a polícia recebe a denúncia e tenta intervir, muitos se negam a receber ajuda. Preferem ficar calados.
Para a promotora, a violência psicológica, em alguns casos, é mais nociva que a física. E não são só os xingamentos que produzem danos, mas também a privação de direitos - desde o direito de gastar a aposentadoria ao de escolher o que vestir. "A pior coisa que tem é ser invisível dentro de casa. Não é o filho ou o neto bater, dar uma tapa. É a tapa moral, psicológica que se transforma numa ferida difícil de cicatrizar e que também leva a morte", relata a promotora.
Quadro dramático
De acordo com pesquisa do Ministério da Saúde em 2008, cerca de dois milhões de idosos são vítimas de agressão todo ano no Brasil. O estudo mostrou que agressões eram a segunda causa de internação no SUS.
NÚMEROS
Queixas
l delegacia Especializada de Proteção do Idoso (Depi)
42 (Janeiro - abril/2010)
l Promotoria do Idoso (média)
20 por mês
240 por ano
Serviço
delegacia Especializada de Proteção do
Idoso (Depi)
Avenida Rio Branco, Centro (Central do Cidadão)
Horário - 8h às 18h de segunda-feira à sexta-feira
Telefones: 3232-0521
Disque-denúncia: 0800-084-1021 + Mais Transporte é fonte de reclamações
NÚMEROS
Queixas
l delegacia Especializada de Proteção do Idoso (Depi)
42 (Janeiro - abril/2010)
l Promotoria do Idoso (média)
20 por mês
240 por ano
Serviço
delegacia Especializada de Proteção do
Idoso (Depi)
Avenida Rio Branco, Centro (Central do Cidadão)
Horário - 8h às 18h de segunda-feira à sexta-feira
Telefones: 3232-0521
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Nasa: Hubble identifica o que era luz misteriosa em Júpiter
Nasa: Hubble identifica o que era luz misteriosa em Júpiter
Portal Terra - 18:34 - 16/06/2010
DA REDAÇÃO - Observações detalhadas do telescópio espacial Hubble conseguiram uma explicação para o que seria uma misteriosa luz vista em Júpiter no dia 3 de junho. Os cientistas acreditam que ela pode ser resultado de um gigante meteoro que queimou antes de chegar às nuvens mais altas do planeta, o que explicaria não ter nenhum sinal de destroços nas nuvens, como ocorreu em colisões anteriores no planeta. As informações são da Nasa - a agência espacial americana.
Segundo a Nasa, astrônomos de todo o mundo notaram que algo atingiu o planeta e produziu luz suficiente para ser visto da Terra, mas eles não sabiam o quão profundo o objeto penetrou no gigante gasoso e empreenderam, desde então, buscas por alguma pista nas nuvens de Júpiter.
No dia 7 de junho, o Hubble foi direcionado ao planeta e fez diversas observações - inclusive em ultravioleta - para tentar esclarecer o que e como atingiu Júpiter. Os registros não mostraram nenhum sinal de destroços nas nuvens mais altas. Segundo os cientistas, isso indica que o objeto não penetrou e explodiu dentro do gigante gasoso, o que teria deixado marcas visíveis ao ultravioleta. Em 2009, um asteroide muito maior atingiu o planeta e criou uma grande explosão. Segundo a Nasa, como resultado surgiu uma grande quantidade de poeira, que pôde ser vista, ao contrário do fenômeno do dia 3.
Diwali Festival, na Índia - Fotografia de Joe McNally, National Geographic
Duas mulheres em Jaipur segiramr velas para celebrar o Diwali, o Festival das Luzes. Observada ao longo de cinco dias toda a Índia, que assinala, entre outras coisas, o início do ano, novos negócios e da vitória da luz sobre as trevas.
A estrada menos trilhada
A estrada menos trilhada
Ricardo Gondim
Ricardo Gondim
Publicado originalmente em 16/06/2010 em http://ricardogondim.com.br/
Querido José,
Hoje, acordei pensando no caminho estreito, naquele caminho pouco trilhado, sem grandes atrativos. Antes, confesso que nem sempre escolhi essa estrada apertada. Mariposa, voei desesperado em busca de luzes, querendo o brilho da fama. Tantas vezes busquei as passarelas largas. Hoje, ao contemplar meus antigos passos, percebo que andei em círculo, rodopiei, patinei, ofuscado por labaredas fugazes. As lamparinas que desejei eram falsas. Ultimamente, não sei se devido a idade, as decepções ou mesmo a uma revelação sagrada, passei a interessar-me por trilhas menos atraentes.
Fui marcado na juventude pelo poeta norte americano Robert Frost. Mas, antes de sua poesia, preciso contar um pedacinho de sua história. Frost ganhou notoriedade quando ainda era jovem. Ele foi um talentoso poeta. Ganhou quatro prêmios Pulitzer. Com a fama, vieram os apelos para o estrelato. De todas as partes surgiam convites para que escrevesse sob encomenda, que se projetasse. Frost encarava tais convites como o canto da sereia, sedutor, mas mortal para a alma. Ele preferiu continuar como professor universitário, sem as badalações do sucesso.
Li o seu mais famoso poema, “The Road not Taken – A Estrada não percorrida” e nunca mais fui o mesmo. Quero repartir com você, meu irmão, uma tradução livre do poema – que certamente não reflete a sua grandeza (procure lê-lo em inglês).
Duas estradas divergiam numa árvore amarela
E me ressenti não poder ambas percorrer
Sendo um só viajante, por muito me detive
E observei uma até quão longe pude
Só para observar que na relva desaparecia
E me ressenti não poder ambas percorrer
Sendo um só viajante, por muito me detive
E observei uma até quão longe pude
Só para observar que na relva desaparecia
Então segui pela outra, tão boa quanto,
E talvez por ter melhor reclame
Mais ramos possuía e talvez por ansiar uso
embora, quanto a isso, o caminhar, no fim,
as tivesse marcado por igual.
E talvez por ter melhor reclame
Mais ramos possuía e talvez por ansiar uso
embora, quanto a isso, o caminhar, no fim,
as tivesse marcado por igual.
E, naquela manhã, em ambas igualmente jaziam
Folhas que passo algum pisara.
Ó deixei a primeira para outro dia!
E sabendo que um caminho leva a outro caminho
Duvidei se algum dia eu voltaria.
Folhas que passo algum pisara.
Ó deixei a primeira para outro dia!
E sabendo que um caminho leva a outro caminho
Duvidei se algum dia eu voltaria.
Isto eu hei de contar mais tarde, num suspiro
Em algum ponto, eras e eras ainda nesta existência,
Duas estradas bifurcavam numa árvore,
Eu trilhei a menos percorrida,
E isto fez toda a diferença.
Em algum ponto, eras e eras ainda nesta existência,
Duas estradas bifurcavam numa árvore,
Eu trilhei a menos percorrida,
E isto fez toda a diferença.
Quando Robert Frost já havia completado 86 anos, John Kennedy o convidou para que lesse sua poesia na cerimônia de inauguração como presidente dos Estados Unidos, em 20 de janeiro de 1961. Robert Frost escolhera a estrada menos percorrida. E naquele dia viu que havia feito toda a diferença.
Jesus contou uma parábola sobre um semeador. Enquanto ele jogava as sementes, parte delas caiu em terreno duro. Mas nenhuma das que cairam na terra batida, frutificou. Em terra pisada, a vida não germina. No caminho por onde segue a maioria, o chão se enrijece pavimentado pela contenda. Rivalidades empurram as pessoas a desejarem os primeiros lugares e quando todos optam pelo caminho da notoriedade, a disputa amesquinha. Torna-se tão importante ganhar que os Narcisos se odeiam e os Neros desconfiam da própria sombra.
Quem escolhe o caminho menos repetido, abre mão dos aplausos, dos tapinhas nas costas e dos confetes. Na verdade, as pessoas não invejam as conquistas dos grandes heróis, sequer o preço que pagaram, mas cobiçam os aplausos, as ovações e a bajulação dos triunfantes. E tudo isso não passa de vaidade, de um nada de nada.
Plutarco escreveu a hagiografia – biografia ufanista – de Júlio César. Júlio César foi, com certeza, um dos maiores imperadores de todos os tempos. Seu reinado marcou a história de tal maneira que os sucessores ao trono romano adotaram seu nome. Augusto, Marco Aurélio e todos os demais também queriam ser César. Até imperadores da Rússia passaram a se chamar de Tsar – César em russo – e os germânicos, de Keiser - César em alemão.
Acontece que o próprio Júlio César era insatisfeito consigo mesmo. Ele invejava Alexandre, o Grande. Plutarco narra que certa vez flagrou Júlio César banhado de lágrimas enquanto lia a vida do imperador da Macedônia. Plutarco perguntou o motivo das lágrimas: “Choro não por Alexandre, que morreu tão cedo, mas por mim. Com a minha idade Alexandre já havia conquistado o mundo e eu nada fiz”.
Eis o nó: todos queriam ser iguais a Júlio César, mas ele queria ser Alexandre. Todavia, o cenário foi pior: O grande Alexandre não era satisfeito consigo mesmo. Ele queria ser Hércules. Mas Hércules não existia, pois era um personagem mitológico.
Amigo, entendamos: o caminho mais usado não leva a lugar nenhum porque termina no inferno da perfeição. Perfeição que cobra dos humanos um padrão que só os deuses mitológicos alcançam. Fuja dessa armadilha que não só fatiga como destrói com o ácido chamado ansiedade.
Portanto, não se sinta diminuído pelo anonimato. Nunca pense que jogou a vida fora por não ter alcançado as luzes da ribalta. Jamais inveje os que gravaram o nome na calçada da fama. Tudo vira pó. A glória humana se dispersa em nada. Dedique-se a construir relacionamentos significativos. Priorize os encontros despretensiosos. Doe-se sem esperar recompensa humana.
Escolha abrir sua própria picada. Evite bitolas, cabrestos, vendas, algemas. Escreva a sua história sem se preocupar se alguém vai considerá-la digna de ser publicada. Só você conhece o valor de seus momentos. Um dia, com um suspiro, você também verá que duas estradas bifurcaram e valeu ter viajado pela menos preferida.
Abraços,
Ricardo
Soli Deo Gloria
16-06-10
Soli Deo Gloria
16-06-10
O comércio de crack
O comércio de crack
A disseminação vertiginosa da epidemia de crack deixa a sociedade perplexa. Tememos por nossos filhos, pela violência que caminha no rastro da droga, lamentamos o destino dos farrapos humanos que perambulam pela cidade, mas nos sentimos impotentes para lidar com problema social de tamanha complexidade.
Diante desse desafio, a única saída que fomos capazes de encontrar é a de reprimir. Partimos do princípio que, se prendermos todos os traficantes, as drogas ilícitas desaparecerão ou chegarão aos centros urbanos a preços proibitivos.
Alguém já disse que todo problema complexo admite uma solução simples; sempre errada. Pretender acabar com o crack por meio da repressão é ingenuidade. Gastamos fortunas para conseguir o quê? Cadeias lotadas, polícia corrompida, violência urbana, judiciário sobrecarregado, traficantes poderosos, mortes de adolescentes e droga barata. Barata como nunca.
Tratar o uso de crack como simples caso de polícia, é política pública destinada ao fracasso. É enxugar gelo, como disse um delegado.
Os jornalistas Mario Cesar Carvalho e Laura Capriglione publicaram no jornal Folha de São Paulo (caderno Ilustríssima de 23/6/2010) uma das análises mais brilhantes que já li sobre a epidemia de crack no Brasil. Para eles, é impossível compreender como uma droga com tal poder destrutivo se espalhou pelo país, sem analisar os dados econômicos envolvidos em seu comércio. Estão certíssimos.
Citando dados da Polícia Federal enviados à ONU, os autores fazem a seguinte análise: “um grama de cocaína vale R$ 6 no atacado e R$ 25 no varejo, gerando um lucro de 300%. O lucro do crack é menor, de 200% -- o traficante graúdo pega o grama por R$ 4 e o revende por R$ 12. O que faz toda a diferença do crack é o tamanho da clientela em potencial. As classes C, D e E correspondem a 84% da população do país (162 milhões de pessoas) ...”
Segundo os dois jornalistas, as propriedades farmacológicas da cocaína fumada sob a forma de crack, causadoras da sensação imediata de prazer intenso que leva ao uso compulsivo, e a liquidez espantosa que o crack encontra nas ruas completam o quadro.
Há mais um detalhe a considerar. No comércio de qualquer mercadoria, os custos para transportá-la do centro de produção ao de consumo são cruciais para o sucesso das vendas. No caso das drogas ilícitas, esse gasto é irrelevante. Se um traficante pagar 2 mil dólares por quilo de cocaína pura na Bolívia, e um piloto cobrar a quantia absurda de 500 mil dólares para transportar 500 quilos para os Estados Unidos num voo clandestino, que diferença fará? O preço final aumentará apenas 1.000 dólares por quilo, que será vendido por 30 mil dólares em Nova York.
É impossível eliminar do mercado um produto com essas características, comercializado por capitalistas selvagens que não recolhem impostos nem reconhecem direitos trabalhistas, com poder suficiente para corromper a sociedade e condenar à morte os que lhes prejudiquem os negócios.
Veja os americanos, leitor. Investiram na guerra contra as drogas mais do que a soma gasta por todos os países reunidos, e qual foi o resultado? São os maiores consumidores do mundo.
O que fazer, então? Cruzar os braços?
A forma mais sensata de enfrentá-lo é reduzir o número de usuários. Dependência química não é mero hábito de pessoas sem força de vontade para livrar-se dela, é uma doença grave que modifica o funcionamento do cérebro. Nós, médicos, devemos confessar nossa ignorância: não sabemos tratá-la, porque nos faltam experiência clínica e conhecimento teórico. Só recentemente a comunidade científica começa a se interessar pelo tema.
É preciso oferecer ao craqueiro uma alternativa de vida para tirá-lo das ruas. Além disso, criar novos centros de recuperação formados por equipes multidisciplinares de profissionais bem pagos, dispostos a aprender a lidar com os dependentes, a conduzir pesquisas e a definir estratégias baseadas em evidências capazes de ajudar os inúmeros usuários dispostos a escapar do inferno em que vivem.
O dependente de crack deve receber apoio social e ser tratado com critérios semelhantes aos que usamos no caso dos hipertensos, dos diabéticos, dos portadores de câncer, Aids e de outras doenças crônicas.
O desafio americano
O desafio americano
Por Mauro Santayana
A capacidade de liderança dos homens de Estado se funda em duas aptidões. A primeira é a de identificar, nas dispersas vontades populares, a melhor e mais bem lastreada aspiração nacional. A segunda é a de codificar essa aspiração, transformando-a em ideia mestra, e devolvê-la à nação como tarefa histórica.
A trajetória dos Estados Unidos mostra como se fizeram alguns de seus grandes líderes, que agiram com esse bom-senso. Às vezes, eles se orientam por colaboradores argutos, que, seja por comodismo, seja por falta de carisma, não disputam, eles mesmos, o poder. Mesmo quando isso ocorre, a virtude é sempre a de saber avaliar os auxiliares e suas melhores ideias.
Os fundadores da República se valeram da lógica poderosa de um outsider, o inglês Tom Payne: a de que as colônias estavam dentro de um círculo mental absurdo, o da fidelidade à Inglaterra. Como disse, em panfleto que serviu de centelha à independência, era uma situação que contrariava o senso comum. Sendo assim, deu às elites da Nova Inglaterra a razão que levou à Declaração de Filadélfia e ao nascimento dos Estados Unidos. O segundo momento é o de Jackson. Ele encontrou a república acomodada entre o ideal jeffersoniano da vida no campo e o controle do comércio e da indústria que surgia pelos banqueiros. Descobriu o inconformismo dos pequenos empreendedores e da incipiente classe operária, e lhes deu resposta com um governo que ampliou as bases da democracia, ao mesmo tempo em que colocava coleira e corrente nos banqueiros de Filadélfia. Seu governo, concordam os historiadores, correspondeu a um segundo e fértil movimento no desenvolvimento dos Estados Unidos.
O mesmo ocorreu com Lincoln: o grande presidente percebeu que o problema da escravidão deveria ser resolvido, logo, para que a República não perdesse seu rumo. Os americanos pagaram o preço da Guerra da Secessão, mas, sem ela, a tragédia teria sido maior.
Com Roosevelt ocorreu o mesmo. Ele teria que dar resposta à miséria provocada pela insensatez capitalista, que levara à Grande Depressão. Em seu caso, contou com grandes assessores, entre eles o seu Tomas Payne, pelo senso comum com que viu o problema, o assistente social Harry Hopkins. O candidato, em sua plataforma, e o presidente, em sua ação governamental, deu a seu povo, a tarefa histórica de salvar o sistema, mediante as ideias de Hopkins e de Keynes, com o New Deal, e os Estados Unidos puderam liderar o esforço do humanismo ocidental contra o Eixo.
O pronunciamento de Barack Obama, feito solenemente do Salão Oval, anteontem, lembra a coragem dos predecessores citados. Ele entende que os Estados Unidos chegaram ao limite do sistema de produção industrial baseado na energia fóssil. Tal como a quebra de Wall Street naquela terça-feira negra, de 29 de outubro de 1929, o terrível vazamento de óleo do Golfo do México é um chamado a outro new deal, a nova tarefa histórica para a sociedade norte-americana. Obama, chegando à metade de seu mandato, sabe que terá que renovar o seu contrato de esperança com o eleitorado, e para isso nada melhor do que desafiar a sociedade à mais importante tarefa da História: a de desfazer-se do petróleo como a principal e quase única fonte de energia. Ele disse claramente que, até agora, os esforços para a obtenção de uma energia limpa têm sido frustrados pela ação dos lobistas da indústria petrolífera. Segundo o presidente, chegou o momento de os Estados Unidos assumirem o seu próprio destino.
CHOCANTE! Recém-nascido é encontrado dentro de sacola em rua de Niterói
Recém-nascido é encontrado dentro de sacola em rua de Niterói
Jornal O Dia
Rio - Um recém nascido de sexo masculino foi encontrado, na manhã desta quarta-feira, na Rua Mario Joaquim Santana, no Bairro de São Francisco, em Niterói, na Região Metropolitana do Rio. O bebê foi encontrado pelo motorista de táxi André Luiz Gomes dentro em uma bolsa de viagem. O motorista achou que era um gato. Depois, percebeu que o choro era de bebê e que o som vinha do lixo.
André Luiz pediu ajuda de uma mulher que passava no local, a doméstica Maria da Penha Brígida de Souza, de 62 anos abriu a bolsa e encontrou o bebê enrolado numa manta, ainda com restos do cordão umbilical.
Policiais militares do 12º BPM (Niterói) informaram que o recém nascido foi levado para o Hospital Mário Monteiro, no bairro do Cafubá. Segundo a assessoria do hospital, o bebê passa bem.
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